Domingo, 21 de Novembro de 2010
Fogo sem Fumo
Renovado

A presente época está a revelar um Hélder Postiga renovado. Um Postiga semelhante aquele que passo pelo FC Porto de José Mourinho. Após épocas infelizes onde marcou ao todo 1 ou 2 golos, temos finalmente de volta aquele ponta-de-lança que ao início deixou grandes esperanças no seio do futebol português.
Quando chegou ao Sporting, foi recebido da mesma forma como são todos os jogadores que vêm do Porto ou do Benfica: com desconfiança. Nos primeiros parece que a camisola não lhes encaixa, quando passa esta fase e começa a ser um hábito vê-los a jogar em Alvalade, terão de dar provas do seu verdadeiro valor. Com Postiga também foi assim. O problema é que depois de se tornar um habitué na equipa leonina, o avançado - que ficou célebre pelo penalty à Panenka naquele frenético Portugal-Inglaterra do Euro 2004 – nunca se conseguiu afirmar como uma opção principal, quer com Paulo Bento quer com Carlos Carvalhal. O lado que mais revelou desde que joga de leão ao peito foi o de um jogador que passa o jogo inteiro a protestar contra as decisões do árbitro. Esta sua irreverência ao início até seria capaz de agradar, pois demonstrava garra – aquela que os adeptos do Sporting tanto gostam de ver nos seus jogadores – porém não basta ter garra, é necessário materializá-la em golos e boas exibições: facto que nunca foi o forte de Hélder Postiga.
Contudo, esta época – e aproveitando a ausência de Liedson – Postiga tem tido muitas oportunidades e a realidade não mente, tem conseguido aproveitar para marcar golos e assistir os seus colegas, sendo várias vezes o melhor jogador em campo. O Sporting ganhou um ponta-de-lança e nem precisou de o ir buscar ao mercado, já andava por Alcochete. Esta semana, os golos ao serviço de Portugal demonstram que está a nascer um novo Hélder Postiga, talvez um Postiga que ainda tem muito para dar ao seu clube, o Sporting, e à selecção nacional. Por isso, estejam atentos. É um caso a observar. 
Fonte: Blog Coisas de Leões
by Alexandre Poço


