Segunda-feira, 21 de Maio de 2012
Porque a vida também é feita a correr...

Coração, arte defensiva, capacidade física e … Sonho Europeu de Abramovich concretizado

 

         O Chelsea sagrou-se campeão europeu, pela primeira vez na sua história, ao derrotar o Bayer Munique, na casa deste, nos penaltys após um empate a uma bola que findou o tempo regulamentar e o prolongamento.

         Nove anos depois de milhões e milhões de investimentos, Abramovich vê finalmente o seu sonho europeu realizado, na época onde nada o faria prever.

         A nível interno, o Chelsea de 2011/2012 é claramente uma equipa diferente das pretéritas 8 épocas sob o reinado do multimilionário russo.

         Ao longo da sua estadia em Chelsea, Abramovich conseguiu 9 presenças consecutivas nos oitavos-de-final da Champions e 8 pódios consecutivos na Premier League abrilhantados com três ceptros nacionais.

         Para recuperar o título perdido na época transacta face ao novo (em função da história do Chelsea)  rival Manchester United, Abramovich não hesitou em pagar 15 milhões de euros por André Villas-Boas, fazendo a transferência mais cara da história de treinadores.

         Após uma época de grandes epopeias na cidade invicta Villas-Boas tinha em Stanford Bridge um enorme desafio para a sua curta mas ambiciosa carreira… Apesar da confiança, do estilo inovador e da natural competência que o catapultaram para a elite europeia em tenra idade, Villas-Boas não soube entender a conjuntura humana e futebolística da equipa blue.

         Com o ego elevado, depois duma época apoteótica em solo nacional, Villas Boas olhava para o Chelsea como uma forma de dar continuidade às suas ideias de futebol alegre onde o rigor da posse de entrecruza permanentemente com a fortíssima capacidade de sair em transicção.

         Numa equipa com um ADN claramente definido, que passado 4 temporadas ainda vivia à imagem do grande criador identitário do Chelsea de Abramovich (Mourinho) Villas-Boas via o seu espaço de manobra cada vez mais reduzido.

         Num plantel onde a maturidade e estatuto de Cech, Terry, Cole, Lampard, Essien, Malouda e Drogba se intersectava com a astúcia e capacidade inovadora de David Luiz, Oriol Romeu, Ramires, Raúl Meireles, Sturridge e até Torres (pelo sistema de jogo do Liverpool claramente distinto).

         Dois pólos amplamente antagónicos, onde a homogeneização indispensável para o sucesso da equipa seria um desafio em que a imaturidade de André Villas Boas (ainda) não sabia responder.

         Foi neste contexto de mescla de continuidade e mudança que se construiu o fracasso do mais jovem promissor treinador do Planeta.

         O Chelsea de 2011/2012 era uma equipa ao contrário das épocas anteriores, desacreditada do seu valor, pela constante quebra de auto-estima do núcleo duro do plantel. Para além disso, este Chelsea inovador de Villas-Boas tinha em Mata e Meireles as suas principais contratações o que patenteava um claro abrandamento de investimento financeiro comparativamente com as épocas passadas.

         O Chelsea parecia uma equipa onde as suas unidades de peso iam envelhecendo e a tão precisa renovação estava órfã de qualidade para a substituir. Os resultados foram pois por isso, durante a estadia de André, um autêntico fracasso a uma prestação interna que já não se via desde 1995/1996.

         Com pouco tempo para injetar confiança e muito menos para a solidificar o Chelsea de 2011/2012 necessitava, pois de uma ampla mudança técnica que findasse os problemas futebolísticos e de balneário da equipa ao mesmo tempo que recuperava um pouco do seu ADN legado de José Mourinho.

         Sem hesitar Abramovich voltou a puxar dos cordões à bolsa e pagou uma astronómica cláusula de rescisão a Villas-Boas, tornando-o o desempregado mais rico da europa e apostando em Di Matteo “como o milagreiro salvador” para escassos três meses.

         Com um conhecimento profundo do clube londrino, depois de ter sido jogador durante 6 anos, com uma cultura de futebol italiano altamente desenvolvida Di Matteo montou uma equipa física, mental e estrategicamente talhada para os jogos a eliminar. Com o campeonato perdido, a Taça e a Champions eram as únicas possibilidades de sucesso dos blues.

         E foi com Di Matteo ao leme que o Chelsea recuperou a confiança e em três meses se construiu como a melhor equipa do futebol europeu.

