Terça-feira, 31 de Maio de 2011
Buzzer - Beater

Corrida pelo Larry…

 

            …O’Brien Trophy. Eu sei, pensavam que era o Bird dos Celtics. Mas não. Calhou bem ter previsto a semana passada as equipas que se vão defrontar logo à noite. Miami Heat no Este. Dallas Mavericks no Oeste. Não foram as duas melhores ao longo da época, mas foram as duas melhores ao longo dos playoffs. Têm em Nowitzki (Dallas) e James (Miami) os dois melhores jogadores nos playoffs até então.

            A maioria dos analistas prevê uma vitória para Miami. Folgada até. Dos 7 jogos, dizem que Miami ganha em 5 ou 6. Acho muito sinceramente que não se está a levar Dallas a sério. Que não o fizessem no início dos playoffs era compreensível, dados os desaires da equipa nas últimas épocas nesta altura da competição. Que o façam depois de destronar os campeões Lakers, os renovados Trailblazers e os explosivos e jovens Thunder é de uma grande ingenuidade. Sim, Miami vai ter ao longo da série 4 jogos em casa (os últimos dois são também os dois da série inteira, portanto para despachar a ronda em 5 ou 6 jogos teriam que ganhar pelo menos um fora de casa), sim têm o MVP dos últimos dois anos, e sim, o Big Three mostrou já que será talvez a força mais dominante nos próximos 5 ou 6 anos.
            Mas Dallas tem um dos melhores (não digo o melhor por existir um senhor chamado Steve Nash) jogadores não americanos de todos os tempos, a atravessar o melhor momento da carreira (embora tenha sido MVP em 2006). Tem muito mais banco que Miami, e uma equipa mais equilibrada e completa, com a sua âncora em Nowitzki. Acredito que, se Miami ganha os dois primeiros jogos em casa, a sua motivação irá diparar para níveis muito difíceis de Dallas controlar. Mas há um dado interessante: nas últimas 12 vezes que as duas equipas se defrontaram, Dallas ganhou… 12 jogos. É claro que a equipa de Miami deste ano é diferente, mas também nos dois jogos deste ano, Dallas saiu por cima. Eles saberão como os parar ofensivamente e quebrá-los defensivamente. Miami tem a melhor defesa, mas acredito que Dallas tem o maior ataque.

               Mesmo que não aconteça, acredito que é apenas justo avaliar esta série como chegando aos 7 jogos. Pode-se argumentar que Miami está na melhor fase da época, mas Dallas também. E temos o factor vingança de Dallas. E o factor redenção de James e Bosh. Espero que seja um confronto épico. Hoje, às 02h00m, hora de Lisboa.



publicado por Óscar Morgado às 15:00
editado por Sarah Saint-Maxent às 15:21
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Steve Field

1 – Que delícia! Era o que sentia ao ver a final de sábado. E mais uma vez digo, até podia ter terminado sem golos, pela qualidade técnico-táctica apresentada. Quem gosta de futebol, certamente jamais esquecerá uma final do melhor que já se viu que perdurará na eternidade do futebol. Além disso, uma vez mais o Barcelona e Messi provaram que os outros podem ser bons, mas eles são de um patamar bem superior. Quanto ao Barcelona, muitos dizem que é das melhores equipas de sempre. Não posso afirmar isso por ter poucos anos de futebol, mas que é das melhores, isso certamente será. Além do futebol magnífico que apresentam a quem assiste, conquistam títulos como ninguém consegue. Já Messi, se havia dúvidas que podia brilhar em grandes jogos, ele dissipou-as. Messi está, definitivamente, num patamar idêntico aos maiores Deuses do futebol, como Maradona ou Cruyff. Desejo vivamente que o Barcelona continue com o nível que tem apresentado, um nível que é um dos motivos que me faz gostar tanto deste desporto espectacular.

2 - Gil Vicente está de regresso ao futebol de primeira, depois de ter sido empurrado para a segunda não pelos resultados dentro do relvado, por incrível que pareça. Um clube que na segunda divisão consegue levar 12 mil espectadores ao seu recinto merece estar entre os grandes. E que falta faz público aos estádios da primeira divisão. Está de regresso um dos históricos do nosso futebol que, assim, acompanha outra equipa do Norte, o Feirense. Cada vez mais a região Norte do país se evidencia como o melhor que há em Portugal.

3 – Uma palavra de boa sorte para Domingos Paciência nesta sua nova aventura, bem mais difícil que as anteriores. Com toda a sua competência, Domingos irá guiar o Sporting para o rumo que pretende tomar e dará ao futebol português o que necessita, mais competitividade. Resta esperar que os dirigentes leoninos tenham paciência e não avaliem o trabalho de Domingos pelos títulos, pelo menos na fase inicial, pois enquanto na invicta morar um super Porto de Villas Boas, será difícil para qualquer clube português retomar os caminhos do sucesso.