publicado por Minuto Zero às 14:21
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Sábado, 20 de Novembro de 2010
Porque ao Sábado se Destaca
Quando é que a nossa fama se transforma em sucesso
Fonte: forumscp.com
Antony Gautier apita para o final de jogo. A festa instalasse no nosso povo. Com vista privilegiada do terceiro anel vislumbro mais de 30 mil pessoas efusivas com uma vontade intrínseca de que este sentimento se perdure, por muito e muito tempo. Cumprimento uma a uma as 7 pessoas que foram ver o jogo comigo. O Steve vira-se para mim e diz “E como seria isto com o Coentrão”. Eu respondo “ Ainda podia ser melhor, mas se aquele golo antes do intervalo não entra a história podia ser diferente.”
Conforme vou descendo as escadas do Estádio figurativamente parece que vou subindo a escada da glória. Os gritos efusivos, os cânticos, a alegria no rosto das pessoas e até o buzinar nos carros deixaram-me feliz mas ao mesmo tempo preocupado.
Chego a casa e sem vontade de me deitar, navego na Internet e a tónica é a mesma, somos intitulados como melhores do Mundo, cansado de computadores, ligo a televisão e todos os comentadores patenteiam a ideia de que temos os melhores jogadores do Mundo e que temos uma equipa que é das melhores do Mundo.
Desligo a televisão e paro para pensar. Não foi só um jogo amigável? Em 3 jogos construí-se uma equipa? Num mês já somos dos melhores do Mundo?
Os futebolistas gostam de jogar mas não gostam de ciência. Mas o futebol quer, queiramos quer não, é uma ciência. A diferença é transformar a ciência num cariz prático eficaz.
Transformar no fundo a teoria na prática. Logo cabe ao treinador analisar e esmiuçar o essencial, explicitando aos jogadores de forma simples o seu papel em campo.
Os jogadores entram mais desinibidos e o jogo fluiu. Esta é a diferença entre Queirós e Paulo Bento. No fundo Bento é menos dogmático e valoriza a prática em detrimento duma teorização massiva que cansa os próprios jogadores. Contudo Queirós está longe de ser uma pedra no sapato do futebol português.
Se hoje ganhámos 4-0 à Espanha, se em 2004 fomos á final do Euro 2004 e em 2006 estivemos perto do ceptro Mundial a ele devemos isso.
Sem ele, Baías, Fernandos Coutos, Rui Costas, Figos, Joões Pintos e Ronaldos não existiam.
A detectar talentos não há como ele, a efectivá-los é que a história é diferente.
Deste modo quero deixar um apelo a todos os portugueses. Continuem a apoiar a selecção porque é esse o nosso dever, não porque ganhámos.
A melhor qualidade duma equipa é a sua perseverança. A nossa ambição não precisa de vitórias momentâneas, precisa duma crença infindável independente dos resultados.
O que distingue os vencedores dos derrotados é que para os derrotados a crença necessita dum estímulo, para os verdadeiros vencedores a crença é independente de qualquer causa, a vontade de se tornar transcendentais é lhes inata e por isso trabalham todos os dias para se tornar perfeccionistas. Contudo fruto da nossa mentalidade latina avaliamos as equipas e as selecções em função do momento. Há dois meses já estávamos eliminados, agora já somos dos melhores do Mundo.
         As selecções jovens estão em cacos, os nossos jovens valores tem enorme dificuldade em se imporem por falta de oportunidades, não existe uma articulação entre as formações jovens para fomentar uma melhor entrada na selecção A. Temos velocidade e dinamismo, mas falta-nos criatividade e genialidade. Não nos podemos esquecer que sem velocidade, sem espaços somos ainda uma equipa que tem de trabalhar bastante para desbloqueia a teia alheia.
Erguem-se as vozes, soltem-se os gritos de incentivo, nasça um sentimento de profunda comunhão nacional, cantemos com o coração, choraremos por emoção e trabalharemos com alma e carisma dia após dia após dia.
Porque só assim podemos construir uma equipa, porque só assim podemos ser leais à nossa crença, porque só assim podemos ser verdadeiros portugueses, porque só assim podemos vencer.
Vai apoiar sempre a selecção, ou basta um empate para voltar a quebrar esta onda de entusiasmo? Mas não se esqueça a crença não depende de resultados mas sim da vontade de vencer. 

 by João Perfeito


publicado por Minuto Zero às 10:48
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Sexta-feira, 19 de Novembro de 2010
Voleibol à Sexta
Homenagem “Cem Desportistas, Cem Anos da República”

Foi com enorme prazer que vi, na terça-feira passada, na lista de desportistas homenageados, dois gigantes do voleibol português. Não os únicos merecedores da distinção mas são, sem dúvida, dois dos atletas que mais contribuíram para a visibilidade do voleibol nacional no estrangeiro. Falo de Miguel Maia e João Brenha, a “eterna” dupla do voleibol de praia português – ainda que o distribuidor do SC Espinho alinhe agora com Pedro Rosas nas competições.
Confesso que tive curiosidade em ver a lista toda: dois jogadores de voleibol num mundo de desportistas ligados ao Atletismo e Ciclismo (as duas áreas com mais expressão) fazem bem à alma e resultam em mais um passinho a favor da promoção de modalidades esquecidas pela maioria dos portugueses.
No entanto, na verdade, não faz grande coisa pela divulgação de outros grandes atletas nacionais junto dos portugueses – porque, no estrangeiro, são conhecidos. Toda a gente, ou a maioria das pessoas, já ouviu falar de Miguel Maia. E muitas também já ouviram falar de João Brenha. Mas quantas pessoas reconhecem o nome de João José, Nuno Pinheiro ou Carlos Teixeira?
Esta homenagem é, sem dúvida, de louvar: mas não podem ser lembrados atletas apenas nos centenários da República; no quotidiano, devia ser mais fácil ao público, em geral, “saber de voleibol”. Para isso, é necessário mais espaço nos jornais, desportivos e não só, é preciso que as televisões dêem atenção ao que se passa com a modalidade e é preciso uma maior divulgação, por parte da Federação Portuguesa de Voleibol e das várias Associações Regionais, das suas actividades.
É necessário também, como já aqui disse, uma divulgação junto das escolas e daqueles que serão os futuros jogadores. E, fundamentalmente, é necessário que as pessoas, em geral, estejam abertas a uma maior divulgação das “modalidades” e peçam, elas mesmas, mais informação. Estas iniciativas públicas servem apenas como formalidades pontuais e é no dia-a-dia que se constrói o crescer do voleibol.
Para terminar, não posso deixar de dizer que quando aqui refiro voleibol português, é apenas para pegar no particular para chegar ao geral. O que isso quer dizer é que não nos deve chegar só informação de clubes e atletas portugueses, mas também o que diz respeito ao voleibol mundial e de diferentes países: foi com enorme satisfação que vi um jogo da liga italiana (Monza vs. Roma, se não estou em erro) a ser transmitido na Eurosport, com comentários em português; já não fiquei tão contente quando tive que fazer uma enorme ginástica para conseguir assistir, no domingo passado, à final do Campeonato do Mundo de Voleibol Feminino, entre a Rússia e o Brasil (resultado final, 3-2).

