Quarta-feira, 25 de Julho de 2012
Lado B

FC Porto invicto na pré-época

 

Quatro vitórias em quatro jogos. É este o registo do campeão nacional de futebol FC Porto até agora, nesta pré-época, com a particularidade de não ter sofrido qualquer golo nestes quatro jogos. Até ao momento, o FC Porto venceu o Valadares por 7-0, o Servette por 2-0, o Évian por 1-0 e o Celta de Vigo por 3-0.

Hoje, a equipa orientada por Vítor Pereira defronta nos Açores o Santa Clara, com o objetivo de prolongar esta série vitoriosa e de conquistar o Troféu Pauleta.

Na minha opinião, o FC Porto é neste momento o principal candidato ao título de campeão nacional na nova época que se avizinha, uma vez que manteve o núcleo duro da temporada passada e ainda se reforçou com o avançado colombiano Jackson Martínez.

Fazendo uma análise a todos os setores da equipa portista e comparando o plantel azul e branco com o dos seus rivais Benfica e Sporting, constata-se que o plantel de Vítor Pereira é muito mais equilibrado e tem mais soluções do que os dois rivais de Lisboa.

Na baliza, Helton, Rafael Bracalli e Fabiano Freitas são três guarda-redes que dão totais garantias a Vítor Pereira, não tendo até agora sofrido qualquer golo na pré-época.

Na defesa, Miguel Lopes e Danilo são duas opções válidas para o lado direito; Rolando, Maicon, Otamendi e Mangala são quatro defesas centrais de qualidade e no lado esquerdo, com a provável saída de Álvaro Pereira, Alex Sandro deverá agarrar a titularidade no clube portista.

No meio-campo, há Fernando, João Moutinho, Lucho González, Defour e Castro. Cinco médios para três posições. Parece-me um número razoável, mas não descarto a hipótese de o FC Porto ir ao mercado reforçar-se com mais um médio, nomeadamente um trinco, caso venda o uruguaio Álvaro Pereira.

Nas alas do ataque não faltam soluções: Hulk, James Rodríguez, Djalma, Iturbe, Christian Atsu e Silvestre Varela. Aqui e pelo contrário, parece-me um número excessivo de jogadores tendo em conta que apenas dois podem ser titulares.

Por fim e na posição de ponta-de-lança, Vítor Pereira conta com Jackson Martínez, Marc Janko e Kléber. Para uma equipa que joga em 4x3x3, como o FC Porto, e tendo em conta que a equipa azul e branca irá disputar quatro competições diferentes durante a temporada (Campeonato, Liga dos Campeões, Taça de Portugal e Taça da Liga), ter três pontas-de-lança no plantel é o ideal e os três que estão à disposição do técnico portista têm a curiosidade de terem todos caraterísticas diferentes. Martínez é um finalizador nato, Janko é um avançado forte no jogo aéreo e Kléber um avançado mais móvel do que os outros dois.    

Concluindo e no meu ponto de vista, o FC Porto é o principal candidato a ser campeão nacional em 2012/2013.


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publicado por Bruno Carvalho às 14:23
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Quarta-feira, 18 de Julho de 2012
Lado B

Sporting “promete” lutar pelo título

 

Esta é a semana que marca o estágio de pré-época da equipa de futebol do Sporting e o discurso dos jogadores tem sido muito ambicioso. Tal como o presidente Godinho Lopes, os jogadores do Sporting têm tido um discurso ambicioso, prometendo lutar pelo título de campeão nacional.

A verdade é que a equipa do Sporting manteve a base da equipa da época passada e reforçou-se com jogadores de créditos firmados, como Zakaria Labyad, Gelson Fernandes ou Danijel Pranjic. Para além destes três reforços já confirmados, tudo aponta para que Marcos Rojo e Khalid Boulahrouz se tornem também jogadores do Sporting, além da possibilidade de Liedson regressar a Alvalade.

