Sábado, 9 de Julho de 2011
A Guerra das Rosas

Um Novo Começo

 

 

 

Senhoras e senhores, ai está, a pré-época 2011/2012. Desde já uma nova hipótese para 12 equipas provarem uma vez mais que merecem ou não estar na elite do basquetebol nacional, desta feita com duas estreias, o Barcelos e o Terceira Basquet.

Ora, seria imprudente da minha parte a falta de uma breve análise para as duas novas equipas que se juntam à ribalta. O Barcelos entra nesta Liga como equipa a acompanhar bem de perto. Um projecto vagamente semelhante ao Penafiel, com uma estrutura sólida e uma excelente base de recrutamento na região, criam neste novo concorrente uma espécie de estatuto de surpresa 2011/2012 antes ainda do inicio da nova temporada, estatuto este suportado com boas exibições na transacta temporada.

O Terceira, no meu ponto de vista, será uma equipa menos entusiasmante vendo do ponto de vista do comum adepto. Segunda equipa dos Açores nesta liga profissional, tirando partido de uma base de recrutamento bem menor e de uma equipa possívelmente menos identificada com os adeptos, em grande parte devido à menor tradição basquetebolística da região e do clube em si, terá poucas hipóteses no que toca a ser considerado um sério candidato no inicio da época.

Mas, por outro lado, poderá tirar interesse desse desconhecimento geral da maioria das pessoas, e da fuga das atenções para o vizinho Lusitânia no que toca ao basquetebol açoreano, para ser um Underdog com potencial para uma carreira interessante na LPB.

Outro factor em que o Terceira (e também o Lusitânia) tirarão certamente proveito será do facto de que, em princípio, as viagens às ilhas sejam feitas em jornadas duplas, em que uma equipa jogará no mesmo fim-de-semana com ambas as equipas da ilha Terceira, explorando os açoreanos um maior cansaço por parte dos visitantes.

Mas as novas equipas não são a única novidade da nova edição da LPB. A direção da Federação colocou em hipótese, em princípio a ser aprovada, de que cada equipa a participar na Liga no próximo ano terá que pagar 7500 euros de inscrição. Isso trará consigo um efeito catalisador na extinção das equipas que atravessam dificuldades financeiras, e diminuirá a qualidade das mesmas, sendo que dinheiro que faria parte do orçamento para salários passará para a essa taxa de inscrição extraordinária.

Outra vertente que se começa já a abordar nesta pré-época é o mercado de transferências que, apesar de ainda estar longe do auge, já começa a dar que falar. A grande dúvida deste defeso será adivinhar qual a cor do equipamento que Greg Stempin terá na próxima temporada. Pensa-se que o americano do FC Porto terá em vista uma oferta do Benfica, e poderá transferir-se para a Luz no proximo ano. Mas mais complicado ainda é adivinhar qual o futuro de uma das grandes revelações da temporada passada, o base do Ginásio, Tomás Barroso.

Apesar de pretendido por Sérgio Salvador para o novo plantel do Ginásio Clube Figueirense, a continuidade do base português emprestado pelo Benfica ao emblema da Figueira da Foz tem uma concretização difícil por motivos financeiros, sendo que o Ginásio, já com o orçamento mais baixo da Liga, está em risco de sofrer um novo corte orçamental. A excelente época de Tomás na Figueira valorizou o jovem base, e criou na cidade um largo grupo de jovens fãs. Ginásio, Benfica e Porto disputam a sua assinatura, apesar do passe pertencer aos encarnados, havendo ainda rumores de interesse estrangeiro no atleta.

Nuno Cortez e André Pinto estão possívelmente de saída da Ovarense enquanto que Nuno Manarte e José Barbosa já renovaram contrato com a formação de Ovar.

