Sábado, 31 de Dezembro de 2011
Vírgula: O caso Ruben Amorim

 

A notícia do possível empréstimo de Ruben Amorim, veiculada na semana passada, assustou-me. Pela utilidade que o médio tem para o Benfica, o empréstimo pareceu-me descabido. Teria de haver uma razão muito forte, que os adeptos desconhecessem, para o jogador mudar de clube. O motivo apareceu: foi acusado de indisciplina e tem um processo disciplinar às costas. Estranho.

 

O facto de o número 5 dos encarnados não ter muitos minutos não mostra que o Benfica deva prescindir dele. Com tanta qualidade no miolo, com jogadores como Javi Garcia e Witsel ou Aimar, a chegada à titularidade é tarefa muito difícil. Contudo, Ruben Amorim, apesar de não costumar jogar na sua posição de raiz (médio centro), tem cumprido quando é chamado. E destaca-se pela sua polivalência.

 

Em Setembro, no Benfica vs. Manchester United, a contar para a primeira jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões, Jesus surpreendeu e colocou Ruben Amorim a titular. Fez um jogo francamente mau e acabou por ser substituído. Não gostei da atitude do treinador: o médio não jogava há muito tempo - vinha de uma lesão - e foi lançado a titular logo num jogo com tanta importância. Os nervos e a falta de ritmo decidiram a sua exibição.

 

De resto, a sua inteligência e qualidade táctica permitiram-lhe, por exemplo, fazer as vezes de Maxi Pereira durante a época passada, quando o lateral-direito esteve lesionado. Permitem-lhe também que quando entra a meio de um jogo para a posição de médio interior direito consiga rapidamente entrar no ritmo de jogo e o saiba gerir. Sabe guardar a bola, é exímio no passe e tem um óptimo posicionamento.

 

Jorge Jesus trouxe-o para o Benfica por ser um jogador da sua confiança. E, apesar dos poucos minutos em campo, sempre se mostrou um bom profissional, respeitador das decisões do técnico benfiquista. Mostrou-se descontente por jogar pouco, aquando da sua última convocatória para a Selecção Nacional, mas fê-lo de forma educada e não entrou em ruptura com o treinador. Aparentemente.

 

O incidente que aconteceu no final do jogo contra o Rio Ave e só agora se tornou público levanta algumas dúvidas, e não me parece razoável decidir quem tem razão. Ficam apenas algumas perguntas: Por que é que o Benfica nunca consegue afastar estes casos – que fragilizam o balneário - da imprensa?; Os anos que Jorge Jesus e Rubem Amorim já trabalharam juntos não impediram que o caso tomasse estas proporções?; Será que Ruben Amorim está a forçar a saída porque se apercebeu que nestas condições não tem lugar na comitiva para o EURO’12?

 

Vieira pareceu-me sensato em segurar o jogador. É discreto, passa ao lado dos flashes pelo seu estilo de jogo pouco exuberante (que os adeptos mais desatentos não captam) mas traz coesão à equipa e é uma aposta segura. Compreendo que queira jogar. Como benfiquista que sou, gostaria de o ver festejar, com a camisola suada, o 33.º campeonato  do clube. Proponho que haja uma mediação, que o treinador seja sensível e lhe dê mais tempo de jogo, apesar do excelente meio campo de que dispõe. Agora, é urgente acabar com esta suspensão, que em nada beneficia o jogador e a instituição.



publicado por Pedro Pereira às 09:00
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Sexta-feira, 30 de Dezembro de 2011
3x4x3: Mercado nacional

 

 

 

O ano novo marca a reabertura da janela de transferências, é portanto ora dos rumores sem fim, mas também de olhar para a forma como os candidatos ao título nacional podem crescer acrescentando qualidade aos seus planteis.

 

1. Começando pelo topo, o Benfica de Jesus parece ter apenas pequenos reajustes de circunstância a fazer. Do lado esquerdo da defesa, Emerson ainda não convenceu a massa associativa, muito devido à sombra de Fábio Coentrão. No entanto, o ex-Lille vai cumprindo, sendo indiscutível a sua titularidade. Parece faltar no entanto concorrência para o lugar, com Capdevilla completamente fora de forma e o jovem Luís Martins a entrar a espaços na equipa.