by Sarah Pires Saint-Maxent


publicado por Minuto Zero às 10:55
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Quinta-feira, 18 de Novembro de 2010
BUZZER-BEATER
        Estrelas e reis magos
            
       O momento que todos receavam chegou: volta o tema económico no post desta semana. Ainda que algo fora de tempo, parece-me relevante dar a conhecer o NBA Rookie Transition Program. Porque lá na América as grandes estrelas têm de facto espaço para crescer, este programa criado pela NBA em 1986 ajuda todos os jovens atletas que ingressam no basquetebol profissional pela primeira vez.                                   Desde planeamento financeiro (porque jovens como John Wall ou Lebron James não começam a sua carreira a receber salário mínimo da liga), passando por dicas para lidar com vários tipos de exposição mediática, chegando até a educar para as drogas ou alimentação, há uma preocupação em preparar os atletas não só para a pressão que é jogar na NBA, mas também para a vida depois dela, visto que muitos antes dos 30 já não jogam ao mais alto nível.
       E voltando ao Lebron James, não vos parece que alguém o devia ter encaminhado para uma coisa destas nos seus últimos anos de liceu? Fica a questão para a página dos comentários.
 Nota positiva portanto para esta ideia, que me parece poder ter evitado muitos escândalos na modalidade nos últimos anos relacionando-se com abusos dos atletas, que chegam a acontecer em muitos desportos. E porque o basquetebol neste nível não é só passar umas bolas por debaixo das pernas e atirar outras para lá dos 7.25.
       E vamos aos destaques. Positivo? Sem sombra de dúvida Kevin Love dos Minnesotta Timberwolves, fez algo que não era visto há 28 anos na NBA: 31 pontos (wait for it, wait for it…) e 31 ressaltos. Qual Wilt Chamberlain (o último a conseguir o feito foi Moses Malone em ’82), Love faz algo que eu nem tenho a certeza se tem nome, mas, sujeitando-me a correcção nos comentários, creio que lhe posso chamar um duplo-quadruplo? Negativo? Los Angeles Clippers. Começo a questionar-me se foi prudente destacá-los numa semana anterior, estando todo aquele potencial de que falava como pior equipa da liga com apenas uma vitória (e dez derrotas) e perdendo nos últimos 6 encontros.

fonte: lebron360.com

by Óscar Morgado


publicado por Minuto Zero às 20:01
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Steve Field
Mística