4 – Referência ainda para Djokovic que é considerado por muitos o melhor desportista do planeta na actualidade, que espelha o momento mágico que o Sérvio atravessa. Esse momento, além de dar a ver o melhor momento deste excelente tenista, ainda se reflecte nos seus rivais, ainda que de modo oposto. Se Nadal está a sentir a pressão de poder perder o trono, Federer sentindo que não é favorito, está a jogar um ténis de excelente nível. Apesar de considerar o grande Djokovic favorito, julgo que Federer irá vencer, mesmo sendo em terra batida. Jogar sem pressão favorece qualquer jogador/equipa. Caro leitor, se gosta de ténis e não tem acompanhado Roland Garros, faço-o. O ténis tem sido de excelente nível! Jogos como o do Djokovic contra Del Potro, o do Ferrer contra o Monfils ou ver as favoritas a serem eliminadas na competição feminina, só reflecte a qualidade da competição. Até domingo, estarei em modo Roland Garros, e estarei muito bem.

 



publicado por Steve Grácio às 01:00
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Segunda-feira, 30 de Maio de 2011
Bloco Triplo

Evoluir na continuidade

 

 

               A selecção portuguesa chegou, viu e venceu. Assim se descreve, em poucas palavras, a primeira jornada de Portugal na edição de 2011 da Liga Mundial. Para todos aqueles que receavam que o seis luso não aguentasse a transição da Liga Europeia, ganha em 2010, para a mais competitiva Liga Mundial, a nossa selecção apresentou-se mais unida, mais coesa, mais experiente e conseguiu duas vitórias importantes frente à Finlândia. Com estes resultados, Juan Diaz põe-se no mesmo patamar da Rússia e Itália, duas das poucas selecções que contam os jogos todos por vitórias apenas, e consegue um bom início para a campanha portuguesa nesta aventura. É certo que o adversário era acessível e que “o pior ainda aí vem”, mas quando algo tem mérito, é preciso reconhecê-lo. E estas vitórias tiveram-no, muito.

               Antes de mais, convém ver que Portugal está melhor. Tem mais opções e a profundidade do doze é muito maior. Em relação à primeira, um exemplo claro do alargar de opções é a saída da rede da nossa selecção.

               Assistiu-se ao regresso do “velho” Hugo Gaspar, que se veio juntar a Valdir Sequeira. Embora o segundo seja mais forte fisicamente e, possivelmente, jogue mais alto, Hugo Gaspar tem algo que ainda falta ao primeiro: experiência e sangue frio. Atravessa um momento de forma notável. Está bem fisicamente, o que lhe permite estar bem tecnicamente. É dono de um serviço muito eficaz e variado, dado o seu trabalho de voleibol de praia. No ataque, tal como foi sua imagem durante a época, faz muitos pontos e tem um reportório muito grande. Além do mais, foi importante na motivação dos companheiros nos momentos de mais aperto e desconcentração. Portugal tem agora duas opções válidas e capazes de desbloquear jogo quando a situação complicar.

                Na distribuição, Tiago Violas está melhor. O distribuidor que conduziu Portugal à vitória na Liga Europeia apresentou-se na Póvoa mais maduro e mais inteligente. Apesar da tenra idade, já mostra processos de jogo variados e consistentes, sobressaindo-se. Tal como referi em cima, teve muita ajuda dos companheiros nas alturas de segurar o jogo, como a de Hugo Gaspar, o que se reflectiu em dois bons jogos. Violas alia a subida de jogo jogado à consistência habitual do seu serviço andorinha, o que faz dele um jogador cada vez mais válido para conduzir o seis luso e continuar a constar nas escolhas de Juan Diaz.

               No centro da rede estamos a ver uma revelação. Falo de João Malveiro. O recém-espinhense está num crescendo de forma. Está mais agressivo em todos os capítulos, principalmente na acção de bloco. Com um ataque forte e um serviço muito agressivo, subiu, sem dúvida, o nível de jogo. Portugal tem agora uma dupla equilibrada e muito forte, capaz de fazer estragos nas defesas que por aí andam.

               Por fim, a terceira revelação é Alexandre Ferreira. Apesar de ter jogado pouco, o simples facto de Juan Diaz ter apostado nele é sinal da qualidade do jogador e da atenção do cubano à formação do nosso país. É bom que assim seja, porque nomes como Ivo Casas, Filipe Pinto, Phelipe Martins, entre outros, merecem ver a luz da ribalta. São exemplos máximos do bom trabalho de formação portuguesa e merecem ser recompensados.

