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Minuto Zero

A Semana Desportiva, minuto a minuto!

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Minuto Zero

22
Dez11

Steve Field

Steve Grácio

Académica e Paços de Ferreira, as diferenças

 

Académica e Paços de Ferreira são, neste momento, duas das equipas que mais se falam no nosso campeonato, ainda que por motivos opostos.
Os homens de Coimbra, que lutam pela descida ano após ano apesar de ser um dos clubes históricos, são uma das sensações da liga, enquanto os homens da capital do móvel são a grande decepção, contrariamente ao que fizeram nos últimos anos.

 

Qual é, então, a grande diferença entre os dois conjuntos: Pedro Emanuel. O antigo capitão do Porto mostra, uma vez mais, que a maioria dos grandes patrões da defesa e do meio campo são grandes treinadores. Com o desejo de voltar ao seu clube do coração, desde vez para ser treinador, Pedro Emanuel montou um grupo forte, com um esquema (4-3-3) muito bem definido, moldado por um modelo de jogo da qual sou profundo adepto.

 

 

Já o Paços de Ferreira, apesar de privilegiar o mesmo esquema da equipa de Coimbra, apresenta resultados e exibições bem contrárias. O que tem conseguido Pedro Emanuel que a turma pacense não consegue?

 

Como já disse, a Académica tem vindo a apresentar um futebol que admiro, um futebol que o Paços vinha apresentando nas últimas épocas. Sem bola, a equipa baixa o bloco e Diogo Mela junta-se a Sow, uma das revelações desta liga, ficando Adrien com um pouco mais de liberdade. Com bola, Diogo Melo avança um pouco no terreno. Assim, a equipa sem o tal número dez, tem em Adrien o grande cérebro, o tal ‘oito e meio’.

 

Sem bola, tanto Marinho como Diogo Valente recuam até ao meio campo, para garantir a coesão defensiva. Com bola, os mesmos alargam o campo para dar profundidade ao jogo, com a subida de dois grandes laterais, Cédric e Hélder Cabral. Assim, a equipa sobe e desce em bloco, raramente saindo descompensada. Ou seja, faz campo pequeno a defender e campo grande a atacar, um regalo para os amantes da táctica.

 

Por sua vez, o Paços de Ferreira é uma equipa extremamente desequilibrada. Por ter maus jogadores? Não acho. Muitos deles vêm de outros anos. Daí considerar o pedido de reforços de Henrique Calisto um atirar areia para os adeptos, uma desculpa para os maus resultados. Calisto devia de trabalhar mais e queixar-se menos. A equipa desequilibra-se nos 4 momentos de jogo. Com um pouco mais de trabalho, as debilidades da equipa seriam disfarçadas, tal como são as da Académica. Sim porque Académica e Paços de Ferreira têm um factor comum: uma defesa fraca. A diferença é que a organização de Pedro Emanuel disfarça, a de Calisto afunda. O trabalho, na maioria das vezes, faz milagres.

 

Com isto, a turma de Coimbra vai no sexto lugar da prova e na meia-final da taça, memorável. Já o Paços, a continuar assim vai para a Orangina. Parabéns, Pedro Emanuel. Ganhaste um admirador.

 

 

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