         Sem tempo nem vontade de construir algo novo, Di Matteo preocupou-se sobretudo em recuperar a cultura táctica do Chelsea, o posicionamento defensivo exímio e o ataque demolidor que na última década abrilhantaram os mais belos palcos da Europa do futebol.

         Foi deste modo que jogadores como Terry, Lampard e Drogba recuperaram a sua confiança e resiliência dando ao grupo um sentido unitário altamente eficaz. Do mesmo modo David Luiz, Raúl Meireles, Ramires, Mata e Torres entenderam o seu lugar na equipa e construíram um upgrade inovador extremamente útil à equipa, num contexto onde os antagonismos com o núcleo duro estavam já findados.

         O Chelsea recuperava assim um balneário, abolia as divisões entre dois estilos de futebol e começava a reconstruir a cultura do seu jogo.

         Ultrapassando os transalpinos Nápoles e superiorizando ao surpreendente Benfica o Chelsea estava nas meias da Champions e tinha frente ao todo-poderoso Barcelona o grande desafio da sua história.

         Com uma consistência defensiva, mentalidade ganhadora e transicção ataque amplamente melhoradas, o Barcelona era a equipa ideal para o Chelsea se apurar para a final, sendo por isso na minha óptica o grande favorito para a vaga da final de Munique.

         Do ponto de vista psicológico era uma equipa talhada para jogos a eliminar, com um extraordinário à vontade resultante da desresponsabilização de apuramento criada pelos media. O favoritismo estava todo do lado do Barça, o nervosismo era algo inexistente em Stanford Bridge.

         Do ponto de vista meramente futebolístico, o encurtamento de espaços defensivos, a extraordinária aglomeração de jogadores no seu meio-campo, a concentração elevada ao expoente máximo e uma das melhores transicções atacantes do futebol actual eram tudo ingredientes que previam a quebra do tiki-taka e o aproveitamento do débil rendimento defensivo blaugrana.

         Mas nem tudo foram rosas para a equipa blue, nesta recta final da odisseia europeia mais fantástica dos últimos anos.

         Ao minuto 12 da segunda mão frente ao Barça, o Chelsea perdeu Cahill por lesão e aos 37 minutos viu a dupla de centrais completamente desfeita com a expulsão de John Terry, resultante da agressão bárbara a Alexis Sanchéz. Depois de estar a perder por 1-0, Iniesta aumentou o score para 2-0 colocando a equipa blaugrana na pole position para a final.

         Contudo o Chelsea num ápice operacionalizou a reviravolta. Com uma jogada fantástica de sincronização entre Lampard e Ramires, o chapéu incrível do queniano azul calava Camp Nou e o Chelsea reerguia-se na eliminatória.

         A resiliência blue foi mais uma vez testada pelo penalty cometido sobre Messi. O astro argentino voltou a falhar em momentos capitais e o coração do Chelsea mostrava ter mais vidas.

         Com uma capacidade física invulgar para jogadores de futebol, uma concentração defensiva extraordinária e uma tranquilidade permanente a criatividade defensiva do Chelsea (Bosingwa a central e Ramires a lateral direito) ofuscava o célebre tiki-taka blaugrana, montando uma teia defensiva que atirou para os livros da história do futebol o estilo de jogo do adversário.

         O mal-amado Torres entrou a 10 minutos do fim, defendeu, correu e marcou o 2-2 final. Calou Camp Nou e catapultou a arte defensiva do futebol para a Allianz Arena de Munique.

         Com 4 jogadores castigados, todos eles importantíssimos (Terry, Ivanovic, Raúl Meireles e Ramires), com Cahill com pouco tempo para recuperar de lesão, jogando na casa do poderosíssimo Bayer Munique, só com a Champions por conquistar, o Chelsea tinha neste final da sua saga um teste onde mais uma vez era colocado como outsider.

         Fazendo valer todo o seu valor patenteado nas eliminatórias anteriores, mantendo o mesmo estilo de jogo, o Chelsea jogou nesta final com as mesmas armas e alcançou os mesmos resultados- Glória surpreendente.

         Soube neutralizar os desconcentrantes Robben e Ribery, banalizou Goméz e ofuscou Schweinsteiger a um construtor de jogo intranquilo.

         No meio-campo Lampard foi a bússola da equipa, pautando os batimentos cardíacos da equipa e dando-lhe a resiliência necessária para a concretização de tudo este feito heroico.

