Domingo, 25 de Dezembro de 2011
Área de Ensaio

O Regresso do Nosso Campeonato

 

 

    O Campeonato do Mundo de Rugby passou. Como se previa a Nova Zelândia não deu hipóteses, e jogando em casa levantou novamente um título que lhes fugia à 24 anos. Com maior ou menor dificuldade, mostraram que são realmente a melhor equipa do mundo.

    A final, contra a França de Thierry Dusatoir (um dos melhores do ano aliás), foi ganha por um ponto apenas, mas foi o suficiente para Richie McCaw e os seus colegas fazerem a festa. Neste torneio merecem ainda destaque, a França claro está pela excelente campanha que fez, onde se destacaram homens como Dusatoir, Vincent Clerc ou Morgan Parra e ainda o País de Gales, que com um estrondoso 4º lugar foi a sensação do campeonato.

    Mas como já referi tudo isto passou, e é tempo de agora nos debruçarmos sobre as competições internas, pelo menos até ao inicio do Torneio das 6 Nações, em Fevereiro.

    Pelo meio, a nossa selecção disputou uma partida amigável contra a sua congénere uruguaia, onde mais uma vez ficou patente que o rugby português não atravessa o seu melhor momento. Pior que a derrota foi a exibição, onde para além da incapacidade de ganhar a posse da bola ficou expressa a dificuldade em atacar. Faltaram alguns internacionais, é certo, e apenas podemos acreditar que quando começar o Torneio Europeu das Nações, os resultados serão melhores.

    Este jogo foi disputado sobretudo com jogadores do nosso campeonato, a Divisão de Honra, campeonato esse que já entrou na segunda volta da Fase de Apuramento. E neste momento já estão definidas as equipas que jogarão para o título, e quais jogarão para evitar a descida. Como seria de esperar Agronomia já lidera com 49 pontos, fruto das 11 vitórias em 12 jogos. Mais uma vez Duarte Cardoso Pinto destaca-se nesta equipa sendo neste momento o melhor marcador desta fase. Em segundo lugar segue o CDUL com 43 pontos, onde neste momento se destaca Carl Murray. O GD Direito é 3º classificado, o que não deixa de ser uma "meia-surpresa". Com tantos internacionais na equipa, esperava-se mais dos "advogados". De qualquer forma, os 42 pontos que já têm chegaram para garantir um lugar nos 4 primeiros. A grande surpresa chama-se Académica de Coimbra. Suplantou o Belenenses (ainda a recuperar da saída de Hafu), e com 39 pontos fez o que poucos esperavam. Com uma equipa constituida por jogadores jovens e alguns muito experientes, com destaque para o pilar Rui Cordeiro a "briosa" promete muita luta pelo titulo, sobretudo nos jogos disputados em Coimbra.

    Belenenses, Benfica, CDUP e Técnico iniciarão a disputa para evitar o lugar que ninguem quer. O Técnico, por apenas ter ganho 4 pontos nesta fase é à partida a equipa que menores argumentos terá para evitar a ida até à 1ª Divisão. Caberá a jogadores como Manuel Frazão (o melhor marcador da equipa) lutar para evitar esse posto.

    Em Janeiro voltará a disputa.

    No campeonato da 1ª Divisão, as surpresas são poucas. CRAV é primeiro, e o seu "passeio" até à Honra parece ser para continuar. O Cascais, terá, em principio, de esperar mais um ano até puder disputar o acesso ao principal campeonato. Montemor, Lousã e Évora disputam ainda os dois lugares que faltam para disputar a subida. Uma destas equipas irá acompanhar o Vitória de Setúbal, o Santarém e o Caldas Rugby Clube na luta para disputar a descida.

    Ainda falta bastante campeonato, e muito poderá acontecer, e eu cá estarei para acompanhar as decisões do nosso rugby.

 

By Pedro Santos



publicado por Pedro Santos às 17:22
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Sábado, 24 de Dezembro de 2011
Feliz Natal

Aproveite desligue um pouco o seu computador e viva esta época em familia!

 

A equipa MinutoZero' deseja-lhe um Feliz Natal!

 

 

 



publicado por Minuto Zero às 19:51
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Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2011
3x4x3: Outros mundos...

Grande expectativa (sobretudo do outro lado do Atlântico) para o choque entre Santos e Barcelona, um jogo que fez todo o restante Mundial de Clubes parecer uma mera formalidade. 

