Sábado, 19 de Fevereiro de 2011
Dois mundos
Pode parecer estranha a comparação que proponho, mas vejo nela alguma utilidade: Bastante doente, decidi passar a tarde a ver televisão, até porque a gripe pouco mais me deixou fazer. 
Fonte: Nba.com
Comecei por ver a repetição do Rookie Challenge do All-Star game da NBA. Grande "show" bem ao estilo dos desportos norte-americanos. No final apenas a injustiça de John Wall ter levado para casa o prémio MVP (12 pontos e 22 assistências) quando Cousins, o problemático poste dos Sacramento Kings, deveria pelo menos com ele ter partilhado o prémio. Não interessou à NBA que Da Marcus Cousins o novo "bad boy" da liga conquista-se tal prémio. Mais do que a injustiça do jogo, é sem dúvida uma reprimenda bem conseguida por parte da liga. Cada vez mais a imagem é essencial para os desportistas americanos, nomeadamente numa liga como a NBA, e por isso mesmo jogadores como Cousins estão destinados a ficar apenas com manchetes dos jornais ligadas às suas tresloucadas atitudes.

Depois, lá pela hora do lanche um grande jogo de Juniores servido para quem apetite tinha pouco: Benfica-Sporting no Seixal. Resultado 2 a 0 para os visitantes. Não é no entanto da justiça do resultado que quero falar, até porque foi um jogo equilibrado e o resultado é aceitável. Aquilo que destaco é a Miserável atitude do nossos jovens jogadores de 17, 18 anos, que num jogo onde imperaram as barbaras entradas e as percas de tempo perfeitamente evitáveis, até mesmo pela actuação da quase inerte equipa de arbitragem. 
Fonte: Record Online
Uma expulsão (estrela do Sporting Ricardo Esgaio) perto do final, foi claramente escassa olhando para aquilo que se passou em campo. Mas pior que isso, os 4 minutos perdidos com esta expulsão perto do final da partida e a barbara entrada de um jovem leão no lance seguinte (quase a pedir para ir embora também... talvez para demorar mais uns 4 minutos) deixaram claramente perceber que talvez em vez de formar jogadores seria especialmente benéfico pensar em formar homens.

De um e de outro lado do atlântico as diferenças são óbvias, quer na optimização da performance-se dos jovens jogadores, quer na mentalidade incutida nas próprias ligas (NBA, D-League ou NCAA).

by Tiago Luís Santos


publicado por Minuto Zero às 17:10
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Steve Field
A Melhor Liga

A Liga Inglesa é considerada pela maioria como a melhor liga do mundo. Esta opinião tem maior impacto em jornadas como a 26ª onde houve uma média impressionante de 4,3 (!) golos por jogo. Fabuloso, não acontece em nenhuma outra das principais ligas, tirando em algumas jornadas a liga Alemã.
Não condeno quem tem opinião, que é perfeitamente legítima. No entanto, apesar de julgar que é melhor em certos aspectos, como nos golos, na emoção que há em cada partida, mesmo entre clubes de menor dimensão, na minha opinião não é a melhor. Tem 6/7 equipas de topo, é certo, mas há uma grande discrepância entre esses clubes e os restantes. Para mim a melhor liga, a mais homogénea, a mais difícil para um clube de topo é a liga Italiana. Mourinho foi o próprio a admitir que na liga Italiana os campeonatos são mais complicados de conquistar.
Na liga Italiana cada jogo é um jogo difícil para os candidatos ao título, mesmo sendo com o último classificado. É uma liga composta pelas melhores equipas de média dimensão de todas as restantes grandes ligas. Para mim, equipas como o Nápoles, a Lázio, o Palermo, a Fiorentina, a Sampdoria estão os furos acima das equipas inglesas de média dimensão (Aston Villa, Everton, Bolton…), das espanholas (Espanhol de Barcelona, Villarreal, Desportivo da Corunha…). Além disso, como me dizia ontem o Tiago, todas as equipas têm pelo menos um jogador fora de série, que prova a qualidade de todas as equipas. É certo que nos últimos anos, tirando o Inter, nenhuma tem feito grandes resultados a nível europeu, talvez devido aos escândalos de viciação de resultados que afectou muitas equipas.
Falta ainda referir outro grande aspecto: a essência do futebol até pode ser os golos, e aí a liga perde claramente para as restantes. Só que em termos tácticos não há liga melhor. Cada jogo é uma batalha táctica. Cada movimentação, cada jogada envolve bastante trabalho de casa, bastante trabalho de equipa, bastantes horas dos seus treinadores a prepará-las. Não tem tanta emoção como as restantes? Admito que sim. Pode alguns jogos tornarem-se aborrecidos? Admito que, para alguns, sim. Mas para os amantes da táctica, da estratégia, é do melhor. Quando tenho tempo, não perco os grandes jogos da jornada, que são sempre uns 3, algo que dificilmente acontece nas outras ligas. Ainda na última jornada, houve 3 jogos empolgantes: Juventus – Inter, Roma – Nápoles e Palermo – Fiorentina.
Porém, admito que por vezes ver na televisão (que impossibilita de ver melhor as movimentações, as batalhas tácticas) pode ser aborrecido para quem espera um jogo com golos. Só vendo ao vivo se pode retirar totalmente a beleza de cada espectáculo desta liga. Uma liga que não é composta apenas por duas equipas como a desinteressante liga Espanhola, que não tem equipas fracas como algumas em Inglaterra…uma liga onde, na minha opinião, apenas a Alemã lhe faz alguma concorrência, onde há sempre grandes jogos.
Concluindo, se o espectador procurar apenas golos, não veja a liga Italiana. Só que o futebol não é só golos. Vejo frequentemente em fóruns jogos onde há bastantes golos, comentários do género ‘deve ter sido um grande jogo’. Mas porquê? Por ter tido muitos golos? Meus caros, o futebol não são só golos. Há jogos que terminam 0-0 que são 
espectaculares!