         No ataque Drogba foi um gladiador: nos duelos, no golo, na alma, na crença duma equipa que mais do que nunca sentiu que a glória europeia estava cada vez mais próxima.

         Mas mais uma vez o destino quis atraiçoar os blues, mas o Chelsea voltou a operacionalizar uma capacidade de superação fantástica e recuperou… Do golo de Muller, ao penalty falhado de Robben, à desvantagem nos penaltys…

         O Chelsea superou tudo, venceu todos os desafios, ultrapassou todos os obstáculos, com ou sem o seu melhor onze e sagrou-se pela primeira vez na História- campeão europeu.

         Chelsea um justo prélio para uma equipa que finalmente abandonou a tónica dos milhões, fez da sua coragem, coração, resiliência, alma- a sua grande tónica para a vitória. Admitiu as suas limitações, construiu-se a partir delas, deu-nos a arte futebolística numa plataforma defensiva, construiu um estilo de jogo de contenção e transicção inovador e finalmente desfilou na passadeira hegemónica do futebol europeu inscrevendo as sete letras do seu nome no Historial de vencedores da mais importante prova de clubes do Mundo.

         Chelsea- uma equipa, um sonho, uma realidade. A constatação da relatividade do futebol na sua expoente máxima. O melhor entre os melhores (competições europeias), mesmo sendo pior entre piores (nível interno).

         A consagração duma equipa que prova que o futebol não é matemática pura e resultados certos, mas sim uma equação com incógnitas desconhecidas que nos dão resultados surpreendentes…

 

Parabéns Chelsea…

        



publicado por João Perfeito às 02:26
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Quarta-feira, 9 de Maio de 2012
Lado B

Guardiola a caminho do Chelsea?

 

 

Depois de já ter anunciado que vai abandonar o comando técnico da equipa do Barcelona no final da presente temporada, o treinador Pep Guardiola recebeu uma proposta milionária para orientar a equipa de Roman Abramovich.

Contudo, segundo alguma imprensa inglesa, o técnico catalão recusou a proposta de 12 milhões de libras, cerca de 15 milhões de euros por ano, para se mudar para Londres e comandar a equipa do Chelsea.

A acrescentar ao salário milionário que Guardiola iria receber, o presidente russo ainda lhe ofereceu a oportunidade de ter fundos ilimitados para a contratação dos jogadores que quisesse, incluindo Lionel Messi. No entanto e como já tinha dito, quando decidiu abandonar o Barcelona, Guardiola fez questão de querer tirar um ano sabático para poder recuperar da elevada pressão a que esteve sujeito nas últimas temporadas.

O interesse de Abramovich não é de agora. O dono do Chelsea já tinha demonstrado interesse na contratação de Pep Guardiola desde que o português André Villas-Boas saiu do comando da equipa técnica londrina.

Com esta decisão de Guardiola abandonar o Barcelona, foi só juntar o útil ao agradável, ou seja, Abramovich viu assim a sua oportunidade para levar o técnico catalão para Londres.

Também saiu nas notícias de futebol que, caso Abramovich não consiga a contratação de Guardiola, o italiano Roberto di Matteo poderá ter a oportunidade de ficar definitivamente com o cargo de treinador principal dos blues.

É preciso não esquecer que Roberto di Matteo ficou no comando da equipa depois da saída do português André Villas-Boas e que desde aí tem conseguido alguns bons resultados (apesar da goleada que sofreu ontem do Liverpool, por 4-1), uma vez que o clube de Londres conquistou no último sábado a Taça de Inglaterra e ainda conseguiu garantir um lugar na final da Liga dos Campeões, eliminando precisamente o Barcelona de Josep Guardiola, onde vai defrontar a equipa do Bayern Munique.

Mas na minha opinião, o magnata russo não vai desistir assim tão facilmente de tentar levar Pep Guardiola para Londres, e caso o espanhol continue a recusar, penso que o dono do Chelsea poderá mesmo vir a aumentar a primeira proposta que fez com o intuito de conseguir assegurar um dos melhores treinadores do futebol internacional no comando da sua equipa.

 



publicado por Bruno Carvalho às 22:08
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Segunda-feira, 7 de Maio de 2012
Livre Direto

Juventus conquista Série A

 

 

Neste último fim-de-semana, a Juventus, após o jejum de algumas épocas, conseguiu conquistar a Série A ao AC Milan depois de ter derrotado o Cagliari por 2-0, com um golo do montenegrino Vucinic e um auto-golo de Canini.

