Quinta-feira, 12 de Abril de 2012
Veni, vidi, vici

Sumário escolar

 

Chegou a altura de rever a matéria. Não é difícil, a matriz mantém-se ano após

ano, só muda semestre a semestre. Não percebem? É fácil de entender, quase tão

fácil como a tabuada. A finalidade é sempre a mesma e tem de dar um FC Porto

campeão. Caso não cheguem a esse resultado, não se preocupem: os meios nem

sempre têm de justificar os fins. E o Benfica é campeão? Depende do semestre.

Até às férias do Carnaval, os catedráticos devem dizer que sim, depois normalmente,

no segundo, houve marosca. Marosca, marosquinha, isso já é à Sporting. Vai avisando

todos, mas ninguém o parece querer ouvir… Só se perderem e aí faz lembrar aquela

história da criança que chora e é gozada, mesmo tendo razão. Na escola todos vivemos tempos difíceis…

 

Entre outras coisas, torna-se chato quando quem está ao nosso lado, nos copia e tira melhor
nota. Que o diga Vítor Pereira, que depois de ter visto a cábula do seu
antecessor não necessitou de muito para igual resultado, mesmo que com letra
mais difícil de entender. Graças a deus ninguém se apercebeu da marosca, ou
então aquilo podia dar chumbo. E por falar em chumbo, se a português já era
difícil passar, Jorge Jesus arrisca-se a perder o ano inteiro. Mesmo assim
ainda teria um lucro de sete milhões, um pouco impensável, em ano de eleições.

Eleições por
ocorrer – em Outubro, caso queiram saber – eleições ocorridas. No caso de Pinto
da Costa não são permitidos «atirei o pau ao gato» violados, nem tão pouco
clássicos perdidos. A Godinho, o que de Godinho é. Infelizmente já é pouco e na
sua escola poucos parecem querer saber. E porque saber é poder, resta a Vieira,
mais uma vez, ocultar a verdade antes do acto eleitoral. «Professora, eu não
menti, só não disse a verdade», algo deste género deve sair dali, com umas
ameaças a Platini pelo meio, e com novo anúncio de um Benfica europeu idêntico
ao dos anos 60. É quase como o fim do mundo, alguma vez deve acertar, ou então
algum adepto enganar. Seja como for, esta malta «está brava».

E assim segue o futebol nacional,
sem grandes complicações, sempre igual. Pelo meio um ou outro caso – como o
alargamento da Liga – mas nada de especial. Vão mudando umas escolas privadas –
Belenenses, Boavista, Braga – mas a coisa compõe-se sempre à maneira dos três
principais estabelecimentos, com quota generosa no quotidiano de todos os
portugueses.

 

Especial, por Jorge Sousa



publicado por Minuto Zero às 19:01
editado por Jorge Sousa às 20:47
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1 a zero:
De João Perfeito a 13 de Abril de 2012 às 01:11
Boas Jorge

Saúdo o teu regresso...

Concordo contigo quando dizes que o futebol português não tem mudado.
Na verdade sou até mais transversal nesta linearidade competitiva.
Se quisermos o FC Porto até se deu ao luxo de perder em Barcelos para não ultrapassar a invenciabilidade histórica do Benfica.
Os três grandes tem um ADN competitivo de 80 anos consolidado em muito pela conjuntura social e cultural que representam...
Por isso na minha opinião, não há grandes novidades nestas conjecturas...
Porto dominante- fruto dum líder dominante (isto é- dependente de um contexto temporal específico- sem fazer a transicção para uma uniformização de pensamento (exterior e posterior a Pinto da Costa) Depois de Pinto da Costa como será? Terá o clube uma ampla possibilidade de repercutir as epopeias transactas? Não me parece...
Sporting- (Sem ofensa)- Equipa que nos pretéritos 60 anos tem revelados sinais graves de perca de regularidade, acente num modelo arcaico de estrutura e uma falta de inovação de ideias deveras preocupantes nos tempos que correm... Com uma massa adepta oscilante e pouco fiel (pelo menos em número, claro que existem sempre aqueles adeptos com um amor platónico ao clube). Uma estrutura que a espaços consegue uma organização razoável e por isso mantém nas competições a eliminar a sua maior possibilidade de triunfo.
Benfica- O maior clube do país, em fase abundante de crescimento (mais enquanto clube do que enquanto equipa). Com uma massa e uma identificação mística definida na plenitude. Tem por isso todas as condições para sobreviver a qualquer crise e estar sempre próximo da vitória. Clube demasiado agarrado ao passado glorioso histórico, com uma organização que ainda não compreendeu a urgente necessidade de deixar os livros de história no baú e criar um projecto futebolístico inovador...
Será no meu entender o encurtar de distâncias relativamente ao Porto que permitirá ao clube despoletar as suas forças para tentar emancipar-se outra vez dos eternos rivais.

As matérias (tempos) mudam, mas as notas (resultados) são sempre as mesmas...


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