by Steve Grácio


publicado por Minuto Zero às 16:01
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Sexta-feira, 18 de Fevereiro de 2011
Voleibol à Sexta
Cortes orçamentais também por aqui

Vim para casa toda lançada: hoje era o dia de voltar a escrever sobre voleibol feminino, e também sobre formação. Dei de caras, no entanto, com um comunicado do Esmoriz Ginásio Clube que não poderia deixar de referir aqui.
         O clube, na linha do que foi feito há alguns dias pelo Clube Académico da Trofa, divulgou um comunicado no qual afirma passar por momentos económicos difíceis, que põem em causa a sua sobrevivência. Pode ler-se, nesse comunicado, que «Os tempos que vivemos e os que se avizinham não são nem serão fáceis. Exigem sacrifícios, trabalho, compreensão, solidariedade e coesão, sendo certo que só assim será possível salvar o Clube».
Fonte: http://www.esmorizgc.pt
         A razão é simples: os cortes orçamentais do Estado reflectem-se, como é facilmente compreensível, em todos os projectos por ele financiados. Assim, os valores dos contratos de desenvolvimento desportivo celebrados pelas autarquias sofrerão, nesta altura, reduções significativas.
       Já aqui me queixei da falta de equipas na zona de Lisboa, e esse facto tem precisamente a ver com o que aqui está em causa: noutros municípios, como é o caso de Ovar (onde está instalado o Esmoriz Ginásio Clube), não existe a quantidade de clubes desportivos que existe na capital. As Câmaras Municipais podem, portanto, apoiar projectos deste cariz a larga escala e, por isso, manter situações benéficas para os clubes – que têm geralmente, como se vê, bons resultados.
        O problema dá-se quando as coisas não correm tão bem nos cofres das Câmaras: se um clube com um patrocinador particular, por exemplo, não sofrerá automaticamente com os cortes governamentais, o mesmo não se passa com os que são sustentados fundamentalmente por órgãos estatais. É bonito quando corre bem, mas quando não corre…
       Espero que não continuem a surgir notícias de clubes em tão grandes dificuldades como os que aqui referi. Ainda assim, não me espantava que sim: são vários os clubes – e de muitas modalidades – que são financiados sobretudo pelas Câmaras. É agora hora de ver quantos deles se aguentam por si, pelo trabalho e pelas conquistas, e quantos se afundarão quando perderem a segurança dos fundos municipais
       Concluo dizendo que acredito que uma certa dose de financiamento estatal é necessária, sobretudo no arranque de novos clubes: considero também, no entanto, que conjugar esse capital com patrocínios e afins é a opção mais sensata. Não pôr todos os ovos na mesma cesta, certo?

by Sarah Saint-Maxent



publicado por Minuto Zero às 10:37
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Quarta-feira, 16 de Fevereiro de 2011
Buzzer-Beater
Só-estrelas

É este fim-de-semana. As estrelas vão andar todas pela cidade dos anjos. Esqueçam lá as Finais e os Playoffs. Os três dias mais fixes de basquetebol do ano são esta Sexta, Sábado e Domingo.
O evento vai na sua 60ª edição. Tem vindo a perder prestígio ao longo dos anos, é certo, mas continua a ser o ponto alto da época desportiva da NBA, a par dos Playoffs. Deixo-vos aqui um “preview” do fim-de-semana, com muita coisa interessante que ver.
T-Mobile Rookie Challenge e All-Star Game: o primeiro na sexta-feira à noite e o segundo no Domingo. Cada vez mais acredito que tem mais interesse ver o evento de sexta, pois trata-se de um jogo que as ainda jovens estrelas disputam quase como uma partida a sério, pois têm muito que provar. No caso do All-Star game o último momento deveras surpreendente foi há uns anos quando Shaquille O’neal, tremendo poste, jogou a posição de base num ataque, criando momentos de facto hilariantes. De resto vêm-se muitos afundanços, e pouco de muitas das estrelas a participar. Já lá vão os tempos das rivalidades entre o Magic Johnson e o Michael Jordan, que competiam a sério nesses jogos que gostaria de ter tido oportunidade de ver. E de resto, o Rookie Challenge, apenas com jogadores de 1º ano contra os de 2º, é quase um All-Star em si, dados os nomes de Blake Griffin, Tyreke Evans ou John Wall nas equipas.
Haier Shooting Stars: um dos muitos eventos do Sábado (que se reserva a actividades relacionadas com o jogo e não o jogo em si), junta 4 equipas de 3 atletas, os quais terão de ser um jogador no activo, uma “lenda” reformada e uma atleta da WNBA. Será a Team Texas, vencedora do ano passado, a defender o título contra a Team Los Angeles, Team Chicago e Team Atlanta. O concurso consiste numa série de lançamentos de curta, média, longa e extremamente longa distância (se virem o evento vão perceber porquê) pelos membros de cada equipa, e, sendo os lançamentos mais compridos os mais cotados, a equipa com mais pontos vencerá. Há lançamentos impressionantes que vale a pena ver.
Taco Bell Skills Challenge: uma gincana de passe, drible e lançamento (um pouco infantil, mas que alguns dos participantes espantosamente têm alguma dificuldade, especialmente nos alvos de passe) em que Chris Paul aparece como representante do evento, tendo participado automaticamente. Russell Westbrook, Steve Nash (actual campeão), Baron Davis, Tyreke Evans, Derrick Rose, Stephen Curry, Derek Fisher, Tony Parker e John Wall completam o elenco de participantes, num evento que mais não seja, cria antecipação para os dois últimos da noite.
Foot Locker 3-point Contest: este já tem um pouco mais de piada. Aqui serão 6 os indivíduos a competir nos lançamentos de 3 pontos, de 3 zonas diferentes. Paul Pierce (Boston) defenderá o título contra Ray Allen (Boston) (que recentemente se tornou no atleta da NBA com mais lançamentos de longa distância convertidos da História), Dorell Wright (Golden State), Kevin Durant (Okl. City), James Jones (Miami) e Daniel Gibson (Cleveland). E aqui o concurso torna-se prestigiado porque grande parte dos grandes atiradores já o venceram: Larry Bird, Dirk Nowitzki, Craig Hodges, Mark Price, Peja Stojakovic, entre outros. É sempre um “must” do fim-de-semana.
fonte: Nba.com
Sprite Slam Dunk Contest: aqui sim reside o cerne de todo o evento. Provavelmente a mais espectacular imagem de marca de qualquer desporto no mundo, o afundanço é o ponto chave. E este ano, finalmente, promete ser algo de memorável. Como pessoalmente acho os afundanços de Nate Robinson algo sobrevalorizados, sou da opinião que desde há uns 6 anos mais ou menos que não se vê nada de muito extraordinário. Mas este ano não se tem feito rogado em expectativa. O mesmo será dizer, Blake Griffin!!! Sim, os pontos de exclamação são propositados. Após a sua suposta época inicial na NBA ter sido condenada por uma lesão grave, Blake voltou em força. E força é o que se vê nos seus afundanços, repetições atrás de repetições na TV. Podemos esperar algo de especial dele para devolver o prestígio ao concurso creio. Mas atenção a DeMar DeRozan (Toronto), repetente do ano passado, e Serge Ibaka (Okl. City), que prometem também dar luta a Griffin. Javale McGee aparece um pouco abaixo do radar, mas não o descontem já. Em suma, aproveitem este fim-de-semana para ver um espectáculo como não há igual!
A nível de destaques, o lado positivo vai para…Cleveland! Finalmente ganharam um jogo, e contra os Clippers. Já perderam contra os Wizards, mas de resto, saíram do pior record de derrotas de sempre da História. A nível negativo destaco a saída algo controversa de um grande treinador, Jerry Sloan, dos Utah Jazz. A modalidade certamente perderá bastante de uma personalidade que muito contribuiu para o basquetebol e a NBA.