Na minha opinião, o Sporting tem todas as condições para lutar pelo título de campeão, de igual para igual com FC Porto e Benfica. Ao apostar na continuidade e com um maior conhecimento entre os jogadores, os resultados deverão ser mais positivos do que foram na época passada.

Olhando para todos os setores da equipa, parece-me que o Sporting está bem apetrechado faltando, no entanto, um ponta-de-lança que possa lutar com Ricky van Wolfswinkel pela titularidade.

Enquanto o ataque precisa de um “matador”, o meio-campo está cheio de soluções contando com Rinaudo, Gelson Fernandes, Elias, Schaars, André Martins, Matías Fernández, Adrien Silva e Zakaria Labyad. Oito soluções para um meio-campo que deverá ter apenas três titulares, pelo que não sei se haverá lugar para todos estes jogadores no plantel do Sporting.

O facto de o Sporting manter o mesmo treinador é também, no meu ponto de vista, um sinal positivo na medida em que Ricardo Sá Pinto já mostrou na época passada que é capaz de pôr a equipa a jogar bom futebol e a ter resultados positivos.

Concluindo, prevejo um campeonato muito mais competitivo na próxima época com três equipas a lutar pelo título (FC Porto, Benfica e Sporting) ou quatro, no caso de o Sporting de Braga mostrar capacidade para ombrear com os “três grandes”.

 


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publicado por Bruno Carvalho às 14:42
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Segunda-feira, 16 de Julho de 2012
Livre Direto

Antevisão: Atletismo português nos Jogos Olímpicos

 


 

 

Os Jogos Olímpicos aproximam-se e já se começam a falar nas possibilidades de alguns atletas trazerem medalhas para o país. Com a não participação de Naide Gomes, Nélson Évora ou Francis Obikwelu as possibilidades de medalhas para Portugal ficam bastante reduzidas. Neste leque de atletas Francis Obikwelu iria aos Jogos apenas com o desejo de estar presente na final, pois lutar por alguma medalha já não estaria ao seu alcance. Deste modo, as esperanças lusas parecem recair sobre Telma Monteiro, no judo, que já demonstrou que não consegue lidar muito bem com a pressão de obter um bom resultado, através da sua última participação olímpica em Pequim 2008.

 

22 (13 do sexo feminino e 9 do sexo masculino) são os atletas que estarão presentes nas provas de atletismo representando Portugal, muitos deles com baixíssimas probabilidades de alcançar um lugar entre os 3 primeiros nas suas respetivas provas.

 

À partida são as mulheres que apresentam mais hipóteses de trazer uma medalha para Portugal, embora as possibilidades sejam algo reduzidas. Nos 20 km Marcha, temos uma tripla de atletas que lutará para estar presente entre as 8 melhores (Susana Feitor falhará aqueles que seriam os seus 6ºs Jogos Olímpicos). Vera Santos, Inês Henriques e Ana Cabecinha já provaram serem exclentes atletas nesta distância tornando Portugal como uma das potências europeias, a nível da marcha.

 

Na Maratona, teremos outra tripla de atletas de alto nível: Marisa Barros, Jéssica Augusto e Ana Dulce Félix (consagrada campeã europeia nos 10 000m nos Europeus deste ano). Jéssica Augusto é que apresenta melhor recorde pessoal das três e será, na minha opinião, aquela que mais hipóteses terá de lutar por uma medalha. Como se sabe a Maratona, devido intenso desgaste, nem sempre coroa aqueles que são os principais favoritos, por isso com uma boa preparação as maratonistas portuguesas poderão aspirar a um bom resultado final. 

 

Sara Moreira e Patrícia Mamona também poderão estar na luta por um lugar, embora as medalhas à partida sejam uma miragem. Sara Moreira terá como objetivo ser a melhor das europeias nos 5000m e nos 10 000m (caso opte por participar nas duas provas), devido, claro está, à forte concorrência africana vinda do Quénia e da Etiópia. Um lugar entre as 8 primeiras já será, de certeza, uma vitória. Já Patrícia Mamona também terá como objetivo estar entre as 8 primeiras. Contundo, a atleta já demonstrou que consegue proezas incríveis, mesmo quando não está no seu topo de forma (prova disso foi o 2º lugar obtido nos últimos europeus). Mamona é uma atleta com uma enorme margem de progressão e, certamente, que nos próximos Jogos será uma das fortes concorrentes a estar presente no pódio do Triplo Salto.