 

A equipa de Milão foi derrotada pelo rival Inter de Mião por 4-2, num jogo que foi também crucial para ditar a conquista do campeonato por parte da Juventus. A uma jornada da final do campeonato, a Juventus terá agora como objetivo finalizá-lo sem qualquer derrota. O treinador Antonio Conte conseguiu dar uma nova vida a uma equipa que ainda estava muito ferida em relação ao que lhe aconteceu no passado.

 

No conjunto da equipa há a destacar alguns jogadores que fizeram a diferença ao longo da temporada. Na defesa, o nome mais sonante, Chiellini, central há muito cobiçado por outros grandes da Europa, justificou todas as esperanças dos adeptos lançadas nele, exibindo-se ao mais alto nível.

 

No meio campo foi Pirlo quem fez a diferença. Após ter abandonado o AC Milan, no final da época passada, poucos eram aqueles que pensariam que o médio teria um grande papel no miolo da Juventus, devido sobretudo à sua idade. O médio transalpino mostrou muita qualidade de jogo, equilibrando um meio-campo que contou ainda com a presença de Marchisio e Vidal. Já no ataque o destaque vai para a dupla Matri/Vucinic que no conjunto marcaram 18 golos

 

O  próximo passo desta Juventus será fazer um planeamento adequado da equipa, de forma a que esteja preparada  para a exigência que enfrentará na próxima época, pois para além da reconquista do campeonato, pretenderá fazer uma boa figura na Liga dos Campeões.

Por Cláudio Guerreiro




publicado por Cláudio Guerreiro às 22:39
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Terça-feira, 24 de Abril de 2012
Porque a vida também é feita a correr...

O triunfo da previsibilidade relativa do futebol- Um destroçado Chelsea melhor que o divino Barça

 

             Aquilo que distingue a competitividade do futebol relativamente com outros desportos (individuais ou colectivos) reside na sua ampla relatividade.

               O futebol não pode ser encarado como um fenómeno absoluto, como um ranking quantitativo que ordena a qualidade das equipas. A equipa A é melhor que a equipa B. A equipa B é melhor que a equipa C, mas isso não significa necessariamente que a equipa A é melhor que a C. É necessário perceber que a cada equipa, mais que um estilo de jogo, existe uma identidade própria que é moldada de maneiras diferentes na intersecção com a qualidade do adversário. De forma mais simples “Uma equipa joga aquilo que a outra deixa jogar”.

             Portanto, parece previsível esta eliminação do Barcelona. O tiki-taka blaugrana - órfão de passes aéreos, diagonais/longos, finalizações a primeiro toque não consegue encontrar maneira para desfeitear a baliza blue. O Barça tem no seu estilo de jogo, uma identidade demasiadamente rígida, pouco adaptável a certas vicissitudes do futebol moderno. Não se trata de defender o futebol praticado pelos londrinos. No futebol actual, qualquer equipa tem que ter mecanismos diferentes que resolvam os diferentes contextos inerentes ao jogo.

              Hoje, viu-se um Barça que não soube inovar o seu jogo e morreu com a sua previsibilidade outrora fantástica, hoje sintomaticamente quebrada.

               Do lado do Chelsea um posicionamento excelente, apenas sofre os golos em transições rápidas do Barça (paradoxo). O Barça não soube perceber que a melhor maneira de encontrar espaço seria deixar o Chelsea subir e por isso viu-se impossibilitado de marcar golos perante o avião blue.

             O Chelsea nos 27% de posse de bola, conseguiu ter uma enorme verticalidade no espaço vazio, um Drogba que jogou sozinho contra o Mundo e um Ramires tacticamente perfeito. Por isso apesar de todo o apetrechamento excessivamente defensivo, o golo de Ramires patenteia a qualidade ofensiva dos blues- antagónica dos blaugranas (incisão- passe espaço vazio- finalização primeiro toque).

              Num contexto actual de pressão sobre o portador da bola é preciso executar rápido e não apenas pensá-lo.

            Nota para mais uma péssima exibição de Lionel Messi. A exibição de Messi é mais uma réplica da ideia de relatividade do futebol Moderno.

Messi é um génio e hoje morreu com todas as adversidades patentes dum ser especial.

            A genialidade é limitativa. As suas finalizações, movimentos, remates, passes em certos contextos são belos, únicos, artísticos. Mas noutros, Messi vê-se impossibilitado de conseguir deixar a sua arte. E Messi sem Arte é reduzido a um jogador banal.

