Quinta-feira, 31 de Março de 2011
Steve Field

Scouting


Um dos jogadores que mais me intriga ultimamente no futebol é Bebé. Ainda estou para entender como um jogador como ele pode valer 9 milhões de euros. Se ele vale 9, o mercado está definitivamente inflacionado. Quanto não valerá Varela ou Gaitan, por exemplo. Parece que anda tudo louco. Pelo jogos que vi dele, não passa de um jogador razoável com bons pormenores de hora a hora, pouco para jogador de 9 milhões.

Bem, mas não é para eu entender, felizmente. Foi apenas uma pequena introdução ao tema de busca de jogadores.

Quem era Tiago Correia, mais conhecido por Bebé, antes de lhe sair a lotaria (entenda-se ir para o Manchester)? Para a maioria, ninguém. E quando digo maioria, não é só maioria dos que acompanham o futebol “por fora”, como eu. Falo também dos clubes. Não sendo Bebé um fenómeno, pelo menos não é jogador de tanto dinheiro, como nunca ninguém o tinha visto antes?

Ocorre-me, de repente, duas possibilidades. Ou o scouting dos clubes portugueses, nomeadamente dos grandes, “anda a dormir”, ou então anda mais preocupado a detectar talentos sul-americanos, como parece ser moda. Parece-me a opção mais provável. De facto, a aposta em estrangeiros é cada vez maior e a nacional cada vez menor.

Outro factor intrigante é o scouting nacional. O Manchester cometeu a loucura de contratar Bebé e, de imediato, surgiu a primeira convocatória para os sub-21. Será que assinar contratos já garante convocatórias? O que fez Bebé para ser convocado? Mal jogou este ano. Ou será por ser do Manchester? Certamente que se permanecesse em Guimarães a convocatória seria mais demorada. O emblema que se representa parece ser chave para um seleccionador, e depois não há resultados, pois claro.

Mais um tema que não é para eu entender. O que eu entendo é que estes casos, tal como outros por explicar, não ajudam a melhorar o futebol, bem pelo contrário. 

 

by Steve Grácio



publicado por Minuto Zero às 00:03
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Terça-feira, 29 de Março de 2011
Buzzer - Beater

Star Power

         Vou ‘descascar’ nas estrelas outra vez, não consigo evitar. Mas vou louvar algumas. Num artigo muito interessante no site dos Chicago Bulls falava-se da selecção nacional de basquetebol norte-americana, e de como o último plantel poderia suceder à chuva de estrelas que competiu nas últimas Olimpíadas: havia James, Wade, Bryant, Paul, Howard, por aí fora.
         No último mundial as coisas foram diferentes. Houve Durant. E mais Durant. Mas o resto era bom até. Kevin Love, Derrick Rose, Andre Iguodala, Rudy Gay. E sim, todos estão a ter épocas fantásticas pelas suas equipas.
         Depois o treinador da selecção, Mike Kriszewski, disse que gostou muito de trabalhar com este último grupo. Mas o anterior era melhor certo? Talvez não…
         A verdade é que jogadores como Lebron James, que esperam meses até afundar cidades, ou Dwayne Wade, que frita a cabeça aos árbitros, ou Dwight Howard, que faz exigências na terra da Disney sob ameaça de ir para Hollywood, e tantos outros, são os grandes da NBA. Não são estrelas infundadas, demonstram o seu poderio em campo e sabem que são os melhores. Há uns anos Allen Iverson pensou que ainda poderia gozar desse estatuto, mas a sua qualidade já não correspondia. E por isso ninguém o quis este ano e foi jogar para a Turquia.
fonte: inkedpros.com

