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Minuto Zero

A Semana Desportiva, minuto a minuto!

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11
Nov10

Notas da Liga dos Campeões- Barça em "contenção de despesas"

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A aparente má gestão durante o mandato de Laporta no Barcelona, ditou prejuízos insuportáveis mesmo para um clube da dimensão dos blaugrana.
O resultado desta gestão tem repercussões no plantel para esta temporada, tendo Pep Guardiola menos opções do que o "desejável".
Os negócios de Ibraimovic, Henrique, Caceres, Hleb ou Keirrison, que se revelaram autênticos "flops", levaram o clube cule a ter de encurtar as suas fileiras.

Pep Guardiola entra nesta temporada com 19 jogadores nas suas fileiras: 

Valdés, Pinto; Dani Alves, Piqué, Puyol, Milito, Maxwell, Abidal, Adriano; Busquets, Mascherano, Xavi, Iniesta, Keita; Messi, Villa, Jeffrén, Pedro, Bojan. 

Contratados esta temporada: Adriano, esquerdino polivalente, representa solução para laterais (esquerda ou direita, por incrível que pareça joga bem na lateral do lado contrario ao pé dominante algo raro nos dias que correm), ou no meio-campo, sobretudo como médio-ala; Villa, ponta-de-lança de nível mundial, parece encaixar-se melhor na lógica de jogo do que Ibra; Mascherano, opção pessoal de Guardiola (ao que a imprensa catalã vai dizendo...), trinco estilo "pitbull", mas com boa capacidade de passe, jogador de top mas que encontra o jovem Busquets como titular neste início de época.

Olhando para estes "19" Guardiola depara-se ainda com a presença de Jeffren, ex-Barcelona B, que deu nas vistas no mundial de clubes na época passada mas que ainda não conquistou lugar como opção regular.

Uma das explicações para esta construção aparentemente estranha de plantel, prende-se com o facto da equipa B dos blaugrana ter esta época chegado a Liga Adelante, competição equivalente à liga de Honra Portuguesa, que dá acesso ao principal escalão do futebol espanhol. O Barcelona B ou Atletic, juntou-se assim ao Villareal B, como filiais de clubes da liga BBVA. Como é óbvio não puderam militar na mesma divisão do que os seus "patronos", mas isso não impede de serem equipas competitivas onde é realizado por conta própria a introdução de jovens oriundos da formação do clube.

Olhando para a equipa B do Barça existem claramente alguns jogadores com transfer  para o plantel principal:
Na baliza Miño vem dando nas vistas desde a formação; na defesa os centrais esquerdinos Fontas e sobretudo Marc Muniesa dão nas vistas pela autoridade e capacidade para sair a jogar, um pouco à imagem de Piqué; no meio-campo Thiago Alcântra, filho de Mazinho, ex-internacional brasileiro, assume o papel de estrela da companhia, tendo já jogado várias vezes esta época na equipa principal; Jonathan dos Santos, irmão de Giovanni, surge como médio-ofensivo interessante também, enquanto Oriol, pivô-defensivo já desperta o interesse de outros "grandes" europeus; no ataque jogadores sobretudo mais experientes, entre os quais se destaca Nolito, extremo-esquerdo de boa técnica, mas já com 24 anos.

Porque toda esta exploração do plantel blaugrana? 

Olhando as actuais questões económicas que se prendem com a própria organização dos clubes, e consequentemente dos planteis principais do futebol, o Barcelona versão 2010\2011 parece claramente ser o exemplo mais óbvio das necessidades de uma gestão mais racional dos planteis principais, nomeadamente a obrigação de reduzir o número de activos de cada plantel. 
Na Premier League, esta temporada os clubes apenas puderam inscrever 25 jogadores, vendo-se obrigados a reduzir os seus "largos" planteis, de forma a gerir melhor esta nova situação.
A UEFA, já prometeu indicações para num futuro próximo obrigar os seus principais clubes a reduzir o número de jogadores sob contrato.

Mas será que um plantel com pouca profundidade como este de Guardiola será suficiente para um clube que ambiciona conquistar todas as competições em que se incluí?



fonte: sport.es