Por enquanto estas são ainda as grandes novidades no mercado de transferências. Veremos como se desenvolvem as coisas até ao início da próxima temporada...



publicado por Pedro Salvador às 15:04
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Sexta-feira, 8 de Julho de 2011
Voleibol à Sexta

Liga Mundial sem surpresas

 

          É uma seca, mas é verdade verdadinha: estou de férias e não posso assistir ao raio dos jogos da última fase da Liga Mundial de Voleibol, que se vai realizando nestes dias na Polónia. Isso não me impede, no entanto, de mandar uns bitaites sobre o que se vai passando, quando sei os resultados.

http://www.fivb.org/Vis2009/Images/GetImage.asmx?No=201112662&maxsize=500

          O Brasil, a Rússia e a Argentina já asseguraram três dos lugares de semi-finalistas e, na minha opinião, sem surpresas. Não creio que o Brasil esteja tão forte como já esteve: começou esta última fase, no jogo contra Cuba, alguns furos abaixo do que pode - Cuba chegou a ter bola de jogo no 4º set - e isso tem sido recorrente nos últimos tempo. Aliás, não é normal que, do primeiro para o segundo jogo, o selecionador brasileiro altere o seis inicial quase inteiramente: só a entrada como titular de Giba (que, apesar de ser um jogador que adoro e continua a ser brilhante, já não está no pico da forma) demonstra algumas inconsistências da turma canarinha.

          As duas vitórias alcançadas pela Rússia não espantam, sobretudo pela consistência que a equipa tem demonstrado. duas vitórias relativamente fáceis, contra Cuba e Estados Unidos, são disso prova. A seleção russa falha pouco e é, sobretudo muito eficaz no ataque - pudera!, já viram aquelas impulsões? -, ao mesmo tempo que continua a ser das poucas que consegue, recorrentemente, causar dificuldades no serviço.

          A Argentina, apesar da sua equipa jovem, tem feito um bom torneio e não é de estranhar que consiga chegar a esta fase. A juventude dos atletas não se tem refletido em grandes falhas de concentração - na verdade, e embora para já o título esteja, na minha opinião, um pouco longe, a seleção sul-americana tem tudo para ser um peso-pesado do voleibol internacional nos próximos anos.

          Resta um lugar, que pode ser alcançado por qualquer uma das equipas que constituem o grupo E, embora a seleção italiana leve, para já, vantagem sobre as congéneres búlgara e polaca - vantagem que, dado que vai jogar hoje contra a Bulgária, pode garantir um lugar pouco surpreendente nas meias-finais.

          Em suma, não se pode dizer que as semi-finais constituam uma surpresa: pela prestação que têm tido, este «alinhamento» não surpreende. O que é uma pena para, por exemplo, a equipa cubana: a não-convocatória de três dos habituais titulares, incluindo o capitão Simon - dizem as más-línguas que para impedir uma fuga dos atletas durante a estadia na Polónia - pode ter tido uma forte influência nisso. Também os Estados Unidos saíram de expectativas goradas, no último lugar do grupo F - verdade seja dita que o sorteio dos grupos não ajudou muito, mas ainda assim...

 

by Sarah Saint-Maxent

Esta crónica foi escrita ao abrigo do novo Acordo Ortográfico



publicado por Sarah Saint-Maxent às 11:57
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Quarta-feira, 6 de Julho de 2011
Porque a vida também é feita a correr...

E a saga juvenil continua…

 

                   No pretérito fim-de-semana, 2 e 3 de Julho, decorreu na Pista Gémeos Castro os Campeonatos Nacionais de Esperanças (Sub 23) na qual o Benfica sagrou-se campeão Nacional tanto em masculinos como em femininos.

                    Depois de na presente temporada a formação da Luz ter arrecado todos os títulos possíveis em pista coberta na formação (sub 23 masculinos e femininos; juniores masculinos e femininos) e de na passada temporada apenas ter visto fugir o título masculino de juniores em pista coberta e o de sub 23 em femininos o Benfica soma no total 12 títulos em 14 possíveis nos escalões de formação. Algo notável e ainda mais abrilhantado pela enorme diferença pontual e pelo facto de infelizmente essa clivagem ter tendência para aumentar.

                   Em femininos a diferença foi de 34,5  pontos (136,50 SLB – 102 SCP). Contudo o que dizer do sector masculino onde (150 SLB- 79,5 SCP). O Benfica ficou a escassos 10 pontos de dobrar a pontuação do Sporting!