 

Do lado do Santos, os seis meses de preparação tão anunciados pela imprensa brasileira, resultariam num confuso modelo de jogo por parte de Muricy Ramalho, que acabaria por retirar à equipa a capacidade para ter bola com qualidade.

 

Lançando um sistema de três defesas centrais, com Bruno Rodrigo, Durval e Edu Dracena, abdicou de um dos médios-interiores, deixando Arouca e Henrique frente a frente contra Xavi, Inista, Fabregas e Thiago, que à vez passavam pela zona central, no habitual vai e vem dos médios centro catalães.

Do lado direito da defesa, Danilo, grande responsável pela saída em posse da equipa brasileira, sobretudo pela capacidade física aliada à capacidade de passe, acabaria por sair lesionado aos 30's, deixando o Santos de mãos e pés atados, frente a um Barcelona em pressão alta, verdadeira asfixiante.

Arouca e Henrique seriam os grandes sacrificados, aos quais se juntaria um agora bem mais lento Elano, num meio-campo que se limitou a correr atrás do adversário. Sem bola e excessivamente adiantado, P.Henrique Ganso parecia alheio ao jogo, não podendo acrescentar o habitual perfume dos seus passes de ruptura. Na frente, soltos, Neymar, este procurando a faixa, e Borges pelo meio, eram figuras de corpo presente apenas.

 

Do lado do Barcelona, e ao contrário do sucedido na meia-final frente ao Reysol, Guardiola lançaria o cada vez mais habitual sistema de 3 defesas, com Puyol, Pique e Abidal, e Busquets como ponto de equilíbrio à frente do único central, Piqué.

 

Do meio-campo para a frente, Xavi, Iniesta, Fabregas e Thiago, pela primeira vez os quatro juntos na mesma formação inicial, jogavam em trocas constantes, deixando Messi solto, aparecer como sempre entre eles na busca da bola.

Grande novidade, o posicionamento de Daniel Alves, como extremo em posse, médio-ala a fechar o lado direito sem bola, procurando impedir o velhinho  Léo de crescer no jogo.

Nota mais preocupante e sintomática. seria a apatia dos médio brasileiros para pressionar um pouco mais alto, deixando os jogadores do Barcelona promoverem a habitual troca de bola. Quando aparecia pressão, era pura e simplesmente individual, algo que, com o passar do tempo e com o entrar da bola na baliza do Peixe, se viria a agravar.

Com cinco jogadores com grande capacidade de passe, uma posse de bola infindável daria não só para adormecer o jogo na segunda parte, como fazer os jogadores do Santos desejar que a tão ansiada final, chegasse ao fim. 

 

Para Ganso e Neymar, resta agora seguir o caminho de Danilo (agora jogador do F.C.Porto) e procurarem uma aventura europeia que lhe permitia crescer enquanto jogadores enquadrados em grandes equipas. Terá forçosamente de passar por ai o seu futuro, se não querem continuar a viver no mundo de ilusões criadas entre comunicação social, marketing, e guerra de agentes que vão por estes dias adulterando a boa evolução do futebol brasileiro nos últimos anos... pelo menos no nível competitivo.

 

Quanto ao Barcelona, cada vez mais parece obvio que não mais devia jogar o mundial de clubes... afinal estes craques já fazem parte de um outro universo, o mesmo onde habitam as lendas do futebol.

 

 

 

 

 

By Tiago Luís Santos



publicado por Minuto Zero às 00:00
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Quinta-feira, 22 de Dezembro de 2011
Buzzer - Beater

Uma triste história

 

Mal tinha começado a época 2008/2009 da NBA e já uma equipa que fez dinastia na década que ia a acabar estava a renovar o plantel, que envelhecia gradualmente: os Detroit Pistons trocavam o experiente base Chauncey Billups pelo igualmente experiente Allen Iverson (mas menos estável em termos de personalidade). Billups contribui para dar a Detroit um campeonato em 2004 e umas quantas presenças nas Finais nos anos seguintes, mas o seu contrato pesava imenso nas contas da Cidade Automóvel. Iverson vinha de uma boa prestação em Denver, abaixo dos padrões que estabeleceu nas sua época de MVP e algumas seguintes em Philadelphia, mas compreensível com a idade.

