Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2012
Futmania: Benfica versão 2011/2012

 

 

 

 

Após o interregno do um ano os adeptos encarnados vêm outra vez o título como algo real, desta vez a participação na Liga Europa é substituída pela participação na Champions, o que aumenta ainda mais o apetite futebolístico. Vitórias, golos, boas exibições, e primeiro lugar nas provas mais importantes, têm causado uma grande onda de entusiasmo no universo benfiquista; desde as declarações e conferências de imprensa que transpiram confiança, até às boas assistências dentro e fora de portas, é visível o positivismo que paira sobre o clube.

 

Vê-se um Benfica juntar o bom futebol à consistência defensiva (algo inédito no reinado de Jesus), a Luz tornou-se um verdadeiro inferno (com derrota quase certa para quem a visita) , e o estigma F.C.Porto (que tantos pesadelos causou na época passada) tem sido aos poucos ultrapassado.

 

Cumprindo a sua terceira época no clube, Jesus mostrar ter sabido tirar o melhor proveito da sua experiência nas duas épocas anteriores. Com duas temporadas globalmente positivas (para aquilo que vinha sendo a realidade classificatória e exibicional do clube) marcadas por exibições de grande nível, o emblema encarnado também teve os seus momentos menos bons (quem não se lembra do início da época passada?) onde choveram as críticas. Quero com isto dizer, que neste terceiro ano o técnico português tem aliado aquilo que a equipa tinha de melhor com a diminuição das fragilidades anteriormente mostradas.

 

Quais então as causas concretas deste salto qualitativo pelos lados da segunda circular? A resposta é simples e não exige grande reflexão: plantel com mais qualidade e uma maior elasticidade táctica.

 

As águias têm um conjunto de jogadores mais forte e diversificado que nas épocas passadas -é porventura o melhor plantel vermelho e branco desde que sigo atentamente a realidade futebolística. Apenas perderam Sálvio e Coentrão (este sim uma baixa de vulto) para ganharem Bruno César, Nolito, Witsel, Rodrigo, e Garay, entre outros como Matic e Emerson que apesar da menor importância não deixam de ser úteis à equipa. Conseguiram estabelecer um núcleo duro de treze indispensáveis que se vão revezando jogo a jogo, e o treinador português pode dar-se ao luxo de ter executantes como Bruno César, Nolito, Rodrigo ou até Cardozo e Aimar no banco, uma realidade inédita nas temporadas antecedentes.

 

No plano táctico esta abundância de opções dá os seus frutos, para além da qualidade dos intervenientes o Benfica tem beneficiado da sua diversidade, e se na grande maioria dos jogos era comum as águias jogarem com um losango no meio campo (umas vezes com os médios mais interiores, outras com os alas mais abertos), esta época já foram utilizados utilizados vários sistemas tácticos diferentes, desde a opção por apenas um ponta de lança, à coexistência de dois médios mais defensivos, ou à abdicação do criativo, Jesus já experimentou de tudo, e só o pôde fazer porque tem jogadores para isso. Neste contexto há que ressalvar um caso particular, o de Axel Witsel, este jovem médio tem sido fundamental na consistência táctica e defensiva apresentada pelos lisboetas, com ele em campo a equipa tem capacidade de apresentar diferentes disposições atacantes ganhando uma outra dimensão no equilíbrio do meio campo, é  ele o segredo do Benfica menos permissivo da era Jesus.

 

Todavia nem tudo são rosas, há uma grande diferença entre o rendimento dentro e fora de casa, sempre que o clube se desloca a algum lado as actuações tendem a ser sofridas (que o diga o Feirense) com poucos golos marcados, as opções que transbordam no ataque carecem na defesa onde a segunda linha não tem de longe a qualidade da primeira, e no lado esquerdo do sector defensivo Emerson na parece ser solução à altura do resto do onze.

 

Será interessante verificar, o estofo que o clube da Luz terá para aguentar a primeira posição, e é com grande expectativa que prevejo a participação benfiquista na Champions.

 

 

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publicado por nunotexas às 21:44
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Livre Directo

Meias-finais da Taça do Rei

 

 

Após a eliminação do Real Madrid pelo Barcelona da Taça do Rei, esta competição conhecerá um vencedor diferente da edição da última época. O sorteio das meias-finais ditou um Mirandés – Athletic de Bilbao e um Valência – Barcelona.