 

No lado masculino as hipóteses de medalha são ainda mais pequenas. Apenas Marco Fortes terá uma ténue possibilidade lá chegar, mas contará com a forte concorrência dos atletas norte-americanos, nomeadamente Reese Hoffa e Christian Cantwell, do polaco Tomas Majewski e do novato alemão David Storl. Marco Fortes terá também de saber lidar com a pressão de uma grande competição, pois os seus melhores resultados raramente são efectuados em grandes campeonatos.

 

Daqui a algumas semanas começarão as provas de atletismo e até lá a preparação dos atletas será certamente intensa para que possamos contar com bons resultados dos atletas lusos. Não lhes devemos exigir medalhas, mas sim que dignifiquem a camisola nacional, dando o seu máximo, e se for com uma medalha melhor ainda.

 

Por Cláudio Guerreiro



publicado por Cláudio Guerreiro às 17:25
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Quarta-feira, 11 de Julho de 2012
Lado B

A birra de Rui Alves

 

Sendo este um espaço de opinião, não posso deixar de manifestar a minha indignação para com as palavras proferidas ontem por Rui Alves, presidente do Nacional da Madeira.

No dia de ontem, Rui Alves ameaçou deixar o futebol e extinguir o Nacional da Madeira. Na minha opinião, Rui Alves deve deixar o futebol mas também deve deixar o Nacional da Madeira continuar o seu caminho. Passo a explicar porquê:

Rui Alves é um dirigente corrupto, que esteve envolvido no processo Apito Dourado como é do conhecimento público, e foi o mentor de uma medida que irá prejudicar grandemente o desenvolvimento do jovem jogador português: o fim dos empréstimos entre clubes do mesmo escalão.

Já o Nacional da Madeira não tem nada a ver com os dirigentes que tem e é uma entidade à parte, não sendo propriedade de Rui Alves pelo que este dirigente não tem moral para extinguir este clube de futebol.

Esta ameaça de Rui Alves, que pode ser entendida como uma birra, deve-se ao anúncio de novos cortes de financiamento aos clubes madeirenses, por parte do governo regional da Madeira, devido à grave crise financeira que se vive atualmente na região autónoma e no país. Parece que Rui Alves não sabe em que país vive.

No meu ponto de vista, dirigentes como Rui Alves e Pinto da Costa deviam ser irradiados definitivamente do futebol português devido às suas más práticas e também pela má imagem que deixam ao país. No entanto, quero deixar aqui bem claro que tanto o Nacional da Madeira como o Futebol Clube do Porto não têm nada a ver com os dirigentes que têm e devem continuar a existir enquanto clubes de futebol.

Rui Alves teve o desplante de dizer que o governo regional da Madeira não merece que ele continue no futebol, por tudo o que tem feito em benefício da região. Ora, eu acho que nós (adeptos de futebol) é que não merecemos que continuem a existir dirigentes que estragam a imagem do futebol português.

Resumindo e concluindo, penso que Rui Alves deve abandonar o futebol português mas não deve acabar com o Clube Desportivo Nacional da Madeira.