by Óscar Morgado




publicado por Minuto Zero às 23:26
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Em frente
Aqui vamos nós…


“Somos Campeões rugindo no vento, seguindo a bola a todo o momento, vamos ganhar, poder é crer”. Pois bem, é já para a semana que se realiza o primeiro de dois encontros entre os eternos rivais da 2ª circular. Trata-se de um jogo que parece nada resolver nas contas do campeonato; o Benfica com o segundo lugar confirmado, o Sporting resignado a uma época miserável e em período pré-eleitoral. Mesmo assim, para muitos adeptos encarnados poderá proporcionar um abrir de olhos definitivo no sonho utópico que os leva a considerar a hipótese do Futebol Clube do Porto perder onze pontos em dez jornadas, quando nas restantes vinte perdeu apenas quatro.
fonte: Sporting por Nós

Curioso, para mim este jogo poderá proporcionar-me a primeira vitória em casa contra os eternos rivais. E já está na altura; Estive até agora presente em cinco destes jogos: dois empates e três derrotas. Sofri oito golos, apenas festejei por duas vezes. Parece maldição, falho jogos míticos onde em 20 minutos a equipa faz cinco golos, para depois apanhar jogos da Taça da Liga onde, aos quatro minutos já está um jogador (mal) expulso, e no final apanho quatro. Enfim, vou novamente estar no estádio, vou novamente acreditar. E espero, vou finalmente ganhar. Favoritos?


Bem, neste derby não acredito que algum clube parte em clara vantagem. Sim, o Benfica está a atravessar um bom momento, o Sporting está nas ruas da amargura (já sabemos, não é preciso estar constantemente a referir isso…), mas mesmo assim, acredito que se possa vir a desenrolar um encontro ao nível do Sporting vs. Porto desta época. Também nessa altura, após golear os encarnados no Dragão todos pensavam que em Alvalade seriam favas contadas. Que faziam isto e acontecia aquilo. No entanto, o certo é que a equipa leonina apresentou-se a um bom nível e, por pouco, não provocou maiores dissabores aos pupilos de Villas-Boas.
Ainda para mais, jogamos em casa! E, neste momento bem que os adeptos merecem, por mais pequena que seja, uma alegria. Não fico satisfeito com vitórias morais, nem tão pouco ficarei após conquistar estes três pontos. Claro, desanuvia um pouco o ambiente em Alvalade, mas não dá para ficar alegre. Isso deixarei para outros tempos quando a glória voltar a sorrir, quando a equipa voltar a estabilizar.
Bem, por fim, estando o lado racional algo reticente em relação a este encontro, o lado irracional só pensa na vitória e, portanto, só me resta dizer “Em Frente, vamos ganhar, vamos vencer”.