 

Mas Billups não estava a sair pela porta dos fundos do clube: Detroit precisava de algumas remodelações e um base do pior lado dos 30 com um contrato que Detroit não podia acartar com objectivos de remodelação parecia aceitável. Aliás, Billups ia para Denver, a sua terra natal, onde possivelmente se iria reformar. Acabou por ser nas épocas seguintes a segunda opção na equipa, complementando o prolífico marcador da equipa, Carmelo Anthony. Mas o precedente estabelecido na época passada por Lebron James, Chris Bosh e Dwayne Wade, em que os três negociaram entre si contratos mais pequenos que lhes permitiam coexistir financeiramente no mesmo clube mudou a mentalidade de muitos jogadores e dirigentes. Os três passariam de astros a uma forte constelação.

 

Então outros jogadores começaram a seguir o exemplo, começando por Anthony: via que em Denver não iria conseguir o talento suficiente atrás de si para competir por um título e tratou de requisitar uma troca. Acabou por ir parar aos New York Knicks, onde outro astro, Amare Stoudemire, jogava. Mas como as equipas negoceiam entre si, e a NBA, como se tem visto ultimamente, pouco é mais do que um negócio, essa transacção iria incluir outro jogador de qualidade para Nova Iorque, dado que essa esta equipa, apesar de ir receber uma estrela, não queria perder todas as suas jovens promessas. Então Billups veio. Meio da época, jogador com 34 ou 35 anos, são-lhe retirados os planos de uma tranquila reforma daqui a poucos anos. Aborrecido, até acabou por ir na conversa porque ia para uma equipa para desafiar um título no ano seguinte.

 

Mas os Knicks sonham alto. Vindo um lockout prolongado, tiveram tempo para pensar nas opções. E afinal Billups nada mais era do que uma casualidade para obter Anthony, com um (ainda) grande contrato para 2010/2011 que lhe pagaria 14M, que estrangulava o tecto salarial dos ianques. Como os postes fazem falta nos dias que correm, e Nova Iorque não tinha nenhum capaz para os seus objectivos, e bases, apesar da importância da posição, há muitos, Billups foi novamente moeda de troca: é-lhe usada a cláusula de amnistia para retirar o contrato das contas de Nova Iorque, e o veterano foi parar aos 'waivers', uma espécie de leilão em que qualquer clube pode pegar nos jogadores colocados à disposição por outras equipas, vencendo quem fizer a melhor oferta.

 

Os LA Clippers, tendo já um negócio fantástico que lhes trouxe aquele que é na minha opinião o melhor base da liga, Chris Paul, presisavam de um atirador para o perímetro, e Billups, apesar de ser outro base, tinha as características necessárias. Mesmo depois de o jogador ter ameaçado não jogar se não pudesse escolher a equipa para onde iria (pensa-se que, traído por tantas organizações, o base quisesse fazer o melhor da situação e juntar-se aos Miami Heat, tornando a constelação a mais absoluta favorita ao título deste ano), os negócios apanharam-no.

 

Moral da história? Tal como Billups, Lamar Odom dos Lakers foi uma mera peça de negócio, apesar dos títulos e da coesão de balneário que trouxe à sua equipa ao longo de tantos anos como profissional da casa. O mesmo vai acontecendo com Brook Lopez, que vai sendo constantemente avaliado pelo seu valor de mercado para ser trocado com Dwight Howard, que também quer sair de Orlando. Ou até Rajon Rondo, que se falava ser parte de um pacote por Chris Paul antes de se confirmar o negócio com os Clippers. E assim as relações já tremidas que existiam entre os jogadores e os dirigentes na época passada e algumas anteriores caíram completamente por terra após o lockout. Hoje, just business. Sendo provavelmente os assalariados mais bem pagos e com mais regalias de todo o planeta, os jogadores da NBA conseguiram manter muito tempo uma posição de vantagem sobre os donos, mas, sendo estes que pagam as contas, acabaram por sucumbir a algumas exigências. Mas como toda a gente tem que ceder, os problemas que já existiam mantém-se quase inalterados, e garanto-vos que assim que este acordo salarial (que dura no máximo dez anos, não sei precisar) terminar haverá outra paragem de trabalho, porque os problemas ir-se-ão manter: jogadores medianos com salários de estrelas, prejuízos para equipas de cidades mais pequenas, and so on. Todas estas transações na hora, total desrespeito pela estabilidade dos jogadores, mas também o poder desmedido que alguns desses jogadores têm de, simplesmente, tornar equipas reféns das suas decisões ou exigências são um mero resultado de um lockout como este foi, prolongado, marcado por decisões economicistas para os dois lados, bem como alguma arrogância. Your bad jogadores, your bad, dirigentes.



publicado por Óscar Morgado às 16:13
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Steve Field

Académica e Paços de Ferreira, as diferenças

 

Académica e Paços de Ferreira são, neste momento, duas das equipas que mais se falam no nosso campeonato, ainda que por motivos opostos.
Os homens de Coimbra, que lutam pela descida ano após ano apesar de ser um dos clubes históricos, são uma das sensações da liga, enquanto os homens da capital do móvel são a grande decepção, contrariamente ao que fizeram nos últimos anos.

