Segunda-feira, 24 de Janeiro de 2011
Terceiro Anel
David Luiz não jogou no campeonato, tal como Jardel não jogou para a Taça
 
Mais um fim-de-semana, mais uma jornada passada, menos uma que falta para o Porto, actual líder do campeonato se tornar campeão nacional. Nada de anormal nisto, o Porto venceu em Aveiro com justiça (não discuto arbitragens, pois todos os árbitros se podem enganar a favor ou contra o nosso clube), o Benfica por sua vez venceu também com inteira justiça o Nacional, mas no entanto fica de lamentar o facto de desligarmos o motor à passagem do minuto 70, já frente ao Lyon em casa para Liga dos Campeões assim sucedeu e não fosse faltarem apenas 20 minutos para o fim da partida e hoje estaríamos muito provavelmente fora das competições da UEFA.
 

Fonte: slbenfica.planetaportugal.com

 
Tenho no entanto de fazer ainda uma verificação em relação ao jogo do passado sábado na Luz, foi notória a não presença de David Luiz entre os convocados e isto porque estará o jogador encarnado prestes a rumar a Londres. Nada de anormal nisto, correcto? Exacto. Ou seja, o que aqui aconteceu foi o mesmo que aconteceu no caso do Jardel (ex-Olhanense) no dia do jogo com o Benfica, tal como o Benfica prestes a contratar um jogador beneficiou dessa cordialidade também o Benfica foi cordeal com o Chelsea de forma a proteger o jogador e evitar uma eventual lesão que poderia no máximo a reprovar a ida do brasileiro para os “blues”.
É claramente necessário frisar isto, para que todos possam ver que o Benfica tem um igual tratamento de clareza com todos os clubes com quem mantém relações, neste caso, elações económicas. Seria sim preocupante se o Jardel tivesse jogado na Luz com a equipa de Olhão a sofrer 5 golos, ou se o David Luiz jogasse e por ventura tivesse culpas em algum golo da equipa adversária ou ainda se se lesionasse, isso sim seria fugir à verdade e à clareza.
Em relação à transferência do internacional brasileiro para o Chelsea e segunda aquilo que tem vindo a ser chamado às primeiras páginas dos desportivos, não penso que o negócio seja o ideal, 25 milhões e um jogador por empréstimo, sendo ele Matic não me parece vantajoso, seria sim mais lucrativo a oferta do City de 33 milhões no inicio da época, esta permuta “cheira-me” um pouco ao caso João Moutinho, que o Sporting rejeitou propostas de 18 milhões pelo jogador e depois vende-o ao rival/amigo (ainda indeciso sobre a situação da relação) por 10 milhões mais Nuno André Coelho, o que me pareceu péssimo.
Tenho no entanto de ressalvar uma situação, se os dirigentes encarnados quiserem realmente avançar com a transferência nestes termos, que venha o Matic e não o Paulo Ferreira.
 
by Simão Santana


publicado por Simão Santana às 10:41
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Domingo, 23 de Janeiro de 2011
Fogo sem Fumo
A Presidência Bettencourt

O Sporting saltou para as bocas do país e para as aberturas dos telejornais e, mais uma vez, por maus motivos. A honra de tal facto deve-se à demissão do seu Presidente e por consequência, dos seus órgãos sociais. O Presidente Bettencourt não deixará saudades em Alvalade, ao contrário do Director Bettencourt que então mereceu os mais rasgados elogios pela sua prestação. Aliás, foi o Director Bettencourt e o carinho que adquiriu junto dos sócios que permitiu, um dia, ter o Presidente Bettencourt. A sua eleição tratou-se de um passeio, pois ao invés do seu oponente, prometia um caminho sério, honesto, sem aventuras e com um horizonte de títulos. Quando chegou a Presidente, revelou-se um perfeito exemplo do Princípio de Peter, que nos diz que numa hierarquia todo o funcionário tende a ser promovido até ao seu nível de incompetência, o Director Bettencourt era um exemplo, o Presidente Bettencourt foi um fiasco. O princípio não falha. Mas a tragédia não se fica por aqui, pois o incompetente Bettencourt quis estar rodeado dos seus pares e contratou Costinha e José Couceiro. O primeiro demonstrou o seu valor, mais concretamente a falta dele, na sua acção enquanto Director, o segundo já teve tais funções no Sporting e também não deixou saudades. Depois disso, já foi tudo, treinador, seleccionador, treinador adjunto, enfim, qualquer dia é promovido a roupeiro. Pelo meio, o Presidente Bettencourt ainda conseguiu contratar dois treinadores. Se o primeiro – e após ter prometido uma “surpresa” – foi Carlos Carvalhal, ainda se percebeu, era uma solução de última hora, um tapa-buracos depois da saída de Paulo Bento, que para o Presidente Bettencourt seria forever. Quanto ao segundo (e actual) não se percebem os motivos da sua escolha, na medida em que nunca ganhou nada, é um treinador sem experiência que o máximo que alcançou na sua carreira foi uma ida ao Jamor com o Paços de Ferreira. E não se poderá aceitar a desculpa da falta de dinheiro, pois um clube que tem 6,5 milhões de euros para dar por Pongolle e, passado pouco tempo, empresta-o é porque tem dinheiro que sobra. Paulo Sérgio é outro à medida de Bettencourt, um incompetente. Mas não só. É arrogante, teimoso e pouco inteligente nas opções técnicas. Com Bettencourt na presidência, o Sporting não ganhou nada, não construiu uma equipa, reforçou-se mal, continuou um cemitério de jogadores, não teve prestações à altura, ouviram-se as mais estapafúrdias declarações da história do Sporting, as preocupações deslocaram-se da equipa para a vestimenta dos funcionários e conseguiu ainda outro fenómeno, colocou o José de Alvalade às moscas, com assistências a rondar os 15 mil adeptos. Uma vergonha. Não fora as cadeiras serem coloridas e aquilo seria aterrador para jogar. Obrigado Tomás Taveira. O Presidente Bettencourt até na saída foi infeliz, demitiu-se após um jogo, atitude típica de um treinador, não de um presidente. Enfim, para o que estaria o meu Sporting reservado. Um clube histórico transformou-se numa gamela, tudo come à custa do Sporting. Dos 4 principais incompetentes que por lá pairam, um já foi. Agora, só falta correr com os dois directores e com a personagem que orienta a equipa. Que venha um novo Presidente e que corra com esta gente para fora de Alvalade. Queremos um Presidente sério e que não se rodeie de incompetentes para gerir o Sporting. Queremos que o Sporting volte a abrir telejornais, mas não pelo facto de um director do clube querer que os funcionários andem de fato no Estádio. Queremos um Presidente que não chame de “maçã podre” a um jogador e, que passado uns meses, elogie o mesmo jogador pelo seu elevado profissionalismo. Queremos um Presidente que traga vitórias, sucessos, títulos. Que coloque o Sporting no seu devido lugar e que não ande a lutar pelo 4º ou 5º lugar com o Marítimo ou com o Vitória de Guimarães. Basta de mediocridade! É hora de pegar no Sporting e devolver-lhe “esforço, dedicação, devoção e glória”.