Saudações Leoninas,
by Jorge Sousa







publicado por Minuto Zero às 13:26
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Segunda-feira, 14 de Fevereiro de 2011
Novo jogador ou sistema antigo?
1. Ao chegar a Londres Ancellotti trazia na bagagem 2 Ligas dos Campeões (como treinador) ao serviço do "seu" AcMilan e a promessa de repetir tal feito desta feita ao serviço do Chelsea.
A realidade do Chelsea e do futebol inglês é no entanto muito diferente da qual estava habituado em Itália. Manteve o 4x3x3, não com alas puros mas com Malouda (médio-ala esquerdo) como jogador mais vertical pela esquerda, fazendo de 4 médio a quando do momento defensivo, juntando se a Lampard, Essien ou Ramires numa posição interior. Na outra faixa um falso ponta de lança: Anelka, cada vez mais um 9,5 que aproveita a sua capacidade técnica e velocidade para aparecer em diagonais, da direita para o centro, aproximando-se da referencia ofensiva Drogba. 
fonte: Caught Off-side
Com a chegada de Fernando Torres esta dinâmica ofensiva terá de ser alterada para o colocar mais próximo do seu "lugar ideal". O melhor Torres será como avançado mais solto, em busca de diagonais, caindo por vezes para as faixas, explorando em movimentos contínuos as costas dos defesas. Desta forma, o ideal será dar a Torres um companheiro que fixe mais os defesas, mas que seja ainda prestável no que toca a apoios curtos para tabelar. Drogba é nesta lógica uma escolha de primeira categoria. Creio que puderam sem dificuldade formar a melhor dupla do futebol inglês. Em Liverpool sempre faltou o tal "complemento" a Torres, que em 4x2x3x1 ou 4x1x4x1 obrigava o avançado espanhol a desgastar-se sozinho na frente, não conseguindo muitas vezes desequilibrar como fazia no Atlético de Madrid. 
A grande questão agora reside no sistema táctico a adoptar, visto que Torres dificilmente cabe no 4x3x3. Contra o Liverpool, no primeiro jogo de Torres com a camisola blue Ancellotti optou por um 4x3x1x2, com Anelka improvisado com falso 10, caindo sobre o lado por onde circula a bola. Notaram-se claramente a falta de rotinas e sobretudo a falta do típico playmaker na posição 10. Em Milão, Ancellotti teve Rui Costa, Kaká e Seedorf como dinâmos do jogo ofensivo partido de zona central. Lampard poderá ser opção mas é demasiado útil mais atrás para avançar desta forma no terreno. No plantel o jogador que mais se adaptaria à posição seria Benayoun (lesionado), mas não parece ter a qualidade necessária por uma função de vital importância. 
Se na zona recuada do novo sistema o 1x2 do meio-campo Obi Mikel, Essien, Lampard, Mcecharan ou até mesmo Malouda e Zhirkov (estes últimos podem perfeitamente fazer a meia-esquerda em 4x1x3x2) são garantias de qualidade, para a posição 10 só existe como opção óbvia o Israelita que veio no início da época de Mersyside. Anelka ou Lampard serão sempre opções de recurso...


2.Ponto final no Sudamericano Sub-20: Brasil coloca em alta o futebol "show"! 6-0 Contra uma equipa que valia sobretudo da organização táctica e consistência (Uruguai), poderíamos até dizer que pareciam mais velhos e experientes dos que o jovem escrete... a verdade é que o futebol show brasileiro deu uma lição à jovem alvi-celeste. Neymar e Lucas são os heróis naquela fase onde se pode dizer "heróis precisam-se!!!!
fonte: placar
Não sei se serão os grandes favoritos à conquista do Mundial de Sub-20 em Agosto, mas a verdade é que prometem deixar uma imagem de futebol desprendido das amaras tácticas.  De Neymar dizer que tem potencial para ser bola de ouro, a única duvida que persiste é se a sua cabeça está ao nível do seu futebol... sobre Lucas mais dúvidas... faltam-lhe pormenores que no futebol europeu fazem toda a diferença.... penso nos dois no futuro e vejo Neymar na Europa do futebol, partindo da esquerda em diagonais para dentro, fintando e marcando golos, mas tenho algumas reservas se psicologicamente estará ao nível dos melhores (espero que SIM o futebol merece um grande Neymar concerteza!); Lucas parece mais um exemplo de projecto de grande jogador, como outros num passado recente: Denilson, Marcelinho Paraíba, Thiago Neves e tantos outros... o seu futebol são fintas e diabruras que o futebol europeu nem sempre aceita da melhor forma... falta-lhe a essência do passe e controlo das suas decisões.



By Tiago Luís Santos


publicado por Minuto Zero às 15:39
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Domingo, 13 de Fevereiro de 2011
Fogo sem Fumo

Tirem o cavalinho da chuva

Há quem veja na actual situação do Sporting o rumo certo para a sua completa descaracterização, ou seja, que o Sporting não tarda e andará a lutar pela não despromoção ou pelo 8º ou 9º lugar da tabela classificativa. A meu ver, é manifestamente exagerado o que se tem dito. É verdade que o Sporting passa um momento complicado, muito complicado, talvez o pior dos últimos anos. Reina a confusão e o caos, sucedem-se demissões, despedimentos e pedidos para rescisão amigável. Ninguém tem mão no actual Sporting. O treinador, qual timoneiro sozinho ao leme, diz que ainda aguenta mais “pancada” e que vai pegar o “touro pelos cornos”. Diz-se abandonando pela estrutura, mas com a confiança da equipa de futebol. Actualmente, não há presidente, ou melhor, é apenas um corpo presente. Sucedem-se os avanços e os recuos dos notáveis (e daqueles que são menos notáveis) em relação às presidenciais que se aproximam. Os resultados continuam medíocres, empates com a Naval e com o Olhanense que envergonham qualquer um. Tudo isto é verdade. Não nego e até coloco mais lenha na fogueira para que a discussão e a reflexão possam ter um pouco de fumo branco. Mas não nos esqueçamos que o Sporting tem uma grande massa associativa, tem milhões de adeptos e que, nos momentos decisivos, nunca viraram costas ao clube. O Sporting vai continuar a ser um dos grandes do nosso futebol. O Sporting não baixará ao 6º lugar no fim do campeonato como outrora aconteceu a outros. Apesar da hecatombe, ainda está no 3º lugar da tabela classificativa, nas meias-finais da Taça da Liga e nos oitavos de final da Liga Europa. É isto que os sportinguistas querem? Não, não é. Os adeptos leoninos querem o Sporting no 1º lugar ou a lutar pelo 1º lugar, querem o Sporting mais forte e com garra, querem o Sporting presente no Jamor todas as épocas. E querem o Sporting na Liga dos Campeões. É isto que se quer em Alvalade. Por isso, é preciso um grande debate, várias candidaturas e projectos. Com “fundos” ou sem “fundos”, é necessário preparar um projecto de futuro que devolva a esperança - aquela que sempre foi tão verde – a credibilidade e os sucessos ao clube de Alvalade. Os últimos a rir são os que se riem melhor. E estejam descansados ou aflitos, o Sporting não morrerá nem deixará de ser uma grande instituição. Porque acima de tudo, o Sporting é um clube que não é de bairro, nem de cidade, mas de Portugal. Tenho dito.