 

Numa primeira análise, a sorte parece ter caído para o lado da equipa basca, uma vez que terá de enfrentar uma equipa da 2ª Divisão B. No entanto, tendo em conta os resultados do Mirandés na Taça que já eliminou Villarreal, Racing de Santander e Espanhol, o Athletic terá de enfrentar esta equipa com muito respeito. Já ficou mais que provado que a equipa das divisões secundárias tem qualidade suficiente para eliminar um clube da Liga BBVA. O Atlhetic chegou até a esta fase da prova depois de ter eliminado o sempre difícil Maiorca.

 

Mais fácil ainda foi a tarefa do Valência nos quartos-de-final, pois no conjunto das duas mãos cilindrou o rival Levante com uns expressivos 7-1. Já nas meias-finais dificilmente repetirá tal resultado, uma vez que lhe calhou o adversário que todas as restantes equipas queriam evitar: o Barcelona. A equipa da Catalunha teve um percurso bastante descansado na prova até encontrar o Real Madrid. Só nesta eliminatória é que o actual campeão nacional teve de se aplicar um pouco mais para seguir em frente.

 

Face a este sorteio prevejo a passagem do Athletic de Bilbao, pois acho que será muito difícil ao Mirandés eliminar novamente uma equipa da 1ª Divisão. Para o Mirandés a presença nas meias-finais é um dos seus maiores feitos desportivos e utilizará todas as suas armas para conseguir eliminar uma equipa basca que está a fazer um campeonato muito bom. Já no outro encontro deverá ser o Barcelona a seguir em frente, garantindo presença na final da prova pelo segundo ano consecutivo. Sendo assim, penso que se repetirá o duelo da final de 2008-2009. Nesse jogo a vitória caiu para os catalães que derrotaram os bascos por 4-1.

 

A Taça do Rei está logo de volta esta semana, com os confrontos da 1ª mão. Para a semana ficaremos a conhecer os finalistas.

 

 

Por Cláudio Guerreiro



publicado por Cláudio Guerreiro às 19:40
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Domingo, 29 de Janeiro de 2012
Área de Ensaio

Curtas do Mundo do Rugby

 

 

    Numa altura em que os principais campeonatos nacionais estão parados, destacam-se alguns jogos da fase de grupos da Taça de Portugal. Se em alguns jogos o equilibrio entre equipas da Divisão de Honra e da 1ª Divisão tem sido notório, em outros percebe-se que ainda existe um fosso competitivo enorme entre estas duas divisões.

    Neste fim de semana os resultados mostraram isso mesmo. O CRAV (1º classificado da 1ª Divisão) foi até Coimbra perder com a Académica por 22-10. O resultado acaba por mostrar algum equilibrio, ainda para mais quando percebemos que a Académica está na final four da Divisão de Honra.

Também a Lousã demonstrou que não está longe do nível da Divisão de Honra, pelo menos dos lugares de baixo da classificação. A derrota por 2 pontos com o Técnico (20-18), bem que poderia ter tido um final diferente.

    Já o Santarém e Évora mostraram enormes dificuldades contra equipas do escalão maior. Os escalabitanos foram derrotados por 139-0 pelo Belenenses, o que em parte se justifica pela falta de experiência da equipa de Santarém, frente a uma equipa que quer vencer este troféu e assim salvar a época. Já o Évora foi também copiosamente derrotado pelo CDUL por 89-3, o que vem demonstrar ainda mais a quebra que o Évora apresenta em relação a anos anteriores.

 

    A selecção portuguesa jogou este sábado frente aos England Students (uma selecção não oficial da Inglaterra), e venceu por 31-28. Esta vitória representa um regresso aos triunfos depois da derrota com o Uruguai em Novembro, e vale sobretudo pelo valor anímico natural de uma vitória e pelo regresso à competição internacional de alguns jogadores.

    No próximo sábado regressa o Campeonato Europeu das Nações, e Portugal que ocupa o 3º lugar tem uma deslocação dificil à Roménia, uma equipa que fez um bom mundial e que ocupa neste momento o 2º lugar com mais 2 pontos que Portugal.

Na primeira volta (Fevereiro de 2011) Portugal arrancou uma brilhante vitória em Lisboa por 24-17.

 

    No próximo sábado começa também o Torneio das 6 Nações de 2012. Mais uma edição desta prova mítica, a maior entre selecções do Hemisfério Norte, e onde se espera muita emoção.

