Agora é mesmo a sério
O que não quer dizer que antes tenha sido a brincar. Os playoffs da época 2010/2011 da NBA vão começar este sábado, e tanto dúvidas como certezas pairam no horizonte.
Por onde começar? Pelas certezas claro está. Curiosamente, depois de tanta dúvida acerca dos Miami Heat, Boston Celtics, Orlando Magic ou New York Knicks, é nesta mesma Conferência de Este que elas estão. Todas as equipas com lugar estão definidas, bem como o lugar específico e o confronto para cada uma. Vejamos:
Chicago Bulls (1º lugar) vs. Indiana Pacers (8º lugar): Derrick Rose já se afirmou como o motor da equipa de Chicago, levando-os ao primeiro lugar da conferência e sendo o mais provável candidato a vencer o MVP do campeonato, o que, somando a forte defesa da equipa, os torna os mais prováveis candidatos à vitória da série. Contudo, Indiana tem um potente marcador de pontos em Danny Granger, bem como um poste em ascensão em Roy Hibbert, que poderão ainda causar alguns problemas, ganhando talvez um ou dois dos sete jogos.
Miami Heat (2º lugar) vs. Philadelphia 76ers (7º lugar): os 76ers irão causar desequilíbrios nas duas posições em que Miami é mais fraco (base e poste) com Elton Brand e Jrue Holiday. Deixo aqui uma nota de interesse para o duelo entre Lebron James e Andre Iguodala, dois dos melhores defesas da actualidade na posição de extremo (3). Contudo, desde que os Três Reis Magos (James, Wade e Bosh) joguem como já mostraram que sabem, a previsão é semelhante ao confronto anterior.
Boston Celtics (3º lugar) vs. New York Knicks (6º lugar): os Knicks nunca foram candidatos ao título esta época. Os Celtics sim. Mesmo algo desfalcados após trocar a sua grande âncora defensiva, o poste Kendrick Perkins, são sérios candidatos ao título e têm mais argumentos, especialmente defensivos, contra Nova Iorque. Contudo, trata-se de playoff, e nos grandes momentos, as estrelas sabem fazer o seu trabalho. Ambas as formações estão recheadas delas, mas a equipa em desvantagem teórica, os Knicks, têm 3 estrelas que já deram provas: Billups, fora do seu “prime” mas já foi campeão da NBA e MVP das Finais; Anthony e Stoudemire ambos chegaram às finais da Conferência Oeste em ocasiões diferentes. Vantagem para Boston, mas um encontro que será competitivo.
Orlando Magic (4º lugar) vs. Atlanta Hawks (5º lugar): aqui residirá, provavelmente, o confronto mais competitivo da conferência. Não só pela proximidade classificativa mas também pelos argumentos dos dois lados. Orlando sempre confiante na força destrutiva de Dwight Howard debaixo das tabelas e nos seus filões de atiradores exteriores; Atlanta com a posição de base melhorada em Kirk Hinrich, juntando com um dos grandes postes da actualidade em Al Horford e a explosividade dos seus extremos Josh Smith e Joe Johnson, bem como uma reserva ofensiva de luxo em Jamal Crawford, têm uma receita para espantar a sua má sorte em jogos de playoff. Ambas equipas com muito a provar, sem um favorito claro à partida…é preciso mais para nos agarrarmos à televisão (ou ao…hum, computador?)?
Quanto às incertezas, vou ser bem mais sumário. O facto é que como esta crónica é escrita na véspera do final da época regular, ainda só há certeza que os San Antonio Spurs são a equipa que entrará em primeiro lugar no playoff, devido à época excepcional que fizeram. A segunda posição é neste momento disputada pelos Dallas Mavericks (que todos os anos são muito criticados pela ineficácia em playoff, em contraste com épocas regulares brilhantes), Los Angeles Lakers (que tentam o tri-campeonato) e Oklahoma City Thunder (que apesar de serem, discutivelmente, a equipa com maior margem de crescimento positivo no futuro da NBA, já se equiparam aos grandes na corrida ao título).