         Mas ao que parece a NBA está a mudar um pouco. O favorito para MVP este ano tem sido Derrick Rose. Mesmo com Dwight Howard e Lebron James na corrida, é o base de terceiro ano profissional que lidera a corrida, com uma mente altruísta tanto em campo como fora dele. Não há cá exibições mediáticas, entrevistas polémicas. Kevin Durant também assinou o seu novo contracto sem o anunciar em conferência de imprensa. Simplesmente pôs no Twitter. Kevin Love já estava farto que lhe dessem palmadinhas nas costas por fazer 50 e tais double-doubles seguidos, quando o que para ele importa é que carrega o fardo dos Timberwolves às costas e não ganha os jogos.
         Ainda assim, reconhece-se às Prima Donas o mérito: Miami em 2º lugar do Este empatado com Boston (James e Wade), Orlando em 4º da mesma conferência (Howard), Lakers em 2º do Oeste (Bryant), Hornets em 7º do Oeste com um esforço que deixa um pouco a desejar, mas aceita-se, de Chris Paul. Mas há desgraças. Nova Iorque em 7º do Este com Stoudemire e Anthony é uma delas.
         E que dizer dos grandes-jogadores-não-prima-donas? Melhor parece-me. San António (Ginobli, Duncan e Parker) em 1º de toda a NBA, Dallas em 3º do Oeste (Nowitzki), Oklahoma (Durant e Westbrook) segue-se-lhe, Philadelphia com Iguodala encontra-se em 6º do Este. E, obviamente, Chicago em 1º do Este com Derrick Rose. Ora, eu digo que algo está a mudar. E para melhor. Talvez o acordo salarial (que tarda em chegar) melhore o equilíbrio entre estrelas e basquetebol. Porque é o desporto que está em jogo. Mas é bom ver que alguns ainda acreditam que é possível jogar bem e pensar bem. Aplique-se o exemplo.

by Óscar Morgado



publicado por Minuto Zero às 22:39
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Domingo, 27 de Março de 2011
Fogo sem Fumo
E agora Sporting?

O momento era delicado. As eleições para a presidência do Sporting disputaram-se num dos piores períodos da história do clube. Daí o surgimento de muitas listas e o extremar de acusações, insultos, ataques pessoais e outras coisas que tais. Todos os candidatos tinham noção da gravidade da situação.
Chegaram as eleições e num processo que deixa dúvidas, Godinho Lopes foi eleito Presidente do Sporting Clube de Portugal. Como sabem, não era o meu candidato, seria o último a ter o meu apoio, representa um Sporting e uma forma de gerir o clube que eu rejeito veementemente. Também sabem que andem a saltitar entre Dias Ferreira, escolha inicial, e Bruno de Carvalho, escolha final e o meu candidato no dia das eleições. Este último representava uma mudança, mais que não fosse de atitudes e mentalidades. Era arriscado, o seu projecto estava envolto em pormenores menos cristalinos, mas era desse risco, dessa forma diferente de pensar e actuar que o Sporting precisava.
Agora, levantamos a cabeça e o que vemos? Um Sporting mais dividido que nunca, com dois pólos que fazem juras de guerra eterna. Muita água ainda vai correr debaixo da ponte e temo que quem fique a perder seja o meu grande Sporting. O período de divisão e fractura, em vez de terminar, parece que se vai prolongar. Como é que poderá o Sporting começar a preparar o seu futuro se ainda há ameaças de impugnações ao acto eleitoral decorrido ontem? É preciso resolver essa questão, sem estar resolvida, não haverá normalidade em Alvalade. Apesar de apoiar Bruno Carvalho, caso se confirme efectivamente a vitória de Godinho Lopes, ele será o meu presidente e faço votos para que coloque o Sporting no seu devido lugar.
Mais do que nunca, é preciso pensar no Sporting e pensar que há uma época (2011/2012) pela frente. Há um campeonato, taças nacionais e competições europeias para vencer. É preciso criar uma estrutura que possibilita a existência de uma equipa forte liderada por um bom treinador, o qual deverá ser Domingos Paciência, tendo em conta o resultado de ontem. É preciso esforço, dedicação, devoção e glória.
Como sempre, Viva o Sporting!

by Alexandre Poço



publicado por Minuto Zero às 22:52
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Sábado, 26 de Março de 2011
Porque ao Sábado se destaca...