    Entre as 6 selecções, o favoritismo vai para Inglaterra e França embora não seja de menosprezar a hipótese de Pais de Gales e Irlanda chegarem ao título. A Escócia não parece capaz de disputar o troféu, estando neste momento num processo de renovação pós-mundial, enquanto que a Itália ficará feliz se conseguir alguma vitória (embora o rugby italiano esteja em evolução).

    Na primeira jornada a França recebe a Itália, a Inglaterra viaja até Murrayfield para defrontar a Escócia e Irlanda e País de Gales repetem o jogo dos quartos de final do RWC 2011.

 

    A África do Sul foi a última das grandes selecções a trocar de treinador a seguir ao Mundial. Peter de Villiers não resistiu à não revalidação do título mundial. Heineke Meyer é o senhor que se segue, um treinador com vasto curriculo no país e uma vasta experiência na Currie Cup.

    Também a Inglaterra efectou uma troca de treinadores saindo Martin Johnson e entrando Stuart Lancaster, na França Phillipe Saint-Andre substituiu Marc Lièvremont e na Nova Zelândia Steve Hansen é o sucessor de Graham Henry.

Apenas os resultados mostrarão se as trocas foram de facto proveitosas.

 

By Pedro Santos



publicado por Pedro Santos às 19:52
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Porque a vida também é feita a correr...

 

A Morte do Tiki-Taka

 

 

O Futebol Clube Barcelona, após o empate a zero no campo do Villareal afundou-se no submarino amarelo e leva já 7 pontos de atraso sobre o seu eterno rival Real Madrid.

O domínio patenteado pela equipa de Guardiola nos últimos 3 anos é absolutamente assombroso. Com mais de 75% de vitórias no jogos do campeonato e somando goleadas atrás de goleadas efectivadas com jogadas de sincronização absolutamente fantásticas.

Ao longo dos últimos 3 anos, a célebre posse de bola Blaugrana foi-se aperfeiçoando, os espaços no meio-campo para organizar aumentando e as soluções de finalização em movimentos verticais sem bola exponencializaram-se à forma mais artística da história do futebol. Um futebol onde o rigor do passe e da segurança da bola se intersectava com a criatividade e habilidade individual dos seus jogadores.

Contudo, todas as equipas tem telhados de vidro, e todas as epopeias tem um fim… Se por um lado a segurança da posse de bola e a aceleração apenas em situação de finalização permitiram à equipa culé dominar o panorama futebolístico Mundial nos últimos anos, por outro lado, a falta de fluidez de jogo (1º toque), velocidade na construção não permitiu à equipa desenvolver outro tipo de mecanismos de jogo.

Hoje, o Barça tem no enraizamento da sua táctica a cultura do seu jogo e o seu modo de estar no futebol. Mais do que a importância das goleadas o Barca quer deixar-nos a sua filosofia, o seu pensar e agir diferente.

O Barça, equipa de futebol não é mais que o prolongamento da região que representa- a Catalunha. No tiki-taka, a capacidade económica da região, que produz 25% da riqueza espanhola. No extremismo e no ódio ao que é diferente da Catalunha enquanto povo, à falta de adaptabilidade do futebol catalão.

O Barça não sabe jogar doutra forma, porque fundamentalmente não quer perder a sua identidade, e ela é mais importante que qualquer resultado.

Com o advento tecnológico do futebol contemporâneo, a imprevisibilidade do Barcelona vai-se cada vez mais tornando numa previsibilidade, os movimentos são cada vez melhor conhecidos pelos adversários e até o trabalho especifico dos guarda-redes para tapar os remates isolados de Messi- está a dar resultado.

O astro argentino, não consegue mudar a sua forma até então exímia de finalizar, e a sua velocidade e génio escondia a previsibilidade do seu jogo, agora a antecipação do movimento camufla o jogador Argentino.

         Pep Guardiola sabe que não consegue fazer mais desta equipa, expremeu-a até onde pode e sabe que o sumo acabou. Consciente, racional e inteligente como enquanto jogador quer sair pela porta grande e deixar que o seu sucessor fique com a morte dum estilo de jogo.

         A rapidez e combatividade do futebol Moderno apanharam a beleza e a genuidade do futebol do Barcelona. Gostar ou não desta tónica é uma opção, aceitá-la é um destino.

Os grandes líderes e as grandes filosofias resistem a todos os choques vanguardistas, resistem a todos os novos pretendentes ao trono.

Os grandes líderes não apenas criam uma filosofia, deixam um legado para que o trabalho seja continuado.