by Alexandre Poço


publicado por Minuto Zero às 21:14
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Porque ao Sábado se Destaca...
Deixar Legado- Mas que tipo de Legado?

Fonte: Record
No passado mês de Novembro foi aqui neste blog feito um paralelismo entre o Barcelona passado e o Barcelona presente, pelo Tiago Santos.
Confesso que em relação aos jogos de antigamente não tenho conhecimentos tácticos muito elevados. Li a sua crónica e gostei muito da forma como as comparações estão feitas, porque sobretudo fez-me consolidar ainda mais a ideia do Barcelona como conservação estrutural táctica, que dura - anos após anos, após anos.
Voltando ao início do texto do Tiago esta estruturação, ocorre tanto no futebol como na vida. Talvez por isso como o Tiago nos informou produzam 25% da riqueza Espanhola. O Barcelona e a Catalunha no fundo quer no futebol quer na vida assentam pela estrutura, organização, linearidade e coerência perante si mesmos. Na economia ou no futebol. Na produção dum país ou nas formas de fazer golos.
Uma escola de desporto, não só uma escola de futebol. Uma região que tem mais praticante de hóquei em patins federado do que Portugal inteiro. O Barcelona já foi quase 20 vezes campeão europeu de hóquei e já leva 13 campeonatos nacionais consecutivos. A equipa de Andebol ganha muitos campeonatos e está sempre no top da Europa. No basquetebol prima pelo mesmo diapasão. No fundo ver um jogo de hóquei sobretudo do Barça, mas também de andebol ou basquetebol é ver acima de tudo organização, competência e segurança do seu jogo. Vemos máquinas a jogar. Nas jogadas perfeitas que dão cestos perfeitos, nas combinações de Andebol que dão jogadas brilhantes, no puzzle táctico fantástico do hóquei aliado a uma velocidade estonteante e a finalizações perfeitas.
Fundamentalmente nestas modalidades vemos um Barça coerente, fortemente organizado e com uma grande capacidade de inverter a rumo dos acontecimentos. Vemos equipas que sabem jogar a ganhar e manter o resultado e sabem como sem correr riscos alterar o placar quando este lhes é desfavorável.
Daí que o título da crónica do Tiago (assente que nem uma luva). Um mundo à parte no futebol e na vida.
Mas no futebol a história é diferente. Nasceu uma estrutura, nasceu uma táctica, nasceu um enraizamento futebolístico no Barcelona. Uma maneira de jogar diferente de todas, uma equipa que se torna diferente de todas, as outras… Um jogo de futebol com e sem Barça.
Nasceu uma táctica que muitos consideram perfeita. Aliás nasceu o mito do super-barça.
Nasceu aqui o legado de Cruyff. Um legado riquíssimo para toda a gente mas paupérrimo para mim. Um legado duma maneira de estar no futebol, um legado da produção do romantismo do futebol, da produção de talentos, da produção de treinadores carismáticos. No fundo nasceu a maior mentira da história do futebol.
A mentira duma super-equipa. A mentira de talentos como Maradona, Cruyff ou Ronaldinho. Mas mais grave a mentira dum esquema de jogo perfeito.
Não falo de opiniões falo de factos. Na verdade essa super-equipa apenas ganhou 10 Campeonatos em 22 possíveis, ganhou 3 Champions em 22. Esses talentos não tiveram mais de 5 anos de top. Mas são imortalizados. Imortalizados porque fizeram dois anos em grande (Ronaldinho), deram cor a equipa mais sedutora do futebol mundial(Holanda 74), não tiveram mais de 5 anos de auge (Maradona). Talentos camuflados pelos verdadeiros nomes da história do futebol: Péle, Zidane, Beckenbauer, Maldini, Di Stefano, Bobby Charlont. Porque estes são os verdadeiros jogadores aqueles que transformaram o talento em produção, em carreiras ímpares em títulos individuais e em regularidade. Os do Barça viveram de grandes momentos em grandes competições e depois apagaram-se. Os outros porque no fundo tem intrínsecos a eles qualidade, coerência e regularidade. Coisas que nenhum talento do Barça alguma vez teve. Daí que as suas aparições no céu sejam curtas e efémeras. Daí que Cruyff depois tenha abandonado a carreira de treinador, daí que Guardiola esteja receioso em renovar. Porque no fundo e aqui discordo totalmente do Tiago o futebol não vive de seduções, vive de vitórias e o legado é esse. O legado não é a produção de talentos que se perdem, de equipas que não mantêm a regularidade, de treinadores que aparecem e desaparecem. O legado é a manutenção duma linha de vitória. É a construção dum enraizamento táctico transversal a qualquer época, simples e eficaz. Mas o futebol do Barca que todos apaludem não acompanha proporcionalmente os seus títulos porque será? Talvez porque o mais importante é manter o legado, manter esta forma de jogar. Como diz Xavi” Nós damos um legado, ninguém conhece o Inter”.
Esta é a tristeza do desporto e da vida. Somos seduzidos por esquemas que parecem perfeitos. Achamos que a equipa que ganha 5-0 é melhor do que a que ganha por simplesmente 1-0. Seduzimo-nos por golos, grandes jogadas, intensidade, técnica, fintas e esquecemos capacidade de recuperação, capacidade de decidir os ritmos de jogos e fundamentalmente capacidade de ganhar continuamente.
Talvez por isso o futebol do Barça tenha telhados de vidro. Talvez por isso desde que Guardiola é técnico do Barça, o Barça em 33 jogos que começou a perder só recuperou 13. Porque afinal a super-equipa não é assim tão super-equipa quando a ordem natural das coisas se inverte. Esta é a tristeza que o futebol permite para muitos, esta é a minha paixão pelo futebol. Esta é a minha busca incessante por ver equipas porem o autocarro e defenderem quase dentro da baliza e ver como o Barça reage. Porque como gosto de espectáculo e de técnica quero vê-lo em situações de aperto. Quero ver golos de Messi contra o Chelsea, sem serem preciso roubar 4 penaltys, quero ver golos de Messi contra o Inter que mudam uma eliminatória, quero ver Messi fazer algo quando a sua selecção leva 4 da Alemanha. Quero ver Xavi e Iniesta terem 90% de passes em jogos que a a equipa começa perder. Quero ver o Barça a dar espectáculo quando começa a perder, quando perde ou quando empata. Mas o Barcelona joga 95% das vezes bem e ganha, das 5% que joga mal perde ou empata.
Porque se interessa em deixar o seu legado em manter a sua farsa. A dar espectáculo depois dos jogos estarem resolvidos e a iludir biliões de pessoas no mundo inteiro.
Mas para a Histórias, ficam os títulos, ficam a grandeza. As 9 Taças dos Campeões Europeus do Real contra as 3 do Barça. Os 20 campeonatos europeus de hóquei no Barça contra os 3 de futebol.
Mas tal como na Vida a vitória é o nosso sustento é aquilo que nos alicia e nos faz lutar pelos nossos objectivos. No futebol do Barca apenas existe a sedução que quando presa em teia alheia os seus mais fanáticos fãs põe a culpa na forma táctica do futebol de hoje em dia em vez de exigirem a um tal jogador que dizem genial que marque 3 golos quando a equipa começar a perder por dois zero. Mas como vivemos num mundo de ilusões Messis, Cruiffs, Maradonas, Ronaldinhos são os melhores mas ficam a ver os outros ganhar títulos.
Tal como a Espanha ignora a Catalunha que lhes dá 25% da sua economia. Tal como o Real reclama para si o estatuto de melhor clube espanhol, quando o Barça é património Mundial. O Barça do hóquei, do andebol, do basquetebol, tão diferente e tão igual ao mesmo tempo do futebol. Mantêm se a ideia de legado, mas as 3 primeiras modalidades já encontraram um caminho de vitória, o futebol continuará a maravilhar aqueles que se esquecem da essência do futebol.