Campanha ideológica vs Campanha de Ostentação




Ao longo da última semana tenho prestado bastante atenção às eleições do Sporting. Hoje será o dia decisivo.
A ausência do voto por correspondência poderá ser decisivo no desfecho destas eleições. Godinho Lopes parece o grande candidato, mas a campanha de Bruno Carvalho e a sustentação de Dias Ferreira tem alimentado a dúvida.
Na verdade para bem do Sporting seria uma catástrofe se qualquer dos dois presidentes favoritos ganha-se as eleições. Acho inaceitável se tal acontecer. Se isso acontecer será porque os Sportinguistas mais uma vez pensaram a curto prazo e na ostentação do que no longo prazo e em ideias fundamentais.
Pedro Baltazar quer devolver o Sporting ao passado, a abertura de treinos, a eliminação do fosso, os jogos à tarde… No entanto parece alimentar um pouco guerra com os eternos rivais em questões da Liga, o que em nada será benéfico para o Sporting. Ser ele o responsável directo pelo futebol também não é nada benéfico para a sua candidatura dada a sua dificuldade comunicacional e de gestão desportiva. O Sporting não é uma empresa.
Dias Ferreira tem Paulo Futre como seu grande trunfo. Um homem com créditos firmados no futebol internacional que pode em muito devolver a boa capacidade de prospecção ao Sporting. Do ponto de vista económico caminha para um processo sustentável dada a sua experiência. A importância que dá ao marketing do clube e a tentativa de ser uma réplica do Barcelona podem ser grandes mais-valias. Contudo tem ideias demasiado fixas e não dará ao Sporting a ruptura que necessita.
Sérgio Abrantes Mendes o patinho feio da candidatura é o homem certo para este lugar. Com uma postura cívica assinalável - fala num projecto sólido e sustentado. Forte opositor da linha Roquette desde os seus primórdios parece-me um óptimo gestor de recursos humanos. Parece-me um homem que dê confiança às pessoas com quem trabalha e saiba tirar o melhor delas. O apoio de Carlos Lopes só vem ilustrar o dever cívico e o amor ao Sporting de Abrantes Mendes. Uma fusão com a Candidatura de Dias Ferreira seria o ideal. Ambos se completavam…
Godinho Lopes é mais que um regresso ao passado é tentar matar o Sporting. A única coisa boa que tem é o treinador que apresenta. Com pouquíssima ligação aos sócios, matava os núcleos do clube. Nomes a mais na gestão do futebol do Sporting-mais do mesmo, pouco rendimento económico a longo prazo.
Bruno de Carvalho é também ele um péssimo candidato. Fala num projecto apresentado com 93 ideias mas esquece o essencial. A unificação leonina em prol dum objectivo comum. O fundo de investimento não é mais do que poeira para os olhos e escolher Van Basten é o total suicídio. O Sporting de 2004 a 2009 apresentou futebol de elevada qualidade faltando solidez defensiva e por isso não ganhou campeonatos. A precariedade deve-se à falta de jogadores. Um treinador que possa ter jogadores para permitir à equipa equilibrar-se não via romper com esse modelo e abraçar um futebol totalmente ofensivo. Inaceitável as declarações de Bruno de Carvalho quando fala na prestação da Holanda em 2008 e 2010. Onde obteve as piores classificações com este treinador. Ele quer um futebol alegre, mas um futebol precário, goleadas de 5-0 e 7/8 derrotas. Não é este o caminho e Van Basten estará para o Sporting como Koeman para o Benfica- uma autêntica desgraça Nacional. A gestação da formação não me parece a mais correcta com poucos jogadores e falta de capacidade de adaptação na transição para o futebol sénior. O seu paleio e o show-off que dá permanentemente podem dar-lhe a vitória.
Bruno de Carvalho aproveita a existência da televisão para potencializar a sua candidatura, com protocolos antes do tempo, como milagres e dinheiros desconhecidos.
Sérgio Abrantes Medes à 70 anos se não existisse televisão e os debates fossem só pela rádio, com o seu discurso clarividente e cívico seria o candidato mais forte. Os tempos mudam… As pessoas continuam ingénuas. Os Sportinguistas dizem que Abrantes Mendes é um bom candidato mas não votam nele porque pensam que ninguém vota. O poder das sondagens e da televisão tem um papel decisivo. As ideias e os valores ficam para trás… O Sporting responderá sim ou não à ingenuidade e se no momento mais crítico da sua história não romper com esta linha de continuidade, cada vez existirá um fosso entre os sócios antigos e novos do Sporting. O Sporting não renovará a sua geração e dificilmente manterá o apoio fundamental para tentar lutar por títulos. E lembro caro leitor nos últimos 41 campeonatos o Sporting venceu apenas 5.Há 67 anos que o Sporting não é bi-campeão. O problema não é de agora.

By João Perfeito


publicado por Colaborador Minuto Zero às 17:25
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O actual Sporting
Seja qual for o resultado das eleições, seja quem for o novo presidente do Sporting Clube de Portugal, está visto que algo tem de mudar.