by Alexandre Poço


publicado por Minuto Zero às 10:37
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Sábado, 22 de Janeiro de 2011
Porque ao Sábado se destaca...
Crise estrutural Sporting

Fora das quatro linhas o Sporting mostrou porque não ganhou em campo.
Ao longo dos últimos anos, tem sido uma constante. Aliás esta década é bastante produtiva em exemplos em que o Sporting fora das quatros linhas não consegue construir uma equipa coesa que lhe permite dominar o futebol nacional. Sou Benfiquista, mas sei que o Sporting se tivesse: estrutura, organização e profissionalismo teria sido o clube dominante ao longo desta década.
Com uma das melhores academias do Mundo, 2 dos últimos 10 melhores jogadores do Mundo formados no Sporting, tinham tudo para neste momento ser um colosso europeu. Mas quando não há organização, quando a direcção e os presidentes que passam pelo clube preocupam-se mais uns a falar no sistema, outros a criticar as arbitragens, outros a viajar do que a lutar para prestigiarem o clube.
Ao longo dos últimos 10 anos a fragilidades estruturais do Sporting saltam bem à vista. Um clube onde todos querem mandar e em que não existe um único com capacidade para liderar. Um clube sustentado em função dos interesses dos adeptos, isto é de fora para dentro em vez de dentro para fora. Ao longo destes últimos 10 anos, nunca o Sporting conseguiu manter uma equipa coesa e unida e sobretudo com capacidade para remarem todos para o mesmo lado. Paulo Bento um dia disse que os bufos não ficam no Sporting nem mais um minuto, mas na verdade parece que até hoje isso nunca se verificou.
Mais grave que os desentendimentos de Jardel, ou a recusa de Polga a jogar no final da época de 2005, para não falar das férias prolongadas de Liedson aos já mais actuais desentendimentos de Vuckevic, Stojkovic ,Ricardo Batista, Izmailov e a saída do Moutinho é o modo como o Sporting gere esta situação. O Sporting perdoem-me a expressão é uma autêntica república das bananas, onde todos querem mandar, mas ninguém o sabe fazê-lo. Desde Miguel Ribeiro Teles, a Pedro Barbosa, Sá Pinto e finalmente Costinha, todos eles tentam defender os seus interesses e nunca os do clube. Os directores e os presidentes transmitem tudo menos confiança aos adeptos. Desentendimentos, instabilidade no balneário tudo passado para a comunicação social. O país fica todo a saber quais os problemas internos do Sporting. Para não falar de que o estatuto do jogador leva-lhe a que lhe seja aplicado uma multa diferente em casos similares. A comunicação social e os tais bufos fazem o que querem do Sporting. É vergonhoso o caso Sá Pinto-Liedson, mas mais vergonhoso é os responsáveis do clube criticarem outros elementos do clube numa esfera pública.