by João Perfeito


publicado por João Perfeito às 14:24
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Porque ao Sábado se destaca...
Deixar Legado- Mas que tipo de Legado?

Fonte: Record
No passado mês de Novembro foi aqui neste blog feito um paralelismo entre o Barcelona passado e o Barcelona presente, pelo Tiago Santos.
Confesso que em relação aos jogos de antigamente não tenho conhecimentos tácticos muito elevados. Li a sua crónica e gostei muito da forma como as comparações estão feitas, porque sobretudo fez-me consolidar ainda mais a ideia do Barcelona como conservação estrutural táctica, que dura - anos após anos, após anos.
Voltando ao início do texto do Tiago esta estruturação, ocorre tanto no futebol como na vida. Talvez por isso como o Tiago nos informou produzam 25% da riqueza Espanhola. O Barcelona e a Catalunha no fundo quer no futebol quer na vida assentam pela estrutura, organização, linearidade e coerência perante si mesmos. Na economia ou no futebol. Na produção dum país ou nas formas de fazer golos.
Uma escola de desporto, não só uma escola de futebol. Uma região que tem mais praticante de hóquei em patins federado do que Portugal inteiro. O Barcelona já foi quase 20 vezes campeão europeu de hóquei e já leva 13 campeonatos nacionais consecutivos. A equipa de Andebol ganha muitos campeonatos e está sempre no top da Europa. No basquetebol prima pelo mesmo diapasão. No fundo ver um jogo de hóquei sobretudo do Barça, mas também de andebol ou basquetebol é ver acima de tudo organização, competência e segurança do seu jogo. Vemos máquinas a jogar. Nas jogadas perfeitas que dão cestos perfeitos, nas combinações de Andebol que dão jogadas brilhantes, no puzzle táctico fantástico do hóquei aliado a uma velocidade estonteante e a finalizações perfeitas.
Fundamentalmente nestas modalidades vemos um Barça coerente, fortemente organizado e com uma grande capacidade de inverter a rumo dos acontecimentos. Vemos equipas que sabem jogar a ganhar e manter o resultado e sabem como sem correr riscos alterar o placar quando este lhes é desfavorável.
Daí que o título da crónica do Tiago (assente que nem uma luva). Um mundo à parte no futebol e na vida.
Mas no futebol a história é diferente. Nasceu uma estrutura, nasceu uma táctica, nasceu um enraizamento futebolístico no Barcelona. Uma maneira de jogar diferente de todas, uma equipa que se torna diferente de todas, as outras… Um jogo de futebol com e sem Barça.
Nasceu uma táctica que muitos consideram perfeita. Aliás nasceu o mito do super-barça.
Nasceu aqui o legado de Cruyff. Um legado riquíssimo para toda a gente mas paupérrimo para mim. Um legado duma maneira de estar no futebol, um legado da produção do romantismo do futebol, da produção de talentos, da produção de treinadores carismáticos. No fundo nasceu a maior mentira da história do futebol.
A mentira duma super-equipa. A mentira de talentos como Maradona, Cruyff ou Ronaldinho. Mas mais grave a mentira dum esquema de jogo perfeito.
Não falo de opiniões falo de factos. Na verdade essa super-equipa apenas ganhou 10 Campeonatos em 22 possíveis, ganhou 3 Champions em 22. Esses talentos não tiveram mais de 5 anos de top. Mas são imortalizados. Imortalizados porque fizeram dois anos em grande (Ronaldinho), deram cor a equipa mais sedutora do futebol mundial(Holanda 74), não tiveram mais de 5 anos de auge (Maradona). Talentos camuflados pelos verdadeiros nomes da história do futebol: Péle, Zidane, Beckenbauer, Maldini, Di Stefano, Bobby Charlont. Porque estes são os verdadeiros jogadores aqueles que transformaram o talento em produção, em carreiras ímpares em títulos individuais e em regularidade. Os do Barça viveram de grandes momentos em grandes competições e depois apagaram-se. Os outros porque no fundo tem intrínsecos a eles qualidade, coerência e