Todos os candidatos falam na formação como uma arma preponderante para o Sporting dos próximos anos, diga-mos no entanto que uns com mais propriedade do que outros.
É incrível ouvir homens que conhecem o futebol e trabalham nele há anos dizer que já na próxima temporada o plantel principal contará com 5 a 6 jogadores juniores... ao ouvir isto penso logo, mas quais?? Sinceramente dos jogos que vi do Sporting sub-19 vejo apenas um jogador com clara capacidade para ser sénior, mas mesmo este não deverá fazer parte do plantel principal na próxima época. Falo de Ricardo Esgaio, jovem lateral-direito, mas que é mais do que isso... é ala e por vezes (sobretudo na selecção) até extremo. Têm uma resistência fora do normal e capacidade técnica acima da média, para além de condição natural para a posição de lateral fora de série é verdade. Precisa de crescer no futebol sénior.

Por falar em laterais, Cédric Soares vive na sombra de Abel (em fim de contrato) e do inquestionável João Pereira na equipa principal. Precisa de oportunidades e sobretudo de sentir que é parte integrante da equipa. Tem boa capacidade física e é bastante forte a atacar. Também ele precisa de minutos como sénior.

São ambos boas perspectivas para o futuro, curiosamente até para a mesma posição.
Curiosamente também, parece ser o lado direito da defesa a posição na qual a linha recuada do Sporting parece ter um grupo mais competente de jogadores. Na esquerda, as prestações de Evaldo têm sido aquém das expectativas, depois de várias grandes épocas em Braga. Grimi, deixou à muito de ser uma promessa, mostra-se um jogador demasiado frágil para ser opção válida, sendo que a sua venda (tem mercado na América do sul e Itália) deverá ser uma boa opção.

Ao centro os principais problemas. Carriço teve uma época complicada. É sem dúvida o melhor central dos leões mas precisa ainda de crescer, e para isso vai precisar de um central de grande qualidade ao seu lado. Polga perdeu a velocidade de outros tempos, Torseglieri é uma boa ... 2ª escolha, enquanto Nuno André Coelho parece não agradar aos dirigentes sportinguistas apesar do seu reconhecido valor. Falta um grande central, para além de definir qual o papel de Nuno André no plantel.

No meio-campo, o duplo-pivot tem sido composto por Pedro Mendes e André Santos. Se o primeiro estará perto do final da carreira, o segundo tem estado a um bom nível depois de uma extraordinária época em Leiria. É jogador para o futuro do Sporting e quem sabe da selecção nacional. Maniche parece um jogador triste, de mal com o jogo, dúvido que fique no Sporting até porque se sabe que não têm uma personalidade fácil. Zapater é claramente um bom jogador, e pode ser melhor aproveitado do que foi este ano. Caso não agrade ao futuro treinador é jogador com boas perspectivas de mercado.

Para as alas, Vuk e Izmailov devem ter rota de marcha. São sem dúvida dois dos mais talentosos jogadores do nosso campeonato, mas tendo mercado, e sobretudo tendo o histórico de problemas com a direcção devem mesmo para bem das suas carreiras seguir rumo ao leste europeu. Cristiano foi opção de Paulo Sérgio, é bom jogador sem dúvida, mas o seu curto contrato indica que não deve ficar por muito tempo.
A aposta parece recair sobre Diogo Salomão, uma pérola de 22 anos, que precisa urgentemente de minutos nas pernas para poder chegar ao grande nível que todos dele esperam.

Sobram os chilenos:  o "10" Matias Fernandez, um jogador talentoso mas com sérias dificuldades em ser regular. Veremos o que o futuro lhe reserva; e ainda Valdés, claramente um dos valores em quem os leões devem apostar, até mesmo para o seu tão falado 4x3x3...

No ataque mais problemas. Saleiro é claramente jogador banal, longe do nível que se espera. Djálo vem caindo cada vez mais para uma das faixas, mostrando no entanto que está longe do nível que o seu talento merecia, muito pelo que se percebe por culpa própria. Hélder Postiga foi figura de destaque esta temporada e por isso deve ter garantida a manutenção no plantel.

Para terminar esta análise, na baliza Patrício vem marcando o seu espaço como o mais promissor guarda-redes português, apesar desta posição não ser unânime. Hildebrand ganha demasiado para o tempo que joga... Tiago é apenas o eterno 3.