No de Izmailov prima-se pelo mesmo diapasão. Um jogador com dedicação máxima ao clube, que recuso ir ganhar mais do dobro para o Lokomotiv, que joga até ao limite tem de ser respeitado. O Costinha vir dizer no jogo com o Atlético que outros jogadores estavam inferiorizados e jogaram é andar a gozar com o próprio clube. Desde quando é que problemas internos deste foro são discutidos na praça pública? Pois admiram-se que os jornais especulem. Criou-se mais um conflito, desta vez surreal, porque Izmailov é certamente dos jogadores mais dedicados que o Sporting já teve nesta década. Se não jogou foi porque não pode. As duas versões do empresário e do Sporting só ajudam a sustentar a república das bananas que é o Sporting.
Mas se o caso de Izmailov é estranho o que dizer de Moutinho. Um jogador líder, um carismático que muitas vezes sozinho deu cara pelo clube dentro e fora de campo. Moutinho é o sonho de qualquer criança. Jogar a titular nos séniores do Sporting com idade de Júnior e ser capitão aos 20 anos. Moutinho sempre foi um orgulho para os sportinguistas e para os portugueses. Só porque muda para um rival é odiado, no Sporting enterrava a sua carreira impedindo de ser tornar mundialmente conhecido. Para não falar das crescentes culpas injustas que vinha sofrendo… Moutinho deu tudo por aquela camisola, saiu, no seu regresso devia ter sido ovacionado. Mas não, pela primeira vez na década houve desacatos em clássicos em que não participava o Benfica… Repugnante é o mínimo que posso dizer para classificar o modo como este fantástico jogador mas sobretudo ser humano foi recebido.
Finalizo com uma pergunta.
Qual vai ser o próximo jogador a ter um processo disciplinar ou a sair desta forma?
Sportinguistas têm dois caminhos, ou mantêm a vossa estrutura directiva e estes casos vão-se sucedendo ou então mudam e através dum líder talvez tenham hipóteses de voltar a ter a hegemonia nacional.
P.S: Nem com a melhor academia de todos os tempos, com direcções como estas (da última década) nenhum clube pode vencer.
P.S.2: Paulo Bento daqui a uns anos dos melhores treinadores do Mundo. Tinha tudo para ser o Fergunson português, mais um desperdício…

by João Perfeito


publicado por Minuto Zero às 16:36
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Sexta-feira, 21 de Janeiro de 2011
Voleibol à Sexta
O Serviço
fonte: redemaranhao.blogspot.com

       Devo confessar: sou algo fanática por três dos grand slams do ténis (Roland Garros, Australian Open e US Open). E isso tem tudo a ver com o pequeno apontamento que farei aqui hoje: a importância, ou não, do serviço, no jogo de voleibol. Ao longo destes últimos cinco dias, tenho-me confrontado várias vezes com a questão óbvia: no ténis, deter o serviço é, à partida, uma vantagem importantíssima - torna-se ainda mais importante, muitas vezes, em situações críticas.
      No voleibol, essa vantagem não é tão óbvia. Ou, por vezes, não é nenhuma. Porquê? Bem, farei aqui uma breve comparação para tentar explicar a minha opinião: por um lado, uma questão fundamental é o facto de uma jogada de voleibol se constituir por três toques por parte de uma equipa. No ténis, é uma única pancada e a bola volta ao adversário. Isso quer dizer que apesar de uma recepção menos boa por parte de um jogador de voleibol hipotecar, em muito, o sucesso do ataque, não o destrói. Já uma má "recepção" no ténis, a não ser que se tenha uma... sorte dos diabos... acaba logo ali com o ponto.
Este aspecto está estreitamente relacionado com outro: a vantagem no voleibol está, quase sempre, no side-out. O side-out quer dizer que é a equipa que pode construir uma jogada que detém a vantagem, por duas razões: primeiro, porque tem mais pontos de ataque disponíveis (o "ataque" do serviço vem sempre de quem está a servir, não há volta a dar); depois, porque o tempo de preparar a recepção é muito maior que o disponível para defender uma bola. É por isto, aliás, que os ataques são muitíssimo mais eficazes que os serviços, como é claro a todos.
        Voltemos ao ténis: aqui, quem tem a primeira pancada, porque não tem menos número de pancadas (ou toques) que o adversário, tem vantagem e pode ditar, desde logo, o espírito do ponto. No voleibol, pelo contrário, o jogador que está ao serviço tentará fazer sempre o máximo de estragos possíveis mas, na maioria das vezes - e a não ser em casos de grade desnível entre as equipas - não os suficientes para começar desde logo a ganhar o ponto.
        Tudo o que disse até aqui não invalida que o serviço seja, actualmente, uma das mais fortes armas - e capaz de ditar resultados - do voleibol mundial. Já aqui falei disso. De facto, e sobretudo em equipas que estejam ao mesmo nível, podem ser aqueles dois pontos conquistados pelo serviço que ditam o resultado do set. Aliás, só reforça o que aqui digo: o side-out das equipas de topo é tão eficaz, na maioria das vezes, que apenas um serviço fora de série pode fazer pender o resultado para um dos lados.
        Não se trata aqui, portanto, de desvalorizar a acção de serviço no voleibol - antes pelo contrário! -, mas sim de mostrar a sua importância no contexto da modalidade, realçando o poder que tem para... "desempatar".

by Sarah Saint-Maxent


publicado por Minuto Zero às 10:57
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Quinta-feira, 20 de Janeiro de 2011
Steve Field
Paços de Ferreira – ganhar a bola como princípio e não como um fim