regularidade. Coisas que nenhum talento do Barça alguma vez teve. Daí que as suas aparições no céu sejam curtas e efémeras. Daí que Cruyff depois tenha abandonado a carreira de treinador, daí que Guardiola esteja receioso em renovar. Porque no fundo e aqui discordo totalmente do Tiago o futebol não vive de seduções, vive de vitórias e o legado é esse. O legado não é a produção de talentos que se perdem, de equipas que não mantêm a regularidade, de treinadores que aparecem e desaparecem. O legado é a manutenção duma linha de vitória. É a construção dum enraizamento táctico transversal a qualquer época, simples e eficaz. Mas o futebol do Barca que todos apaludem não acompanha proporcionalmente os seus títulos porque será? Talvez porque o mais importante é manter o legado, manter esta forma de jogar. Como diz Xavi” Nós damos um legado, ninguém conhece o Inter”.
Esta é a tristeza do desporto e da vida. Somos seduzidos por esquemas que parecem perfeitos. Achamos que a equipa que ganha 5-0 é melhor do que a que ganha por simplesmente 1-0. Seduzimo-nos por golos, grandes jogadas, intensidade, técnica, fintas e esquecemos capacidade de recuperação, capacidade de decidir os ritmos de jogos e fundamentalmente capacidade de ganhar continuamente.
Talvez por isso o futebol do Barça tenha telhados de vidro. Talvez por isso desde que Guardiola é técnico do Barça, o Barça em 33 jogos que começou a perder só recuperou 13. Porque afinal a super-equipa não é assim tão super-equipa quando a ordem natural das coisas se inverte. Esta é a tristeza que o futebol permite para muitos, esta é a minha paixão pelo futebol. Esta é a minha busca incessante por ver equipas porem o autocarro e defenderem quase dentro da baliza e ver como o Barça reage. Porque como gosto de espectáculo e de técnica quero vê-lo em situações de aperto. Quero ver golos de Messi contra o Chelsea, sem serem preciso roubar 4 penaltys, quero ver golos de Messi contra o Inter que mudam uma eliminatória, quero ver Messi fazer algo quando a sua selecção leva 4 da Alemanha. Quero ver Xavi e Iniesta terem 90% de passes em jogos que a a equipa começa perder. Quero ver o Barça a dar espectáculo quando começa a perder, quando perde ou quando empata. Mas o Barcelona joga 95% das vezes bem e ganha, das 5% que joga mal perde ou empata.
Porque se interessa em deixar o seu legado em manter a sua farsa. A dar espectáculo depois dos jogos estarem resolvidos e a iludir biliões de pessoas no mundo inteiro.
Mas para a Histórias, ficam os títulos, ficam a grandeza. As 9 Taças dos Campeões Europeus do Real contra as 3 do Barça. Os 20 campeonatos europeus de hóquei no Barça contra os 3 de futebol.
Mas tal como na Vida a vitória é o nosso sustento é aquilo que nos alicia e nos faz lutar pelos nossos objectivos. No futebol do Barca apenas existe a sedução que quando presa em teia alheia os seus mais fanáticos fãs põe a culpa na forma táctica do futebol de hoje em dia em vez de exigirem a um tal jogador que dizem genial que marque 3 golos quando a equipa começar a perder por dois zero. Mas como vivemos num mundo de ilusões Messis, Cruiffs, Maradonas, Ronaldinhos são os melhores mas ficam a ver os outros ganhar títulos.
Tal como a Espanha ignora a Catalunha que lhes dá 25% da sua economia. Tal como o Real reclama para si o estatuto de melhor clube espanhol, quando o Barça é património Mundial. O Barça do hóquei, do andebol, do basquetebol, tão diferente e tão igual ao mesmo tempo do futebol. Mantêm se a ideia de legado, mas as 3 primeiras modalidades já encontraram um caminho de vitória, o futebol continuará a maravilhar aqueles que se esquecem da essência do futebol.


by João Perfeito



publicado por Colaborador Minuto Zero às 01:22
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Sexta-feira, 11 de Fevereiro de 2011
Sudamericano Sub-20