 



publicado por Bruno Carvalho às 14:25
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Sexta-feira, 6 de Julho de 2012
Buzzer Beater

Sem lockout, há animação para o mês todo

 

Bem verdade. A época dos 'free agents' está em altas, e muitas são as novidades, que prometem abanar as classificações na próxima temporada, ou pelo menos tentar. A grande notícia da edição de 2012 é o reforço em peso dos Brooklyn Nets (ex-New Jersey), com a confirmação do regresso de Deron Williams e Gerald Wallace, ambos em contratos milionários, e a troca por Joe Johnson, marcador de serviço dos Atlanta Hawks, que, apesar de possuir um contrato que roça o absurdo, será uma peça importante na demanda dos Nets. E depois a equipa parece não desistir do desejo de obter o mais desejado de todos: Dwight Howard. O poste vencedor de três prémios de Melhor Defesa da NBA já mostrou o seu desejo em ir para os Nets, embora Orlando ainda esteja a ponderar hipóteses de troca, pelo que de Brooklyn os Magic teriam um retorno de Brook Lopez, Marshon Brooks, Kris Humpfries e escolhas de draft. Se alguma outra equipa conseguir o consentimento de Howard em prolongar contrato, há melhores ofertas por aí (leia-se, Andrew Bynum e Pau Gasol dos Lakers ou até Ibaka e Harden de Oklahoma, sendo que este último é apenas uma ideia minha e de outras pessoas, não é uma negociação pensada). Seria, em teoria, um quarteto fantástico de Williams, Johnson, Wallace e Howard, que desafiaria a supremacia no Este dos Miami Heat.

Mas mais aconteceu! Steve Nash, eterno base dos Phoenix Suns e já por duas vezes MVP da época regular, foi finalmente trocado para um local onde poderá perseguir o último galardão que lhe falta: o campeonato. Nos Lakers, a equipa, se não sofrer mais alterações, tem um 5 inicial capaz de destronar Oklahoma no Oeste, e desafiar até os campeões em título Miami Heat. Já lá vai o tempo em que os Lakers têm um base realmente bom e à altura do trabalho, sendo que Derek Fisher não foi a escolha ideal nas últimas épocas, e Ramon Sessions desapareceu um pouco durante os playoffs da época transacta. Nesta negociação ficaram para trás os Raptors, que lançaram dinheiro para cima da mesa de forma a convencer Nash a jogar no seu país natal, e os Knicks, que esperavam reuni-lo com Amare Stoudemire e desafiá-lo a ganhar jogos por uma equipa que tanto precisa das vitórias. Terão que se contentar com Jason Kiddc, que já tem acordo com os nova-iorquinos.

De resto mais equipas têm feito movimentos significativos, com Eric Gordon a aceitar acordo com os Phoenix Suns (embora os Hornets tenham o direito de reter o jogador se igualarem a oferta feita), Brandon Roy a voltar da reforma com os Timberwolves, juntando-se a ele Nicolas Batum, também ex-Trailblazer, e mesmo Jeremy Lin, que fez um acordo semelhante ao de Gordon com os Suns (mas por menos dinheiro) com os Rockets, podendo os Knicks igualar, o que se espera que aconteça numa equipa que precisa desesperadamente de gente para a organizar do caos que a eterna Gotham City Batmaniana necessita.

Para finalizar vou apenas destacar aqueles que parecem os grandes derrotados destes processos até aqui: os Dallas Mavericks. Tendo Nowitzki assinado por menos dinheiro do que seria de esperar no final da época 2010/2011, de forma a conseguir flexibilidade para as contratações desta época, todos parecem fugir do barco de Mark Cuban: Deron Williams não foi convencido pelos texanos e ficou em Brooklyn, Jason Terry tem acordo com os Celtics, Kidd foi para Nova Iorque, e Lamar Odom para os Clippers. De notar que da equipa que ganhou o título frente aos Miami Heat também já sairam Caron Butler e Tyson Chandler. Nisto, Nowitzki fica realmente sozinho. Mas conhecendo a sagacidade de Mark Cuban, talvez não seja boa ideia decretar a derrota para os Mavericks, pelo que o ambicioso dono não se ficará pelas soluções de recurso.



publicado por Óscar Morgado às 11:14
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Quarta-feira, 4 de Julho de 2012
Passe de "Letra"

O Euro 2012 acabou para Portugal. Sem querer entrar em questões técnico-tácticas sobre a prestação da selecção que, na minha opinião, foi excelente, importa, primeiro, realçar alguns aspectos sobre este Europeu.