No passado sábado aconteceu o inevitável para os lados de Alvalade: o presidente José Eduardo Bettencourt, no final do jogo que o Sporting saiu derrotado na sua própria casa frente ao Paços de Ferreira por 3-2, demitiu-se, deixando certamente os adeptos leoninos mais aliviados, face ao caos em que o clube se encontra.
E foi a derrota em casa contra uma equipa de outro campeonato (entende-se campeonato da manutenção) que fez precipitar a demissão de JEB. Face à demissão, naturalmente que os media deixaram para segundo plano o grande destaque da noite: a vitória categórica do Paços de Ferreira.
Fonte: Expresso.pt
Só os mais fanáticos poderão justificar a derrota ou a exibição menos conseguida do Sporting pelo segundo golo Pacense (é certo que o penalty é inexistente). O Paços de Ferreira apresentou-se em Alvalade sem medo, jogando olhos nos olhos com o Sporting, que embora a sua instabilidade e a sua perda progressiva do seu estatuto de grande (em termos de resultados, claro) continua a ser um grande clube e que é sempre difícil de batido no seu reduto.
Uma das razões para o sucesso Pacense prendeu-se com o uso da sua habitual postura, da sua habitual estratégia. Estranho? Não para quem acompanha o futebol português. Isto porque as equipas mais pequenas, por norma, quando defrontam as maiores, sobretudo fora de casa, alteram a sua estratégia, adoptando estratégias puramente defensivas, em alguns casos denominado de ‘autocarro’. Não tenho nada contra isso, bem pelo contrário, é uma estratégia como qualquer outra e se for a única forma de sucesso, muito bem. (lembro o jogo Barcelona – Inter da época passada. o Inter não teve outra maneira de parar a super potência. Mourinho foi considerado o mestre nesse jogo, também por mim, e evidentemente não fazia sentido criticar essa postura) No entanto, há maneiras mais atractivas de jogar, e aí o meu destaque para o Paços.
O Paços iniciou o jogo no seu habitual 1x4x1x2x3 com Cássio na baliza, uma defesa por vezes permeável (sobretudo os centrais Samuel e Cohene) mas com um lateral bastante ofensivo (Maykon), o que é natural fase à sua posição de origem, extremo. No meio campo André Leão é a âncora da equipa, o jogador que garante os equilíbrios. À sua frente dois jogadores interessantes: David Simão, jogador emprestado pelo Benfica e Leonel Olímpio. Quanto ao primeiro, falta-lhe o ‘clique’, um pequeno passe em frente em termos tácticos e de estabilidade exibicional para se poder afirmar no futebol português. O tridente ofensivo é perigoso, sobretudo quando parte para contra-ataque. Tem um ponta-de-lança que ainda não deu nas vistas (Rondon), mas tem dois extremos bastante bons tecnicamente (Manuel José e Pizzi), sobretudo Pizzi, jogador cedido pelo Braga, que poderá muito bem vingar no clube arsenalista face à sua grande qualidade. 
A defender, com excepção de Rondon, toda a equipa descia fazendo uma pressão média-baixa. As linhas juntavam e a equipa que tem algumas debilidades a nível defensivo tornava-se compacta, reduzia espaços, basculava, fazia transições defensivas com eficácia e amenizava essas debilidades. No entanto, no outro lado estava Valdez, um dos melhores do campeonato (sem dúvida o melhor e mais inconformado jogador leonino) que é exímio a jogar entre linhas e provocou imensos estragos na equipa Pacense. O Paços viu-se com imensos problemas com este pequeno grande jogador, que evidenciou algumas das carências que já referenciei.
Quanto ao processo ofensivo, a sua grande virtude, foi bastante produtiva, causando imensos calafrios à defensiva leonina, que raras as vezes os conseguiram parar. As transições foram sempre feitas a grande velocidade e a toda a largura do campo, sempre apoiada pelos médios que faziam a cobertura adequada. Ou seja, faz a junção de duas vertentes que raramente se encontram ligadas: transições rápidas e apoiadas, em posse.
O Paços jogou em Alvalade com um dos princípios que mais admiro e mais se aproxima da minha concepção do futebol. Campo pequeno a defender, campo grande a atacar. Mas há muitas equipas que tentam fazê-lo e o sucesso é reduzido, pois não têm capacidade para tal, é uma ideia de futebol bastante adaptada ao futebol moderno que implica bastante treino, bastantes rotinas de jogo. Não é fácil jogar deste modo. Não é fácil estar a defender a atacar e estar a atacar a defender, sempre a tentar jogar de forma positiva. E é esta a forma que se devia de ver nas equipas mais pequenas quando defrontam as grandes. Utilizem ‘autocarros’, utilizem o que acharem mais adequado (e ninguém tem de criticar), mas a recuperação de bola se não for vista como o princípio de uma possível transição, de uma possível jogada ofensiva e não como o fim de um ataque adversário, o sucesso fica mais distante e o futebol português não dá um passo em frente em termos de competitividade. Se as equipas não tiverem receio da bola e mantiverem a sua personalidade como o Paços de Ferreira fez, certamente que mais surpresas desta acontecerão e certamente que o futebol português se torna mais atraente.