 

O campeão do mundo e da Europa deve mesmo seguir para outras paragens, abrindo uma vaga que pode ou não ser preenchida. Fala-se com insistência de Ansaldi, lateral-esquerdo destro do Rubin Kazam, bom jogador, mas demasiado caro nesta altura do ano para uma equipa em contenção de despesas como Luís Filipe Vieira afirma. Talvez fique para o Verão o desfecho deste namoro antigo, sobre um jogador que no campeonato português poderia atingir o patamar da selecção das pampas. Não vejo muitos laterais argentinos ao seu nível, têm lhe faltado uma equipa mais competitiva, o Benfica seria sem dúvida uma óptima opção.

 

Os casos de David Simão e Nelson Oliveira serão para rever, sendo o empréstimo a única opção plausível. Quanto a Enzo Peréz, parece mesmo destinado a voltar ao seu país Natal. Fica por provar o talento de um dos melhores médios-ala do futebol da nação de Maradona, voltará Estudiantes onde  tem lugar marcado no meio-campo de la brujita Véron.Caso se confirme a saída, o Benfica não deixará por certo de receber uma quantia que permita custear os 5,5 milhões de euros gastos no Verão.

 

Rubén Amorim parece ser outro caso em potência. A chegada de André Almeida vindo do Leiria poderá indiciar a saída do internacional português, que resultaria num bom encaixe financeiro, por volta dos 5 milhões de euros.

 

2. No Dragão, depois da contratação de Danilo, Sapunaru ou Fucile estão na linha da frente para a saída. O lateral brasileiro é enorme promessa, de estranhar apenas os valores do negócio, um excesso demasiado estranho nesta altura de crise, e sobretudo face à posição do valor em questão. Jogará como lateral, no meio-campo só mesmo no Brasil.

 

A grande questão porem será a entrada de um novo ponta-de-lança. Depois da saída de Falcão para Espanha, muito se fala num substituto vindo da Colômbia: Jackson Matinez (Jaguares) e Teófilo Gutiérrez (Racing) seguem, pelo menos segundo a imprensa como alvos de mercado. Sobre Jackson, parece ser jogador potente, forte entre os centrais, sai bem de posição, tem excelente capacidade física e poder de choque, para além de jogar bem com os dois pés. Teófilo tem a vantagem de já ter dado provas num campeonato de maior dimensão, é menos poderoso fisicamente mas movimenta-se com qualidade frente aos centrais. Dos dois, confesso que Jackson me deixa mais vontade de rever, pelo futebol força, mas talvez Gutierrez fosse opção de maior qualidade, pelo menos para lutar por um lugar com Kléber.

 

Quanto a saídas, Guarín poderia ser um bom negócio, um encaixe interessante por um jogador que na temporada passada se cotou bem na montra europeia, mas que este ano perdeu lugar para Defour. O seu valor de mercado vai baixando, poderá ser uma excelente oportunidade de realizar um bom valor no jogado. Quem diz Guarín diz Varela, um eclipse em forma de jogador...

 

3. Do lado do Sporting a grande questão vem do eixo defensivo. Rodriguez continua sem aparecer, Carriço joga a 6 na ausencia de Rinaudo, Polga é sempre uma incognita.

 

Da Bélgica regressa Neto, jovem brasileiro formado no clube, médio de altas rotações, sempre a correr e lutar 90 minutos, pode ser uma agradável surpresa nesta segunda fase da temporada.

 

Todos os restantes sectores parecem bem resguardados, não se perspectivando saídas. Os grandes reforços podem vir do departamento médico, onde Izmailov, Jeffrén e Rinaudo serão peças chave no ataque ao título que há muito fogue ao leão.

 

By Tiago Santos



publicado por Minuto Zero às 18:42
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3x4x3: Paradigma de Guardiola, o futebol é dos médios-centro

 

 

Num tempo em que parece que já tudo foi inventado, surge sempre algo de novo, fascinante e ainda mais impressionante. Também no futebol do século XXI as novidades ao nível da organização em campo de uma equipa de futebol de elite parece ser já um mundo totalmente descoberto... até que alguém põe tudo em causa.

 

Ao longo de várias décadas do passado século o futebol foi mudando lentamente, inspirado nos génios de treinadores que ousaram inventar algo novo. Foi assim com Rinus Michels, com Arrigo Sacchi, Herbbet Chapman entre tantos outros... mas será assim com Josep Guardiola e o seu Barcelona?

 

Quando o 4x3x3, que na realidade era talvez mais 2x3x2x3, das três primeiras temporadas de Guardiola parecia ter de facto poucas fragilidades, apoiado pela forma de jogar estilo "tiki-taka" só ao alcance de uma equipa de pequenos génios Guardiola procurou mudar algo mais.

