Sexta-feira, 13 de Abril de 2012
3x4x3: A outro nível...

Não se percebe de facto, em que rumo quer seguir o futebol europeu e mundial. Vários são os problemas estruturais que saltam neste momento à vista, escrevo este post para enumerar alguns apenas:

 

1. Fico preocupado (senão mesmo horrorizado) quando vejo Platini ameaçar uma vez mais o futebol europeu com as suas inovadoras competições. Concordo que a remodelação da Taça Uefa para Liga Europa foi um bom movimento, embora ache que a fase de grupos deveria ser encurtada para 32 equipas de forma a aumentar o nível de competição. Concordo com o novo sistema de Playoff da Liga dos Campeões, porque possibilita de facto que equipas campeãs de países com menos ranking possam brilhar. Mas não consigo gostar da ideia de uma competição única com 64 equipas. Penso que seria o banalizar da competição. Para as equipas de países com menos ranking, o essencial é jogar a nível europeu, e se possível com bons retornos. Por isso, acho que o melhor seria manter a Liga Dos Campeões nos moldes actuais, mantendo a Liga Europa, mas reduzindo o número de equipas para os países de maior ranking, dando maior destaque às equipas campeãs de outras federações. Reduzir por exemplo de 4 para 3 o número máximo de equipas inglesas na Champions seria uma medida e estudar. Mas é claro, para isto acontecer, a Liga Europa teria de aumentar os seus prémios, garantido o interesse dos colossos europeus na competição.

Nesta lógica, a longo prazo, seria de estudar um terceira competição, que se alimentaria sobretudo dos clubes que hoje em dia chegam à fase de grupos a 64 equipas da Liga Europa.

São apenas pensamentos.. mas uma Champions a 64 apenas iria banalizar a maior e mais prestigiada competição futebolística mundial e a grande arma da UEFA em termos de marketing e prestigio mundial e provavelmente, criar um conflito com os chamados G-14, que em tempos tanto procuraram criar uma Liga Europeia, apenas para um determinado grupo de equipas de top, o que seria desastroso ao nível do crescimento das ligas de menor reputação.

 

2. Acho absolutamente repugnante o novo modelo de competição para os campeonatos europeus a partir de 2016. Das duas uma, ou se joga uma fase de grupos a 16 ou a 32. Grupos com 5 equipas, onde se apuram os melhores 3 classificados de alguns é passar um atestado de mediocridade ao futebol europeu. Já se percebeu que os campeonatos da Europa precisam urgentemente de ser revistos para bem da sua reputação, mas adoptar um modelo sul-americano de grupos é dar 10 passos atrás... espero que o senhor Platini esteja a prever que a situação seja apenas transitória, para bem do futebol da UEFA.

 

3. Do outro lado do Atlântico vêm raras boas vibrações. O futebol brasileiro tem agora oportunidade de se refundar, depois do afastamento de Ricardo Teixeira da CBF. Esperemos que não regresse, porque o mundo merece um futebol brasileiro reabilitado. Veremos como termina este jogo de poderes com lobbys infindáveis que denegriu durante os últimos anos a organização do futebol canarino.

 

4. José Veiga teima em crucificar a sua imagem junto da opinião publica. As declarações pós Sporting-Benfica, foram concerteza mal medidas. Não duvido da importância do trabalho de Veiga enquanto esteve no clube da Luz, mas existem outras formas de se dirigir à actual direcção (da qual fez parte) mesmo para quem prepara terreno para um novo ciclo de poder a partir das próximas eleições encarnadas. Seria de todo mais prudente uma outra abordagem mais cuidada, mais cautelosa, não se perderia o efeito e ficaria bem melhor ao antigo responsável desportivo.

 

By Tiago Luís Santos

 

 



publicado por Minuto Zero às 20:26
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1 a zero:
De João Perfeito a 13 de Abril de 2012 às 23:58
1- Acho que a Champions está bem assim. Agora a Liga Europa mudar não concordo até porque sou da opinião que os 3ºs da Champions merecem continuar na Europa
2-Concordo em absoluto, isto é tudo para que não existam mais faltas de presença em fases finais de colossos- como Inglaterra em 2008. Um modelo arcaico e um retrocesso.
3- Não conheço quase nada do trabalho de Ricardo Teixeira. Agora, na minha opinião o futebol brasileiro está morto e enterrado. A mudança de paradigma e de competitividade do futebol actual vai tirar claramente ao Brasil toda a sua pujança deixada vincada nas pretéritas décadas. O ADN brasileiro colapsou com o novo futebol do século XXI.
4- Concordo, não sei o que Veiga pretendeu com as suas afirmações. Agora uma coisa é certa, não foram por acaso.


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