Este campeonato da Europa deve ter sido aquele em que menos portugueses foram apoiar a selecção nacional aos estádios de Polónia e Ucrânia, o número de adeptos portugueses nos cinco jogos disputados variou entre os dois mil e os cinco mil. Pode-se aferir imediatamente uma justificação, terá sido efeitos da crise? Talvez e não só. É óbvio que a profunda crise em que o país se encontra mergulhado não ajudou em nada a que os portugueses tirassem umas férias antecipadas e fossem até à Ucrânia apoiar a selecção, mas isto não explica tudo.
Com a extensa cobertura dada pelos três canais generalistas e seus respectivos canais de informação, em adição à cobertura da Sporttv tivemos vários depoimentos das autênticas “aventuras” pelas quais os portugueses passaram para chegar à Ucrânia. Só a título de exemplo lembro-me de um adepto que disse ter feito escala em três sítios diferentes para chegar a Kiev onde teve que apanhar um comboio para chegar a Kharkiv ou ainda outro adepto que referiu ter atravessado a fronteira entre a Polónia e a Ucrânia a pé. 
As queixas sobre as deficientes redes de transportes públicos foram muitas e, como se não bastasse, junta-se a isto os preços exorbitantes dos hotéis. Vimos hotéis a cobrarem mil euros por noite (!),um insuficiente oferta de camas para a procura existente, residenciais com poucas ou nenhumas condições a cobrarem duzentos euros por noite, entre outras situações, o insólito foi presença comum neste Europeu Polónia/Ucrânia.
Como se não bastasse, no início do Europeu, tivemos o caso do adepto espanhol encontrado morto, dos confrontos entre adeptos da Rússia e adeptos polacos (que vão fazer com que a Rússia comece o apuramento para o Euro 2016 com seis pontos negativos), os jornalistas do jornal “A Bola” vítimas de extorsão por parte de polícias de Lviv, bilhetes do chamado mercado negro a serem vendidos à porta dos estádios à frente da impávida e serena polícia e, o toque especial de Platini. Depois de ter dito que gostava de uma final da Liga dos Campeões entre Real Madrid e Barcelona, agora o seu desejo fixou-se numa final entre Espanha e Alemanha. Como reagiria a imprensa e os adeptos portugueses se Mário Figueiredo desejasse que o campeão nacional fosse o FC Porto ou o Sporting? Ficaria bem a Fernando Gomes se este desejasse uma final da Taça de Portugal entre Benfica e Sporting?
Foi um Europeu com uma boa prestação da nossa selecção, mas com muitas deficiências de organização porque organização não é só ter estádios topo de gama com as mais recentes modernidades, organização vai muito para além do que uns estádios de última geração.
Agora que Portugal está de regresso a casa vamos voltar à nossa realidade futebolística. O mercado de transferências vai passar a estar mais activo pois os diários desportivos vão voltar a centrar as suas atenções nos três grandes. Voltam as manchetes com os paraguaios/uruguaios/argentinos/colombianos apontados ao Benfica, onde, pelo meio, o FC Porto tenta “desviar” um ou outro jogador. Volta a invasão de estrangeiros a ingressarem nos mais variados clubes, continuando-se a esquecer o valor dos portugueses. Depois da brilhante prestação da já esquecida selecção Sub-20, e com a boa prestação da Selecção Nacional no Euro 2012, que mais provas são precisas para justificar uma maior aposta no produto nacional?
No Benfica parece que essa aposta está a começar a ser efectivada através da contratação de Paulo Lopes, Luisinho e Hugo Vieira em adição à renovação de Miguel Vítor e de quatro ex-juniores que passam a seniores.
No FC Porto o cenário parece ser o contrário, depois de uma temporada em que o plantel contou com quatro portugueses (Emídio Rafael, Varela, Moutinho e Rolando), antevê-se a venda de Rolando e a não permanência de Castro e Beto. Na minha opinião, não vejo qual é o fundamento de se ter um guarda-redes suplente de Helton de nacionalidade brasileira, nem porque é que Miguel Lopes e Castro não são integrados no plantel principal.
O Sporting pode beneficiar dos regressos de Cedric e Adrien, até porque as suas limitações financeiras a isso obrigam.
Com o fim do Euro, regressam os casos de salários em atraso que não impedem nova debandada de brasileiros ingressarem no nosso campeonato (Gil Vicente e Trofense já começam a ser exemplo disso). Bons valores nacionais revelaram-se na época finda, destaco Luís Neto do Nacional (que poderia ser útil tanto para FC Porto como para Sporting), Salvador Agra do Olhanense (já vendido ao Bétis de Sevilha) e, num outro plano, o já esquecido e desterrado capitão da selecção vice-campeã mundial de Sub-20, Nuno Reis, defesa-central que deixou excelentes indicações nesse torneio mas que parece não ter valor para jogar no campeonato nacional.
Com o decorrer do Europeu outra situação parece ter esquecida, o fogo cerrado entre FC Porto, Sporting e Benfica leva-me a temer o regresso das bolas de golfe, os estádios a arder ou os autocarros com vidros partidos. Depois de um ano em que, no que concerne ao clássico FC Porto – Benfica não houveram situações graves a registar, cabe aos dirigentes dos clubes que tenham um comportamento cívico e contenção verbal para que não se despolete uma temporada de 2012/2013 em clima de guerra, o que me parece um pedido utópico.
Com o fim do Europeu, voltemos ao discurso onde o vencido não venceu porque o árbitro não deixou e o vencedor, mesmo apesar de campeão, foi prejudicado pela arbitragem.
Com o fim do Europeu, deixemos de falar de jogo jogado e voltemos a falar de salários em atraso, excesso de estrangeiros, guerra verbal entre dirigentes e, sobretudo, de arbitragens, porque assim é o futebol português.