by Steve Grácio


publicado por Minuto Zero às 10:57
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Quarta-feira, 19 de Janeiro de 2011
Buzzer - Beater

Melodramas

            Esta última semana parece que acalmou um pouco, mas as negociações da eventual troca de Carmelo Anthony dos Denver Nuggets para os New Jersey Nets é algo que não poderia deixar de falar (antes que o rapaz mude mesmo de equipa e eu não faça uma antevisão).
Fonte: gnepse.com
            Com pouco mais de um mês para o ‘deadline’ das trocas entre equipas para a corrente época, a pressão vai aumentando no negócio. Os  mais recentes dados reportam movimentos que envolveriam três equipas: os New Jersey Nets, que receberiam Carmelo Anthony, Chauncey Billups, Anthony Carter, Shelden Williams (todos estes de Denver) e Richard Hamilton (dos Detroit Pistons), os Denver Nuggets, que por sua vez iriam ter direito a Devin Harris, Derrick Favors, Anthony Morrow, S. Graham, Q. Ross, Uzoh(todos dos NJ Nets) mais 2 escolhas de 1ª ronda de draft de New Jersey e, finalmente, os Detroit Pistons, que receberiam Troy Murphy e Johan Petro (dos NJ Nets).
            Ora, analisemos as condições gerais da troca e as possibilidades para cada uma destas equipas. No caso de Denver, a necessidade de trocar a sua principal estrela reside no facto de esta não ter dado garantias de se comprometer com a equipa no longo termo (pois o seu contrato termina esta época), e portanto Denver não quer “levar uma à la Lebron”, como aconteceu no Verão com os Cavaliers, que perderam a sua estrela sem ter nada em troca (e veja-se o resultado, pobrezinhos.). Além disso, já se tem vindo a sentir que a equipa nunca terá sido uma candidata legítima ao título, tendo apenas chegado às finais da Conferência de Oeste, mas não tendo argumentos para mais. Naturalmente, não precisariam de reformular toda a equipa, mas dadas as intenções de Carmelo, já se começaria. O envio de Billups favorece os NJ Nets ao compor a restante equipa para a potencial estrela, e, já que Denver tem a jovem promessa em Ty Lawson para assumer o lugar de Billups, o processo de reformulação estaria em marcha.
            E quanto a New Jersey? Carmelo aparece mais como uma oportunidade. É quase consensual que não é o jogador que consegue levar uma equipa às costas até à glória, mas é claramente um dos 10 melhores da liga e também um top 3 em marcar pontos (atrás de, diria eu, Bryant e Durant). Mas obviamente torná-los ia muito melhores do que são agora. Mantendo o seu poste que vai prometendo para o futuro, Brook Lopez, haveria alguma estrutura para construir. Vindo Billups preencher o lugar deixado por Harris (que melhoraria ligeiramente) e Hamilton melhorar imenso a posição nº 2, estes 4 jogadores seriam um núcleo interessante. Obviamente, esta ideia implica dar algumas garantias a Denver, como o extremo de 19 anos e uma das maiores promessas da modalidade Derrick Favors e 2 escolhas de 1ª ronda de draft, para que Denver possa reconstruir-se.
            Mas Anthony não é baratinho. E para isso NJ precisa de libertar tecto salarial. Aqui entram os Detroit Pistons, como equipa que pode acartar com um jogador em final de contrato, mas cujo salário desde ano é muito alto para continuar em NJ se esta quiser Carmelo. E Detroit não fica muito hipotecado. Murphy acabará o seu contrato esta época e a equipa não tem muito interesse nele. E seria uma forma de começar finalmente a reestruturação da equipa, que bem precisa, ao aliviar o contrato com mais dois anos e muitos milhões de Richard Hamilton, já longe do seu prime. Se ainda equacionarmos uma não renovação de Tayshaun Prince, também ele muito bem pago, Detroit estaria mais livre para evoluir.
            Porém, na minha opinião, Carmelo não chega para New Jersey se artilhar para um título. Seria necessário outro jogador de topo. O rumor é que Chris Paul se pode juntar à festa (havia o rumor de estes dois e Amare Stoudemire se juntarem em Nova Iorque, daí o desejo de Anthony de ir jogar para a sua terra natal). New Jersey tentaria agarrá-lo, mas Nova Iorque também. No final de contas, parece-me que Anthony não iria para uma equipa melhor que aquela que tem de momento, apenas semelhante.
            Destaques da semana. A nível positivo, finalmente, Los Angeles Clippers! Será que a má sorte crónica de muitos anos está a mudar? Deixarão de ser o alvo de todas as piadas da NBA? E, mais importante, viverão para a expectativa que lhes criei há uns meses numa previsão sobre o seu grande potencial, não me deixando mal visto na blogosfera? Até meados do mês passado, o seu record era de 5 vitórias e 21 derrotas. Dessa altura até agora, 9 para 4, após uma reunião restrita aos jogadores (que parecem estar na moda e dar resultados). Blake Griffin e Eric Gordon são um duo para o futuro, e Baron Davis parece começar a achar piada a jogar nos Clippers. A nível negativo, o destaque é para os mexericos da Twitterlândia. Após lesionar-se num jogo contra os Chicago Bulls, por chocar com Omar Asik, a estrela dos Miami Heat deixou um comentário desagradável em que critica o grande esforço de Asik em mergulhar para ir buscar a bola ao chão, chocando com Bosh, alegando que era desnecessário. Teremos nos próximos tempos sotaque britânico e muitos “por favor”, “com licença” e “obrigado” na NBA?