               Em suma, a nossa selecção “evoluiu na continuidade”. A “espinha dorsal” composta por Teixeira, a dupla André Lopes/ Flávio Cruz e João José foi melhorada e fortificada. Portugal está mais forte, com mais opções e , no meu entender, mais capaz de aguentar o desafio da Liga Mundial.

               Resta esperar para perceber se o tempo me dá ou não razão.

 



publicado por Ricardo Norton às 17:45
editado por Sarah Saint-Maxent em 01/06/2011 às 16:25
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Terceiro Anel

Estrutura? Extremos... com guarda-redes.

 

 

Como águas passadas não movem moinhos, penso que chega de falar do passado e começar a pensar no futuro.

Na agenda do Benfica têm que estar dois assuntos de extrema importância, um de importância continuada e depois várias e pequenas situações que devem ser analisadas a seu tempo.

Os dois assuntos de extrema importância têm que ver com dois a três reforços que eu considero importantes para o sucesso na próxima temporada.

 

                       

                     equipa do benfica abraçada antes do jogo                                                                           

                     Fonte: Associated Press

 

 

Primeiro: pelo menos mais um extremo

 

Todos nós sabemos que o sistema táctico de Jorge Jesus necessita de ter bons jogadores sobre as linhas para que o jogo rendilhado possa ter efeito, tal como a sua potência.

Colocaria três soluções para essa situação: a vinda de Urretavizcaya, um jogador que já mostrou ter potencial suficiente para jogar na equipa principal, o regresso de Freddy Adu, quanto a mim um jogador mal aproveitado pelo Benfica, muito por aquilo que vi nos jogos que fez no clube onde marcou 5 golos em 5 jogos e “meia dúzia” de minutos, sendo também um jogador portador de muita técnica. Uma terceira opção, a contratação a título definitivo de Eduardo Salvio, mesmo por 15 milhões, é um activo vai de certeza valorizar e depois dos 8,5 milhões de euros por Roberto…

 

Segundo: o guarda-redes

 

Assunto de extrema importância depois do completo “fail” na contratação de Roberto, ainda por cima por 8,5 milhões de euros juntando o facto de ter hipotecado a conquista do campeonato nacional logo nos primeiros jogos e com exibições tudo menos eficazes durante toda a temporada.

A solução, quanto a mim, passaria pela venda ou empréstimo do guarda-redes (em caso de empréstimo seria melhor escolher o espaço nacional pelo facto de poder ambientar-se melhor num clube de menor dimensão no país do seu clube-mãe). Após isso não contraria qualquer jogador para a posição. Penso que será melhor apostar em Moreira, vender o Júlio César e ir buscar um guarda-redes nacional de futuro com cerca de 20 anos, como é por exemplo o Anthony Lopes, jogador português dos sub-21 que joga no Lyon. Depois para terceiro guarda-redes, penso que a aposta num jogador da casa se devia fazer.

 

Terceiro: estrutura

 

É importante que na próxima temporada o presidente não volte a cair no erro do passado. Isto porque à partida para a época 2011/2012, algo me faz recordar 2007/2008, quando Fernando Santos continuou no clube, preparou toda a época e depois foi despedido no final da 1ª jornada do campeonato.

É importante e crucial dar todo o apoio a Jorge Jesus para que complete toda a época, independentemente dos resultados desportivos.

O Benfica tem que se habituar a saber honrar os seus compromissos até para bem da sua própria estabilidade.

 

by Simão Santana

 



publicado por Simão Santana às 15:03
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Domingo, 29 de Maio de 2011
Área de Ensaio

IRB Sevens World Series

 

 

     

       Como se deve imaginar, o rugby de sevens é bastante diferente do rugby de XV. E as diferenças não existem apenas no número de jogadores, toda a dinâmica do jogo é completamente diferente.

       Esta variante é muito previsível, ou seja, há jogadas que por vezes ainda não chegaram a meio do campo e já se sabe que vai ser ensaio. Há muito espaço para tão poucos jogadores, logo menos contacto e menos placagens. Exige–se a cada jogador mais velocidade, visão de jogo e poder de arranque do que propriamente capacidade de placar ou de lutar pela bola nas fases estáticas do jogo.

       Contudo, reconheço que a variante de sevens tem mais espectáculo. Há mais ensaios, boas jogadas, e o facto de nos torneios se realizarem vários jogos (um jogo de sevens tem apenas 14 minutos) cria um ambiente nos estádios que a variante de XV não consegue proporcionar. E também por isto, será esta a variante a representar o rugby nos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro.