 

Não retirou só um defesa, colocou mais um médio-centro, um upgrade táctico capaz de amplificar a capacidade de posse, mas também de agressividade no pressing defensivo. Guardiola com o seu sistema de 3 defesas, acrescentou em campo o regressado Cesc Fabregas, médio centro que se junta a Xavi e Iniesta, num meio-campo de sonho que a selecção espanhola nunca conseguiu conciliar. Em campo, dão a sensação de que são baixinhos na forma de jogar, sempre com bola junto à relva, passando um pouco por todo o relvado numa sucessiva troca de passes. Entre os médios, surge Messi, falso avançado, numa procura constante de bola e espaço para desequilibrar.

 

Frente ao Santos, na final do Mundial de Clubes, aproveitando a lesão de Villa na meia-final e de Aléxis Sanchez, Guardiola colocou Thiago Alcântara, mais um médio de zona central de raiz, sobre a esquerda. O hispano-brasileiro é provavelmente neste momento uma das coqueluches do futebol mundial, um jogador ainda mais dotado do ponto de vista do 1x1 do que Inesta, e com capacidade de passe e leitura de jogo semelhante à dos geniais colegas de sector.

 

Com Thiago em campo, Guardiola ganhou mais um baixinho genial no seu meio-campo, ganhou capacidade de retenção de bola, agressividade táctica pela zona central, tornou a equipa mais equilibrada e ainda mais imprevisível. A largura, essencial para contrariar equipas demasiado recuadas, é garantida por Daniel Alves, agora reciclado como ala puro, deixando as tarefas defensivas para Carles Puyol na faixa. Frente ao Santos foi extremo a atacar, ala sem bola.

 

Aléxis, Pedro, Cuenca e mesmo Tello e Deloufeu, são extremos puros, que excepto o primeiro, jogam todos eles dando largura à equipa, sendo opções para jogos frente a equipas mais fechadas. Aléxis é mais do que extremo puro neste momento, é um falso avançado que aparece bem por qualquer uma das faixas, mesmo a central. Tem finalização, 1x1 e espírito de sacrifício colectivo, ganha lugar como opção mais válida do grupo de avançados.

 

Mas que lugar terá David Villa no seu regresso nesta equipa? Nos últimos jogos o melhor marcador de sempre da selecção espanhola apareceu cada vez menos vezes como titular, e por consequência marcando cada vez menos golos. Um ponta-de-lança puro, que neste novo 3x7x0 ou 3x6x0 de Guardiola, jogaria demasiado longe do seu habitat natural, e com menos hipóteses de aplicar a sua melhor característica no jogo, o remate.

 

Deste ponto de vista, talvez a lesão de Villa tenha sido para Guardiola a hipótese de descolar cada vez mais em direcção ao seu futebol de médios centro, com Xavi, Iniesta, Fabregas, Thiago e Messi como jogadores paradigma.

Se esta forma de jogar e este sistema vão virar moda no futebol? Dificilmente, porque só é mesmo possível numa equipa superior como é esta, mas a verdade, é que o principio do bom futebol, apoiado no passe como gesto técnico mais importante pode fazer regressar o futebol espectáculo perdido nas ultimas décadas nos laboratórios tácticos do futebol moderno.

 

By Tiago Luís Santos



publicado por Minuto Zero às 14:26
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Quarta-feira, 28 de Dezembro de 2011
Porque a vida também é feita a correr...

Novak Djokovic- A Ascendência de um novo Rei

 

 

Nota: Por motivos técnicos, foi me impossível postar a minha crónica na quarta-feira passada, por isso venho por este meio pedir desculpa a todos os leitores.

         No final do ano transacto, a luta titânica entre Roger Federer e Rafael Nadal estava cada vez mais a incendiar-se. Depois da ameaça em 2007, Nadal tinha ascendido ao trono olímpico em 2008, descendo à terra em 2009, com o regresso de Federer e voltando a ser o líder Mundial em 2010. Este duelo a dois do ténis masculino Mundial, bem contrastante com o feminino parecia esperar por mais capítulos incessantes numa odisseia que parecia sem fim à vista.

         Contra todas as expectativas, não por demérito dos magos Federer e Nadal, Djokovic tornou-se Rei e caminha agora para Imperador.

         No final de 2010, no ténis estava a emergir o duelo Federer/Nadal ganhava cada vez mais vigor e catapultava a modalidade para um patamar elevadíssimo tanto a nível mediático como de espectacularidade.