by Óscar Morgado



publicado por Minuto Zero às 12:03
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Terça-feira, 18 de Janeiro de 2011
Em Frente
De um Leão para Leões

                Era provável que mais dia, menos dia a demissão do agora ex-Presidente do Sporting, José Eduardo Bettencourt ocorresse. No entanto, mesmo tendo na semana passada apresentado eventuais candidatos a um futuro sufrágio, não esperava que estivesse para tão breve. Nunca fui apoiante desta direcção, no entanto, não me sinto feliz neste momento. Aliás, mesmo estando aliviado e esperançado que algo mude brevemente na identidade do clube, mais uma vez se está a assistir a uma época desastrosa a nível do Futebol (mesmo que pelo caminho por vezes tenhamos de ter tão cómicas arbitragens como esta última). E, neste capítulo, longe de mim refugiar-me nas restantes modalidades, onde o clube até tem vindo a comportar-se ao nível de uma instituição que se tem como maior potência desportiva nacional (não a nível de Futebol, atenção, que aí a história recente tem sido negra, mas mesmo assim superior ao que muitos gostam de fazer passar: dois Campeonatos, três Taças de Portugal, três Supertaças Nacionais nesta última década, e claro nenhum sexto lugar). O Futebol é o motor que faz funcionar a máquina, que chama as massas e isso não há como o negar.
Fonte: JLPortela

                Agora, sou sócio do clube, nunca o escondi e tenho-o como algo no qual deposito um enorme orgulho. Espero portanto que apareçam alternativas viáveis, alternativas que cortem com o passado. Nada de Rogério Alves, Miguel Ribeiro Telles, Dias Ferreira, Soares Franco, Nobre Guedes ou Ricciardi. Espero que brevemente (eleições são esperadas para Abril) surjam projectos diferentes do corrente. Espero que verdadeiros Sportinguistas se cheguem à frente, reúnam tropas e avancem para a formação de uma direcção capaz de negociar dívidas com os bancos e de, uma vez por todas, começar a combater os outros com as mesmas armas que eles, de forma menos clara, utilizam (por alguma coisa, mesmo sendo o clube onde há mais fugas de informação dos três grandes, somos o único que não esteve envolvido em eventuais casos de corrupção).
                O Sporting não morreu, nem longe disso. Está mal? Está, não o podemos negar. No entanto, nunca foi necessária uma Operação Coração para nos mantermos, nem nada que se pareça. Apesar de, como Paulo Pereira Cristóvão afirmou, se terem encerrado muitas portas nestes dezoito meses de mandato de Bettencourt, a verdade é que se abre novamente a possibilidade dos Sportinguistas se unirem. E, neste capítulo, deixo uma mensagem aos sócios mais antigos: Aprendam a ouvir os mais novos, não menosprezem as suas ideias como fizeram nas últimas eleições; Escolham projectos, não escolham caras. O Sporting somos todos nós.

Saudações Leoninas,

by Jorge Sousa


publicado por Minuto Zero às 10:15
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Segunda-feira, 17 de Janeiro de 2011
Terceiro Anel
Carole, Funes Mori, Rodrigo Mora, Taiwo e tantos outros…

É assim, toda a gente já o sabe, a cada período de transferências o Benfica contrata sempre 5 ou 6 equipas.
Temos no entanto de desmistificar este mito, todas estas especulações que se vêem de 6 em 6 meses não passam claro está de coincidências. Penso que será muito fácil perceber o porquê de tal fenómeno e a razão pelo qual ele só acontece mais veementemente com o Benfica: primeiro porque a dimensão do clube ao nível de adeptos é apenas comparável com grandes colossos do futebol mundial, depois porque é o Benfica o clube com mais história feita no nosso país e por fim uma consequência das duas últimas, o facto de as atenções e as polémicas venderem muito mais se tiverem como base o Benfica.
Lembro-me perfeitamente da celebre vitória do Nélson Évora em Pequim, nos Jogos Olímpicos de 2008, que seria razão mais do que suficiente para ser capa destacada nos três jornais desportivos, mas apenas um, talvez aquele que é alvo de maior ligação ao nosso clube é que colocou e bem o tema a cobrir toda a capa do dia seguinte à vitória lusa em Pequim.
Este exemplo mostra bem por um lado a grandeza do Benfica, porque a lógica económica de 2 dos 3 jornais mostra que conseguem vender mais com duas ou três balelas sobre especulação e reforços encarnados do que com uma conquista olímpica. Facto que não deixa de ser triste para o nosso desporto.
O Benfica acaba no fundo por ser alvo dos mais variadíssimos actos de chacota por parte dos rivais e adeptos do futebol em geral devido a toda esta especulação que acaba por não ser criada pelo clube.
O caso do Nélson Évora mostra bem que não é o Benfica quem domina a comunicação social, mas sim a comunicação social que gosta de tentar dominar o Benfica, pois sabe que vai ter mais receitas.
Para terminar uma palavra aos últimos nomes referenciados como hipotéticas contratações, apenas seria de contratar Funes Mori, um excelente jogador que caso não chegue a acordo com o clube da Luz irá direitinho para o ninho do dragão.