                   Convém explicar que nestes campeonatos, tal como em todos os de formação um clube pode pontuar mais do que uma vez numa prova. Todos os atletas que tiverem mínimos podem participar, por isso cada clube, pode ter os atletas que quiser (caso façam mínimos) para cada prova. Isto fez com que o SLB aumentasse ainda mais a diferença.

                  Por outro lado apesar desta diferença abrupta de resultados é de assinalar as prestações dos Sportinguistas: Francisco Belo, Irina Rodrigues e Vera Barbosa.

                 Vera Barbosa, depois da excelente prestação no europeu por equipas em Estocolmo, voltou a estar em grande forma, batendo o recorde nacional sub 23nos 400 metros barreiras. Francisco Belo e Irina Rodrigues duas promessas dos lançamentos nacionais venceram categoricamente o peso e o disco e ainda conseguiram vencer nas suas não especialidade (peso para Irina e Disco para Francisco). Este parece-me um dado preocupante.  

                 Estes jovens pretendem suceder a Marco Fortes, o recordista nacional do peso que mantém também excelentes prestações nacionais no disco. O facto de uma atleta conseguir ter rendimento nacional assinalável em duas provas tão distintas é preocupante, porque repercute a falta de competitividade que ambos os sectores têm. Com isto quero dizer, que nos falta claramente um lançador de disco de qualidade nos sub 23, senão Francisco Belo jamais seria campeão, o mesmo sucedendo com Irina no peso.

                 Mas em destaque nestes nacionais está também Miguel Moreira. O último júnior luso a representar Portugal nuns Mundiais venceu os 1500 e os 800 metros. Batendo nesta última prova o actual campeão nacional júnior e sub 23 Jorge Batista. Um triunfo surpreende e renhido- separado por poucas centésimas. Depois duma má época de corta-mato Miguel Moreira mais uma vez a não deixar os seus créditos por mãos alheias e a triunfar neste seu primeiro ano de sub 23.

                Destaque ainda para o fervoroso despique entre José Costa, Vitór  Carranca e Jorge Santa Cruz nos 5000 metros, onde  o primeiro, actual campeão nacional de estrada de sub 23 voltou a provar toda a sua valia em provas de fundo. Nas barreiras (Eva Vital) e comprimento (Marcos Chuva) vitórias sem histórias de duas das maiores promessas lusas.

                Por fim, felicitações para Catarina Carvalho que bateu o recorde nacional de júnior nos 3000 metros obstáculos, só perdendo para a sempre consistente Carla Salomé Rocha.

               No próximo fim-de-semana os melhores juniores nacionais disputaram o campeonato nacional em pleno Estádio Universitário. Uma prova a que mais uma vez o Benfica assume sério favoritismo e onde Rui Pinto, Emanuel Rolim, Rúben Miranda,Tiago Aperta e Eva Vital serão algumas das cabeças de cartaz deste prestigiado evento.

 

By João Perfeito



publicado por João Perfeito às 23:59
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Terça-feira, 5 de Julho de 2011
Buzzer - Beater

Bem-vindos ao reino da incerteza

 

É uma pena. Agora que a NBA estava a renascer de alguma falta de popularidade mundial do início da década passada, com os últimos dois anos a oferecerem rivalidades épicas (Lakers x Boston) e outras mais recentes repescadas (Dallas x Miami), bem como jogadores para tomarem conta da equipa de Michael Jordan (Derrick Rose), etc, as ‘verdinhas’ puseram-se no caminho.

Começou o lockout. O acordo salarial de alcançado em 1999 após um outro longo lockout expirou no início de Julho e não há acordo entre o sindicato de jogadores e o conjunto dos proprietários das equipas para que se chegue ao consenso e o basquetebol continue. Curiosamente, foi em 98 que Jordan escreveu mais umas páginas de história ao enterrar um lançamento nos últimos segundos das finais contra os Utah Jazz e a garantir o seu sexto campeonato pelos Chicago Bulls. A NBA viveu uma década de ouro nos anos 90, muito devido a esse senhor. E parece que após esse período ainda não houve outro semelhante. O curioso está no lockout ter surgido como que para o terminar. E agora que se estava a recuperar algo do que foi perdido, eis que surge outra vez.