publicado por João Maia às 13:43
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Lado B

Mais um português no Chipre

 

 

Depois de na última temporada Paulo Jorge, Nuno Morais e Hélio Pinto terem brilhado na Liga dos Campeões ao serviço do APOEL de Nicósia, do Chipre, agora é a vez de Nuno Assis ingressar no Omonia, clube do mesmo país.

O Omonia terminou em segundo lugar no campeonato cipriota da época passada, a apenas três pontos do campeão AEL de Limassol.

Mais uma vez, parece que o Chipre é um mercado apetecível para os jogadores portugueses que não se conseguem afirmar no futebol nacional. Na minha opinião, este fenómeno também se deve um pouco ao facto de os clubes apostarem mais no jogador estrangeiro do que no jogador português.

Por outro lado, a proibição de empréstimos a clubes do mesmo escalão poderá levar ainda mais jogadores portugueses a emigrarem para outros países.

A meu ver, parece que a brilhante prestação da seleção portuguesa no Euro 2012 não será suficiente para que os clubes portugueses apostem mais nos jogadores nacionais, o que é, no meu ponto de vista, de lamentar.

Também me parece que a emigração de jogadores portugueses para países como o Chipre poderá prejudicar a seleção portuguesa num futuro a longo prazo, na medida em que o campeonato cipriota é muito menos competitivo do que o campeonato português.

Como espectador de futebol, apenas consigo aceitar que um jogador português emigre para um campeonato menos competitivo do que o nosso, quando esse jogador está a chegar ao fim da carreira, como é o caso de Nuno Assis que neste momento já tem 34 anos. Ver jovens como Hélio Pinto e Vieirinha a emigrarem para campeonatos mais fracos do que o nosso não é, na minha opinião, aceitável.