By Tiago Luís Santos


publicado por Minuto Zero às 16:56
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Porque ao Sábado se Destaca...
Campanha ideológica vs Campanha de Ostentação


 
 
 
 
 
 


Ao longo da última semana tenho prestado bastante atenção às eleições do Sporting. Hoje será o dia decisivo.
A ausência do voto por correspondência poderá ser decisivo no desfecho destas eleições. Godinho Lopes parece o grande candidato, mas a campanha de Bruno Carvalho e a sustentação de Dias Ferreira tem alimentado a dúvida.
Na verdade para bem do Sporting seria uma catástrofe se qualquer dos dois presidentes favoritos ganha-se as eleições. Acho inaceitável se tal acontecer. Se isso acontecer será porque os Sportinguistas mais uma vez pensaram a curto prazo e na ostentação do que no longo prazo e em ideias fundamentais.
Pedro Baltazar quer devolver o Sporting ao passado, a abertura de treinos, a eliminação do fosso, os jogos à tarde… No entanto parece alimentar um pouco guerra com os eternos rivais em questões da Liga, o que em nada será benéfico para o Sporting. Ser ele o responsável directo pelo futebol também não é nada benéfico para a sua candidatura dada a sua dificuldade comunicacional e de gestão desportiva. O Sporting não é uma empresa.
Dias Ferreira tem Paulo Futre como seu grande trunfo. Um homem com créditos firmados no futebol internacional que pode em muito devolver a boa capacidade de prospecção ao Sporting. Do ponto de vista económico caminha para um processo sustentável dada a sua experiência. A importância que dá ao marketing do clube e a tentativa de ser uma réplica do Barcelona podem ser grandes mais-valias. Contudo tem ideias demasiado fixas e não dará ao Sporting a ruptura que necessita.
Sérgio Abrantes Mendes o patinho feio da candidatura é o homem certo para este lugar. Com uma postura cívica assinalável - fala num projecto sólido e sustentado. Forte opositor da linha Roquette desde os seus primórdios parece-me um óptimo gestor de recursos humanos. Parece-me um homem que dê confiança às pessoas com quem trabalha e saiba tirar o melhor delas. O apoio de Carlos Lopes só vem ilustrar o dever cívico e o amor ao Sporting de Abrantes Mendes. Uma fusão com a Candidatura de Dias Ferreira seria o ideal. Ambos se completavam…
Godinho Lopes é mais que um regresso ao passado é tentar matar o Sporting. A única coisa boa que tem é o treinador que apresenta. Com pouquíssima ligação aos sócios, matava os núcleos do clube. Nomes a mais na gestão do futebol do Sporting-mais do mesmo, pouco rendimento económico a longo prazo.
Bruno de Carvalho é também ele um péssimo candidato. Fala num projecto apresentado com 93 ideias mas esquece o essencial. A unificação leonina em prol dum objectivo comum. O fundo de investimento não é mais do que poeira para os olhos e escolher Van Basten é o total suicídio. O Sporting de 2004 a 2009 apresentou futebol de elevada qualidade faltando solidez defensiva e por isso não ganhou campeonatos. A precariedade deve-se à falta de jogadores. Um treinador que possa ter jogadores para permitir à equipa equilibrar-se não via romper com esse modelo e abraçar um futebol totalmente ofensivo. Inaceitável as declarações de Bruno de Carvalho quando fala na prestação da Holanda em 2008 e 2010. Onde obteve as piores classificações com este treinador. Ele quer um futebol alegre, mas um futebol precário, goleadas de 5-0 e 7/8 derrotas. Não é este o caminho e Van Basten estará para o Sporting como Koeman para o Benfica- uma autêntica desgraça Nacional. A gestação da formação não me parece a mais correcta com poucos jogadores e falta de capacidade de adaptação na transição para o futebol sénior. O seu paleio e o show-off que dá permanentemente podem dar-lhe a vitória.
Bruno de Carvalho aproveita a existência da televisão para potencializar a sua candidatura, com protocolos antes do tempo, como milagres e dinheiros desconhecidos.
Sérgio Abrantes Medes à 70 anos se não existisse televisão e os debates fossem só pela rádio, com o seu discurso clarividente e cívico seria o candidato mais forte. Os tempos mudam… As pessoas continuam ingénuas. Os Sportinguistas dizem que Abrantes Mendes é um bom candidato mas não votam nele porque pensam que ninguém vota. O poder das sondagens e da televisão tem um papel decisivo. As ideias e os valores ficam para trás… O Sporting responderá sim ou não à ingenuidade e se no momento mais crítico da sua história não romper com esta linha de continuidade, cada vez existirá um fosso entre os sócios antigos e novos do Sporting. O Sporting não renovará a sua geração e dificilmente manterá o apoio fundamental para tentar lutar por títulos. E lembro caro leitor nos últimos 41 campeonatos o Sporting venceu apenas 5.Há 67 anos que o Sporting não é bi-campeão. O problema não é de agora.