       E escrevo sobre esta variante, porque se realiza, neste fim-de-semana, a etapa final do Circuito Mundial de Sevens. O IRB Sevens World Series (é este o nome do circuito) realiza-se ao longo de uma época desportiva, e está dividido em oito torneios. Ou seja em vez de se concentrar o circuito apenas num período de tempo, divide–se por torneios que se distribuem no tempo (de Dezembro a Maio) e no espaço, pois as etapas realizam–se por várias partes do mundo. Desde os Emirados Árabes Unidos à Escócia, são vários os países que recebem, durante um fim-de-semana, uma etapa deste prestigiante circuito.

       Em cada etapa do circuito mundial, 16 selecções (algumas residentes, outras convidadas) competem numa primeira fase divididas em 4 grupos de 4 equipas. Consoante a classificação desta primeira fase, as equipas avançam para outras fases. Ou seja o primeiro classificado jogará com os primeiros dos outros grupos na disputa da Taça Cup, os segundos disputam a Taça Plate, os terceiros a Taça Bowl e os últimos a Taça Shield. Mais tarde, as equipas que vão perdendo em cada taça vão sendo repescadas para a taça anterior, ou seja uma equipa que seja eliminada na Taça Bowl, irá de seguida “cair” para a Taça Shield. No final, as equipas, consoante a sua classificação, recebem pontos, e esses pontos vão transitando de etapa em etapa. No final do circuito, a equipa que tiver somado mais pontos nas diversas etapas/torneios, sagra–se vencedora da IRB Sevens World Series. As crónicas selecções que dominam a variante são a Nova Zelândia e as Ilhas Fiji. E, este ano, nem foi preciso chegar ao último torneio desta edição para se conhecer o vencedor. A Nova Zelândia, 3 anos depois voltou a vencer o circuito, sucedendo a Samoa.

       Nesta variante, Portugal pode afirmar que joga de igual para igual com qualquer selecção. Embora equipas como a Nova Zelândia, as Fiji ou a África do Sul continuem a ser superiores a Portugal, as diferenças abismais que se verificam no rugby de XV, aqui são muito menos evidentes. Portugal é actualmente considerado uma das melhores equipas europeias de rugby de sevens, pois já mostrou que pode vencer qualquer equipa. Por exemplo o jogador Pedro Leal, é considerado um dos melhores executantes nesta variante. No circuito deste ano, Portugal mostrou ser capaz do melhor e do pior. Por exemplo em Hong Kong atingiu uma fase adiantada da Taça Plate, o que valeu os únicos pontos no circuito deste ano. Mas tanto a semana passada em Londres como esta semana em Edimburgo, a prestação dos “Lobos” foi medíocre, o que em parte se pode explicar pela ausência de jogadores importantes devido a lesão.

       O que também tem impedido a Selecção Portuguesa de Sevens de se afirmar ainda mais no panorama mundial é o facto de os jogadores de sevens serem os mesmos de XV. Ora isto é uma situação que não faz sentido. São pouquíssimas as selecções que disputam o circuito mundial e não fazem uma separação das suas selecções. Apenas Portugal, a Espanha, a Rússia e a França (mas a França não aposta deliberadamente nos sevens, apenas o começou a fazer há pouco tempo) e pequenas selecções que são convidadas a disputar algum torneio continuam a registar este curioso facto.

       Esta situação apenas traz problemas. Obriga os jogadores a disputarem mais jogos e a desgastarem-se mais, muitas vezes os jogadores vão para os sevens com as dinâmicas do rugby de XV que são completamente diferentes. E claro que ainda há a questão das datas dos jogos que por vezes se sobrepõem.

       À parte disto, Portugal tem-se conseguido destacar nesta variante, e há que saber retirar as ilações necessárias para se puder aproveitar o que de bom tem sido feito para adaptar no rugby de XV.

 

By Pedro Santos

 



publicado por Pedro Santos às 15:44
editado por Sarah Saint-Maxent em 30/05/2011 às 13:14
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Sábado, 28 de Maio de 2011
Que Benfica?

Depois da época fantástica de 2009/2010, as hostes encarnadas encheram o seu ego de esperança. Pensava-se, há um ano, na conquista da Liga dos Campeões, em grandes reforços, grandes investimentos para quebrar, finalmente, o enguiço ganhador do Porto nos últimos 20 anos.

Um ano passado, as mesmas pessoas, falam em demissão de Jorge Jesus, até mesmo, na demissão de Luís Filipe Vieira. Mas deixo aqui um sugestão. Lembrem-se no que foi, ao longo dos últimos dez anos, para não ir mais longe, o futebol do Benfica. Nunca, ao longo desse tempo, os Benfiquistas pensaram, sequer, em fazer frente a um Porto, sempre estável, sempre organizado, sempre coerente, e mais do que tudo, sempre, ou quase sempre, vencedor.