Estava a ver o Benfica – Naval no domingo e, com o jogo mais que resolvido, mostrei a minha indignação a um amigo devido à escassa utilização de Nuno Gomes. Já quando o resultado é incerto, julgo que merece ser mais utilizado. Sendo então o resultado de 3-0, com o público a pedir para ele entrar, devia de ter entrado na partida muito mais cedo.
O meu amigo concordou comigo e disse ‘devia de marcar. Era lindo’. Ora, 2 minutos depois Nuno Gomes marca aos nossos desejos. Pode ter sido um golo por muita ingenuidade por parte de um defesa e do guarda-redes da Naval, mas é um golo que evidencia o que um avançado deve ser, oportunista.
Nuno é mais do que um avançado do Benfica. Nuno é um símbolo do futebol nacional. Nuno representa a mística benfiquista: um jogador que dá tudo pelo clube, um jogador que é um símbolo do Benfica. Nuno Gomes é o verdadeiro capitão do Benfica, e não é por não usar a braçadeira que o vai deixar de ser. O capitão é um jogador respeitado, com o perfil adequado, que une e defende a equipa. A braçadeira é um mero símbolo. Por vezes, são mais capitães os que não têm a braçadeira.
Deste modo, é um tremendo erro deixar Nuno Gomes abandonar o clube no final da época se este não terminar a carreira, tal como penso que foi um erro o Real Madrid deixar sair Raul. Mesmo não jogando, são jogadores essenciais para qualquer treinador. Além da mística que representam, unem balneários, adaptam os novos jogadores, transmitem conhecimentos aos mais novos. Mesmo não jogando, a ausência destes líderes pode causar danos. Por vezes, são estes jogadores que fazem a diferença entre as equipas vencedoras das outras.
Assim, ao Nuno Gomes, não como adepto do Benfica mas como adepto de futebol, agradeço por tudo o deu e representa. É um símbolo para mim e deve ser um símbolo para qualquer adepto de futebol, sobretudo para os mais velhos que muitas saudades devem ter destes jogadores ‘à moda antiga’, que jogam por amor à camisola.

by Steve Grácio




publicado por Minuto Zero às 10:36
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Terça-feira, 16 de Novembro de 2010
Em Frente
              E quem paga é...
             Dizia Paulo Bento que o futebol era com os pés e que o basquetebol e o andebol eram com as mãos. Mas pelos vistos estava enganado. Actualmente futebol comporta todo um universo de objectos que vão além das mãos. Quer dizer, estas têm a sua importância bem vincada, pois sem elas o arremesso de bolas de pingue-pongue, de telemóveis e o apertar de pescoço a árbitros auxiliares seria inexistente. E o espantoso é que, ano após ano, os casos vão-se multiplicando e estádios interditos vê-los, que além do de Guimarães já faz algum tempo, nenhum foi alvo de tal.
                E isto dá que pensar: Não deveriam ser tomadas medidas exemplares em determinados clubes grandes do futebol português, ou serão estes diferentes? É que se bem me recordo, por exemplo o mesmo adepto que invadiu o relvado do Estádio da Luz (o tão famoso “diabo”), colocando a integridade física de um membro da equipa de arbitragem, já hoje passeia normalmente pelas bancadas do mesmo estádio com se nada tivesse ocorrido. E, no norte, apesar de ainda não se ter queimado nenhum autocarro, nem tentado agredir um dirigente rival (como já ocorreu em Lisboa), também vão sendo cometidas monstruosidades que só vistas poderia uma pessoa acreditar. São galinhas no Dragão, são telemóveis a acertarem em técnicos-adjuntos no Afonso Henriques e a parada vai continuando a passar. Força de intervenção? Não se utiliza?
                É que, no meio de todo este carnaval, estava eu muito bem sentado em Coimbra a assistir a uma vitória suada contra a Académica – o que não foi alcançado por todos este ano – quando após provocações da claque local, a Mancha Negra, começou a haver carga policial sobre os adeptos apoiantes do Sporting Clube Portugal. Mas atenção, carga policial com gosto por parte da força de intervenção aí presente, que, enquanto se preparava para iniciar o seu próprio espectáculo até (o cumulo) cantarolava de alegria.
                Ridícula a tomada de posição forçada, ridículo o tratamento que eu enquanto espectador pagante fui alvo (com preços proibitivos para grande parte da massa adepta – vinte euros). Paguei para ver adeptos do meu clube serem agredidos enquanto o futebol ia passando para segundo plano, paguei como pagou o “diabo da luz”, o adepto que soltou a galinha, o que lançou o telemóvel… E no meio disto, casos totalmente distintos, leva troco quem nada de mal fez. 
Fonte: Blog Ponta de Lança
                Isto é choradinho? Aos olhos de alguns talvez seja. Mas ao deparar-me com comentários de que estes ou aqueles é que são os maiores adeptos do mundo, eu apenas posso responder que esse título deverá sempre ser atribuído ao adepto normal que através de sacrifícios financeiros, de longas deslocações, dentro do que é normal de gente civilizada, acompanha o seu clube, seja portista, benfiquista ou sportinguista. Não afastem quem não tem de ser afastado do futebol, punam quem tem de ser punido e deixem que o desporto rei seja novamente jogado somente com os pés.