Messi será eternamente um jogador que consegue redescobrir a sua arte em 95% dos jogos, mas não consegue adaptar-se aos 5% em que ela é ofuscada na casa táctica do adversário.

           Mais que razões meramente futebolísticas, razões humanas. Messi- a cara dum ser humano completamente desfeito sem capacidade para remar contra a maré, sem capacidade de solucionar problemas em situações extremamente adversas, sem capacidade para pegar no jogo da equipa e impulsioná-la para a vitória.

           Arrostou-se em campo, desistiu do jogo e atirou a eternidade desta equipa para os livros de História.

           Um génio incapaz de acender a lâmpada da vitória com uma magia pessoal. Sem a luz de Xavi e Iniesta a lâmpada de Messi ficará eternamente às escuras.

             Barça- um estilo de jogo, uma identidade, uma atitude, uma filosofia. O futebol construiu-se, moldou-se e melhorou com a marca desta equipa…

             O caminho está no fim e o testemunho está lançado.

            Quem será a próxima equipa a apanhá-lo e a reescrever a História?

              Aceitam-se apostas…



publicado por João Perfeito às 22:50
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Segunda-feira, 23 de Abril de 2012
Livre Direto

O Campeão Dortmund

 

 

O campeonato alemão conheceu este fim-de-semana o seu campeão. O Borussia de Dortmund renovou o título que conquistara na época transata, num jogo em que levou de vencida o outro Borussia, o de Monchengladbach, por 2-0 com golos de Perisic e Kagawa.

 

Mesmo sem a presença da sua principal estrela, Mario Gotze, devido a uma lesão de longa duração o Dortmund conseguiu levar por vencido o seu principal adversário nesta luta: o poderoso Bayern de Munique que tinha equipa para ser campeão, mas a luta para chegar à final da Champios, com final no seu estádio, pode ter sido um fator importante para uma menor regularidade de resultados a nível local.

 

O sucesso um ano depois deve-se também à manutenção de um conjunto de jogadores que já se conheciam da época anterior, uma vez que do onze base, apenas Nuri Sahin saiu. Com a ausência de Gotze, foi o médio ofensivo Shinji Kagawa quem se destacou mais e comandou a equipa até à vitória no campeonato. O médio japonês, que tem uma ótima capacidade de ditar o ritmo de jogo, já fora figura da equipa na época passada, dando continuidade à boa forma neste ano, marcando 13 golos em 29 jogos até à data. No entanto, apesar de algumas individualidades que se têm destacado o Dortmund vale mais pelo seu conjunto.

 

Em primeiro lugar, o guarda-redes alemão Weidenfeller, apesar de não ser um grande nome do futebol alemão, oferece muita segurança a uma defesa que por si já coloca os avançados adversários em sentido. No conjunto dos quatro defesas destaco os centrais habitualmente titulares, Hummels e Subotic, que têm potencial necessário para se tornaram centrais de elite, com especial vantagem para o alemão. As laterias também estão bem entregues a Piszczek a Schmelzer, que apesar de não serem excecionais, cumprem os seus papéis de maneira eficaz.


O meio campo, para além de Kagawa é composto por Großkreutz, Kehl, Gundogan e Kuba (Bender também figura muitas vezes entre os titulares). Este meio-campo junta criatividade e destruição na dose certa. O goleador desta equipa é o polaco Lewandowski que conta com 20 golos em 32 jogos e que conseguiu sentar no banco Lucas Barrios.

 

O próximo passo desta equipa é conseguir afirmar-se em pleno nas competições europeias, algo que o Bayern de Munique já vem conseguido há uns anos.

 

 


 

 

 

 

 



publicado por Cláudio Guerreiro às 22:35
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Segunda-feira, 16 de Abril de 2012
Livre Direto

Liverpool aposta nas taças nacionais

 

Há algumas épocas arredado da luta pelo campeonato inglês, o Liverpool apostou claramente esta época nas taças nacionais: Taça da Liga e Taça de Inglaterra.

 

Na época passada, o 6 º lugar final custou caro ao Liverpool, uma vez que foi insuciente para para se conseguir qualificar para as competições europeias. De modo a evitar uma repetição disto, o clube deciciu dedicar-se com mais entrega às taças de forma a garantir, pelo menos, um lugar na Liga Europa. Pode-se ver agora que essa entraga deu frutos, uma vez que já conquistou a Taça da Liga perante o Cardiff do segundo escalão inglês, garantido já, deste modo, a presença na Liga Europa da próxima época desportiva.

