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Minuto Zero

A Semana Desportiva, minuto a minuto!

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Minuto Zero

19
Fev12

Área de Ensaio

Pedro Santos

Taça(s) de Portugal

 

 

    Este fim-de-semana foi dedicado à disputa da Taça de Portugal. Não deixa de ser uma data estranha à realização da final da prova, que normalmente marca o final da época desportiva. Este ano, com alguma estupefacção a Federação Portuguesa de Rugby marcou a final (e as restantes eliminatórias) durante a realização de diversas provas internacionais, entre elas o Campeonato Europeu das Nações. Obviamente que algumas equipas saíram prejudicadas por este facto, especialmente as que mais jogadores cedem à selecção nacional, o que impossibilitou a presença de certos jogadores nas eliminatórias que conduziram a esta final. De entre as equipas prejudicadas, destaca-se o Grupo Desportivo de Direito, clube onde militam a maioria dos jogadores nacionais.

    Outro facto que causa algum espanto é os moldes em que se disputou a Taça de Portugal, na verdade não houve uma final, mas sim quatro. Muito sucintamente a prova realizou-se da seguinte forma, um pouco à imagem dos torneios de sevens, as equipas foram numa primeira fase divididas em grupos, consoante a classificação dos grupos, as equipas jogaram para decidir quem jogaria “para que final”. Desta forma houve uma final principal, uma Bowl, Plate, e Shield.

    Se desta forma é possível uma equipa disputar mais jogos, parece não fazer sentido existirem quatro finais. Para além da final principal, qual é o interesse das outras finais? Interessa realmente uma equipa vencer uma taça secundária? Qual é o propósito de uma equipa perder todos os jogos, mas mesmo assim atingir uma final? São algumas questões que a FPR deve analisar e perceber se não é mais vantajoso voltar aos moldes clássicos da Taça de Portugal.

 

    A final principal disputou-se entre Académica e Agronomia, duas equipas que garantiram um lugar na final-four na disputa do título. A Académica está a fazer uma época de grande nível, conseguindo resultados que conduziram a equipa a um lugar nos 4 primeiros.  Já Agronomia, crónica candidata a vencer tudo na última década, fez até aqui os mínimos para garantir um lugar na disputa do título, mas para ultrapassar o GDD e ser campeão nacional terá obrigatoriamente de subir de nível.

    A Académica queria aproveitar a final para conquistar a sétima Taça da sua história, e igualar o GDD no número de vitórias. Já a Agronomia pretendia vencer a sua nona prova e igualar o Benfica como equipa mais bem sucedida nesta competição. Mais, a Agronomia poderia vencer a sua quarta taça consecutiva, um feito nunca antes realizado em Portugal.

    O jogo disputou-se no campo de Honra do Estádio Nacional, e desde cedo se percebeu a tendência do jogo. Agronomia entrou a toda a velocidade e logo no inicio do jogo marcou três ensaios perante a passividade da Académica. Quando a “Briosa” acordou já o marcador ia em 22-0. A partir daí o jogo a Académica correu sempre atrás do marcador, com a equipa da Agronomia a limitar-se a controlar o jogo, perante uma trabalhadora equipa de Coimbra. A má entrada no jogo ditou a derrota da Académica, que pela segunda parte que realizou, e pela entrega da equipa merecia um resultado mais equilibrado. De destacar a boa exibição (mais uma) de Sérgio Franco, o melhor marcador de ensaios da Divisão de Honra, que não chegou para a Académica somar mais um feito.

 

    Nas restantes finais, o CDUL venceu o Benfica por 52-12 e venceu a Taça Plate, a Taça Bowl viajou até Arcos de Valdevez, resultante da vitória por 48-5 frente ao CRE e a última das Taças (Shield) fica para Santarém que venceu o Montemor por 26-19.

Em termos de rugby feminino, realizou-se também a final da Taça, que opôs o Benfica à Escola Agrária de Coimbra, duas equipas que durante a fase regular do campeonato foram as mais fortes, e que prometiam um bom espectáculo. No final a vitória sorriu às “benfiquistas” por 27-0.

 

By Pedro Santos

 

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