O quinto lugar está também bem definido, com o plantel mais equilibrado da liga: os Denver Nuggets. Não são tidos como favoritos num confronto com qualquer uma das equipas acima citadas, mas têm provado que o esforço de equipa ainda compensa. O sexto lugar foi ontem segurado pelos Portland Trailblazers (que se reforçaram em peso com Gerald Wallace, um dos melhores defesas da NBA, e que tiveram uma prestação digna de um Most Improved Player em LaMarcus Aldridge esta época). Os Memphis Grizzlies (ancorados por performances magníficas de Zach Randolph e Rudy Gay) e os New Orleans Hornets (que sendo a sensação do início da época, desceram de rendimento, mas continuaram a ser carregados por Chris Paul) disputam a sétima posição, que lhes dará um confronto contra o segundo classificado (Lakers, Dallas ou OKC). Entre esses e os Spurs? Venha o diabo e escolha.
Mais incerteza ainda desperta o vencedor do título. Spurs, Lakers, Thunder, Celtics, Heat e Bulls são as que têm, na minha opinião, as chances mais palpáveis de chegar ao topo. Destas, Spurs, Lakers e Boston são favoritas. Não consigo sinceramente dizer que uma delas tem claras hipóteses de se sobrepor às restantes.
Eu cá torço pelos Celtics, os quais acho mais capazes da conferência que apoio.
Mas mais que isso, torço por ver grandes partidas de basquetebol. Comecem desde já, porque agora é que é a sério.
by Óscar Morgado
O velho Benfica
O campeonato está a terminar e a surpresa da época, mais do que o Super-Porto de Villas Boas, foi o fracasso do Benfica. A equipa de Jesus prometia, mas não cumpriu. Na verdade, a época passada terá sido uma excepção à regra. Este ano voltou o velho Benfica. A mentalidade e a forma de colocar a equipa em campo de Jorge Jesus não mudou, o que mudou foram os jogadores. Os problemas do Benfica começam na baliza e percorrem quase todos os sectores, terminado no ataque.
De trás para a frente, a equipa possui um guarda-redes que não oferece a confiança desejável, quando a bola entra no último reduto das águias, tudo treme com o receio de que a bola possa ir em direcção à baliza. Roberto custou 10 pontos ao Benfica e acaba a época da mesma forma que começou, a claudicar. Na defesa, a maçã podre é Sidnei, que no ano passado estava tapado por David Luiz. Este ano não houve desculpas para um jogador que é capaz do bom e do mau, mas isso não chega para uma equipa que luta pela vitória em todas as competições. Maxi cumpre bem o seu papel e não tem concorrência à direita, Luisão é a referência de estabilidade de todo o sector, embora a sua missão seja dificultada pelos erros de Sidnei e Roberto, quanto a Coentrão trata-se do melhor jogador da equipa. O ‘contracto vitalício’ com o Benfica deverá terminar já no fim da época, por isso, advinha-se mais um problema para o técnico dos encarnados. No meio campo, Aimar destoa dos companheiros Javi, Salvio e Gaitán. O argentino é o 10 que o Benfica necessita, caso conseguisse jogar sempre os 90 minutos. Deve estar para breve o seu regresso à Argentina, Carlos Martins e Bruno César – eventuais substitutos – não convencem para ocupar o lugar vazio. Na frente, a dupla que no passado funcionou às mil maravilhas, este ano andou longe das balizas. Porém, há uma diferença entre Cardozo e Saviola. O último, embora discreto, cumpriu o seu papel no auxílio ao paraguaio goleador. É exímio no último passe e nas desmarcações. O problema residia ao seu lado: Este Óscar Cardozo não é o mesmo dos anos anteriores. Este ano só conta com 9 golos na liga, enquanto no ano passado, em Outubro, já levava 10 apontados (fez 38 em todas competições). Quanto às alternativas, poderá dizer-se que são de fugir: Jara não resolve, Kardec desapareceu, Nuno Gomes e Weldon não foram opções.
É este o retrato de uma equipa que no início do ano era apontada como grande favorita a conquistar o campeonato, pelo segundo ano consecutivo. Tal não se concretizou. Um ano nos céus e o regresso à agonia encarnada. No passado, a estratégia passava por contratar uma equipa inteira sempre que não se vencia o campeonato. A imprensa desportiva delirava, os benfiquistas sonhavam e no fim, a equipa fracassava. Aprenderam com os erros do passado ou teremos reedição?
by Alexandre Poço
Rui Patrício
O jovem guarda-redes português começa a dar mostras de estar muito rapidamente a tornar-se num dos melhores guarda-redes a nível mundial. Patrício, mal amado em Alvalade sem explicação racional à vista (o tribunal leonino por vezes tem destas coisas), tem sido um dos únicos pontos positivos do Sporting versão 2010/2011. No meio de tanta intranquilidade gerada em torno da equipa, no momento da verdade tem sido este a aparecer, à imagem do último jogo contra a Académica, com intervenções no limite, impróprias para cardíacos.