           Mas não é que depois da perfeição de Sampras chegou a máquina Federer. Depois de Federer chegou o gladiador Nadal e agora que o espanhol se assumia como figura de proa da modalidade e também do desporto Mundial, Djokovic emerge num época absolutamente fantástica jogando o melhor ténis dos pretéritos 10 anos. O ténis não pára de nos surpreender e o sérvio alimentou este mito, tornou-se uma lenda e agora quer-se tornar imortal.

          Qual o segredo para esta epopeia de Djokovic que deixou o mundo do ténis e do desporto em completa apoteose? É redutor, falar apenas de 2 ou 3 indicadores que possam ter contribuído para esta caminhada. Para nos apercebermos da completude que Djokovic teve que ter para demonstrar todo o seu arsenal vitorioso temos primeiro que nos centrar nos seus rivais.

         Roger Federer, sem o nível de 2004 ou 2005, o suíço a espaços revelou um ténis de altíssimo gabarito, aliando experiência, técnica e uma colocação em campo exímia. Mentalmente pareceu mais forte que 2010 e quando alguns já destinavam o seu fim, Federer fecha a época com uma vitória categórica, mostrando que a reforma continua longe e que ainda o vamos ter que aturar (felizmente) por mais alguns anos.

Rafael Nadal, não sendo tão incisivo como em 2010, tendo mais dificuldade para fechar os pontos como habitual, Nadal perdeu um pouco do domínio que costumava exercer perante os seus oponentes. Contudo a sua raça e determinação, aliadas a um top-spin em forma fortíssimo foram as premissas necessárias para que controlasse quase todos os adversários. Fisicamente teve algumas quebras, demonstrando alguma irregularidade, mas melhorou o seu jogo de rede, continuou como ninguém a quebrar serviços e raramente foi surpreendido.

         Por tudo isto Djokovic tinha de estar ao melhor nível se quisesse ser finalmente número um Mundial. Por isso Djokovic teve de puxar dos galões e mostrar ao mundo a sua completude, única forma possível de chegar ao top.

         Com uma jogo altamente alargado, Djokovic consegue quase sempre colocar o seu adversário fora do terreno de jogo, fazendo direitas com uma colocação e velocidade absolutamente temíveis. Com um serviço regular e eficaz demonstrou autoridade quando aparentemente poderia estar em quebra.  Com uma fortíssima esquerda paralela conseguiu muitas vezes contrariar os seus adversários, demonstrando uma enorme versatilidade e um à vontade para jogar no fundo do court nunca antes visto. Controlador e inteligente o seu jogo de rede embora não abundante, foi sempre ponderado e eficaz, o que se reforçou o seu domínio.

         Fisicamente, com o trabalho do seu treinador, conseguiu igualar Nadal, mantendo o mesmo ritmo do início ao fim de cada pancada, movimentando-se não tão rápido como Nadal, mas sempre com muita inteligência e antecipação o que permitiu estar sempre por dentro do ponto e comandar as operações.

          A sua agressividade ponderada foi a chave do seu sucesso, jogando no risco mas sem exagerar, transformando o seu domínio em controlo total impedindo de ser surpreendido no contra-golpe.

           Na final de Wimbledon e US OPEN Nadal esteve fenomenal, devolvia quase todas as pancadas do sérvio, obrigando a fechar o ponto à 8ª ou 9ª pancada (em jogadas em que podia fechar à 3ª). Mas Djokovic estava inquebrável. Com um jogo defensivo fortíssimo, conseguia responder sempre muito bem, defendendo e contra-atacando na mesma jogada demonstrando esperteza e um sentido posicional fortíssimo.

Nadal tentava variar o seu jogo, jogar nos limites, mas não conseguia, tanto em ataque normal como em contra-golpe, aproveitando o espaço conseguido por Nadal, Djokovic estava mortífero. Nadal deixou de atacar com medo de falhar e Djokovic ganhou confiança e manteve o ritmo do princípio ao fim conseguindo vitórias indiscutíveis.

               Mas mais importante foi o estigma mental do sérvio. Carregando todos os sentimentos nacionalistas do seu povo, jogou com paixão, amor e dedicação a uma causa. Foi atrás dum povo exacerbado em si mesmo, catapultou a sérvia para a escala Mundial e voou num sonho de se tornar um ícone e símbolo Mundial. Uma crença e determinação infindáveis, carregando em cada pancada a vontade de milhões de sérvios que o apoiam, que muitos até davam a vida para consagrarem o seu novo Rei.