Saudações Leoninas,
by Jorge Sousa


publicado por Minuto Zero às 10:42
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Segunda-feira, 15 de Novembro de 2010
Segunda é o dia
O serviço público e o desporto

Os portugueses já estavam fartos de ouvir falar em crise. Depois, os jornalistas começaram a fartar-se. Finalmente, os políticos também já não têm mais nada de novo a dizer sobre este tema. Quando assim é, é preciso arranjar novos tópicos de discussão, para os políticos falarem, os jornalistas terem algo para relatar e os portugueses fingirem que se interessam. Um dos temas que, ultimamente, tem vindo à baila, ainda no rescaldo da crise e do Orçamento do Estado, é a privatização do serviço público de televisão. Esta discussão não é, em si mesma, algo de novo, mas não deixa de ser importante. Neste contexto, seria interessante pensar um bocadinho sobre o serviço público de televisão e a sua ligação com o desporto.
O tema “serviço público” nunca é pacífico, pelo que também não o poderia ser quando aplicado ao desporto. Para uns, por exemplo, é vital que os jogos da liga portuguesa de futebol sejam transmitidos pela RTP; para outros, a RTP deveria ser proibida de fazê-lo. Para uns, não faz sentido transmitir modalidade “amadoras”; para outros, essa deverá ser a função do serviço público. Para uns, o serviço público não pode, pura e simplesmente, transmitir desporto; para outros, o desporto é uma componente fundamental da sociedade e, por isso, deverá ser uma prioridade do serviço público.
Na minha opinião, a questão do serviço público de televisão é muito melindrosa e delicada. Ainda assim, penso que faz todo o sentido que seja discutida porque actualmente a RTP é um sorvedouro de dinheiro do Estado e muitas das suas despesas são precisamente com o desporto. Mas aqui reside uma das minhas interrogações: com que desporto se gasta dinheiro e com que desporto se deve gastar? E quanto dinheiro se deve gastar com o desporto?
Pessoalmente, defendo que o serviço público deverá ter, no desporto, uma postura de “serviços mínimos”, ou seja, assegurar apenas o que os operadores privados não querem ou não podem assegurar. Aliás, a legislação existente vai um pouco nesse sentido, mas não é restritiva. Por exemplo, o serviço público é obrigado a transmitir os jogos da selecção nacional, se mais nenhum canal tiver meios para isso. No entanto, a RTP não está impedida de disputar esses direitos de transmissão com os privados. Ora, isto não faz qualquer sentido, porque leva a RTP a gastar bastante dinheiro em direitos televisivos numa transmissão que, na realidade, a SIC ou a TVI queriam deter.
Por outro lado, libertando a RTP dos encargos com o futebol, haveria espaço para uma maior atenção aos restantes desportos, que actualmente estão confinados a um bloco nas tardes de fim-de-semana da RTP 2. Quanto a mim, não faz sentido que desportos como o Hóquei em Patins, o Atletismo, o Triatlo, o Voleibol ou o Andebol, entre muitos outros, em que Portugal tem tido grandes desempenhos e bons praticantes, sejam relegados para um plano muito mais que secundário. A sobrevivência destas actividades depende, na maior parte dos casos, da exposição mediática, que traz anunciantes para as modalidades. Se não for o serviço público a levá-las para a televisão, não podemos esperar que sejam os privados a fazê-lo.
Assim, é urgente que sejam revistas as prioridades da RTP no que respeita a transmissões desportivas. Quer por motivos financeiros, quer por motivos de concorrência, não faz sentido que a RTP continue a disputar direitos televisivos com os operadores privados tendo em vista apenas a conquista de audiências.

by João Vargas


publicado por Minuto Zero às 09:32
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Domingo, 14 de Novembro de 2010
Fogo sem Fumo
O Sporting em 10 anos