Os adeptos não sabem ao certo valorizar aquilo que têm, muito à imagem do que aconteceu, por exemplo, com Nani. Sim, o jogador já errou (este ano aponto o golo sofrido contra o Beira-Mar e um dos golos sofridos em casa contra o Paços de Ferreira como as suas falhas mais marcantes). Todavia, foram casos tão isolados, que em comparação com os golos certo de que nos salvou, parecem insignificantes. É um guarda-redes que dá pontos à equipa, sendo assim necessário enaltecer quem o lançou (mesmo que talvez o tenha feito demasiado cedo), acabando por demonstrar que não é necessário gastar fortunas em negócios de risco, para alcançar qualidade entre os postes. Apostar na casa também dá resultados, ficando assim no ar uma crítica a outros clubes designados de grandes, que com meios válidos, raramente apresentam um jogador da sua formação como parte efectiva da equipa principal, desvalorizando o futebol nacional ao fazê-lo.
Agora, caso se comprove o interesse dos maiores clubes europeus no jovem guarda-redes de 23 anos, o que deve ser feito? Vender e obter assim um valor considerável, talvez mesmo um dos mais dispendiosos do mercado internacional a nível da posição? Ou fazer de Rui Patrício uma figura emblemática do clube, como já não existe nos dias correntes no clube? Sou sincero, a minha resposta teria sempre de ser bipolarizada. Como sócio do Sporting pretendia ver a figura de Vítor Damas tornada uma realidade no século XXI, querendo que o guarda-redes permaneça toda a sua carreira com o leão ao peito, mas tal não vai acontecer. Rui Patrício sairá do Sporting, provavelmente já na próxima época, tornando-se a curto trecho o titular indiscutível da selecção e de uma equipa com melhores meios que qualquer clube português pode neste momento almejar. E, no ponto de vista do atleta, é o melhor que lhe pode acontecer, sob risco de estagnar no campeonato nacional, que para o potencial que apresenta começa a tornar-se limitado.
Pela sua qualidade, Patrício merece mais que jogar semanalmente contra equipas como a Naval, Portimonense e Olhanense (sem desrespeito por estas). A sua qualidade torna-o num jogador válido para disputar uma liga Italiana, Espanhola ou Inglesa e, essa realidade que está para breve, fará aqueles que tanto o assobiaram e que tanto duvidaram dele, os primeiros a chorar a sua saída, percebendo todos os Sportinguistas, que substituir este guarda-redes será uma tarefa de difícil resolução.
Saudações Leoninas,
by Jorge Sousa
Fase final
Aproveito este anunciado fim de campeonato de futebol para dar voz às restantes modalidades, onde também o Benfica segue em várias frentes e sempre próximo da liderança.
Não estou aqui a falar das modalidades, simplesmente porque o futebol “não está a dar”. Primeiro, porque não é verdade e ainda temos muito para vencer esta época ao nível do futebol e depois porque sou um amante das modalidades, nomeadamente, andebol, atletismo e ténis, ainda que esta última não pertença aos quadros competitivos do SL Benfica.
Posto isto, foi um fim-de-semana bastante positivo para o nosso clube. Vencemos o eterno rival, Sporting, em futsal, 4-1. Um jogo bem disputado, onde os árbitros da partida tiveram um critério muito rigoroso, mas onde foi o espírito de campeão que decidiu o encontro. Os de Alvalade estiveram a vencer durante grande parte do jogo e só nos últimos 15 minutos é que o Benfica encetou a reviravolta, mas merecida, pela consistência e pelo facto de nunca ter perdido o desnorte, perante um pavilhão realmente infernal, que prova que esta modalidade tem mais que espaço para crescer.
Por outro lado, em andebol, a equipa esteve aquém do esperado. É certo que nesta fase da competição (fase dos primeiros, que reúne os 6 primeiros classificados da fase regular do campeonato), não existem equipas fáceis, mas a deslocação ao Porto para defrontar o Água Santas, não parecia objectivo difícil de alcançar, até porque a equipa encarnada vinha de uma vitória sobre o líder FC Porto. A verdade é que acabamos por sair derrotados por 26-25, o que me leva a querer que em algum momento do jogo a equipa achou que iria vencer sem dificuldade e na verdade, quando tentaram ir atrás do prejuízo… era tarde demais.