By João Perfeito


publicado por João Perfeito às 14:17
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Sexta-feira, 25 de Março de 2011
Voleibol à Sexta
O desporto faz mal à saúde

Numa semana em que os vários campeonatos trouxeram pouca ou nenhuma surpresa, encontrei por acaso um estudo da FIVB (Fédération Internationale de Volleyball), elaborado com base em dados de 2010, sobre as lesões mais comuns em jogadores de voleibol. Qualquer um de vós que esteja mais atento já percebeu que é um tema caro, e não pude deixar de aproveitar a oportunidade para falar um pouco disso, apoiando-me neste estudo recente.
Os resultados divulgados pela FIVB anunciam que as lesões no tornozelo são as mais comuns no voleibol, seguidas pelos (quem mais?) joelhos, costas e dedos. Os problemas mais comuns são provocados pelo excesso de esforço – lesões sérias e agudas são muito raras – e os dados demonstram que 49% dos atletas de voleibol de praia inquiridos, por exemplo, responderam afirmativamente à questão: «sofre neste momento de dor nalguma destas regiões – lombar, joelho ou ombro?».

fonte: deportes.info
É verdade que o risco de contrair lesões graves que impliquem uma longa paragem para recuperação é substancialmente menor que noutros desportos de equipa – veja-se o exemplo do futebol, onde uma equipa tem em média um jogador lesionado por jogo, ao passo que no voleibol a perspectiva é a de um atleta por cada 20 jogos – mas não deixa de ser incrível que cerca de metade dos jogadores se queixe de dores persistentes nas costas, joelhos e ombros. Ainda que, como conclui o estudo, os sintomas das lesões nestes locais sejam normalmente moderados e que os jogadores continuem, na sua maioria, a jogar como habitual.
Vejamos as repercussões disto: ao nível mais elevado do voleibol, quase metade dos atletas joga abaixo das suas potencialidades porque sofre de dores por excesso de uso. E fá-lo continuamente, sem normalmente pararem – 2% dos jogadores afirmaram ter parado por pelo menos uma semana por dores nas costas, 3-4% por lesões no ombro e 7% por problemas com o joelho.
Isto significa que muitos dos jogadores que vemos e apreciamos, os grandes do voleibol mundial, estão continuamente a lutar contra si próprios. Actuam, muitas vezes, num esforço superior ao que se esperaria quando apenas se pratica um exercício deste nível, sem qualquer tipo de condicionamento físico.
Enfim, e oiço isto desde que nasci: «o desporto faz mal à saúde». O desporto de alto rendimento faz, sem dúvida, mal à saúde. E por isso mesmo devemos dar ainda mais crédito a quem a isso se sujeita.

by Sarah Saint-Maxent


publicado por Minuto Zero às 09:40
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Quinta-feira, 24 de Março de 2011
Steve Field
Liga Europa

Pela primeira vez na história, três clubes portugueses estão nos quartos-de-final da mesma competição europeia. Um feito para o desporto nacional. Feito que é ainda mais valorizado quando, entre os três, se encontra o Braga que deixou de fora o todo-poderoso Liverpool.
No entanto, não se está a valorizar em demasia o feito?
Talvez sim, talvez não. Vamos por partes: Por um lado claro que não. Ter três equipas numa fase tão adiantada da prova é sempre uma proeza, sobretudo num país tão pequeno como o nosso, que dá pontos para o ranking e mais uma equipa na liga dos campeões. Porém, para mim não há razão para tanto festejo, pelo menos para já. E porquê?
Vejamos então as equipas que ainda se encontram em prova. 2 Equipas Holandesas, 2 Soviéticas e os espanhóis do Villarreal, para além das portuguesas. Constatamos, então, que o Villarreal é o único representante dos grandes campeonatos europeus, isto porque as equipas desses campeonatos não se motivam para jogar esta “segunda divisão”. Há uns dias, Ribéry apelidava esta liga de “lixo” e dizia não a querer jogar na próxima época (Há forte possibilidade do Bayern lá estar para o ano, daí estas declarações). Ora, facilmente percebemos que os melhores clubes que entraram na prova poucas ambições tinham, como foi o caso de Liverpool, Manchester City ou Juventus, pela falta de prestígio e estímulo da mesma.