Guardiola, ao abandonar Camp Nou deixará legado ou quererá deixar o barco antes que ele se afunde?

Todas as grandes equipas do futebol Mundial, tiveram um tempo e morreram, por isso nem a divindade deste Barça o vai fazer eterno.

Num contexto actual de capitalismo e progresso o futebol agradece ao Barcelona o capítulo que deixou nesta incessante história do maior fenómeno de massas dos últimos 100 anos. O caminho está aberto, quem será o próximo a chegar ao trono?



publicado por João Perfeito às 00:09
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Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2012
3x4x3: Mais França...

 

Há mais futebol em França para além do Paris SG. Imediatamente atrás do primeiro classificado surge uma das equipas revelação da Ligue 1, o Montpellier de René Girard, mas com Lyon, Lille atentos pelo menos à luta pelos lugares na Champions da próxima temporada.

 

 

 

 

By Tiago Luís Santos

 

 



publicado por Minuto Zero às 23:29
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3x4x3: Futebol do país do Galo

 

Por França a League 1 vai conhecendo um novo líder, o "novo-rico" Paris de Saint-German, clube da capital que mais de uma década depois do ultimo título parece de novo no caminho das vitórias.

 

Agora liderado por Carlo Ancellotti, que substitui em Janeiro Kombouaré, o clube parisiense parece querer crescer agora para fora dos limites do seu país futebolistico. A intensão será não só a conquista do título esta temporada como também uma boa campanha na próxima Liga dos Campeões.

 



publicado por Minuto Zero às 17:53
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Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2012
Buzzer Beater

A morte dos 'Boston Three Party'?

 

Corria o Verão de 2007 quando Danny Ainge, ex-estrela e Director-Geral dos Boston Celtics tomou duas decisões que iriam mudar a cara da equipa mais galardoada da NBA. A época anterior tinha sido um desastre, com a equipa a averbar o segundo pior resultado da temporada com apenas 24 vitórias e 58 derrotas, já para não falar da morte do histórico ex-treinador dos Celtics, Red Auerbach, figura incontornável dos primórdios da NBA. E como se isto não bastasse, até as esperanças de uma boa escolha de draft que permitisse ir buscar Greg Oden ou Kevin Durant, na altura dois jovens vindos da universidade com um potencial tremendo, foram por água abaixo, com o sorteio a correr mal aos Celtics, que apenas conseguiram a 5ª escolha, muito abaixo do que seria possível para adquirir qualquer um dos outros dois.

E então tudo estava péssimo, até que Ainge realiza as transacções da década (os 3 reis magos de Miami ainda não resultaram em campeonato, e vieram todos pela 'free agency'): na noite do draft, envia a sua 5ª escolha, Jeff Green, Wally Szczerbiak e Delonte West para os então Seattle Supersonics (actualmente Oklahoma City Thunder) em troca do que é, discutivelmente, o melhor atirador de 3 pontos de todos os tempos e um grande marcador de pontos, Ray Allen, mais uma escolha de 2ª ronda desse mesmo draft, usada em Glen Davis. Finalmente uma estrela para jogar ao lado de Paul Pierce desde Antoine Walker. Isto tornava os Celtics uma equipa já de si importante, de playoff no mínimo, mas não era suficiente. Ainge ainda conseguiu aproveitar o descontentamento de Kevin Garnett em Minnesota, obtendo o ex-MVP em troca de Ryan Gomes, Gerald Green, Al Jefferson, Theo Ratliff e Sebastian Telfair, trocando ainda com a equipa as escolhas de 1ª ronda no draft do ano seguinte. Estava feita uma equipa de veteranos muito decorados individualmente, mas não no colectivo. Sendo 3 estrelas com maturidade já mais que provada, e com papéis bem definidos, vontade de vencer sacrificando o invidual se necessário e em grande forma, juntos alcançaram nessa mesma época o título da NBA, aniquilando por completo os LA Lakers nas Finais ao 6º jogo.

E a artimanha ainda fez desabrochar dois anos depois uma 4ª estrela, Rajon Rondo, que tornou o quarteto fantástico uma força temível na NBA.