O Benfica perdeu, nos últimos anos, o hábito da vitória. Os únicos rasgos da velhinha mística talvez tenham sido apenas na conquista (sofrível) do título nacional em 2004/2005, e na temporada seguinte, quando o Benfica se encheu de esperanças na Liga dos Campeões. Mas esses rasgos foram demasiado esporádicos e infrutíferos.

Depois disso, só promessas, umas melhores outras piores, que esbarraram sempre em questões de coerência administrativa, ou em maus resultados que provocaram a ira dos adeptos. A melhor ideia de Benfica, terá sido a segunda época de Fernando Santos, onde, segundo consta, a planificação da temporada colocava o Benfica a um nível muito interessante. Mas a saída problemática de Veiga, o negócio de Simão, a questão Miccoli, criaram um clima de enorme desorganização, que levaria à queda do treinador à 2ª jornada.

Mais uma vez, esta temporada, o Benfica começaria do zero. Mas finalmente, a direcção parece ter tomado uma posição de força, mostrando confiança em Jorge Jesus e no seu trabalho. Veremos, se esta posição resistirá a resultados semelhantes aos desta temporada.

Na base do plantel, Luisão (capitão), Maxi, Javi, Carlos Martins e Amorim serão, em princípio, pedras angulares da construção do plantel. O caso de Carlos Martins parece estar ainda pendente, podendo, com a manutenção de Aimar, perder algum espaço e minutos. No entanto, a sua continuidade seria uma mais valia fundamental, para a própria competitividade interna.

Depois destes, existem Aimar, Saviola, Cardozo e Coentrão, todos eles indiscutíveis valores, mas que pelas temporadas menos conseguidas, ou pela vontade de sair do clube, puderam abrir graves brechas no plantel.

Na primeira linha para sair, até pela necessidade de rendimentos na venda de jogadores, Coentrão e Cardozo parecem estar na pole. Coentrão, depende, como já o próprio deu a entender, da vontade do Real Madrid abrir os cordões à bolsa. Quanto a Cardozo, o maior goleador dos últimos anos das águias, terá chegado a um ponto limite na relação com os adeptos, podendo, face a uma proposta superior a 20 milhões, sair do clube.

Mas saindo Cardozo, será estritamente necessária a entrada de um outro jogador de grande valia.

Coentrão pode, também, colocar o Benfica na necessidade de encontrar um novo lateral-esquerdo com capacidade para se assumir como titular. Carole, será por enquanto, apenas uma boa promessa.

Na zona central da defesa, depois da saída de David Luíz, parece claro que Jardel, com características bem distintas, tem potencial para se tornar um excelente opção, a médio prazo. Sidnei contínua a não demonstrar o valor que cedo na sua carreira, foi identificado. Pode ser um jogador interessante de colocar no mercado. Roderick, da confiança de Jorge Jesus, é aposta de médio/longo prazo, podendo mesmo ser emprestado. Entrando um central no plantel, teria claramente de ter características próximas de David Luíz, mais rápido, agressivo, e com boa saída de bola.

Do lado direito, Maxi terá agora concorrência de Wass, jovem sueco Sub-21, que chega, como um perfeito desconhecido.

Na baliza, dos 5 nomes com ligação contratual, só 3 devem ficar. Roberto dependerá da direcção; Júlio César continua sem mostrar ser uma grande mais valia; Moreira cumpre; Arthur tem qualidades e parece não tremer, deverá ser o titular; Olbak é apenas um promessa.

 

No meio-campo, mantendo o 4x1x3x2, Javi Garcia deverá ter nova companhia no sector. Airton, poderá sair por empréstimo, embora, pareça claro, que o seu lugar é no plantel; Nuno Coelho (ex-Académica) não parece melhor do que Airton...; Matic, é um jogador do estilo de Yebda, médio de grande capacidade física, mas com boa saída de bola, ficando no plantel não deverá jogar com 6.

Depois existem Amorim, Carlos Martins, como possíveis interiores-direito, podendo ainda a situação de Salvio tomar bom porto. Não chegando Salvio, será claramente necessário investir num jogador para a posição, mas talvez um box-to-box e não médio-ala. Danilo (Santos), seria, sem dúvida uma boa solução, mas parece super-valorizado.

 

Como opções para a esquerda, espera-se de Gaitan uma época de confirmação, sendo obvío que está aqui um grande projecto de jogador. Nolito, que no Barcelona B jogava como extremo, terá de se habituar á forma de jogar do Benfica, e também a uma missão um pouco diferente.

Urreta, poderá alargar o leque de opções, sobretudo se Salvio ficar em Madrid.