 

Qual é, então, a grande diferença entre os dois conjuntos: Pedro Emanuel. O antigo capitão do Porto mostra, uma vez mais, que a maioria dos grandes patrões da defesa e do meio campo são grandes treinadores. Com o desejo de voltar ao seu clube do coração, desde vez para ser treinador, Pedro Emanuel montou um grupo forte, com um esquema (4-3-3) muito bem definido, moldado por um modelo de jogo da qual sou profundo adepto.

 

 

Já o Paços de Ferreira, apesar de privilegiar o mesmo esquema da equipa de Coimbra, apresenta resultados e exibições bem contrárias. O que tem conseguido Pedro Emanuel que a turma pacense não consegue?

 

Como já disse, a Académica tem vindo a apresentar um futebol que admiro, um futebol que o Paços vinha apresentando nas últimas épocas. Sem bola, a equipa baixa o bloco e Diogo Mela junta-se a Sow, uma das revelações desta liga, ficando Adrien com um pouco mais de liberdade. Com bola, Diogo Melo avança um pouco no terreno. Assim, a equipa sem o tal número dez, tem em Adrien o grande cérebro, o tal ‘oito e meio’.

 

Sem bola, tanto Marinho como Diogo Valente recuam até ao meio campo, para garantir a coesão defensiva. Com bola, os mesmos alargam o campo para dar profundidade ao jogo, com a subida de dois grandes laterais, Cédric e Hélder Cabral. Assim, a equipa sobe e desce em bloco, raramente saindo descompensada. Ou seja, faz campo pequeno a defender e campo grande a atacar, um regalo para os amantes da táctica.

 

Por sua vez, o Paços de Ferreira é uma equipa extremamente desequilibrada. Por ter maus jogadores? Não acho. Muitos deles vêm de outros anos. Daí considerar o pedido de reforços de Henrique Calisto um atirar areia para os adeptos, uma desculpa para os maus resultados. Calisto devia de trabalhar mais e queixar-se menos. A equipa desequilibra-se nos 4 momentos de jogo. Com um pouco mais de trabalho, as debilidades da equipa seriam disfarçadas, tal como são as da Académica. Sim porque Académica e Paços de Ferreira têm um factor comum: uma defesa fraca. A diferença é que a organização de Pedro Emanuel disfarça, a de Calisto afunda. O trabalho, na maioria das vezes, faz milagres.

 

Com isto, a turma de Coimbra vai no sexto lugar da prova e na meia-final da taça, memorável. Já o Paços, a continuar assim vai para a Orangina. Parabéns, Pedro Emanuel. Ganhaste um admirador.

 

 



publicado por Steve Grácio às 14:23
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Quarta-feira, 21 de Dezembro de 2011
Hoje há festa da Taça

Quarta-feira, 21 de Dezembro de 2011

Lado B

Hoje há festa da Taça

 


 

 

Arranca hoje mais uma ronda da Taça de Portugal, edição 2011/2012, com o jogo entre Académica e Desportivo das Aves, no Estádio Cidade de Coimbra às 19:00, com transmissão televisiva na SportTV.

A Académica chega a este encontro dos quartos-de-final da Taça, tendo deixado pelo caminho nas eliminatórias anteriores o Oriental (1-0), o FC Porto (3-0) e o Leixões (5-2, após prolongamento). Já o Desportivo das Aves chega a este fase, tendo já eliminado o Estrela de Vendas Novas (2-0), o Infesta (4-0), o Vitória de Guimarães da Liga principal de futebol (3-2, após grandes penalidades) e o Ribeira Brava (2-1, após prolongamento).

Prevê-se um jogo intenso e muito bem disputado entre duas equipas que atravessam um bom momento de forma. A Académica vem de um empate valioso com o sempre candidato ao título Sporting Clube de Portugal, enquanto o Desportivo das Aves vem de uma vitória moralizadora por 3-1 frente ao até líder da Liga de Honra, Atlético Clube de Portugal.