Mas a idade chega a todos. E já se sabia que haveria de terminar assim, não se trata de Miami que foi buscar dois jovens talentosos (um deles mais a puxar para o super-herói) em Chris Bosh e Lebron James para se juntarem á superestrela Dwayne Wade e fazer uma equipa para muitos anos, já era de esperar que três veteranos já não funcionassem tão bem ao fim de 4, 5 anos. A produção de todos diminuiu, ainda por cima numa época muito condensada em que as pernas sofrem mais, os resultados não são os mesmos. Em 7º lugar na Conferência de Este, com 7 vitórias e 9 derrotas, os Celtics já não inspiram medo de equipa de campeonato como há um par de anos, embora ainda sejam uma força a considerar em termos de playoff, e sempre com um mínimo de chances de surpreederem tudo e todos.

Resta esperar que os dispendiosos contractos de Garnett e Allen expirem esta época para os renovar por muito menos ou até enviar os jogadores para outra equipa, para recalibrar o nível de talento em torno de Rajon Rondo. É possível que a reconstrução não demore tanto como antes de Garnett e Allen, mas será preciso um ou dois nomes de peso, especialmente um deles sendo um jogador interior de muita qualidade, para tornar a equipa uma potência novamente.



publicado por Óscar Morgado às 14:56
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Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2012
Porque a vida também é feita a correr...

Nélson nasceu para ser campeão

 

Nélson Évora lesionou-se e vai falhar os Jogos Olímpicos de Londres. O actual campeão Olímpico hipoteca assim as hipóteses de renovar o título na casa do grande Rival Idowu.

A ausência de Évora é um duro revés nas aspirações olímpicas Nacionais. O atleta do Benfica, finda duas épocas de lesões parecia que estava a evoluir numa plataforma favorável para regressar aos seus momentos. Mas na verdade o esforço para se ser atleta de alta competição paga-se caro. Por mais acompanhamento médico que atletas de alto gabarito possam ter estão sujeitos a esforços sobre-humanos e nem sempre os músculos aguentam.

Mas Nélson com a sua determinação e força de vontade vai continuar a evoluir e a mostrar ao país que não está acabado. Psicologicamente penso que passados 2/3 meses irá aos poucos recuperar o seu forte temperamento, grande apanágio dos seus resultados.

Mas nos mundiais de 2013 penso que poderemos contar com Nélson. Nélson na verdade nasceu para ser campeão e merece bem mais que três anos dourados de medalhas internacionais.

Portugal não morre sem Nélson e outros atletas poderão arrecadar medalhas em Londres e Nélson não morrerá sem Portugal- porque ainda tem medalhas e recordes para bater- para deixar ainda mais o seu legado na história do desporto Nacional.



publicado por João Perfeito às 23:40
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Lado B

O gesto condenável de Bojinov

 

 

Foi na passada quinta-feira que o jogador do Sporting Valeri Bojinov teve um gesto condenável ao impedir que o seu colega de equipa Matías Fernández marcasse uma grande penalidade, que poderia ter dado a vitória ao Sporting no jogo contra o Moreirense, a contar para a 2ª jornada da fase de grupos da Taça da Liga.

A meu ver, este gesto de Bojinov foi a demonstração da balbúrdia em que está o Sporting, não havendo uma liderança clara nem dentro nem fora do campo.

Fora de campo, surgem várias vozes divergentes desde Luís Duque, passando por Godinho Lopes e Domingos Paciência, e terminando em Carlos Freitas.

Dentro de campo, não há um único jogador que se imponha como capitão, desde João Pereira, passando por Anderson Polga, e terminando em Daniel Carriço.

Ao contrário do que se passa nos rivais (Benfica e FC Porto), em que há uma liderança clara de Jorge Jesus e Luisão, no Benfica, e de Pinto da Costa e Helton, no FC Porto, no Sporting não há essa liderança, porque ninguém se entende. Constantemente, os diversos dirigentes, jogadores e o treinador têm discursos distintos e que não abonam nada em favor da tranquilidade do Sporting.

Centrando a atenção no “caso Bojinov” percebe-se que não há uma liderança na equipa de futebol do Sporting e que cada um pode fazer aquilo que bem lhe entender.

Na minha opinião, o Sporting fez bem em suspender Bojinov e em instaurar-lhe um processo disciplinar, mas penso que foi longe demais ao impedi-lo de frequentar as instalações do clube, na medida em que Bojinov tem todo o direito de assistir aos jogos do Sporting nas mais diversas modalidades, como espectador, até porque não é nenhum criminoso. Aliás, se Bojinov tivesse convertido a grande penalidade em golo, tenho muitas dúvidas que o mesmo viesse a ser suspenso.