Nestas conversações que já duram desde o início da época, já fui de ambas as opiniões. Já estive do lado dos jogadores. Se são eles que jogam, porque é que não podem ter os salários que merecem? Já estive do lado dos proprietários. Se é por causa deles que as equipas funcionam, porque é que não podem ter a liquidez necessária e não terem a obrigação de pagar contractos milionários a jogadores medíocres? Hoje, para ser sincero, não me preocupo muito com nenhum dos lados. É por causa de ambos que o acordo está ainda na estaca zero, como há muitos meses atrás.

Jogadores, porque não aceitam as receitas dos direitos televisivos das vossas equipas divididas 50-50 entre vocês e os donos? Donos, estão a perder assim tanto dinheiro? Não sabiam no que se estavam a meter quando compraram as equipas? Que os preços dos charters, do gasóleo, dos hotéis, dos planos de saúde, dos treinadores e dos jogadores sobem todos os anos?

Estou apenas a dar a palavra de um adepto da modalidade que está frustrado com as ambições pessoais dos envolvidos que afectam milhões de apaixonados pela beleza do basquetebol. Os jogadores fazem milhões e têm um emprego fixo por muitos anos, algo que a maioria do planeta não se pode dar ao luxo. Os donos se perdem uns milhões num negócio vão buscá-los a outros. Aqui fica o meu voto que esta gente ganhe juízo, e depressa.

 

by Óscar Morgado



publicado por Óscar Morgado às 20:45
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Steve Field

A qualidade europeia

Este verão, como habitual, a bola continuou a rolar. Se não há europeu ou mundial, há europeus ou mundiais de outros escalões, ou campeonatos de outros continentes, e até mundiais femininos. Há futebol para todos os gostos.

Já aqui o disse algumas vezes, não aprecio o futebol extra-europa. Não estou a dizer que não vejo, porque vejo, mas não há nada como ver futebol europeu. Tenho acompanhado o início da Copa América e vejo um ou outro jogo do mundial sub-17 e mundial feminino. Já acompanhei o europeu sub-21 e alguns jogos da CONCAAF. De todos, o que mais gostei foi o europeu sub-21. O futebol é técnico-tacticamente mais evoluído.

Na copa América, por exemplo, da qual tinha algumas expectativas, tem sido uma desilusão. Há muita matéria-prima e pouca produtividade. Os melhores jogadores, como Messi, Neymar ou Ganso jogam apenas para si. Tenho um feeling que o Uruguai irá vencer a competição. Não que seja superior ao Brasil ou à Argentina, mas é tacticamente evoluído e tem um tio atacante temível. Prevejo uma luta a três, com Paraguai e Chile à espreita.

Na jornada inaugural, Argentina e Brasil empataram e desiludiram. Em teoria, jogaram com os adversários mais fracos do seu grupo. No Brasil, o jogo que prestei mais atenção, houve uma incrível falta de profundidade, característica comum a todo o futebol brasileiro, algo que não me encanta. A maioria dos jogadores tem muita qualidade, mas depois em vez de a traduzirem em prol da equipa, tornam o jogo demasiado individualista, cheio de tabelas denunciadas, com um futebol super afunilado. Falta talvez um grande líder capaz de “cozinhar” todos estes ingredientes.

A Argentina, com tanta qualidade ofensiva, depende única e exclusivamente de Messi. Uma equipa não pode depender de um jogador. O futebol fica denunciado e “fácil” de anular. Mais uma vez, nota-se uma falta de liderança. Quem perde é o futebol, pois com tanto jogador de qualidade acima da média, Brasil e Argentina poderiam encantar o mundo.

No mundial sub-17, a surpresa vai para a Alemanha, uma selecção muito adulta para a idade dos seus jogadores. Na meia-final, irá defrontar o México, a equipa da casa. Na outra meia-final, a grande potência Brasil defronta o rival Uruguai. Dois jogos interessantes para se seguir.