 

Para a posição 10, Aimar, não consegue garantir regularidade exibicional e ritmo para jogos Sábado/Quarta. Bruno César, dinâmico médio-ofensivo vindo do Corinthians, é jogador de nível elevado, que poderá ser sem dúvida, o grande reforço para o sector. Existindo ainda Carlos Martins no plantel, serão opções mais do que suficientes até.

 

No ataque, Saviola e Cardozo não têm a situação regularizada ainda, podendo sair. Kardec, parece ter mercado, podendo ser um excelente negócio a sua saída, sobretudo tendo em conta o seu fraco rendimento; Weldon e Nuno Gomes não devem renovar; Jara tem enorme potencial e atitude, promete lutar por um lugar no 11; Rodrigo Mora, uruguaio, chega como boa promessa, veremos qual o seu rendimento.

Para além destes jogadores, Nelsón Oliveira e Rodrigo, são, claramente jogadores com pontecial a aproveitar.

 

Os médios David Simão e Miguel Rosa, farão parte do grupo na pré-época, mas não devem ficar em definitivo, sobretudo atendendo à qualidade de concorrência. Mesmo assim, esta oportunidade concedida a jovens portugueses, parece ser um bom sinal.

 

 

 

By Tiago Luís Santos

 

 

 

 



publicado por Minuto Zero às 11:25
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Sexta-feira, 27 de Maio de 2011
Voleibol à Sexta

Liga Mundial, finalmente

 

                Estamos quase lá: amanhã joga-se o primeiro encontro da fase de grupos da Liga Mundial de Voleibol, a que Portugal teve acesso depois da desistência do Egito. Confesso que é um jogo (tal como o de domingo) que me deixa curiosa, já que a seleção vai defrontar a congénere finlandesa que, das três equipas do grupo C, me parece a mais acessível.

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                Além disso, os jogos de preparação contra a Espanha, no fim-de-semana passado, mostraram que os bons resultados estão ao alcance de quem os quiser. Não é todos os dias, nem toda a gente, que consegue vencer por duas vezes uma grande seleção como é a espanhola (mesmo - ou sobretudo - depois de perdido o primeiro jogo, realizado na sexta-feira passada).

                Os convocados de Juan Diaz (catorze, dos quais serão escolhidos doze para cada um dos jogos) não são propriamente de espantar: para a ponta, temos os óbvios Flávio Cruz, André Lopes e Manuel Silva, o não tão óbvio João Simões – atleta do Castêlo da Maia – e o ainda júnior Alexandre Ferreira, uma clara aposta para o futuro da seleção. Um elenco bastante forte, que se mantém quando falamos de opostos: Hugo Gaspar e Valdir Sequeira. Quem mais poderia ocupar estes lugares, certo? Valdir, a atuar no campeonato de Itália, tem sido titular frequentemente – e, para se deixar Hugo Gaspar no banco, sabemos que é preciso ter uma opção muito forte.

                No meio não há surpresas: Ruca, João José e João Malveiro encarregar-se-ão do centro da rede, ficando a distribuição a cargo do jovem Tiago Violas e de Carlos Fidalgo – o ex-jogador do Benfica que atua agora no campeonato holandês. Os liberos poderão ser João Fidalgo e o veteraníssimo Carlos Teixeira.

                Deixei os liberos para último por uma razão específica: já aqui referi a minha paixão pela posição, é certo. Mas nunca disse que foi ao ver Carlos Teixeira que comecei a pensar na defesa como «lugar» das mais bonitas jogadas do voleibol. Bem sei que provavelmente será João Fidalgo, o libero do Vitória SC, a marcar presença em campo. Ainda assim, mantém-se a esperança de voltar a vê-lo a jogar, coisa que não tenho oportunidade de fazer há demasiado tempo.

                Resta-me dizer que, com uma equipa forte e sólida e, sobretudo, com um banco que não fica nada atrás dos titulares, Portugal tem tudo para conseguir um resultado favorável frente à Finlândia, este fim-de-semana, no Pavilhão Desportivo Municipal da Póvoa do Varzim. A única dúvida, diria eu, está na forma de Flávio Cruz – no último jogo do campeonato, estávamos perante um jogador exausto que não teve, nem de perto nem de longe, a eficácia que se pedia – e na distribuição: os eleitos são talentosos, sem dúvida, mas continuam a ser dos mais inexperientes da seleção (apenas Alexandre Ferreira, João Fidalgo e João Simões têm um menor número de internacionalizações).

 

by Sarah Pires Saint-Maxent

Esta crónica foi escrita ao abrigo do novo Acordo Ortográfico



publicado por Sarah Saint-Maxent às 05:00
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Quarta-feira, 25 de Maio de 2011
Porque a vida também é feita a correr...

