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Minuto Zero

A Semana Desportiva, minuto a minuto!

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Minuto Zero

21
Mar12

Lado B

Bruno Carvalho

Alargamento ensombra Liga

 

O alargamento dos campeonatos profissionais de futebol tem sido discutido nos últimos dias pelos clubes da Liga e da Liga de Honra, tendo recebido o apoio de 8 clubes da Liga principal e de 9 clubes da Liga Orangina.

Na minha opinião, se o alargamento for feito esta época será o descalabro da batota. No meu ponto de vista, não é concebível que se mudem as regras a meio do jogo. Se querem alargar o campeonato, então que o façam no fim da próxima época e com critérios mais rigorosos, isto é, com descidas de divisão. Recordo que, em 2006, a redução do campeonato principal foi feita com quatro descidas de divisão e duas subidas, logo, o mais óbvio e sensato é que agora se faça o caminho inverso, ou seja, que desçam duas equipas da primeira para a segunda liga e que subam quatro equipas da segunda para a primeira liga.

Porém, quero deixar aqui bem claro que não estou a favor do alargamento, pois não consigo encontrar nenhuma vantagem em se alargar o campeonato. No fundo, é uma patetice que esta questão seja discutida quando estamos a caminhar para o fim dos campeonatos, onde tudo se decide.

Para além disso, penso que o prestígio dos clubes portugueses que participam nas competições europeias e da seleção nacional merece mais do que isto.   

Também não vejo com bons olhos o discurso populista do presidente da Liga de Clubes, Mário Figueiredo, ao afirmar que isto é uma democracia, os clubes são soberanos e unânimes, etc. Com este tipo de discurso, a credibilidade do presidente da Liga fica ferida de morte, o que se deve sobretudo a um dirigismo saloio e a um provincianismo bacoco do futebol português.

A meu ver, os chamados “clubes grandes” têm de pôr esta gente na ordem e no seu devido lugar e tomar medidas em defesa do futebol português (por exemplo, demitir o presidente da Liga).

Por outro lado, a decisão do presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Fernando Gomes, em assumir e pagar as dívidas dos clubes relativas ao totonegócio também não é positiva. Como é que é possível que os clubes portugueses, que continuam com salários em atraso e a contratar jogadores desmedidamente, fiquem impunes ao pagamento das suas dívidas vivendo numa espécie de paraíso fiscal?

Em resumo, o alargamento dos campeonatos profissionais de futebol não passa de um circo onde os clubes representam os palhaços pobres e os dirigentes da Liga de Clubes representam os palhaços ricos. Tudo isto acaba por constituir o delírio de alguns clubes pequenos e médios da Liga contra a revolta dos clubes grandes.

Concluindo, penso que a concordância em torno de um nefasto alargamento deve ter efeitos na próxima época e não nesta temporada.

   

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