                     Fonte: A Bola                    Fonte: O Jogo                       Fonte: Record

by Simão Santana


publicado por Minuto Zero às 17:11
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Domingo, 16 de Janeiro de 2011
Fumo sem Fogo
As alegrias de um povo

Gostemos ou não de futebol, há uma coisa que não se pode negar – a fortíssima relação que os portugueses têm com este desporto. É a catarse nacional. Para uns é triste, símbolo da nossa pequenez e da mentalidade tacanha do povo, para outros é motivo de orgulho, símbolo de união geral e demonstração de força face ao exterior. A verdade é que é no futebol ou através do futebol que os portugueses dão cartas, vencem prémios e até, aprendem a cantar o hino. Quem é que já se esqueceu das reportagens por alturas do Euro 2004 onde muitos admitiam que foi a assistir a jogos da selecção que aprenderam a cantar A Portuguesa?

Somos um país pequeno com muitos anos de história, orgulhoso do seu passado, triste e deprimido quanto ao presente e receoso quando ao futuro. Mas há um facto que veio alterar por completo a vivência aqui no burgo. O futebol. Surgido no início do século passado, o futebol – essa importação da aliada Inglaterra – jamais voltaria a arredar pé da nossa vida. Veio para ficar. Caíram reis, vieram presidentes, sem esquecer as ditaduras, revoluções, democracias, europas, e tudo o mais o que caracteriza a nossa história contemporânea, mas o futebol permaneceu. Evoluiu, espalhou-se pelo país, internacionalizou-se e por cá continua. Quando o país está resignado, a caminho da bancarrota ou sem esperança no futuro, eis que surge uma alegria. E vem do sítio do costume: do futebol.
A primeira grande jornada foi o Mundial de 1966 onde o honroso 3º lugar e as lágrimas no rosto de Eusébio deram-nos a conhecer ao mundo. Mais tarde, foi em 1984, quando a selecção de Chalana e companhia conseguiu chegar às meias-finais do Europeu onde só foi travada pela França de Platini, ou em 2000 quando novamente os gauleses se encarregaram de carimbar o nosso passaporte de regresso a casa, em 2004 naquele épico Europeu, logo depois em 2006 quando surpreendemos e só sucumbimos perante (a habitual) selecção francesa. São estas as alegrias de um povo. Do povo português. O Euro 2004 foi a última ocasião em que se viu o país unido na organização, na recepção e na caminhada da nossa selecção. Será sempre inesquecível aquele cortejo popular desde Alcochete até à Luz no dia da final que acabaria por se tornar numa tragédia grega. A vitória frente à Espanha, os penaltis do Ricardo contra a Inglaterra, a exibição de gala diante da laranja mecânica, os relatos do grande Jorge Perestrelo, as enchentes no Marquês de Pombal, enfim, um mês para sempre recordar. Há grandes figuras que consubstanciaram estas conquistas: Eusébio, Figo, Ronaldo, Scolari, Rui Costa, entre outros. Sem esquecer a figura que tanto enaltece o futebol português, apesar de nunca ter servido a selecção – o melhor treinador do mundo, José Mourinho. Sobre eles correram litros de tinta, abriram-se e fecharam-se telejornais, levaram o país às costas, carregaram sonhos e ambições numa vontade única de enaltecer este grande país e de demonstrar que, pelo menos, no futebol somos os melhores e os mais invejados. Que temos excelência, quer em jogadores quer em treinadores.
É com estas linhas que se faz o retrato de um povo, este que só tem alegrias colectivas quando se vence algum jogo de futebol. Um povo que encheu o país de bandeiras a pedido de um simples seleccionador nacional. Um povo que não seria o mesmo sem aquele jogo de 90 minutos, onde 22 seres humanos disputam uma bola. Parece básico demais para ser o orgulho de um país? Talvez, mas não na nossa terra. De tudo isto, algo sugere-me uma reflexão: O que seria hoje Portugal sem futebol?

by Alexandre Poço
 



publicado por Minuto Zero às 10:15
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Sábado, 15 de Janeiro de 2011
Porque ao Sábado se Destaca
Lealdade, Carisma e Vitória


Esta é a trilogia que mais gosto da vida. Se fundirmos estas três palavras podemos morrer descansados, porque nada mais do que elas simbolizam o nosso desejo de passagem nesta efemeridade da vida.

Estas três palavras caracterizam Ronaldo e Mourinho. A quem não lhes admita vitória por inveja, carisma por prepotência e lealdade por inércia.