Fonte: sportschau.de
 Não quero com isto desvalorizar por completo o feito inédito. Nada disso. Apenas quero mostrar não há razões para tanto contentamento. Esta é uma prova pouco competitiva, com relativas facilidades até às fases a eliminar, que muito piorou desde que começou a ser composta por fases de grupos. Os clubes dos melhores campeonatos, muitas vezes, até jogam com os menos utilizados na competição.
Só que apesar de ser uma “segunda divisão”, não é de deitar fora a possibilidade de uma conquista. Uma conquista europeia é sempre assinalável. Deste modo, há que valorizar o feito. Não nos podemos esquecer é do que referi. Não nos podemos esquecer que duas das equipas foram eliminadas da prova elite da UEFA. Não nos podemos esquecer do fiasco do Benfica na Liga dos Campeões num grupo bem acessível…como parece que já foi esquecido e era o mais importante.
No entanto, força Portugal!

by Steve Grácio


publicado por Minuto Zero às 00:11
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Quarta-feira, 23 de Março de 2011
Em Frente
Eleições Cansativas


Finalmente as eleições estão a chegar. Tenho acompanhado a campanha dos diferentes candidatos e neste momento, tal como creio que acontece com estes, sinto um certo desgaste enquanto sócio do clube. Começo a estar farto desta espera, das constantes notícias e contra-notícias, dos constantes actos de difamação.
Ainda bem que é já sábado que – espero eu – seja definitivamente colocado um ponto final nesta crise de liderança. E, sendo sincero, começo a nem querer saber quem sairá vencedor. Se há duas semanas sentia-me inclinado a votar no candidato da Lista C, Bruno de Carvalho e, no decorrer da última semana, tomava o voto neste como um dado adquirido, agora sinto que nem este, nem nenhum outro candidato fez por merecer o meu voto. Senão vejamos:
Bruno de Carvalho foi o único a apresentar um projecto, isso é incontornavelmente claro. No entanto, a campanha “Por um Sporting sem complexos” parece ter entrado numa espiral de arrogância que eu verificava em outras candidaturas. De adepto praticamente anónimo a possível figura central do Universo Leonino parecia ser um passo realista, no entanto torna-se notório que o candidato não tem conseguido lidar com o processo de difamação que se tem deparado sobre si. Apresenta um grande cansaço inerente a todo o acto eleitoral e enquanto favorito das massas, com os holofotes centrados na sua pessoa, tem-se descaído, dando luz a algumas falhas no seu projecto e à perda de votos que tinha assegurado.

fonte: Diário de Notícias
Mas, entre ter falhas no projecto, ou não ter projecto algum venha o diabo e escolha. Dias Ferreira, em virtude dos debates na RTPN e no Jornal Jogo (em conjunto com o DN) tem vindo a ganhar força. No entanto, talvez seja já muito tarde para conseguir ganhar as eleições. Apresentou um director desportivo polémico no início da campanha que o parecia colocar logo de parte na corrida à presidência do clube. Conseguiu voltar à ribalta com a apresentação de um treinador reputado, mas, voltou a perder visibilidade nos órgãos de comunicação social. Regressou agora em força num último pressing demagógico, com o dom da fala que todos lhe reconhecem e com a apresentação de jogadores na próxima quinta-feira.
Por falar em jogadores, Pedro Baltazar parece ter aí o seu grande trunfo à vitória. Adriano, Léon, Drenthe são alguns dos nomes falados pela sua lista em caso de eleição do candidato. No entanto, novamente, tal como o antigo comentador da SIC, não tem apresentado ideias concretas para o clube, preocupando-se mais em atacar os seus rivais. Pior, ao contrário de Dias Ferreira, não tem o dom da palavra (ainda por cima é gago, o que não ajuda nesse ponto) e a gafe relativa a um outro clube terá sido a “morte do artista” para este candidato, que mesmo com a derrota, parece ser um nome importante no futuro do clube em virtude dos seus investimentos neste.
 Falar parece ser também o forte do candidato Abrantes Mendes. É quase um dado certo que não vencerá as eleições. Mesmo assim avançou, fazendo notar que como ele haverá poucos Sportinguistas. Não tem ideias à vista, no entanto é um forte crítico do Projecto Roquette e um conhecedor da realidade do clube. No entanto, apresentar discursos elaborados e honestos não chega e os sócios terão isso em conta.
Por fim, falando em sócios, será o apoio dos mais antigos que dará ainda hipóteses a Godinho Lopes de almejar a sua eleição. Começou por ser o grande favorito, mesmo sendo o candidato da Continuidade (por muito que ele o tende negar). Mesmo assim, para além de juntar em seu torno notáveis do Universo Leonino, acabou por não conseguir realizar uma campanha positiva. Prometia união e, em termos eleitorais, acabou apenas por dar importância a atacar os seus oponentes, nomeadamente Bruno de Carvalho. Medidas foram poucas as que teve em conta, refere 100 milhões de euros, mas fugindo sempre à explicação profunda deste valor. Enfim, tem acabo por ser aniquilado nos diferentes debates e arrogância da sua lista terá igualmente sido responsável pela sua provável derrota.
Não sei quem vencerá. Quem o fizer será com números baixos, sendo neste momento a eleição por maioria uma miragem. Godinho Lopes e Bruno de Carvalho pareciam até agora ir disputar a vitória. No entanto, a estes junta-se agora Dias Ferreira, o grande outsider. As eleições são no sábado e o meu voto irá para…