  

Após esta conquista, o Liverpool poderia deixar um pouco de lado a Taça de Inglaterra para se concentrar a 100% no campeonato. No entanto, não foi isso que aconteceu, pois a equipa estará na final que se disputará a 5 de Maio no Estádio de Wembley, após ter eliminado o rival Everton, num jogo em que Luis Suárez e Andy Carroll deram a volta ao marcador na 2ª parte. Como adversário terá os londrinos do Chelsea que cilindraram o Tottenham por uns expressivos 5-1.

 

A chegada de um novo treinador, na época passada, e consequente adaptação dos jogadores a um novo técnico, assim como a saída de alguns jogadores-chave, como era o exemplo de Fernando Torres, o melhor marcador da equipa durante várias épocas, foram talvez algumas razões que estiveram na base desta quebra.

 

A vitória na Taça da Liga e a presença na final da taça de Inglaterra dão agora confiança a uma equipa que, num futuro próximo, pretenderá entrar novamente no lote de candidadatos à vitória na Premier League e às competições europeias. 



publicado por Cláudio Guerreiro às 19:00
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Quarta-feira, 11 de Abril de 2012
Porque a vida também é feita a correr...

                                 

Cristiano Ronaldo- Uma máquina solucionadora de Problemas

            

 

                     O  Real Madrid venceu o Atlético de Madrid por 4-1 e deu um passo de gigante rumo à recuperação do ceptro espanhol que lhe tem fugido nas pretéritas 3 temporadas.

               Apesar do avolumar do resultado, a diferença entre as duas equipas no jogo de hoje não coincide com o placar final.

               O Atlético de Madrid demonstrou ser uma equipa pressionante e com boa qualidade ofensiva. Já o Real Madrid, sem brilhar, voltou a demonstrar um naipe de jogadas e movimentações colectivas interessantes, mas com pouca incisão finalizadora.

Sendo forte no processo a equipa foi fraca na finalização do mesmo. Com toda a pressão que estava sujeito face aos escassos 4 pontos de vantagem sobre o seu eterno rival, o Real Madrid parecia que ia deixar fugir mais 2 pontos e acender a luta pelo título, a um patamar que muitos já consideravam impossível.

                Mais uma vez o Real Madrid ofuscou as suas debilidades colectivas pela individualidade do futuro melhor jogador da História do futebol (quiçá dos desportos colectivos).

               O Real Madrid voltou a ser Real Ronaldo, com mais 3 golos do internacional português. Os dois primeiros com execuções perfeitas e um efeito histórico que deve ser atualizado nos futuros manuais de futebol.

               Sem precisar de grandes rasgos individuais nem colectivos, Ronaldo desferiu 3 pontapés fulminantes sem hipótese de defesa deixando o prodígio Curtuouis numa posição injustamente ingrata.

               Se toda a individualidade de Messi nasce numa tabela ou numa correria onde apanha a bola já em velocidade, Ronaldo depende 0 da organização colectiva. Recebe a bola, para, corre e golo… Tão simples que até parece fácil.

               Dum lado a genialidade pura do futebol no seu estado de maior transcendência do outro lado um ser humano capaz de solucionar todas as adversidades que lhe colocam pela frente.

                Dum lado um artista e toda a falta de completude que o nutre, do outro lado um ser humano normal que completa todos os parâmetros de jogo…

                  Podemos fugir, mas não podemos ignorar a realidade. Sendo um futebol um jogo, que na sua concepção epistemológica envolve uma luta por uma vitória que se traduz em golos a eficácia é o grande pêndulo criterioso da nossa escolha.

Messi diverte-nos e rualiza o futebol ao patamar mais bonito da história da Humanidade, Ronaldo dá-nos a eficácia no cume da montanha das possibilidades…

                Por isso a rivalidade é a dois mas o destino é só um: Ronaldo melhor jogador da História do futebol Mundial…

 



publicado por João Perfeito às 23:57
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Quinta-feira, 5 de Abril de 2012
Porque a vida também é feita a correr...

       

A ditadura do poder dominante na suposta era da democratização comunicacional

 

 

 

           O Benfica foi ontem eliminado nos quartos-de-final da Liga dos Campeões, perdendo 2-1 frente ao Chelsea.

         Depois da derrota na primeira mão as águias necessitavam duma exibição apoteótica para poder acalentar o sonho da reviravolta em Stanford Bridge.