Concluindo, parece que estamos “condenados” a assistir à emigração de muitos mais jogadores portugueses para campeonatos estrangeiros como o cipriota, caso venha a ser aprovada a lei da proibição de empréstimos a clubes do mesmo escalão.



publicado por Bruno Carvalho às 13:12
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Terça-feira, 3 de Julho de 2012
Steve Field

Espanha volta a (con) vencer

 

Com vem sendo habitual, a Espanha voltou a vencer o Europeu de futebol. Entrou na história ao ser a primeira selecção a vencer três competições sem interrupção. Apesar de quem diz o contrário (vá-se lá saber porquê…) a Espanha é uma justa vencedora (como todos os que ganham). Para mim são a melhor selecção de sempre, pelo menos são a melhor equipa que vi jogar.
A Espanha (tal como o Barcelona, a base da selecção) tem características invulgares no futebol e de fazer inveja a qualquer um. Têm uma identidade muito bem definida, que é o essencial numa equipa. Jogam com um falso 9 que permite constante movimentação dos atletas (e mesmo sem avançado fixo aparecem sempre vários jogadores em zona de finalização), dão primazia à técnica que lhes permite manter a bola quase todo o encontro e, sobretudo, fazem um pressing asfixiante, recuperando a bola o mais rapidamente possível para voltar a iniciar o carrossel.
Todos estes factores levam ao inevitável para os adversários: um tremendo desgaste físico. Tanto Portugal no prolongamento e a Itália em todo o encontro estavam muito desgastados. A maioria relaciona isso com questões meramente físicas. Puro engano! Por melhores fisicamente que qualquer selecção se encontre, quando jogam com a Espanha têm de correr um jogo inteiro atrás da bola, que desgasta física e psicologicamente. Na equipa Espanha os jogadores têm pouco desgaste porque a bola é que corre, não são os atletas, ao contrário dos seus oponentes. Muitos consideram o futebol espanhol aborrecido. Será inveja? A mim, pelo menos, delicia-me ver a bola ser tão bem tratada, ver movimentações que são um hino ao futebol, ver um pressing tacticamente impecável.
Além disso, têm um conjunto invejável. Não são só 11 jogadores bons, são 23 e até muitos que não foram convocados têm imensa qualidade. Este é o azar de Portugal (fruto do mau planeamento dos clubes, que irá ter consequências negativas a curto prazo). Em Espanha trabalha-se bem, e a selecção ganha com isso.
Destaque ainda para Portugal que foi a única selecção que fez frente a esta equipa de outro mundo, apenas claudicando nos penaltis, onde o vencedor é sempre incerto. Portugal fez o que qualquer equipa tem de fazer contra a Espanha (mas é difícil, a Itália tentou e foi goleada): pressionar o portador da bola a partir do meio campo, fechando as linhas e partindo rápido em transições. Que grande estratégia de Paulo Bento, que por pouco não deu uma passagem à final, totalmente inesperada.
Pedro Proença apitou a final do euro, depois de ter apitado a final da Liga dos Campeões, um feito de louvar. Quer queiram quer não, também na arbitragem somos dos melhores do mundo. Pedro Proença apita melhor fora do que em Portugal? Em parte sim, mas porque em Portugal há muita pressão sobre os árbitros. Em Portugal qualquer derrota é culpa do árbitro, ninguém sabe ver a realidade nem assumir as culpas. é muito mais difícl apitar em Benfica-Porto do que uma final do euro. A arbitragem raramente influencia um resultado, só o futebol jogado dentro das quatro linhas influencia um resultado. Durante o euro, várias foram as teorias da conspiração contra esta selecção espanhola. A principal era que Platini queria ver a Espanha e a Alemanha na final. Foi uma declaração muito infeliz, é certo, mas teve repercussões exageradas. Platini apenas fez um palpite, um palpite que eu também tinha. A prova que estes palpites não têm peso e os que são melhores no campo é que ganham foi a eliminação na Alemanha, ou a ausência de Barcelona e Real Madrid na final da Liga dos Campeões. Quem está constantemente contra os árbitros e com estas teorias não consegue viver verdadeiramente o futebol. Quem vir o futebol como amante da modalidade e não como adepto passa a gostar mais de futebol, isso é certo. Temos de analisar o futebol, não analisar o extra futebol. Quando isto acontecer, tudo será melhor. Viva ao desporto rei!





publicado por Steve Grácio às 12:35
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