Saudações Leoninas,

by Jorge Sousa


publicado por Minuto Zero às 05:26
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Terça-feira, 22 de Março de 2011
Buzzer-Beater

Equilíbrio geográfico


            Quando tive a ideia deste tema pensei que iria ter muito mais para escrever. Resulta que afinal não tenho assim tanto, mas fica a ideia: há 30 equipas na NBA. Há 50 estados nos Estados Unidos. Há 21 Estados com equipas da NBA. Aqui está a minha questão: justifica-se uma distribuição tão desigual das equipas?
            Vamos por partes. Temos a conferência de Este e de Oeste. 15 equipas para cada lado. Do lado mais atlântico estão Boston Celtics (Massachussets), New York Knicks (New Jersey), Philadelphia 76ers (Pensylvania), Toronto Raptors (Canadá), Detroit Pistons (Michigan), Milkaukee Bucks (Wisconsin), Chicago Bulls (Illinois), Indiana Pacers (Indiana), Cleveland Cavaliers (Ohio), Washington Wizards (District of Columbia), Charlotte Bobcats (North Carolina), Atlanta Hawks (Georgia), Orlando Magic (Florida) e Miami Heat (Florida). Deste lado não há grandes problemas, apenas 2 equipas num mesmo Estado (Florida). Mas a nível de cidades é diferente. Newark (New Jersey) é apenas a 68º cidade mais populosa dos USA, enquanto Cleveland não é a maior do Ohio (Columbus é a 16º mais populosa). Por exemplo Maryland, que sendo um estado pequeno tem porém a populosa Baltimore.
fonte: targetmap.com
            E do lado do Pacífico? Minnessota Timberwolves (Minnessota), Memphis Grizzlies (Tenessee), New Orleans Hornets (Louisiana), Oklahoma City Thunder (Oklahoma), Dallas Mavericks, San Antonio Spurs e Houston Rockets (todos no Texas), Denver Nuggets (Colorado), Utah Jazz (Utah), Phoenix Suns (Arizona), Portland Trailblazers (Oregon) e Sacramento Kings, Golden State Warriors, Los Angeles Clippers e Los Angeles Lakers (todos na California). Aqui as distribuições são muito diferentes. Se a California tem 4 equipas, porque não o Texas? Talvez se reduzisse uma (Golden State em Oakland?) e se passasse para Nova Iorque (que irá ter os Nets em Brooklin nos próximos anos). E claro, no Oregon, a terra da gigante Nike teria que ter uma equipa. Mas e então cidades como Las Vegas? Já foram palco de um All-Star, seria altura de se pensar numa equipa. E os velhinhos Seattle Supersonics (actualmente Oklahoma City Thunder) eram também uma cidade no norte que equilibrava um pouco as coisas.
            E para quem tiver um mapa mental dos Estados Unidos (ou o Google à mão), note-se a discrepância em relação à quantidade de Estados a norte, do lado Oeste, sem equipa comparado com aqueles a sul. Sim, são menos populosos, mas a nível de distribuição geográfica seria algo a pensar. Minneapolis também tem menos de 400000 pessoas mas tem direito a uma equipa.
            Portanto, muito em que pensar. Talvez seja uma ideia ridícula, mas há certos lapsos geográficos que afectam ainda muita gente, mesmo com uma densidade demográfica reduzida nalguns locais do norte. E essa gente coitada não tem direito ao maior espectáculo de basquetebol do mundo. Uma pena.


by Óscar Morgado



publicado por Minuto Zero às 15:16
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