           Na Sérvia a sua mediatização é exagerada e segundo um inquérito poderia ser o próximo presidente da república, no Mundo Djokovic é Rei mas ainda não Imperador. Faltou-lhe ter nascido na Suíça ou nos Estados Unidos para ser globalmente adorado, faltou-lhe ser um gentleman e ser politicamente correcto.

                      Gostando-se ao não do estilo, Djokovic foi claramente não só o melhor tenista de 2011 mas também o melhor desportista … O ténis já nos mostrou que está numa rota de evolução fortíssima, e cada vez surgem ou ressurgem novos heróis surpreendendo a previsível tónica deixada na pretérita época. O domínio de Djokovic será para continuar ou será apenas um interregno do domínio de Federer e Nadal. Motivos não faltam para acompanhar o ténis em 2012 a par e passo, sem perder pitada, felizes com esta oportunidade de ver três extraordinários desportivas numa rivalidade agora a três, sem precedentes.



publicado por João Perfeito às 16:06
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Lado B

Liga Orangina ao rubro

 

 

Hoje prossegue a 13ª ronda da Liga Orangina de futebol, uma prova muito disputada e muito equilibrada por tradição, e que para a próxima época contará com a presença das equipas B de FC Porto, Benfica, Sporting, Braga, Vitória de Guimarães e Marítimo, passando a ter 22 equipas em vez das actuais 16.

Os destaques do dia vão para os seguintes encontros:

Atlético (2º) vs Freamunde (11º), às 15 horas

Santa Clara (5º) vs Estoril (1º), às 18 horas

Leixões (4º) vs U. Madeira (16º), às 18 horas

Para além destes três encontros que destaco, realizar-se-ão mais três partidas. Estes três encontros destacam-se dos restantes, na medida em que ou o Atlético, ou o Estoril, ou o Leixões irão terminar o ano de 2011 na liderança da Liga de Honra Portuguesa de futebol, mais conhecida por Liga Orangina.

O Estoril-Praia defende a liderança do campeonato numa deslocação complicada aos Açores para defrontar o Santa Clara. Prevê-se um jogo muito difícil para a equipa da Linha, visto que o Santa Clara perde poucos pontos em casa. Contudo, creio que o Estoril tem jogadores que podem fazer a diferença, como Licá, Adilson ou João Coimbra, e facultar a vitória aos canarinhos de Lisboa.

Por seu turno, o Atlético Clube de Portugal aparenta ter uma tarefa mais facilitada já que recebe em casa emprestada, no Estádio da Reboleira, o Freamunde, uma equipa que está perfeitamente ao alcance do Atlético.

Já o Leixões recebe uma equipa ainda mais acessível, o União da Madeira, que ocupa o último lugar da classificação desta Liga Orangina. No entanto, para o Leixões chegar à liderança é necessário que Estoril e Atlético percam os seus jogos.

Relativamente ao que tem sido a prova até aqui, apraz-me registar a excelente campanha que o Atlético está a fazer, ocupando o 2º lugar da Liga de Honra, contrariando todas as expectativas do início da temporada, que apontavam o Atlético como sendo uma equipa que iria lutar pela manutenção nesta liga, já que tinha acabado de subir de divisão. Penso que o mérito do percurso do Atlético Clube de Portugal deve ser atribuído ao seu treinador João de Deus, que tendo à sua disposição um plantel com poucos jogadores capazes de fazer a diferença, conseguiu formar uma equipa unida e muito forte no seu conjunto.

Também o Estoril está a fazer um excelente início de campeonato, estando neste momento na liderança. Para mim não é surpresa, pois já esperava que o Estoril tivesse este comportamento dado que possui vários jogadores que já passaram pela Primeira Liga como Tiago Gomes, Vítor Moreno, Diogo Amado, João Coimbra, Licá e Adilson.

Por oposição e pela negativa, destaco a decepcionante carreira que Belenenses e Portimonense têm feito até aqui. O Belenenses encontra-se num sempre perigoso 13º lugar, enquanto o Portimonense está mesmo na zona de despromoção à II Divisão, estando no penúltimo lugar.

Na minha opinião, o Belenenses é uma decepção porque era apontado como o principal candidato à subida de divisão devido ao seu historial, mas, para mim o que conta é o trabalho e não propriamente o histórico dos clubes, pelo que o Belenenses tem que trabalhar muito mais se quiser alcançar a subida de divisão.

Já o Portimonense também é uma decepção na medida em que acabou de ser despromovido da Liga Zon Sagres e agora arrisca-se a ser despromovido novamente, desta vez para os escalões não-profissionais de futebol.

Para concluir, resta-me desejar a todos um bom ano novo e que o ano de 2012 seja melhor que o ano de 2011!

