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Minuto Zero

A Semana Desportiva, minuto a minuto!

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Minuto Zero

12
Out10

Futebol Internacional - Como mudar uma geração? Questão Milan

Minuto Zero
Desta parte à já alguns anos o Ac Milan tem vindo a apostar forte em planteis com jogadores envelhecidos, não que a idade seja um problema (Maldini e Zanetti são exemplos disso), mas sim porque na sua maioria seriam jogadores na curva descendente da carreira... alguns bem no fundo já.

Ronaldo ("fenómeno"), Ronaldinho, Favalli, Beckham, o regresso esporádico de Shevchenko, Èmerson, Zambrotta... e tantos outros mais, são exemplos de uma aposta que visou sempre resultados imediatos. 
Como base de um plantel, um grupo de jogadores, alguns deles 2 vezes campeões europeus (2002\2003 e 2007\2008!!!), que, e apesar de alguns pouco jogarem, se mantiveram na estrutura do plantel. 
Falamos de Pirlo, Nesta, Maldini (já retirado), Kaladze (no Génova), Dida (retirado), Costacurta (retirado), Seedorf, Gatusso, Ambrosini, Abbiati... nada contra a continuidade ao longo dos anos sempre no mesmo clube, o problema é quando não existe renovação e estes se mantêm como únicas soluções mesmo deixando de render o suficiente para o cumprimento dos objectivos do clube.

2010\2011. Novo treinador sucede a Leonardo, Massimiliano Alegri, vem do Caglari, e encontra uma equipa dividida entre a velha guarda campeã europeia, jovens talentosos, e duas novas "super-estrelas".

Não alterando muito a forma de jogar do Milan, Alegri mantêm a característica mais marcante deste colosso italiano nos últimos anos : No meio campo, seja em 4x1x2x1x2, seja em 4x3x2x1, seja 4x3x1x2, o "meio-campo" forma em 1x2, com Pirlo, "regista" recuado, com papel essencial nas transições ofensivas, com 2 interiores que dominam as transições apoiando Pirlo que está longe de ser um recuperador de bolas. Para esta temporada aprarecem Gattusso e Ambrosini desgastados pelo passar do tempo, já sem o mesmo ritmo, Seedorf, o jogador à parte, que tanto quis ser 10, que acabou por passar ao lado de uma carreira ainda mais genial, Flamini, um jogador "triste" desde que saiu do Arsenal, e ainda um interessante dado novo, Kevin Prince Boateng, Ganês que joga a 100 à hora, robusto e inteligente, forte em ambas as transições, mas em processo de adaptação ao exigênte futebol italiano.


No ataque 4 "génios", e mais do que isso 4 momentos pessoais distintos: 

Ronaldinho esconde a "barriguinha"  dentro da camisola, fora dos calções. Já não tem a mesma intensidade que lhe permitia estar sempre em jogo no Barcelona. Vive agora de momentos de inspiração esporádicos, mas quando abre o livro pode decidir uma partida.

retirado de: zimbio.com

Pato, o mais jovem de todos, procura evoluir no sentido de se tornar o novo 9 canarinho, rápido, tecnicamente (sobre)dotado, remata bem e fácil, parte sobretudo em movimentos diagonais de fora para dentro. No 4x3x3 de Alegri surge muitas vezes demasiado longe da área adversária. As lesões teimam também em atrasar o seu crescimento.
Robinho vem de uma "lufada de ar fresco" na sua carreira, a passagem pelo "seu" Santos, onde mais do que jogar sambava ao lado de Ganso e Neymar. Agora de volta à Europa é hora de se colocar definitivamente no top como titular de um "gigante" europeu.
E por fim, Ibrahimovic, emprestado pelo Barça, ao qual não mais deve voltar. Não hà ponta de dúvida da sua qualidade, trata-se de um jogador de top-5 mundial, mas vive muito daquilo que quer dar ao jogo, pede à equipa que jogue para ele. Muitas vezes é o próprio quem "adultera" as transições ofensivas e liberta todo o seu talento em caminhos que não são os seus... No Inter era 10, 9,5 e 9 em muitos jogos. No Barça viu-se amarado à posição de ponta-de-lança, obrigado a correr atrás dos defesas no momento defensivo... para além de não possuir o estatuto de estrela maior.. era mais um.. quando ele gosta de ser o próprio um todo. 

Retirado de: 
                                                               www.mundodofutebol.net

Como conciliar estes 4? Tacticamente quase impossível. Nenhum deles se sacrífica para o momento defensivo. Colocar Ronaldinho num meio-campo a 3, nem no seu apogeu, agora seria partir a equipa em 2, retirar-lhe fio condutor... é uma questão táctica complexa, mas sobretudo, este Milan é uma equação de egos e momentos físicos e psicológicos.

By Tiago Santos