Sim na verdade aqueles que os criticam, são aqueles que se lamentam da crise financeira, são os velhos do Restelo, sem olhos para o futuro, massificados e uniformizados pela comunicação social numa realidade triste. Aqueles que os criticam são aqueles que são desempregados ou vão todos os dias insatisfeitos para o emprego. São aqueles que vivem à espera que o Estado os alimente. Numa inércia total que chega a ser repugnante. Multiplicam-se estes casos. Estas pessoas desconhecem a lealdade, desconhecem o compromisso, a fixação dum objectivo, o trabalho para o conseguir, o desejo e a determinação intrínsecas de sucesso. Isto começa na escola quando gozam com os bons alunos avança para o trabalho quando criticam a, b ou c porque ganha mais que eles e acaba nestes fenómenos mediáticos globais quando dizem que isto não tem importância porque temos um país a morrer a fome. A isto eu chamo fuga de admissão de vitória dos outros derivada duma imensidão de inveja que simboliza a fragmentação individual que sentem de si próprios.

Tudo isto leva a que as pessoas sejam estandardizadas pelas notícias que vêm todos os dias, que o pessimismo reine e que não entendam uma das frases com mais significado da nossa vida. “Nada é o que parece”. Para estas pessoas com um grau de inteligência duvidoso o carisma de Mourinho ou Ronaldo é uma brutalidade, uma afronta à condição humana, uma valorização excessiva e uma atitude repugnante.

Para mim qualquer carismático tem de ser controverso. E se a coisa que Mourinho e Ronaldo não são é prepotentes. Vivemos numa sociedade de actores sociais, de enquadramento contextual que nos leva a assumir diferentes papéis consoante o desejado, uma descrença na identidade e uma prática do policiamento correcto.

Mas o nosso verdadeiro discurso tem de se libertar destas amarras, tem de ser fluído e intrínseco a nós mesmos. Tem de se demarcar da sua vertente instrumental e cronológica. Instrumental no sentido de termos medo do nos controlarmos a nós próprios e de preferirmos ser controlados. Cronológico porque dizemos as coisas segundo uma sequência temporal, delimitada, uma previsão do discurso.

Mourinho e Ronaldo não coexistem nesta hipocrisia de sociedade. Falam com o coração e com a alma, dizem o que pensam, por isso são controversos. Por isso existem sempre uns burros que tem palas e não percebem que os seus discursos são simplesmente uma defesa de si próprios e uma vinculação com a verdade que acreditam. Qual é o mal de dizer que “Eu sou o melhor” quando o sou. É falta de humildade dizê-lo não me parece escondê-lo é que é hipocrisia. Ronaldo e Mourinho dizem o que sentem perante o mundo, por isso toca-nos na alma as suas palavras para o bem e para o mal. Mas não é falar que eles são bons.

São exímios no trabalho e na dedicação. Num esforço sobre-humano que realizam desde a mais tenra infância até ao momento presente. Um esforço que os tais velhos do Restelo fruto da inércia da sua vida jamais poderão compreender. Um esforço que envolve sacrifícios e uma unicidade de determinação circunstancialmente inquebráveis. Uma motivação intrínseca e extrínseca. Aquilo que eu chamo “Olhar para o Mundo com três anos e dizer que vou ser o melhor”.

Porque só com esta confiança se consegue trabalhar. Um trabalho árduo e de sacrifício. Um trabalho em prol dum sonho, em prol dum objectivo, duma idealização de vida. Inquebrável perante tudo e todos. Planeado à expoente máxima, com derrotas em batalhas mas sempre vitórias em guerras. Etapa a etapa estes dois homens foram crescendo, foram mostrando ao Mundo ao seu valor e fazer de nós portugueses, um povo sonhador, tal como há 500 anos atrás quando descobrimos o Mundo.

Daí que estes homens sejam um profundo orgulho para nós e mereçam o nosso mais rasgado elogio. Por cada lágrima de choro de Ronaldo com saudades da mãe quando era gozado no Sporting e por cada apontamento de Mourinho dos treinos do pai eles cresceram, se calhar rumo a um patamar em que ficaram em definitivo na história do futebol. Porque os pequenos detalhes fazem as grandes diferenças. Mas estes meros sacrifícios, estes meros detalhes exacerbaram-lhes rumo ao seu patamar actual que outrora podia ser imaginável. A sorte não existe. É preciso muito trabalho para encontrar, como um tesouro numa mina.

Por isso para mim as suas afirmações chocantes são tudo menos prepotência, são a vossa afirmação pessoal resultante de sacrifícios que todos nós achamos ser utópicos, ou então a vossa resposta aqueles que vos querem derrubar.

Mas o vosso caminho para a glória, construído ao mero detalhe é tão consciente que jamais alguém poderá quebrar.

E porque para serem grandes profissionais tem de ser grandes homens Mourinho chora ao ouvir as palavras de Sneijder e Ronaldo deixa saudades a qualquer companheiro de equipa como a partida dum irmão.

Porque ninguém consegue caminhar neste mundo galáctico sem um lado humano patenteado por estes sentimentos.

Por vocês e outros quantos como vós é que eu acordo todos os dias com o orgulho de ser português e quando o quiser perder apenas tenho uma coisa a fazer: Ligar a televisão, ver os telejornais, ouvir mais coisas sobre a crise e o desemprego.

E tu? Queres ser carismático como o Ronaldo ou Mourinho ou queres-te alienar a esta homogeneização destrutível da Humanidade? Duas escolhas para um caminho. Tu decides porque tu constróis o teu próprio destino.












publicado por Minuto Zero às 23:42
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