 

por Bruno Carvalho

 



publicado por Bruno Carvalho às 13:05
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Terça-feira, 27 de Dezembro de 2011
Steve Field

Dream team, parte 2

Qual o melhor Barcelona de sempre? O de Cruyff ou o de Guardiola? Não é uma pergunta fácil de responder e o “vencedor” será, certamente, a melhor equipa da história, que demonstra uma vez mais o poderio da equipa da Catalunha.

O Barcelona de Cruyff, provavelmente, garantia mais espectáculo. Eram goleadas atrás de goleadas. No entanto, sofria muitos golos e até era goleado algumas vezes, como na final da Champions com o Milan de Capello. Aqui reside a principal diferença entre os dois conjuntos, pelo que a minha resposta tende para o lado de Guardiola.

Muitos acusam Guardiola de ter o trabalho facilitado, por ter jogadores fenomenais. “Nem precisam de treinador”, dizem alguns. Puro engano. Guardiola é um génio táctico como há poucos, apesar de falhar em algumas substituições quando mais necessita. Outro treinador, provavelmente, cometeria o erro de Cruyff: só tinha no pensamento a organização ofensiva. Guardiola, pelo contrário e por incrível que pareça, trabalha mais a organização defensiva. Como? Através da recuperação de bola, a chave de todo o futebol do Barcelona. Muitos afirmam que essa chave é a posse
de bola. Mas para ter a bola é necessário recuperá-la e nisso, com um pressing alto fortíssimo, os homens de Guardiola são os melhores, pelo que sofrem muito poucos golos.

Um dos principais responsáveis pela organização defensiva é Busquets, provavelmente o melhor pivô do mundo. É um jogador “invisível” mas de uma utilidade incrível, é o “guarda-costas” de todos os génios do meio-campo, que sem Busquets não brilhariam tão alto. Outro dos pontos fortes defensivos nesta equipa são as bolas paradas. Incrível como uma equipa com uma das médias de altura mais baixas da europa raramente sofre golos de canto. O trabalho é mesmo o segredo do sucesso.

Posto isto, para mim o futebol do Barcelona de Guardiola é o melhor de sempre. Foi beneficiado em algumas vezes? Sem dúvida. Mas só os fanáticos poderão atirar areia para os olhos e não ver que o Barcelona, infelizmente para quem é fã de Mourinho como eu, é e dificilmente deixará de ser a melhor equipa.



publicado por Steve Grácio às 22:38
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2011 de Ouro

No que toca ao futebol nacional, 2011 foi um ano sem precedentes. Apesar do falhanço deliberado na Liga Milionária, Portugal não se rendeu e acabou por conquistar a Europa. FC Porto, SC Braga e SL Benfica foram os três emblemas que mais longe chegaram, conquistando os respectivos lugares nas meias-finais da Liga Europa.

 

Para juntos dos outros
Na Liga dos Campeões, o Benfica, apesar do grupo «acessível», não foi além de duas vitórias, que só deram o terceiro posto devido a um golo alheio. Quanto à equipa bracarense, fez o expectável, atingindo o terceiro posto de um grupo com Arsenal, Shaktar e Partizan; pelo meio chegou mesmo a bater os ingleses por 2-0. Sporting e Porto já se encontravam na Liga Europa, fruto de uma classificação menos conseguida na época transacta. Ambas as formações foram sorteadas junto de grupos bastante acessíveis, grupos estes que não deixaram de dominar e vencer. Assim se iniciava a conjuntura que, mais tarde, iria ser favorável aos lusos.

 

O ano de ouro
O Sporting foi a primeira equipa a ser eliminada. Após se debater com os escoceses do Rangers, acabou por morrer na praia, sofrendo o golo eliminador já dentro do período de compensação. A partir daí, a vitória sorriu «sempre» às hostes portuguesas. Depois de um primeiro teste na Polónia, do Minho chegavam notícias de eliminações de Liverpool e Dynamo de Kiev. O Porto bem se debateu contra o Sevilha, mas a bola simplesmente não entrava, aí valeu a vitória na capital da Andaluzia. A partir daí: passeio por um parque russo que não apresentou calibre para responder. O Benfica progredia sem dificuldades, ainda que tenha apanhado um susto nos «quartos» frente ao PSV.