Outro aspecto que me faz muita confusão neste processo é o facto de Bojinov já ter afirmado que estava nervoso quando marcou a grande penalidade. Ora se estava nervoso, porque é que marcou a grande penalidade?

Para além de que todos nós sabemos que Matías Fernández é um especialista a marcar grandes penalidades, apesar de nada me garantir que neste caso a convertesse em golo.

No meu ponto de vista, o Sporting está a usar Bojinov como o bode expiatório para toda a crise e confusão que reina para os lados de Alvalade neste momento, quando deviam ser os próprios responsáveis do clube (dirigentes e treinador) a assumir a responsabilidade dos seus actos falhados.

Tendo em conta as proporções que o caso tomou, penso que é inevitável a saída de Bojinov do Sporting, seja por empréstimo ou a título definitivo. Mas, na minha opinião, a questão de fundo não é essa. A questão de fundo é os dirigentes do Sporting reflectirem profundamente sobre o actual momento da equipa e equacionarem umas possíveis eleições antecipadas, para ver se o Sporting toma definitivamente um novo rumo.



publicado por Bruno Carvalho às 10:36
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Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2012
3x4x3: Como pode o Porto crescer na segunda volta?

 

Com o Benfica a isolado na liderança da liga portuguesa os problemas e dúvidas de Vítor Pereira vão crescendo na mesma medida que a natural contestação. O Porto 11/12, está longe de mostrar a competência demonstrada na época transacta, onde por esta altura se destacava como natural favorito a um título que mais tarde conquistaria.

 

No mesmo sistema (4x3x3), embora com dinâmicas um pouco alteradas, Vitor Pereira começou a temporada mostrando que este poderia ser um Porto diferente, com o seu cunho pessoal, mas mesmo assim manter o nível da temporada anterior. Começou por mexer na posição 6, primeiro com Souza, depois com Moutinho e finalmente com Fernando estabilizando a equipa.

 

Mas a verdade, é que a ideia de um "6" um pouco diferente, mais pivot e menos trinco, relegou muitas das vezes Fernado para outras posições (lateral-direito) ou para o banco, deconstruindo o meio terreno dos dragões.

 

Uma aproximação de João Moutinho a Fernando, quase como um duplo-pivot dinâmico, onde Moutinho será sempre mais 8 (box-to-box) do que 6 (pivot-defensivo ou trinco), fazem o Porto crecer em termos de equilibrios dinâmicos, e demonstra que Vitor Pereira poderá nesta segunda fase da época recolocar Bellushi como opção válida para o posto mais adiantado do 3 do meio-campo. Quanto a Defour, não tem a mesma agressividade ofensiva, mas já deixou clara a ideia de que poderá ser um companheiro de alto nível para Moutinho, tudo dependerá da forma como se imposer na disputa por um lugar. Guarin, posso de força para dar "musculo" ao meio-campo, deverá sair ou ter poucas oportunidades. Bellushi parece ser assim a opção mais natural, mas Defour poderá crescer dando à equipa um toque de organização extra.

Ainda no meio-campo, veremos como Danilo, contratado como lateral-direito, não poderá acabar como um dos interiores, posição que desenpenhou várias vezes no Santos. Poderá ser uma opção a ver.

 

Orfão de Falcao, o ataque passará em principio (se não chegar ninguém), por James e Hulk como indiscutiveis, rodando Kléber, Cristian R. e Djalma (quando regressar), como principais opções. Varela é uma incognita, enquanto que Iturbe vai fazendo pela vida, provando o seu enorme potencial nos momentos em que entra, mas não acredito que se imponha para já.

A posição 9, deverá em muitos jogos continuar a ser desempenhado por Hulk, embora é claro com uma dinâmica muito mais rotativa. James continuará a ser uma das fíguras da temporada, enquanto que Djalma já demonstrou sem dúvida ser um jogador de enorme competência.

 

Chegando um ponta-de-lança, terá sobretudo de ser um jogador com boa capacidade para recuar e jogar em tabelas curtas, mas que seja também competente na hora de finalizar. Serão-lhe pedidos golos, mas mais do que isso será importante que se lhe peça que entre bem na forma de jogar da equipa. De Éder, jogador da Académica, penso que tem um perfil interessante, seria uma aposta a ter em conta, embora continue a achar que Kléber não deva ser excluído das contas. O jogador da Académica encaixa melhor no perfil desejado, mas poderá ter algumas dificuldades em se impor.

 

By Tiago Luís Santos

 



publicado por Minuto Zero às 20:16
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