Na próxima semana, irei atentar com mais pormenor para a Copa América, tentando debruçar com mais exactidão o modo de jogar das principais equipas e das revelações, assim como fazer uma breve análise do mundial de sub-17 que já terá terminado. Quanto ao mundial feminino, irei tentar também expor, mesmo que de modo breve, um pouco da competição que tem sido interessante.

Não poderia terminar este texto sem fazer referência a Djokovic, o melhor desportista da actualidade. A sua exibição na final de Wimbledon foi implacável, não dando quaisquer hipóteses ao super Nadal. É a quinta vitória consecutiva do Sérvio frente ao Espanhol. A continuar assim, ninguém o parará. Nunca esperei ver um jogador defender tão bem como Nadal. Além disso, simultaneamente a esse jogo defensivo fenomenal, ataca como poucos. Djokovic é na actualidade o jogador mais completo do mundo. Parece um pouco de Federer e um pouco de Nadal. O seu ataque chapado parece ser o antídoto para Nadal, o antídoto que poucos conseguem encontrar.

 

by Steve Grácio



publicado por Steve Grácio às 11:54
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Domingo, 3 de Julho de 2011
Área de Ensaio

Os Números do Mundial

 

       Continua a contagem decrescente rumo ao Campeonato do Mundo de Rugby. Aquele que é considerado o 3º maior evento desportivo do mundo, será este ano a grande atracção do mundo do desporto.

       Para se perceber a dimensão desta competição, importa conhecer alguns números.

       91 Equipas disputaram a qualificação para o Mundial um pouco por todo o mundo, dessas, apenas 8 conseguiram juntar-se às 12 que haviam conseguido o apuramento na França em 2007. No total mais de 600 jogadores estarão na Nova Zelândia a disputar o título, se juntarmos o número de treinadores e restante staff, rapidamente percebemos o número de pessoas envolvidas.

      Em termos financeiros, a expectativa é que, da parte da organização se gastem cerca de 310 milhões de dólares Neozelandeses. Em termos de receitas, apenas a venda de bilhetes deve gerar um total 280 milhões de dólares. Se se juntar a este valor o restante das receitas vindas do turismo, da venda de produtos relacionados com o Mundial, entre outros, rapidamente se compreende que as receitas irão superar os gastos.

       Este será também o maior evento desportivo alguma vez realizado na Nova Zelândia. A juntar aos milhares de entusiastas Neozelandeses, espera-se ainda que mais de 80.000 pessoas de todo o mundo se dirijam à Nova Zelândia para assistir ao torneio (o número não impressiona, mas há que compreender que a Nova Zelândia fica longe da Europa, continente onde há mais adeptos da modalidade).

       No total haverá 13 estádios a receber os jogos, de onde se destaca o estádio de Auckland, o Eden Park, onde se jogará a final, que tem uma capacidade para 60.000 pessoas. Os restantes estádios apresentam capacidades entre os 40.000 lugares (Wellington Regional Stadium) e os 15.000 lugares (McLean Park e Arena Manawatu).

       No que se refere às transmissões televisivas, há já confirmados pelo menos três dezenas de canais de todo o mundo que irão transmitir os jogos. Desde a Alemanha a Hong Kong, passando pelo Brasil ou a Colômbia, todos terão a oportunidade de ver os jogos.

       Para garantir que tudo corre como previsto, mais de 5000 voluntários já se inscreveram para ajudar.

       Numa altura em que faltam apenas 67 dias para o início do Mundial, tudo parece estar pronto e agora falta mesmo é ver a bola rodar.

 

       Em termos de actualidade, a Nova Zelândia venceu o Mundial de sub-20, derrotando na final a Inglaterra. Os jovens Neozelandeses não deram hipóteses e mais uma vez levaram o troféu.

       Numa semana em que não há etapas do Circuito Europeu de Sevens, houve sim as meias-finais do Super Rugby, e já há finalistas. Na primeira meia-final os Reds (Austrália) mostraram o porquê de terem sido primeiros na fase regular e derrotaram os Blues (África do Sul) por 30 – 13, num jogo onde a inexperiência de alguns jovens sul-africanos ficou bem evidente. No lado dos Reds, destacaram-se Rod Davies (3 ensaios) e Quade Cooper.