Derrota também no voleibol, mas onde o apuramento para a fase final, em primeiro lugar, estava já mais do que garantido.
Vitória no basquetebol, contra a equipa aveirense do Iliabum por 76-70, também num jogo para cumprir calendário e onde o Benfica tem já adversário definido no play-off da competição. Jogará frente à Ovarense, com a primeira mão já esta sexta-feira.
O Bnefica está então na fase final do campeonato nacional de andebol, basquetebol, futsal e voleibol, o que mostra a capacidade competitiva da equipa a todos os níveis.
Todos nós conhecemos a frase: “Domingo vamos à Luz”, por agora proponho: “Esta semana vamos à Luz”, primeiro com o Benfica – ABC (andebol) na quarta-feira às 20h30 e depois com o Benfica – Ovarense, sexta-feira.
Um mês de Abril verdadeiramente alucinante espera os fanáticos do futebol com 4 confrontos entre Barcelona e Real Madrid. Em Portugal derivado ao apoio ao Real devido ao contingente nacional e ao Barcelona fruto do seu futebol empolgante o derby do país vizinho aquece também nas nossas fileiras.
Elogiamos as duas equipas, os mais de 40 jogadores que as integram, os treinadores, os clubes em si. Vivemos babados por esta emergência e retorno estratosférico destas duas potências espanholas, as duas maiores potências europeias. Assumimos que este é o maior espectáculo do Mundo, vivemos esses jogos como se nos pertencesse e nos significassem muito.
Mas mais uma vez fruto da nossa cultura de valorização estrangeira abdicamos de cultivar as nossas potencialidades e sobretudo de as valorizar.
Com uma bola nos pés e dentro de 4 linhas, trocando 11 jogadores de campo por 5, as dimensões de 100x 75, por 40x25 nós também somos dos melhores do Mundo. Nós, portugueses sem recorrer a internacionais estrangeiros apresentamos as duas melhores equipas do Mundo de futsal no momento.
“ Admiro a capacidade táctica e a velocidade estonteante dum jogo de futsal é sobre-humano o que eles fazem”- palavras de Cesc Fabregas um produto do tic-taca campeão europeu e Mundial. Olhemos para estes dois desportos com a seriedade que merecem, tiremos a capacidade económica, a massa adepta e o envolvimento social e despertamos a nossa atenção para a essência do jogo, para a componente técnica, táctica e física. Os jogadores de futsal treinam duas vezes por dia, vem mais vídeos dos adversários e trabalham mais tácticas que os de futebol, por ganharem mal (fruto da mediatização da modalidade claramente menor) serão piores que os futebolistas? Porque? Porque o futsal não se joga em França, Inglaterra e Alemanha a alto nível. Pois bem, acontece que a nossa vizinha Espanha é uma potência mundial do andebol e no basquetebol e se o é no futsal é porque o seu rendimento não pode deixar de ser similar relativamente a estas modalidades. A equipa de andebol e de basquetebol não desempenha melhor um jogo que a de futsal. E nesta analogia competitiva absolutamente gratificante para o desporto espanhol temos duas equipas portuguesas que são superiores a todas as outras espanholas… mesmo que a nossa terceira equipa em Espanha pudesse descer de divisão.
Por isso assistir a um Benfica- Sporting em futsal é tão gratificante como assistir a um Barcelona- Real Madrid em futebol. Tiremos a nossa preferência desportiva e olhemos para estes jogos preservando os seus princípios tácticos e técnicos e visualizemos a forma como os executantes nos deslumbram com passes, dribles e jogadas sincronizadas não perdendo a identidade da respectiva modalidade. A mecanização que estas 4 equipas operam durante o jogo é toda ela fabulosa. No futsal é mais colectiva fruto das características do próprio jogo, que envolve mais passes, menos tempo de bola no pé e maior velocidade.