         Perante uma das equipas mais regulares da Champions da pretérita década à partida, jogando em terreno alheio a tarefa seria árdua para os comandados de Jorge Jesus.

         Não virando a cara à luta, jogando um futebol rápido, prático e circular o Benfica conseguiu juntar à habitual vertigem da velocidade uma organização deveras melhorada.

Ao longo do jogo o Clube da Luz dispôs de diversas oportunidades de golo, dominou o jogo, não deixando o Chelsea ter a bola que pretendia e espelhou em toda a Europa toda a sua qualidade e dignificou o nome histórico que construiu nas últimas 5 décadas.

Tudo fizeram os encarnados para poder sonhar com uma reviravolta histórica em solo britânico, mas mais uma vez prevaleceu a lei do mais forte. Mais uma vez não houve critérios iguais e sempre que o Chelsea se sentia apertado a exibição habilidosa da equipa de arbitragem fazia favor de acalmar as hostes londrinas. Foi assim na grande penalidade cometida sobre Cole, foi assim na dualidade de critérios disciplinares ao longo do encontro e da expulsão da Maxi Pereira.

         Mesmo jogando em inferioridade numérica em mais de metade do jogo, sem os 4 centrais de raíz, tendo que recuperar 2 golos o Benfica construí mais uma noite europeia fantástica, tão similar com tantas outras na história do futebol europeu. Empatou o jogo e teve oportunidades para passar para a frente da eliminatória, no último suspiro Meireles pintou a eliminatória com a injustiça total…

         Com todas as condicionantes o Benfica deixou perante todo o universo futebolístico europeu a qualidade do futebol português. Factores externos impediram o Benfica de figurar entre os 4 melhores do futebol Mundial e de ombrear taco-a-taco com o Barcelona um lugar na mágica final de Munique.

         O capitalismo do futebol actual e os interesses dos grandes europeus não ficaram apenas em Stanford Bridge. Na Catalunha, mais uma vez a vergonha continuou a patentear o reinado de Pep Guardiola à frente da equipa blaugrana, num protecionismo onde já não existem mais palavras que o consigam patentear.

         Depois dos 5 penaltys de Ovrebo, depois da expulsão de Thiago Motta, depois da expulsão de Van Persie e do penalty sobre Messi frente ao Arsenal, depois da expulsão habilidosa de Pepe, depois da simulação da década de Mascherano ainda houve tempo para mais um actuação teatral de Messi, um penalty inventado e um golo limpo ao AC Milan invalidado…

Até quando é que isto vai durar? Até quando a protecção à melhor equipa da história do futebol, para alguns dos desportos colectivos, que precisou destes 13 pormenores para construir o seu legado…

         Fora todos estes casos estranhos sob o comando de Guardiola o Barça eliminou em 2008/2009 o Lyon de França e o Bayer de Munique (que teve um campeonato alemão fraco). Em 2009/2010 eliminou o sexto classificado do campeonato alemão Estugarda e o terceiro classificado do campeonato inglês, desde cedo arredado do título- Arsenal. Em 2010/2011 eliminou o campeão da Ucrânia e em 2011/2012 eliminou o 7º classificado germânico Bayer Leverkusen.

         Um legado construído e difundido em mentiras, calúnias, favores e uma ignorância estatística absolutamente assombrosa.

         Pelo meio duas vitórias merecidíssimas frente ao Manchester United… Se só com o United conseguem ganhar sem polémica, como podem ser a melhor equipa da história?

         Guardiola- 6 confrontos frente a pretendes à Champions, 5 vitórias (3 com a ajuda arbitral) e uma derrota (mesmo com favorecimento).

         Mas precisamos de espectáculo e de ser réplicas e veneramo-nos a este Barcelona, construído, consolidado e difundido numa mentira que só o sistema actual de comunicação social pode propagandear… Nós continuamos activamente passivos a subvertemo-nos à logica do poder dominante… Sem questionar, sem problematizar, na era da democratização comunicacional…

         Até quando?



publicado por João Perfeito às 15:19
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Segunda-feira, 2 de Abril de 2012
Livre Direto

Luta pelo acesso aos lugares europeus em Itália

 


 

Quando parecia que a luta pelo 3º lugar, último lugar de acesso à Liga dos Campeões em Itália, estaria destinada a ser entre Lazio, Nápoles e Udinese, surge agora um novo candidato a essa posição: a AS Roma. Graças à derrota dos três, os romanos aproximaram-se dos lugares de acesso à Liga Europa (têm menos um ponto que o Nápoles e Udinese) e do 3º lugar, ocupado pela Lazio (a diferença para os rivais é de apenas 4 pontos).