O doping chegou ao atletismo nacional

 

               No passado mês de Março, Eduardo Mbengani, 7º classificado nos europeus de Cross de 2009 e 2010, foi apanhado nas malhas do doping, acusando EPO. Na semana passada Nuno Costa - melhor atleta nacional no mundial de cross deste ano - acusou doping e aguarda pela contra análise.

               Para mim esta questão do doping é crucial para termos um desporto mais limpo e mais honesto, para ser o verdadeiro desporto.

No fundo, a questão doping, fruto de materializar os interesses da sociedade capitalista que todos vivemos, é passada para segundo plano. No primeiro plano prossegue a investigação científica do atletismo. Estuda-se como a cor de pele pode variar o rendimento dos atletas. Será normal um caucasiano baixar dos 10 segundos aos 100 metros? Os africanos são mesmo predestinados? Só com naturalizações é que se ganha medalhas? No fundo poeira para os nossos olhos.

               Mais do que fazer manchetes tipo “Bolt está a 18 centésimos de segundos de deixar de ser humano segundo estudo de cientista norueguês” ou declarações como “Na humanidade nasce um Leonardo da Vinci, nasce um Newton, nasce um Mozart e nasce um Bolt”, é preciso lutar pela preservação do desporto limpo.

               Se a sociedade está de costas voltadas para a política e para os políticos, se na música assistimos ao capitalismo na sua expoente máxima, se no cinema continuamos a viver numa ditadura americana do “american way of life”, apenas o desporto pode unir uma nação e despertar nelas os mais nobres valores humanos.  A lealdade, o esforço, o trabalho, o sacrifício, a perseverança, a ambição e a eterna glória… Se não se fizer nada para impedir que o desporto embarque neste diapasão, o mundo deixará de ter espectáculos genuínos…

               Por isso, talvez cada vez mais me identifique com Telma Monteiro (Judo) ou Gustavo Lima (Vela) ou João Costa (Tiro) ou Fernando Pimenta (Canoagem). Tudo nomes que em Londres 2012 podem-me levar a chorar a ouvir o hino nacional. Porque nestes desportos que quase ninguém conhece, e por isso tive de meter parêntesis, não existem prémios exorbitantes e a glória de ganhar apenas depende da lealdade, do esforço e da ambição.

               Se um país parou para ver Carlos Lopes ser campeão olímpico, se um país não dormiu para ver Rosa Mota ser campeã olímpica em Seul, se um país parou para ver Fernanda Ribeiro bater a melhor atleta de sempre nos 10000 metros, se um país parou para ver Nélson Évora num salto rumo à eternidade, um país merece continuar a parar para sonhar, para esquecer um pouco a sua mediocridade de vida… por isso só o nosso atletismo (fruto da sua componente mediática face aos outros desportos) nos pode catapultar para um estado de êxtase transnacional. Por isso não destruam o nosso atletismo…  

 

By João Perfeito



publicado por João Perfeito às 23:27
editado por Sarah Saint-Maxent em 26/05/2011 às 22:18
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Terça-feira, 24 de Maio de 2011
Steve Field

A ilusão dos números

Já aqui o referi uma vez, mas vou insistir no assunto: os golos não são tudo. Melhor exemplo disto: final da taça de Portugal, jogo pelo qual volto a referir esta minha ideia.

Ora, vejamos então o que aconteceu na final. O Guimarães entrou sem o respeito devido pelo campeão nacional. Muitos dizem que foi pelo bem do espectáculo e que fizeram melhor que o Braga na final da Liga Europa, eu não sou dessa opinião. É certo que sofreram um golo na fase inicial do jogo que é um duro revés, mas nada justifica a preparação ineficaz que Manuel Machado incutiu à equipa.

No outro lado estava o “papa títulos” Porto, razão pela qual o respeito devia de ter sido melhor. Mas não, a organização defensiva da equipa foi péssima, a equipa só tinha um objectivo: atacar, atacar. Isso é bom? Não, nada. Nem mesmo os melhores ataques sobrevivem a uma fraca organização defensiva, sobretudo quando do outro lado há avançados mortíferos como os do Porto.

Pode ter sido ansiedade pela presença na final do Jamor, (pode ter sido também uma das razões para o péssimo jogo de Nilson, responsável pelo menos por dois golos. Não gosto nada de ver guarda-redes e quererem brilhar a todo custo, a ir a todas as bolas para a “fotografia”, só para a exibição. Na maior parte das vezes, surgem erros. O golo de canto directo é ridículo. Um bom guarda-redes, é eficaz e não exibicionista) algo raro em clubes de menos dimensão. Porém, o Guimarães, que se intitula de quarto grande, devia de ter tido melhor preparação. O mais estranho é que a equipa estagiou durante uma pessoa enquanto o Porto jogava a Liga Europa, tempo mais do que suficiente para uma preparação mais eficaz.