Glorifiquemos estas duas equipas portuguesas que tem executantes tão bons como os futebolistas, a dimensão das modalidades é que nos quer retirar à força esta comparação. Mas ela não pode deixar de existir, porque seja num relvado ou num pavilhão estas 4 equipas dominam a Europa e nenhuma é superior à outra. Por isso vejo um Joel Queirós num Villa, um Arnaldo num Pedro, um futuro Diece (dantes Ricardinho) num Messi, um Caio Japa num Ricardo Carvalho, um Bebé num Casilhas, um Cardinal num Higuaín, um Gonçalo Alves num Sérgio Ramos, um Divanei num Xabi Alonso, um Paulinho num Di Maria. Será imaginação minha? Talvez e as comparações possam não fazer todo o sentido. Mas na realidade todos estes 18 protagonistas treinam duas vezes por dia e jogam duas vezes por semana e vem vídeos e estudam os adversários ao pormenor. Porque razão a espectacularidade do futsal do Benfica não encontra seguimento no futebol empolgante do Barcelona e a organização do Real do Mourinho não reflicta a coerência táctica do futsal do Sporting?
Tiremos o mediatismo do futsal e vislumbramos um Sporting- Benfica em futsal e comparemos com um Barcelona-Real em futebol? Pura arte, puro encanto… nos 30 passes do Barça, nas diabólicas trocas de posição que dão golos no Benfica… nas transições rápidas da frente de ataque de Mourinho, no contra-ataque vertiginoso do Sporting. Tão belo, tão eficaz, tão bem executado num relvado, um num pavilhão a excelência brilha nos nossos olhos porque genuinamente ninguém é superior a ninguém, por isso valorizemos e divulguemos o nosso produto… Benfica e Sporting rumo a uma inédita final europeia.
Fonte imagem: uefa.com
By João Perfeito
1.Vencendo o arquirival na sua própria casa, o Fc Porto de Vilas Boas tronou-se pela 25 vez campeão nacional. Fica assim a 6 títulos do recorde do Benfica, o qual mais uma vez não consegue sustentar um ciclo de vitórias na liga.
No final da partida do título é interessante ouvir as palavras de André Vilas Boas, nas quais fala da identidade dos dragões, e sobretudo da sua imotabilidade.
Em termos de esquema mantem-se o 4x3x3 que foi imposto na “era” Jesualdo Ferreira, com meio campo em 1x2 (Fernando, Moutinho e Bellushi ou Guarín). Em termos dinâmicos no entanto, André Vilas Boas trousse para o Dragão uma ideia de 4x3x3 em “várias velocidades”.
Falando sobre o Benfica, o qual havia minutos antes derrotado, Vilas Boas chamou-lhe de “equipa que joga sempre na vertigem da velocidade”, sobretudo remetendo para as transições ofensivas dos encarnados. Em 4x1x3x2, mas sobretudo olhando para o meio campo com Salvio, Gaitan e Aimar, vemos 3 médios de caracteristicas ofensivas, todos eles com tendencia para o transporte de bola: Salvio mais próximo da faixa,forte no 1x1 e na acelaração, Gaitan partindo da esquerda mas mais em posição interior na procura de tabelas curtas, e Aimar que “esconde” a bola do adversário e a faz “aparecer” no ataque. Para trás fica apenas Javi Garcia, um pouco mais adiantado do que na época passada, tentando em antecipação cobrir as percas de bola dos seus interiores\alas- daí a inpetuosidade excessiva em alguns lançes.
Olhando para os Dragões, a equipa parece no entanto ter um “batimento cariaco diferente”. A própria forma como são cobrados os pontapés de baliza de Heltón indiaca que o Porto inicia a transição em posse, baixando o ritmo do jogo e obrigando o adversário a desgastar-se, sobretudo quando em resultado adverso. Ao entrar nos centrais, logo os lateriais abrem ambos nas faixas, fazendo o campo ganhar largura, ao mesmo tempo que Fernando, peça chave do meio campo, baixa para junto dos centrais tentando oferecer linha de passe de recurso. Acompanhando o movimento ora Moutinho, ora Bellushi baixam para vir receber a bola, que entretanto entra ora no lateral, ora mesmo no pivot, quando este tem tempo e espaço para rodar. Transição apoiada, com bastantes troca de bola, longe das vertigens de Gaitan, Sálvio, ou mesmo do acelarado lateral Coentrão.
