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Minuto Zero

A Semana Desportiva, minuto a minuto!

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Minuto Zero

01
Dez10

Um olhar para o outro lado do Atlântico

Minuto Zero
A uma jornada do final do Brasileirão, e com tudo em aberto ainda no que toca as decisões, deixo aqui um olhar sobre a realidade do futebol brasileiro (interno claro).
Condicionado pelo calendário do mercado de transferências europeu, o futebol brasileiro apresenta hoje mais do que nunca, momentos de "crise".
Como é óbvio, um país com o número de praticantes da modalidade como o Brasil, terá sempre grandes jogadores, bons jogadores, mas também, como em todo o mundo, jogadores de menor qualidade. O problema está, quando estes últimos se confundem com os primeiros. É estranho observar alguns jogos do brasileirão onde aparecem esporadicamente alguns jogadores, com grande golos ou jogadas. A verdade, é que tão depressa como aparecem eclipsam-se. Fico sempre com essa imagem quando vejo os resumos do campeonato brasileiro, mas sobretudo das taças estaduais, que, como se sabe, envolvem clubes de diferentes divisões.
Lendo comentários desportivos on-line de alguns comentadores brasileiros, fico por vezes com a sensação de que a visão europeia tem pouco a ver com a canarinha. Surgem sempre outros exemplos que esses sim estão já "europeizados". 
Num clima de problemas económicos, e num período de domínio absoluto do futebol europeu, o Brasil aparece como um enormíssimo exportador, mas o seu campeonato interno importa também cada vez mais.
Jogadores vindos sobretudo de outros países da América do sul, inundam o futebol brasileiro de "outros" estilos, os quais, pareceram durante décadas muitos afastados de terras de Vera Cruz. Uruguaios, Argentinos, Equatorianos... confundem-se com os habituais talentos brasileiros e com uma enorme quantidade de jogadores menos talentosos, que tentam por meio de uma "europeização" acabam por ganhar o lugar aos mais talentosos mas menos "objectivos". 
Pede-se a essência do futebol brasileiro neste ponto. Causa-me uma enorme estranheza ver autênticos "armários" quase num estilo que associamos ao futebol germânico, jogarem ao lado de Neymar's ou Gansos... depois temos planteis por onde passam 30 a 40 jogadores por época, desaparecem tão rápido como aparecem... 
Claro que este fenómeno é bastante relativo, mas não deixa de ser sintomático. 
Criou-se a ideia de que o jogador brasileiro sai cada vez mais cedo do país rumo à Europa. Olho para Ganso com 21 anos e penso que já deviria ter dado o salto... mas porquê? No futebol globalizado, os jovens são captados cada vez mais cedo, uns regressão, outros impõem-se... outros impõem-se e depois regressam...
Ai está um novo fenómeno no futebol brasileiro: Robinho, Ronaldo, Adriano, Elano (confirmado no Santos para a próxima época) Deco, Fred, R. Carlos, Ricardo Oliveira, Ewerton, Ilsinho, Lincoln ou Klebérson... todos eles regressam ao país depois de dificuldades em se imporem na Europa. A verdade é que chegam já muitas vezes como sombras do que foram em tempos, fatigados com uma carreira na Europa do futebol... física e psicologicamente.
Que estranho é pensar que neste Brasileirão as grandes figuras jogadores como Montillo, Conca ou D'Alessandro... claro que existem sempre Ganso, Neymar, Jucilei ou Bruno César... mas dá que pensar. 

fonte: placar \ na imagem Deco carrega Conca o 10 do campeonato.. curioso não?
By Tiago Luís Santos