Na minha opinião quem poderá resolver esta partida em favor da Académica serão os jogadores Adrien Silva e Éder, que estão num momento de forma espectacular. Já do lado do Desportivo das Aves, penso que Pires e Pedro Pereira (dois jogadores formados no Sporting de Braga) estão em condições de poder resolver esta partida.

No entanto, volto a reforçar que deverá ser um jogo muito equilibrado em que a decisão final poderá ficar resolvida apenas no prolongamento ou até nas grandes penalidades.

Em caso de apuramento do Desportivo das Aves será a primeira vez que esta equipa do Norte de Portugal atinge as meias-finais da Taça de Portugal, sendo que esta é apenas a segunda presença nos quartos-de-final.

Para além deste encontro entre Académica de Coimbra e Desportivo das Aves, os quartos-de-final da Taça de Portugal continuam na quinta-feira com os jogos entre Oliveirense e Olhanense e entre Sporting e Marítimo, completando-se na sexta-feira com o desafio entre Moreirense e Nacional da Madeira.

Assistam a mais um grande jogo do futebol português que, apesar de não ter como interveniente um dos três grandes do nosso futebol será com certeza um encontro muito bem jogado. Divirtam-se!

 

por Bruno Carvalho

 



publicado por Bruno Carvalho às 13:18
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Terça-feira, 20 de Dezembro de 2011
Futsal, uma vez mais

 

O futsal português garantiu uma vez mais um lugar nos grandes palcos mundiais.

 

Esta modalidade, a par do hóquei em patins, é aquela que tem tido mais êxitos internacionais dentro do grupo daquelas que são denominadas “amadoras”.

 

Prova disso é o desempenho nas duas últimas edições do SL Benfica e Sporting naquela que é a prova máxima do futebol de salão, a UEFA Futsal Cup. Ricardinho na equipa da Luz e Cardinal nos leões, lideraram e levaram o futsal nacional a deixar o seu marco na história da modalidade.  

 

Estes que hoje são os símbolos da espetacularidade do futsal nacional, fruto da sua qualidade inegável, tornaram-se embaixadores do futsal português por esse mundo fora.

 

Ricardinho trocou o Benfica pelos nipónicos do Nagoya em 2010, e foi ao serviço destes  que empalideceu o planeta com um golo do outro mundo, que em muito contribuiu para que visse o seu nome inscrito da eterna lista dos melhores do Mundo da modalidade.

 

Já Cardinal, adepto assumido do FC Porto, manifesta toda a sua irreverência por todo o canto que passa. Viu o seu contrato rescindido pela direção do Sporting por ter liderado a claque oficial do FC Porto, os Super Dragões, na deslocação à Luz na época transata. Hoje, espalha magia e exalta a bandeira lusa nos palcos russos, ao serviço do CSKA de Moscovo onde é seguramente dos ativos mais valiosos.

 

Estes que são os expoentes máximos do futsal vêm contribuindo para que a seleção nacional consiga atingir grandes resultados. Esta conseguiu, então liderada pelo atual técnico dos leões Orlando Duarte, a melhor classificação de sempre numa prova internacional. No europeu da Hungria, Portugal apenas foi derrotado na final, 4-2, pelos nuestros hermanos espanhóis.

 

Desta forma, e seguindo aquele que tem vindo a ser o seu ímpeto, a seleção portuguesa de futsal garantiu o primeiro lugar do Grupo 4 de apuramento para o “play-off” de qualificação para o Mundial 2012, que decorreu em Coimbra, ao vencer, neste domingo, a Eslováquia, por 5-1.

Este marco vem com selo de esperança, com o certificado de que o futsal português continuará a dar cartas e a provar a sua magnificência nos próximos tempos.

 

 



publicado por Diogo Ferreira às 19:05
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Pedro Solha MVP da 16ª jornada do Andebol 1

O ponta-esquerda da equipa do Sporting foi o mais produtivo, 13 golos, da ronda 16 do campeonato maior do andebol nacional.

 

O internacional português esteve em destaque na 16ª jornada do Anbebol 1, fruto dos 13 golos marcados na vitória, 34-21, frente as Vimaranenses do Xico Andebol no passado sábado.

Segundo o cálculo do Índice de Rendimento, obtido através duma fórmula disponível no site de estatística andystat.com, Pedro Solha conseguiu a nota de 9.95, que lhe valeu o título de MVP da jornada.