Apesar da tendência dos 4x3x3 em Portugal ser para a bola chegar o mais rápido possível aos extremos, pedindo-lhes que sejam eles a agarrar a bola ainda a 30 ou 40m da baliza adversária, no caso do Porto ocorre uma situação mutável: ora em transição de posse os extremos (Hulk, Varela e até mesmo James) foguem para as laterias para dar maior largura, aparecendo so em diagonais nos ultimos metros de terreno, ora, sobretudo recorrendo a Hulk, a equipa coloca uma bola mais longa, numa transição mais rápida, pedindo a Hulk que queime as etapas da transição. Na fase de grupos da liga Europa e no primeiro jogo contra o Benfica este foi o modelo utilizado durante grande parte do tempo, e com muitos golos e lançes do brasileiro como resultado.
Para gerir os batimentos sincronizados do Dragão, Fernando e João Moutinho controlam os ritmos, gerindo a posse de bola, sem nunca perder de vista a possiblidade real de a perder para o adversário.
2. Importante também a capaciade de Vilas Boas recriar e criar novos jogadores. Guarin, James, Fucile, Sapunaru são exemplos de suplentes de excelencia, que para além de substituir acrescentam algo de novo a cada partida.
Muita da capacidade deste Porto vem do entendimento que faz das diferentes fases pelas quais passa um jogo. Nesse ponto, não só as variações na dinâmica de jogo das quais falei são os unicos exemplos.
A capacidade para fazer entrar mais do que jogadores, novas armas no jogo, utilizando as substituições, parte de um trabalho bem orientado pela equipa técnica. Tal como não existem jogadores iguais, todas as substituições trazem algo de novo que não o renovar da condição física.
O melhor exemplo será sem dúvida Guarín. Começou a época como pivot, suplente de Fernando. Acabou como interior, sua posição de origem, aproveitando não só a sua capacidade física, como sobretudo a grande tendencia para aparecer em zonas de finalização, fazendo valer o excelente pontapé. O resultado foram mais do que os golos decisivos, muitos mais minutos jogados.
James é outro caso, ainda não tão reconhido como o compatriota, vai vivendo da suplência de Varela sobretudo. Se o ex-Sporting se destaca pela verticalidade e poder de acelaração, sempre em passada larga, James vive de diagonais para o espaço interior, na busca do passe ou remate dentro de área. Na sua formação foi médio ofensivo, na meia esquerda, muito na lógica do 10\ala do futebol sul americano da atualidade… na europa e no Porto tem de aprender a fazer valer o seu futebol em sistemas táticos mais posicionais.



fonte: record.xl.pt
By Tiago Luís Santos
By João Perfeito
A Equipa Minuto Zero' informa oficialmente que a habitual crónica de sexta-feira da colaboradora Sarah Saint-Maxent, Voleibol à Sexta não será publicada esta semana.
Razões pessoais de força maior encontram-se por trás do sucedido, pelo qual Sarah-Saint Maxent e a restante Equipa Minuto Zero' pedem desculpa a todos os leitores que, todas as sextas, acompanham as últimas do Voleibol.
A Equipa Minuto Zero'
(Ricardo Campos de Sousa, Sílvia Santos e Tiago Luís Santos)
Cardinal
No passado domingo a quando do Benfica – Porto que viria a decidir o (mais que justo!) título nacional, uma das grandes referências do futsal leonino, Cardinal, foi visto na claque dos Super Dragões a torcer fervorosamente pelo Porto. Que impacto pode ter tal comportamento no nosso futebol?
Bem, antes de mais, seja que impacto for, certamente que se Cardinal fosse jogador de futebol, seria bem maior. No entanto, o Sporting já veio a público dizer que vai analisar a situação.
Esta é a realidade. Cardinal, tal como o próprio afirmou, é adepto do Porto. Só que é também uma referência do futsal do Sporting. Provavelmente, isto não acreditando que o Sporting não está “azulado” como às vezes parece, os adeptos leoninos não terão gostado de ver o seu jogador na claque de um rival.
Cardinal, tentando remediar a situação, fez uma ‘mea culpa’, afirmando que nunca escondeu que era adepto do Porto mas que “não é por esse facto que deixa de ser um bom profissional”, admitindo ainda que não se devia de ter exposto em demasia. Cardinal sabe bem da importância que tal atitude pode ter.