Quanto ao Porto, também esteve mal a nível defensivo, dando a ideia que a equipa estava contagiada pela equipa Vimaranense. Só após a entrada de Guarin ao intervalo a equipa sobe “congelar” o jogo e jogar “à Porto”.

Contudo, não quero retirar o mérito pela boa equipa da equipa do Guimarães, apenas critico o modo como abordaram o jogo. Jogo que teve 8 golos. Foi bom? Quanto a mim não, não gostei nada. Dava a ideia de ser um jogo de futsal em grandes dimensões. Houve emoção? Sem dúvida? Houve um bom jogo? Não, de todo. Um bom jogo não tem necessariamente de ter golos. Um bom jogo tem de ter inteligência, organização, “guerras tácticas”, o que pelo menos na primeira parte não aconteceu.

Certamente, terei uma opinião diferente da maioria das pessoas. Pouco me interessa. Também todos julgam que houve uma final “chata” na Liga Europa e eu gostei. Podia ter sido melhor, podia, mas foi melhor jogo que este, por incrível que possa parecer. Estou aqui para dar a minha opinião e discuti-la com os leitores. Esta é a minha óptica. Há jogos que terminam sem golos que são grandes jogos, e não é por um ter 8 golos que vai ser bom jogo. Muitos golos, mais do que uma grande dinâmica ofensiva, revela debilidades defensivas e, portanto, falta de preparação.



publicado por Steve Grácio às 22:20
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Buzzer - Beater

Vingança em curso

 

         Payton defende a tentativa de lançamento de Jason Terry. Terry lança, Payton desarma, a bola vai parar ao lado esquerdo do campo perto do canto dos 3 pontos onde Wade recebe a bola. Esgotam-se os últimos 3 segundos no marcador, e Wade atira a bola ao ar em êxtase. E Miami ganha o seu primeiro campeonato da NBA da história.

        Estávamos então em 2006, e o duo de Dwayne Wade e Shaquille O’neal fazia sucesso nos Miami Heat, pela segunda época que estavam juntos, após a mediática saída de ‘Shaq’ dos Galácticos do basquetebol, os Los Angeles Lakers.

        Do lado dos Mavericks, Nowitzki, Terry, Josh Howard e Jerry Stackhouse eram algumas das estrelas. Os dois primeiros obviamente eram os motores da equipa. Fizeram uma campanha espantosa, e estiveram a ganhar nas finais por 2-0 contra Miami, mas no final a equipa de South Beach levou a melhor, ganhando os 4 jogos seguintes de seguida.

        Pelo andar das coisas, é possível que se veja uma vingança ao fim do túnel. Miami ganha 2-1 a Chicago na final da Conferência de Este, e Dallas ganha 3-1 a Oklahoma City na final de Oeste. Embora não seja certo que qualquer uma das duas avance à próxima fase, está-me a parecer que será o jogo mais interessante que pode aparecer nas Finais: dum lado a mesma equipa de base dos Mavericks de 2006, com Nowitzki ainda melhor (o que não parece muito possível) e Jason Terry ao mais alto nível, mas com um grupo secundário mais sólido que na última ida às finais: Tyson Chandler como autêntico polícia das tabelas, Jason Kidd como um general no final de carreira mas um dos melhores bases de sempre, e um Shawn Marion algo que resuscitado dos seus tempos de All-Star dos Phoenix Suns, que se revelou um substituto competente ao lesionado Caron Butler (que na altura da sua lesão levou a imprensa a retirar os Mavericks da luta pelo título).

        Do outro lado, uma equipa totalmente diferente, apenas com Dwayne Wade e Udonis Haslem restantes da equipa que ganhou o título em 2006. Já não têm O’neal, mas James e  Bosh mais do que compensam essa falta. A receita para o sucesso que fez juntar o ‘Big Three’ este Verão está finalmente a dar os frutos desejados, bem como começou a afastar a crítica de que esta equipa nunca funcionaria.

        Além disso há o tal factor de vingança que deve motivar os Mavericks, caso cheguem à final, de provar de uma vez por todas que são uma equipa capaz de ganhar campeonatos e não apenas de espantosas épocas regulares. E, já agora, de mostrar que foi apenas por acaso que perderam 4 jogos seguidos contra um endiabrado Wade e os restantes Heat.

 

Nota: em virtude deste cronista ter apostado com outro cronista um almoço em como seria Boston a ganhar o título e não Chicago, o meu desejo que Miami vença esta série torna-se mais forte.

 

by Óscar Morgado



publicado por Óscar Morgado às 12:28
editado por Sarah Saint-Maxent às 19:22
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