 

Chegavam, desta maneira, três equipas lusas aos últimos quatro sobreviventes de uma competição europeia. Entre Portugal e o título «apenas» estavam os nuestros hermanos do Villarreal, categoricamente despachados na primeira-mão pelo Porto e um Falcão verdadeiramente inspirado. Braga e Benfica debatiam-se na outra meia-final, na qual a squadra minhota levou a melhor, com um jogo defensivo bastante eficaz e já característico. Duas equipas chegavam ao derradeiro jogo, e foi o Porto que conquistou a taça. E era assim que Portugal terminava uma época de ouro, arrecadando pontos como nunca o havia feito, registando a melhor média de vitórias por jogo na Europa (0.60).

 

Final de ano «positivo»

Em termos europeus, nesta primeira metade de época, as formações portuguesas não estiveram nada mal, tirando os recorrentes desaires do Porto na Champions, que levaram a um mísero 3º lugar. O Benfica está nos oitavos-de-final daquela competição, e com o Zenit como adversário, pode muito bem continuar a sua campanha europeia. Aos azuis-e-brancos o sorteio não sorriu, e pela frente está o temível Manchester City; o Braga podia ter tido melhor sorte, já que vai defrontar os turcos do Besiktas. Já o Sporting, a esse calhou uma equipa mais modesta, e vai à Polónia bater-se com o Légia de Varsóvia - se vencer viaja para Manchester ou para o Porto.

 

Não deixam de ser quatro equipas em jogo, mas, na generalidade, o sorteio não foi favorável a Portugal, o que pode levar a resultados menos positivos. O que esperar das equipas lusas este ano? Será possível atingir um resultado tão - ou quase tão - positivo quanto o ano passado? E o que esperar do próximo ano, em que poderemos ter três equipas na fase de grupo da Champions e outras três na Liga Europa?



publicado por Francisco Gomes às 22:15
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Segunda-feira, 26 de Dezembro de 2011
Livre Directo

Inter de Milão: antes e pós-Mourinho

 

Quando, em 2010, José Mourinho abandonou o Inter de Milão, após a conquista da Liga dos Campeões pela primeira vez desde 1965 e de mais um scudetto, nunca se pensou que a equipa iria passar por uma crise dali em diante.

 

Mourinho conseguiu potenciar ao máximo uma equipa que há muito aspirava a uma vitória na Liga dos Campeões, para juntar à sequência de títulos italianos que tinha ganho até aí. Na defesa destacavam-se Maicon que fazia todo o flanco direito sem qualquer problema e Lúcio que comandava as operações na zona central. Já no meio-campo o protagonismo pertencia, na sua maioria, a Wesley Sneijder que servia os avançados Diego Milito e Samuel Eto’o na perfeição.

 

A entrada de Rafael Benitez para o comando da equipa no inicio da temporada 2010-2011não proporcionou muitas mudanças na equipa base. No entanto, a equipa deixou de render o que rendera até aí fruto de um menor rigor táctico por parte do treinador espanhol. A entrada de Leonardo para o comando técnico a meio da temporada proporcionou ainda alguma esperança para os adeptos Nerazzurri. No entanto, o Inter acabou por terminar em 2º lugar, perdendo o campeonato para o eterno rival AC MIlan.

 

Esta época, mais uma vez, os erros do treinador que iniciou a temporada podem ter custado caro à equipa. Gian Piero Gasperini foi demitido do comando do Inter a 21 de Setembro, após a derrota por 3-1 com o Novara. Para o seu lugar foi contratado Claudio Ranieri que, com mais ou menos dificuldades, conseguiu subir a equipa até ao 5º lugar da tabela classificativa, estando actualmente a oito pontos dos dois primeiros: Juventus e AC Milan.

 

Agora, cabe a Ranieri dar mais estabilidade a esta equipa, que já vai com quatro treinadores desde o início da época passada, para que esta consiga voltar a jogar um futebol com mais qualidade e, consequentemente, recuperar o título italiano.

 

Por Cláudio Guerreiro


publicado por Cláudio Guerreiro às 21:01
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Bloco Triplo

BOAVISTA: O RENASCER DAS CINZAS?


São muitos os que sentenciaram o desaparecimento definitivo da histórica instituição do Boavista FC. No entanto, esse sentimento tende a ser combatido no seio do clube. A secção de Voleibol apresenta-se, para esta época, forte e com ideias de voltar a colocar o emblema axadrezado no topo do desporto nacional.


Nem sempre o dinheiro e os recursos se sobrepõem à vontade. É esta a mensagem que impera no balneário do Pavilhão Pêro Vaz de Caminha, que alberga a equipa sénior de voleibol do Boavista FC. Depois de, na época passada, terem falhado o acesso à divisão A1, perdendo o apuramento para o Castelo da Maia GC, as panteras pretendem afirmar-se, este ano, na divisão A2. São conhecidos os problemas financeiros do clube, devido aos problemas do passado. No entanto, uma gestão equilibrada dos recursos por parte da direção permite ir mantendo a chama acesa.