Fonte: Blog Sporting no Mundo
 A última década viu o Sporting Clube de Portugal ser campeão por 2 vezes, a primeira vez em 2000 com Augusto Inácio e a última, em 2002 com o romeno Lazlo Boloni ao leme. Nas restantes temporadas o Sporting andou sempre na luta pelo título, sendo que na maior parte das vezes ficou em segundo lugar atrás do Futebol Clube do Porto.
O Sporting esteve presente em 4 finais da Taça de Portugal, conseguindo ganhar a competição em 3 ocasiões (2002, 2007, 2008).
Lá fora, o Sporting conseguiu estar presente ano após ano nas competições europeias, quer na extinta Taça UEFA quer na Liga dos Campeões. Na época 2004/2005, o Sporting comandado por José Peseiro fez um brilhante e memorável percurso na Taça UEFA, ficando a um passo da glória ao perder na final contra os russos do CSKA. A presença por 3 anos consecutivos na fase de grupos da Liga dos Campeões também é factor de orgulho e que marca esta primeira década do Sporting no séc. XXI. A inauguração do novo estádio José de Alvalade a 6 de Agosto de 2003 frente ao Man Utd foi igualmente um momento épico da nossa história.

De entre os treinadores que passaram por Alvalade, nestes 10 últimos anos, destaco Augusto Inácio, Lazlo Boloni, José Peseiro e Paulo Bento, todos eles fizeram o seu melhor para levar o Sporting à conquista de títulos e troféu. Em comum, além de algumas conquistas têm o facto de terem saído do Sporting de forma triste e inglória. A todos eles, como adepto do Sporting, só posso estar agradecido. Pelo Reino do Leão, nesta última década, passaram 3 grandes jogadores: Alberto Acosta, Mário Jardel e Liedson. Além de serem todos provenientes da América do Sul, estes três avançados têm outra coisa em comum, o instinto de goleador. Todos eles deixaram na marca em Alvalade e no coração dos Sportinguistas.

Esta década que agora termina faz-nos relembrar grandes momentos do nosso clube: a vitória por 4-0 frente ao Salgueiros em 2000 num jogo que nos garantiu o tão desejado título; o empate 2-2 nas Antas em 2002 numa partida em que o Sporting acabou o jogo com apenas com 8 jogadores em campo; a duas vitórias na Luz por 3-1 com Fernando Santos e posteriormente com Paulo Bento; o jogo em casa com o Newcastle em 2005 em que brindámos os ingleses com 4-1 e garantimos o lugar na meia-final da Taça UEFA; o golo de Miguel Garcia, em Alkmaar frente ao AZ, aos 120 minutos que nos deu o passaporte para a final de Alvalade; o épico 5-3 ao Benfica na meia-final da Taça de Portugal e nesse mesmo ano a vitória por 2-0 na final diante do Porto; os 4 golos de Carlos Bueno num célebre 5-1 ao Nacional da Madeira, a vitória em casa frente ao Inter de Milão com um golaço do Caneira.
Enfim, bons momentos que só demonstram a grandeza do Sporting Clube de Portugal.

Foi também nesta década que 2 jogadores portugueses, saídos da formação do Sporting, conquistaram o prémio da FIFA para Melhor Jogador do Mundo, Luís Figo (2001) e Cristiano Ronaldo (2008). Um orgulho para Portugal e em especial para o Sporting Clube de Portugal.

Uma década de emoções fortes, de grandes alegrias e algumas tristezas, de reflexão quanto ao futuro do nosso clube, de amor ao Sporting, de afirmação europeia do nosso valor. Uma década em que o Esforço, a Dedicação, a Devoção e a Glória continuaram a ser o lema do Sporting Clube de Portugal.

by Alexandre Poço


publicado por Minuto Zero às 14:16
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Sábado, 13 de Novembro de 2010
Porque ao Sábado se Destaca