O futebol, quanto a mim infelizmente, não vive sem as rivalidades. Deste modo, julgo que Cardinal vai ter muito para justificar. Duvido muito que a sua imagem permaneça intacta. Certamente que muitos dos adeptos, sobretudo aqueles que preferem o bem do Sporting ao mal dos rivais, não esquecerão tão cedo que um dos seus melhores atletas faz parte da claque de um rival. No futebol, não há espaço para cumplicidade entre rivais.
by Steve Grácio
Tudo começou num Outubro cheio de esperanças. Os Lakers tinham ganho o segundo título consecutivo, Kevin Durant era a grande sensação para 2010-2011 e Lebron James mudou-se para o pé da praia.
Tudo foi andando devagarinho, mas algo a adivinhar o final: 5 estrelas destacavam-se do conjunto. Durant confirmava expectativas, James mostrava-se o mau da fita, Bryant afirmava-se como o melhor, Howard dava umas achegas e Nowitzki ia puxando o resto da equipa para o seu nível.
Mas eis que as coisas mudavam um pouco! New Orleans ganhara 10 seguidos e o pequeno Chris Paul saltava para o meio dos grandes; Monta Ellis fazia múltiplos jogos de 40 pontos; Rondo oferecia cestos aos colegas muito antes do Natal.
A corrida estava, então, muito pouco usual. Deron Williams levantava a voz e Pau Gasol fazia as médias da sua vida. Os analistas davam em malucos, já não sabiam o que pensar: seria este o ano em que toda a gente se punha a jogar bem?
E é então que chega alguém para salvar a questão. Ou, melhor dizendo, complicá-la, pelo menos de início. Mas já lá iremos.
Um felizardo Amare Stoudemire em Nova Iorque fazia furor, empurrando Monta Ellis, cuja equipa deixara de jogar à defesa, lá para baixo. Os Lakers andavam às turras e os Spurs brincavam com o resto (e gozando com esta novela pois não tinham MVP). E no meio disto, Dwight Howard e Kobe Bryant voltavam para fazer as delícias dos analistas.
Pois bem, continuava difuso, mas a posição quatro reinava no topo: ora Nowitzki (que entretanto perdera Caron Butler e sentia-se sozinho no mundo), ora Stoudemire (que fazia ‘n’ jogos de 30 pontos e descobrira que o seu staff tinha arranjado um base e um base-extremo para ajudar: Felton e Fields).
Nesta altura, já o alguém de há pouco ia capturando o lugar cimeiro. Mas tinha de se haver com Lebron James que já tinha levantado os Miami Heat, seguido do Dwayne Wade. “Que chatice!”, pensavam os analistas. Como se tal não bastasse, Kobe Bryant voltava a fazer lembrar os tempos em que apenas ele jogava em Los Angeles, excepção feita à sensação dos afundanços Blake Griffin, que na outra equipa mal vista de Los Angeles também ia jogando no seu “top”.
Joga-se o All Star para acalmar os ânimos, e parece que a poeira assentara. As 5 estrelas de Outubro tinham-se tornado 6, mas eram basicamente as mesmas: Lebron James, Dwight Howard, Kobe Bryant, Dirk Nowitzki, Kevin Durant, e, claro, o alguém de há pouco que a meio da época mal saiu da “pole-position” da corrida: Derrick Rose.
Sim, o rapaz que ia no terceiro ano como atleta profissional conseguira elevar Chicago ao primeiro lugar da sua conferência, fazendo lembrar aos adeptos os tempos em que basquetebol e Michael Jordan pareciam escrever-se com as mesmas letras.
No entanto, os analistas pareciam não se decidir. Seria pelos números que se chegaria ao vencedor? Lebron James era o melhor, mas Dwayne Wade estava perto e então não lhe ligavam muito. Mas então seria Dwight Howard, esse sim, sozinho em Orlando? Não conseguiam dizer. E porque seria que Kobe Bryant, discutivelmente um dos 10 melhores de sempre, não parecia ir ganhar mais que um MVP na sua vida? Também não chegavam lá.
No entanto surgia outro critério, aparentemente mais completo. Derrick Rose tinha um pouco menos de números que os restantes concorrentes, mas os seus amigos tinham-se lesionado numa ou noutra altura e ele tinha prevalecido com a sua equipa. E davam muito valor a isso, especialmente por essa equipa estar acima das outras…
Mas afinal, quem iria ganhar? Eram os media que decidiam, e parecia que ninguém se ia entender…
E por isso, não percam o próximo episódio, porque nós, também não!
by Óscar Morgado
PARCEIROS
Participa na Equipa Minuto Zero'