 

Para esta época, a espinha dorsal da equipa manteve-se, tendo recebido quatro reforços. Registou-se o regresso “a casa” de Catarina Liz (ex-GDCG), Ana Fernandes, Priscila Wharton (ex-SCE) e a adição de Marta Andrade, proveniente também do SCE. As novas aquisições vieram dar mais opções e mais consistência ao grupo, o que se tem refletido numa onda de resultados positivos.

 

A equipa continua a ser orientada pelo técnico Paulo Pardalejo, coadjuvado por Sara Gomes. Os destinos da secção continuam a cargo da diretora Graziela Palmeira. Apesar de a média de idades ser relativamente baixa, estamos perante um grupo que já joga junto há algum tempo no escalão de sénior, o que confere alguma vantagem e experiência à equipa.

 

No campeonato têm feito uma campanha positiva, o que se reflete num merecido primeiro lugar, à passagem da 10ª jornada. Apenas cederam pontos contra o Vitória de Guimarães e o Atlético VC, equipa que até agora foi a única a aplicar uma derrota por 3-0 à turma boavisteira. Com o passaporte para a 2ª fase praticamente carimbado, no reino da Pantera já se vão fazendo contas para o futuro.

 

Perante o novo sistema, onde apenas transitam 20% dos pontos obtidos na 1ªfase, é imperativo obter o máximo de resultados positivos para iniciar a nova fase com uma margem confortável. A expetativa é grande e a vontade de triunfar é ainda maior. Será necessário que as boavisteiras mantenham o bom nível de jogo apresentado até agora para poderem sonhar com um triunfo na prova, que conta ainda com um cruzamento entre as séries Norte, Sul e Ilhas, na 2ª fase. Estes cruzamentos deixam antever escaldantes duelos com a sempre forte Lusófona ou a “surpresa” Académica de Coimbra.

 

A Taça de Portugal, segunda competição do escalão de Séniores Femininos, tem corrido de forma positiva. Aliado aos resultados, que até à data se resumem a uma vitória sobre o Sporting de Espinho, a prova tem permitido dar minutos de jogo ao plantel todo. Apuradas para a 2ª eliminatória, cabe agora ao Boavista visitar o terreno do histórico e sempre complicado Leixões SC. O duelo de gigantes do voleibol português está agendado para o dia 14/1/2012 e será um jogo obrigatório para os verdadeiros fãs da modalidade.

 

Em suma, esta análise à boa época das seniores do BFC é um alerta para as vozes que se levantam contra o emblema do xadrez. Ninguém nega as dificuldades que existem. Apenas mostro que ainda vão sendo combatidas. Para o bem do desporto nacional, é importante que o Boavista viva e esteja de boa saúde.



publicado por Ricardo Norton às 16:54
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Domingo, 25 de Dezembro de 2011
3x4x3: Futebol Internacional

1. Devo confessar que nunca fui grande admirador de Roberto Mancini e das suas equipas. Sempre olhei para o treinador italiano como alguém preocupado em primeiro lugar em colocar a equipa organizada atrás, e deixar habitualmente o ataque entregue aos génios que ia tendo nos seus planteis. Foi assim com Ibra no Inter, foi assim com Robinho e Tevéz nos primeiros tempos de Manchester City.

 

Sempre duvidei da sua capacidade para conseguir fazer carreira em Inglaterra, onde os sistemas tácticos, não defensivos, mas talvez demasiado preocupados não só com a organização equilíbrios e zonas de recuperação, não encaixariam no futebol altamente dinâmico e por vezes diga-se excesivamente intenso, do futebol inglês.

 

A verdade é que Mancini parece estar a crescer na mesma medida em que o City vai deixando a luta pelos lugares europeus da Premier League, e se vai cada vez mais fixando como gigante do futebol europeu. Faltou apenas esta temporada a confirmação na Champions, onde num grupo complicado é certo, com Bayern (para mim um dos favoritos esta temporada), Napoles e um cinzento Villareal, acabaria por cair para a Liga Europa, onde enfrentará (se a UEFA não resolver devolver o City à Champions no seguimento do caso Sion), o detentor do título F.C. Porto.

 

 

 

 

By Tiago Luís Santos



publicado por Minuto Zero às 23:59
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