O Barcelona será eternamente muito bom, mas jamais será excelente

Caro leitor parece contraditório, ou até mesmo um pouco confuso, mas na verdade este título patenteia a realidade futebolística do Barcelona.
O Barcelona tem no seu futebol o seu ponto fraco da continuidade. No hóquei em patins, andebol e basquetebol temos uma equipa constantemente a lutar para ser campeã europeia, década após década, após década. No futebol as finais europeias escasseiam comparado com as restantes modalidades e existe uma grande alternância entre o super e o intermitente Barcelona.
A razão é muito simples. O futebol do Barcelona vive de ilusões. Sim de ilusões. Ilusão de ter o melhor jogador do Mundo (Messi), ilusão de ter o melhor treinador do Mundo (Guardiola), ilusão de ter a melhor equipa do Mundo.
O futebol tal como a Humanidade evolui. O que ancestralmente era suficiente para vencer hoje é precário. O futebol evoluí como um futebol complexo e interligado onde cada vez mais os caminhos para a vitória são mais amplos e difíceis.
É preciso entender que ganhar por 5-0 é o mesmo que ganhar por 1-0. Que o que interessa são 3 pontos. Fundamentalmente é preciso entender que o melhor ataque não é aquele que factura 100 golos por época, mas sim aquele que consegue marcar mais golos a Inter, Real ou Chelsea.
Ser melhor é ganhar aos melhores. O Barcelona de Guardiola tem esquema de jogo fantástico, o melhor esquema da história do futebol. Os jogos do Barcelona são pura arte. Eu sento-me, meto o meu caderno de apontamentos entre os braços e como o jogo quase nunca para, tenho de fazer um esforço tremendo para tirar notas. Ao longo duma época encho o caderno só com jogos do Barcelona. Passou horas a fio a aprender futebol com o Barcelona, a analisar os movimentos de Xavi e Inista, as arrancadas de messi e as finalizações de Eto’o. Depois deste árduo trabalho, depois desta equipa ser campeã europeia arranca nova época e o meu caderno de apontamentos fica quase em branco. Porquê? Porque o Barcelona já não me ensina nada de futebol. O futebol do Barcelona é o mais previsível do Mundo(depois de estudado), só que é tão bom que raramente é contrariado. O problema é que são essas excepções que confirmam a regra. O futebol do Barcelona não tem um modelo alternativo, não sabem jogar de outra forma. Os míudos com 10 anos que entram nas escolas do Barça já começam a formular o futebol sénior. É uma escola de futebol, desde o berço até ao fim da carreira. Sempre a jogar da mesma maneira desde Cruijff até Guardiola. Os anos passam e as inovações carecem, a dinâmica mantém-se. Os outros evoluem o Barcelona estagna. O Barcelona continua a ser muito bom. Vivem na ilusão de que são a melhor equipa do mundo porque tem os melhores jogadores do Mundo.
Mas o futebol é um todo inteligível e dinâmico. É necessário ganhar com 30%, 40%, 50% ou até 80% de posse de bola. O Barcelona só sabe jogar com mais de 60%. O Barcelona só sabe jogar no célebre tic-taca. O Barcelona não sabe o que é fazer transições rápidas, ou iniciar o ataque com passes longos. São incompletos. Nesta dinâmica colectiva as individualidades estagnam quando encontram pela frente equipas com um esquema defensivo fortíssimo, onde todos os movimentos do Barça estão definidos ao pormenor.
Daí que o Barcelona pudesse estar a jogar mais 500 minutos contra o Inter que 11 para 11 não marca, ou contra o Chelsea.
O futebol atacante do Barcelona é tão exuberante que nem se preocupam com a defesa. As transições defensivas são péssimas. O Barcelona sofre demasiados golos para a quantidade de ataques que o seu adversário produz.
No futebol actual não basta ganhar com o ataque. É preciso saber defender e saber ganhar. Ganhar de qualquer maneira, ganhar sobretudo com as circunstâncias que o nosso adversário nos obriga. Mas quando o tic-taca cai em teia alheia o futebol do Barcelona é como um água a passar apenas dum filtro para um recipiente. É unidireccional e previsível e sintomaticamente quebrado.

By João Perfeito


publicado por Minuto Zero às 11:02
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Sexta-feira, 12 de Novembro de 2010
Conselho Minuto Zero- Maradona by Kusturica
Poucos dias depois de ter comemorado 50 anos de idade, o Minuto Zero deixa um conselho cultural para os seus leitores:

Maradona, documentário sobre a vida e a figura de Diego Armando Maradona, futebolista argentino a quem muitos chamaram e chamam o "Deus do futebol", sobre o olhar de Emir Kusturica, cineasta Sérvio várias vezes agraciado com a Palma de Ouro de Cannes...


publicado por Minuto Zero às 12:00
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