Quarta-feira, 11 de Abril de 2012
Porque a vida também é feita a correr...

                                 

Cristiano Ronaldo- Uma máquina solucionadora de Problemas

            

 

                     O  Real Madrid venceu o Atlético de Madrid por 4-1 e deu um passo de gigante rumo à recuperação do ceptro espanhol que lhe tem fugido nas pretéritas 3 temporadas.

               Apesar do avolumar do resultado, a diferença entre as duas equipas no jogo de hoje não coincide com o placar final.

               O Atlético de Madrid demonstrou ser uma equipa pressionante e com boa qualidade ofensiva. Já o Real Madrid, sem brilhar, voltou a demonstrar um naipe de jogadas e movimentações colectivas interessantes, mas com pouca incisão finalizadora.

Sendo forte no processo a equipa foi fraca na finalização do mesmo. Com toda a pressão que estava sujeito face aos escassos 4 pontos de vantagem sobre o seu eterno rival, o Real Madrid parecia que ia deixar fugir mais 2 pontos e acender a luta pelo título, a um patamar que muitos já consideravam impossível.

                Mais uma vez o Real Madrid ofuscou as suas debilidades colectivas pela individualidade do futuro melhor jogador da História do futebol (quiçá dos desportos colectivos).

               O Real Madrid voltou a ser Real Ronaldo, com mais 3 golos do internacional português. Os dois primeiros com execuções perfeitas e um efeito histórico que deve ser atualizado nos futuros manuais de futebol.

               Sem precisar de grandes rasgos individuais nem colectivos, Ronaldo desferiu 3 pontapés fulminantes sem hipótese de defesa deixando o prodígio Curtuouis numa posição injustamente ingrata.

               Se toda a individualidade de Messi nasce numa tabela ou numa correria onde apanha a bola já em velocidade, Ronaldo depende 0 da organização colectiva. Recebe a bola, para, corre e golo… Tão simples que até parece fácil.

               Dum lado a genialidade pura do futebol no seu estado de maior transcendência do outro lado um ser humano capaz de solucionar todas as adversidades que lhe colocam pela frente.

                Dum lado um artista e toda a falta de completude que o nutre, do outro lado um ser humano normal que completa todos os parâmetros de jogo…

                  Podemos fugir, mas não podemos ignorar a realidade. Sendo um futebol um jogo, que na sua concepção epistemológica envolve uma luta por uma vitória que se traduz em golos a eficácia é o grande pêndulo criterioso da nossa escolha.

Messi diverte-nos e rualiza o futebol ao patamar mais bonito da história da Humanidade, Ronaldo dá-nos a eficácia no cume da montanha das possibilidades…

                Por isso a rivalidade é a dois mas o destino é só um: Ronaldo melhor jogador da História do futebol Mundial…

 



publicado por João Perfeito às 23:57
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1 a zero:
De Vitor Pereira a 12 de Abril de 2012 às 01:39
O que vale é que o futebol é tão estatísticamente perfeito que eu vou ser campeão...


De Amante a 12 de Abril de 2012 às 01:55
Falso! Uma luta não se traduz simplesmente em golos. Senão Peyroteo seria relembrado como o melhor de sempre. Nem tão pouco em vitórias, senão o mesmo aplicativo do ponto anterior. Maradona, Rivelino, Van Basten, Zidane, Péle, George Best, Di Stefano, Yashine, Beckenbauer, etc... não são somente lembrados pelo que venceram, mais sim pelo que conseguiram mostrar ao longo dessas conquistas. Ficam na memória momentos como a «mão de deus» de Dios, o «elástico» de Rivelino, o golo de primeira do holandês, o tiro ao Leverkusen do francês, o golo na final de 1958 do rei, a magia de Best misturada com a sua vida a 100 à hora, o maestro das conquistas argentino/espanhol, o gato/aranha russo que nada deixava passar e o Kaiser a levar a Alemanha ao Mundial, tanto como jogador, como treinador.

Tanto Messi, como Ronaldo um dia terão esses momentos. O primeiro é mágico, o segundo é trabalhador. O primeiro representa aquilo que somos em criança, representa o «Tsubasa» que todos gostávamos de ser. Não sabemos o que pudemos esperar dele. E melhor, é tudo natural, parece não necessitar de muito esforço, tendo à volta dele sido montada uma equipa que não há memória. O segundo é perfeccionista, onde está merece estar. Não é um humano normal, é alguém bem fixado no que quer, de onde vem e para onde vai. Eu? Gosto de ambos, mas sei ver que enquanto Ronaldo é um dos melhores, o Messi será muito provavelmente o melhor de sempre. E porquê? Porque no futebol «podemos ignorar a realidade». É um mundo de fantasia, onde a eficácia é importante (o argentino então bem o demonstra, tal como o português), mas não é tudo.


De Tiago Santos a 12 de Abril de 2012 às 19:31
opiniões... acho que daqui por 5 anos ai sim puderemos dizer quem era de facto o melhor dos dois. Já melhor de sempre é muito mais relativo.

Esta ano a bola de ouro vai para quem ganhar a final de Munique e ponto final na conversa (a não ser que Ronaldo fosse campeão europeu o que é altamente improvavel)


De João Perfeito a 14 de Abril de 2012 às 00:20
Isso é óbvio, fruto dos critérios da FIFA.
Agora eu tenho outra opinião.
Quanto à questão de ficar na História, prefiro dar a minha opinião agora do que daqui a 5 anos... Acho que não faz sentido quando as carreiras de ambos terminarem virem teóricos fazer livros a explicar porque um é melhor que outro por exemplo. Aí vai ser fácil... Mais difícil é prever o futuro e deixar um palpite e acho mais sensato enganar-me rondandamente mas ao menos mostrar a minha convicção do que esperar 5 anos e depois aí dizer qualquer coisa sobre o assunto...


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