 

Na jornada deste fim-de-semana, a Roma recebeu e venceu por 5-2 o Novara, que está atualmente em penúltimo lugar. Todos os golos da formação romana foram marcados por um jogador diferente: Marquinho, Pablo Osvaldo, Fábio Simplício, Bojan e Erik Lamela. Já para o Novara marcaram Carcciolo e Morimoto.

 

A Lazio foi ao estádio do Parma perder por 3-1. Marcaram para o Parma Floccari, por duas vezes, e Mariga. O autor do golo da equipa romana foi o lateral Scaloni. Com esta derrota a Lazio perdeu uma grande oportunidade de se afirmar no 3º lugar, que lhe daria a oportunidade de regressar à Champions.

 

Noutro duelo deste fim-de-semana, a Siena recebeu e venceu a Udinese por 1-0, com um golo de Mattia Destro. A equipa de Udine perdeu assim a oportunidade de voltar ao 3º lugar, que foi seu durante algumas jornadas.

 

O Nápoles perdeu também ele a oportunidade de se aproximar do lugar de acesso à Champions. A equipa napolitana foi a Turim, ao estádio da Juventus, perder por 3-0 (golos de Bonucci, Vidal e Quagliarella).

 

A mim, parece-me que é o Nápoles quem tem mais oportunidades de conquistar o lugar de acesso ao Play-off da Liga dos Campeões. Todas elas são equipas que têm algo a dizer na conquista dos lugares europeus, mas o Nápoles, devido ao seu passado recente, é aquela que terá mais hipóteses de lá ficar. O Inter ainda poderá entrar nesta luta, mas para isso é necessário ganhar uma consistência de resultados que não teve ao longo da época e esperar por mais deslizes destas quatro equipas. O confronto que opõe Lazio e Nápoles na próximo jornada poderá ser decisivo para esta luta.  



publicado por Cláudio Guerreiro às 20:14
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Segunda-feira, 26 de Março de 2012
Livre Directo

Luta acesa pelo título

 


 

Se em Espanha e Inglaterra a luta pelo título parece que vai durar até ao fim, em França, Alemanha e Itália a história será idêntica. Se em muitos outros anos havia sempre alguma equipa que se destacava no comando e parecia ser a única candidata à conquista do campeonato do seu país, este ano em todos estes campeonatos referidos a disputa será no mínimo entre duas equipas.

 

Começando pelo campeonato alemão, a luta parece resumir-se ao “eterno” candidato Bayern de Munique e ao atual campeão em título Borussia Dortmund. Faltando 7 jornadas para o final do campeonato a distância que separa o Borussia de Dortmund (1ºclassificado) do Bayern  de Munique é de 5 pontos, distância essa que pode até ser facilmente encurtada, dependendo claro dos restantes jogos que faltem. O jogo que opõe as duas equipas pode também ele ser essencial para decidir qual será o vencedor da Bundesliga deste ano. Embora com menos hipóteses, o Schalke 04 ainda permanece na luta.

 

Em Itália, a luta também promete ser renhida até ao término da Serie A. Juventus e AC Milan desde certa altura começaram a perfilar-se como os mais sérios candidatos à conquista do scudetto. O Inter de Milão que noutras épocas poderia ser um candidato à vitória cedeu esse lugar à equipa de Turim. Ambas apresentam um calendário com algumas equipas mais acessíveis, mas também terão de lutar contra algumas que lutam por um lugar na Europa, fator esse que pode alterar os 4 pontos que têm de diferença (com vantagem para o AC Milan).

 

Já em França, a disputa é bastante diferente do que se estava à espera. Se o PSG poderia ser visto como um candidato, face à qualidade dos jogadores que contratou, já o Montpellier não estava, à partida, entre os favoritos à conquista do campeonato francês. Atualmente estão empatadas no topo da classificação, se bem que o PSG já chegou a ter vantagem de alguns pontos, e qualquer erro pode custar caro e ditar o adeus ao título. Mais longe seguem Lille, Toulouse e Lyon, respetivamente, que, certamente, já não terão hipóteses de chegar a esta luta. Esta competitividade do campeonato francês permite que, pelo quarto ano consecutivo, se possa vir a conhecer um campeão diferente desde que terminou a hegemonia do Lyon.



publicado por Cláudio Guerreiro às 19:11
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