Completando a poul do 7 ideal da jornada, enquanto o FC Porto e Águas Santas colocaram um par de jogadores, resultado das vitórias obtidas frente ao Belenenses e ISMAI, respetivamente, Madeira SAD e ISMAI conseguiram que os seus atletas Hugo Rosário e Daniel Costa integrassem este mote também.

 



publicado por Diogo Ferreira às 18:57
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Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2011
Livre Directo

O novo "tuburão" do futebol europeu

 

 

 

a) É na Premier League que milita uma das equipas mais perigosas da actualidade: o Manchester City.

Quando, em Setembro de 2008, o grupo United Abu Dhabi investiu no clube, os adeptos do Manchester City começaram a sonhar com um futuro cheio de sucessos. No entanto, após muitos milhões gastos em jogadores que não renderam o esperado, como o caso de Adebayor, os adeptos do clube começaram a desconfiar se alguma vez iriam chegar ao sucesso que tanto almejavam.

Foi com a entrada de Roberto Mancini para treinador do clube que os jogadores começaram a demonstrar que afinal o investimento feito até aí não tinha sido em vão.

Actualmente, o Manchester City é uma equipa que mete medo a qualquer adversário e muito o pode agradecer ao técnico italiano. Mancini conseguiu potenciar o talento individual dos jogadores que tinha à sua disposição e formar uma equipa muito equilibrada a meio-campo e com uma extraordinária capacidade de finalização.

Apesar de já estar fora da Liga dos Campeões, apresenta-se agora como um dos principais candidatos a vencer a Liga Europa, nem que para isso tenha que eliminar o FC Porto, o actual campeão em título. Já a nível interno, tudo aponta para que no final da época o Manchester City volte a ser o vencedor do campeonato inglês 44 anos depois.

 

b) Destaco também o segundo lugar de Ana Dulce Félix e da selecção feminina no Europeu de Corta-Mato realizado no passado dia 11, na Eslovénia.

Mais uma vez o atletismo português está de parabéns e mostra que vale a pena acreditar nesta modalidade. 

 

 

by Cláudio Guerreiro



publicado por Cláudio Guerreiro às 13:03
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Sexta-feira, 2 de Dezembro de 2011
3x4x3: Napoli

 

Quase vinte anos após a saida de Maradona, marcados por uma terrível descida à serie B, o Nápoles está de regresso em grande. Os enormes investimentos em jogadores, fazem da equipa de Walter Mazzarriuma das mais competitivas do Calcio. A sua posição na Serie A não espelha a qualidade demonstrada numa época em que para já chega aos oitavos da champions.

 

Em termos de organização. Mazzarri escala uma equipa com três centrais, num eixo liderado por Paolo Cannavarro, irmão do antigo Bota de Ouro Fabio. Ao lado jogadores como Campagnaro, Aroinica ou Fernandéz são sobretudo competentes no jogo aerio, mais do que três defesas, são na realidade três centrais. Nas alas aparecem Maggio e Zúniga, laterais/alas são o grande segredo do equilíbrio táctico, num sistema já pouco visto no futebol europeu. Maggio é provavelmente o melhor lateral italiano da actualidade, deve ser titular na Squadra Azzurra no Europeu do próximo Verão, 90 minutos em alta rotação fazendo toda a faixa. Resta saber como encaixaria numa defesa a 4, neste Napoles é o ala direito ideal.

 

O meio-campo recebeu esta temporada um novo elemento decisivo, Inler, poderoso médio Suiço que faz companhia a Gargano, pequeno "cão-de-guarda" no meio-campo. Á frente deste duplo-pivot liberta-se Hamsik, médio Eslováco de grande talento, mas que em muitos jogos se eclipsa. Sem dúvida o melhor Nápoles tem de ter um grande Hamsik.

 

É o internacional Eslováco é o municiador de Lavezzi e Cavani dois jogadores de top. Lavezzi é segundo avançado, que cai bem nas faixas como no centro, sempre em velocidade, mas com grande inteligência de movimentos. Cavani é ponta-de-lança poderoso, com bom movimento e excelente remate. No banco, o extremo Santana, Chávez, Mascara, Lucarelli ou Pandev, compõem um banco de luxo, com soluções, reforçado agora com a revelação do futebol chileno Eduardo Vargas, segundo avançado de enorme talento, suplente a médio prazo para o lugar de Ezquiel Lavezzi.

 

 

By Tiago Luís Santos



publicado por Minuto Zero às 21:56
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