       Na outra meia-final, esperava-se um grande jogo entre duas excelentes equipas. De um lado os Canterbury Crusaders de Dan Carter e do regressado Richie McCaw, do outro os Stormer de Schalk Burguer e Brian Habana, sem falar dos restantes internacionais neozelandeses e sul-africanos que pontificavam em ambos os XV’s. A vitória acabou por sorrir aos Crusaders por 29-10. Depois de uma época complicada com muitas lesões e sempre sem sítio certo para jogar poucos apostariam que esta equipa iria chegar à final. Mas a qualidade dos seus jogadores chegou e bastou para o atingirem. A final é dia 9 de Julho (próximo sábado) e aconselho desde já todos a assistirem, pois de certo será uma grande partida de rugby.

       Esta semana começou também o Pacific Nations Cup. Na primeira jornada, Tonga venceu as Fiji (continuam a não conseguir passar os sucessos de sevens para XV) por 45-21, e Samoa também não teve dificuldades em vencer os japoneses por 34-15. No próximo fim-de-semana há mais.

Gostaria de acabar com uma notícia triste para o rugby português. Depois de 5 anos a jogar numa das melhores equipas francesas, Gonçalo Uva abandonou o Montpellier e irá regressar ao seu GD Direito. È difícil ver como um jogador deste calibre passa do Top 14 para o nosso campeonato. Perdemos assim o nosso representante nos grandes campeonatos europeus de rugby.

 

By Pedro Santos



publicado por Pedro Santos às 15:45
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Sexta-feira, 1 de Julho de 2011
Voleibol à Sexta

Quando a cabeça não tem juízo

 

               A seleção de seniores perdeu ontem, em Tampere, o primeiro jogo da última jornada da fase de grupos da Liga Mundial, pelo que não ultrapassará - mesmo em caso de vitória esta tarde - a Finlândia na classificação do grupo, ficando-se pelo quarto e último lugar.

http://www.fivb.org/Vis2009/Images/GetImage.asmx?No=201110827&maxsize=500

               Naquele que é o grupo mais equilibrado dos quatro, não se pode dizer que seja um resultado bom, sobretudo se pensarmos que a vitória por 3 pontos esteve ao alcance da turma das quinas (que entrou no terceiro set a vencer 22-25 e 16-25), e muita culpa terá «a cabeça» dos jogadores.

               Uma equipa que tem nomes experientes - apesar de não estarem presentes João José e André Lopes - não pode dar-se ao luxo de se ir abaixo e permitir uma vitória na negra, quando tem qualidade e - supostamente - vontade para conquistar a partida em 3 sets. Dir-me-ão que este jogo era a feijões. É certo que nunca teria como resultado uma passagem à fase final da Liga Mundial, mas não deixava de ser importante: os pontos somados no fim desta fase ditam a passagem automática, ou não, à Liga Mundial 2012 - que fica um bocadinho mais difícil.

               A Finlândia, não deixemos de lhe dar crédito, aproveitou de forma inteligente a quebra de rendimento dos portugueses: entrou no 3º set «a matar» e assim se manteve, fazendo com que os adversários acusassem a pressão e, em última análise, conquistando o seu objectivo, a manutenção na próxima Liga.

               Não me parece que, como já por aí li, a falta de João José ou André Lopes tenha feito uma diferença significativa - pelo que vi, os jogadores presentes poderiam ter tratado do assunto e nem para «dar força» estes dois atletas seriam, digo eu, fulcrais (vejam-se os primeiros jogos desta Liga e note-se que, muitas vezes, foi a entrada e incentivo de Hugo Gaspar que permitiu um elevar da confiança de jogadores). Não, em última análise, esta derrota foi culpa da cabeça de cada um dos jogadores: não acreditaram o suficiente e começaram a falhar - mas de forma idiota. Assim não vamos lá.

 

by Sarah Saint-Maxent

Esta crónica foi escrita ao abrigo do novo Acordo Ortográfico



publicado por Sarah Saint-Maxent às 10:00
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