Os estádios recônditos do Perú recebem por estes dias um certame que reúne alguns dos mais recentes “pibes” sul-americanos... e olheiros europeus.
Numa competição na qual está em jogo a presença das selecções sub-20 no Mundial da categoria (em Agosto deste ano na Colombia), vão se mostrando algumas das mais promissoras coceluches do futebol mundial.
Dois gigantes do futebol sénior, Brasil e Argentina, dão a conhecer ao mundo os seus mais recentes prodígios, dando a perceber até que ponto poderão ser candidatos à conquista do mundial da categoria. Com maior ou menor dificuldade, deveram juntar-se à congénere Colombia em Agosto, deixando para atrás o ridículo emaranhado de resultados que uma competição com os moldes desta Taça Sudamericana de Sub-20 promove (duas fases de grupos, a segunda das quais é um torneio Hexagonal).
Em 4x3x3, sistema que parece ser o novo padrão para as selecções argentinas, os pequenos candidatos a pibe vão mostrando rasgos de qualidade, que antevêem uma geração bem mais produtiva do que a do anterior mundial de sub-20, da qual apenas Salvio, jogador emprestado pelo Atletico de Madrid ao Benfica, parece ser a única memória feliz.
Apesar das ausências de Lamela ou Pereyra, duas estrelas que o River Plate considerou imprescindiveis e das quais por isso mesmo não adbicou neste espaço de tempo, ermengem novos nomes na selecção que dão garantias de bom futebol: Hoyos, Galeano, Nervo, Tagliafico, Araujo, Funes Mori, Ferreyra  e é claro o novo “dragão” Juan Manuel Iturbe.
Orientados pelo Colombiano Osvaldo Perrazo, os alvi-celestes mostram alguma maturidade táctica e organização, apesar de alguns erros defensivos motivados sobretudo por alguma falta de mobilidade dos centrais e fragilidade dos laterais em termos defensivos. Galeano e Nervo surgem como duas boas promessas como centrais, mas falta-lhes “craveira” como sénior, sobretudo no caso do segundo. Galeano derresto mostra potencial para ser uma das figuras do mundial no sector recuado. No meio campo um bom pivô (Cirigliano) queima-linhas apoiado por Mosca, esquerdino box-to-box, com propensão para descair sobre a ala canhota partindo de uma posição interior. Depois libertasse Hoyos, jovem promessa do Estudiantes, elegante e robusto, com boa capacidade de passe, mas que parce fugir um pouco ao modelo do clássico “10” argentino. Tanto Mosca como Hoyos devem no entanto perder os lugares para Pereyra e Erik Lamela no mundial.
No ataque Fones Mori e Ferreyra (parte quase sempre do banco) são avançados fortes fisicamente, que finalizam bem tanto com os pés como no jogo aéreo, sendo jogadores de elevada estatura (1,85 e 1,86m respectivamente) procuram sair da sua área de influencia mostrando alguma cultura de movimentos e vontade de ter bola nos pés. Não me parecem no entanto em nenhum dos casos goleadores-natos, mas sim avançados com caracteristicas especificas bastante valiosas.
fonte: Olé
Descaídos sobre as alas, Sergio Araujo, jovem estrela do Boca, Mauro Diaz, 10 que aparece mais sobre as laterais partindo para dentro, vivem na sombra da estrela da competição até ao momento: Juan Manuel Iturbe, nascido no Paraguai, mas naturalizado Argentino, está já garantido como reforço do Porto para a próxima época. Aos 17 anos é já comparado com Messi, sobretudo pelas incursões em diagonal desde a direita até à área adversária que fazem lembrar os movimentos do craque do Barça. Trata-se de um jogador expulsivo, ainda com pouca rodagem como sénior, mas que mostra um talento e maturidade anormais, que deixam de "orelhas em bico" os gigantes do futebol do velho continente. Tem rasgos de craque, não é tão técnicista como Messi, nem parece pelo menos para já estar a esse nível, mas tem realmente tiques de génio.
Do lado do Brasil, orientado por Ney Franco nesta competição ele que não será no entanto o seleccionador se a equipa se apurar para os jogos Olimpicos em detrimento de Mano Menezes (curioso não?), aparece uma equipa que mostra aos poucos uma boa geração de jogadores, recônditos no entanto na sombra da estrela do Santos Neymar. Cabeça de cartaz para este torneio, o prodígio da Vila Belmiro entra com 4 golos no primeiro jogo da competição, mas mostra ainda alguma dificuldade em garantir uma regularidade exibicional de alto nível. O seu brilhantismo no entanto permite a jovens como Lucas o novo “10” do São Paulo, Casemiro, Oscar ou William José crescerem longe dos holofotes mediáticos.
fonte: placar
De todos o mais interessante parece mesmo ser Lucas, jovem “10” que parece ser no entanto mais um “8,5”. Forte na condução de bola, domina bem os “timmings” para a entregar aos companheiros, colocando-se na meia-esquerda do 4x2x2x2 Brasileiro, sempre com Neymar no Horizonte. Quem está também próximo nesse horizonte de Lucas é  William José um avançado com morfologia semelhante à de Kardec, mas talvés mais evoluído tecnicamente e oportuno. 
Na defesa brasileira, Alex Sandro e Danilo, jogadores do Santos, aparecem como boas promessas de laterais, que para além de atacar fecham sobretudo os espaços com destreza. No banco duas promessas de lateral-ofensivo: Gabriel Silva e Galhardo. Gabriel, guarda-redes do Cruzeiro é o mais recente bom exemplo da escola brasileira.
Uma ultima nota para Casemiro, jovem pivô do São Paulo: forte fisicamente, domina bem os espaços jogando como “cabeça de área”, deixando Fernando nas compensações. Mais uma boa promessa de trinco, claramente com rota de marcha para o exigente futebol europeu.

By Tiago Luís Santos


publicado por Minuto Zero às 17:09
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