Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2012
Buzzer Beater

Desalinhamento cósmico

 

Não, não é sobre astronomia. Ou se calhar sim. Da desportiva digo. Parece que este fim-de-semana o All-Star vai ser mais um evento estranho, como tantas outras coisas nesta época de lockout. Na maioria dos eventos, o plantel está bem construído e promete momentos de entretenimento de qualidade: um sempre meu favorito, o Skills Challenge, conta com Curry (a defender o título do ano anterior), Wall, Westbrook, Parker e Williams a demonstrarem  grande domínio de bola, e todos sabemos que eles são capazes de tal; no concurso de 3 pontos, a coisa também promete: especialistas do tiro exterior como Jones (a defender o seu título do ano anterior), Ryan Anderson, Anthony Morrow e Mario Chalmers juntam-se a estrelas mais completas (mas não menos especialistas) como Kevin Love e Kevin Durant (que substitui o lesionado Joe Johnson).

Mesmo o Shooting Stars (até agora só mencionei eventos a acontecer no Sábado à noite) tem sempre um plantel diversificado, constituído por um jogador da equipa masculina, uma atleta da WNBA e uma lenda do clube. De facto, a inovação positiva termina no que até agora era o jogo que colocava frente a frente 'rookies' e 'sophomores' (respectivamente, jogadores nos seus 1º e 2º ano na NBA), para ser um confronto entre equipas escolhidas e dirigidas alternadamente por Shaquille O'neal e Charles Barkley, misturando os jogadores de 1º e 2º ano, onde se contam as sensações de Jeremy Lin, Blake Griffin, Greg Monroe, Kyrie Irving, Ricky Rubio ou John Wall. A não perder na sexta-feira à noite.

O problema surge com aqueles que são os dois eventos mais populares: o concurso de afundanços e o jogo All-Star. O primeiro, no sábado, junta Derrick Williams, Chase Budinger, Jeremy Evans (a substituir Iman Shumpert) e Paul George a competir pelo título. E não, não foi só a minha forma de escrever que foi desinteressante, simplesmente parece que alguém fez a escolha ao calhas entre jogadores pouco proeminentes na liga. E desafio aqueles que discordarem comigo e disserem que estes atletas são estrelas que voam por cima do aro e nos fazem sonhar de cada vez que disparam lá para cima, porque não é verdade (exceptuando talvez Paul George, no qual vejo um legítimo candidato). Todos os outros são 'afundadores' medíocres. Budinger é até enfadonho. Depois de no ano passado se ter dado o melhor concurso de afundanços desde que em 2000 Vince Carter fez o mundo duvidar de que seria humano, com Griffin a saltar por cima de um automóvel, Ibaka a saltar antes da linha de lance livre ou McGee a afundar 3 bolas em 3 cestos diferentes, este ano não sei o que vai na cabeça dos organizadores. Terá havido pouco tempo para preparar as coisas? Será só impressão minha que quem continua a dominar as tabelas nos jogos é Griffin, e ainda Lebron James (que este ano anda soberbo em muitas coisas, incluindo os afundanços), e até DeAndre Jordan? Juntavam estes 3 a George e tinham um concurso meus senhores. Griffin e James já são demasiado protagonistas por serem dos 5 iniciais do jogo de Domingo? Pois bem, Kevin Durant também vai ao concurso de 3 pontos! Nem sequer consideram John Wall ou Russell Westbrook, dois atletas fenomenais a afundar no cesto, o que acho uma pena. É verdade que se trata de um concurso, e podem haver surpresas e eu estar enganado quanto à qualidade do mesmo. Mas se o critério é quem promete mais com os afundanços em jogo, então alguém acertou ao lado. Melhor será dizer, noutro lado completamente diferente.

Uma última nota para a selecção dos All-Stars para o jogo de Domingo. É certo que ninguém esperaria no início da época ver Roy Hibbert, Luol Deng ou Andre Iguodala no plantel da Conferência de Este, nem Andrew Bynum, Marc Gasol ou Tony Parker no plantel de Oeste, mas todos estes o mereceram pelas épocas fantásticas que estão a ter. Agora, por favor, senhores treinadores, parem de dar prémios de carreira a jogadores  que estão a ter anos mais fracos que outros, e que nem por isso estão em equipas melhores sequer, como Dirk Nowitzki ou Steve Nash. E David Stern, da próxima é favor escolher um substituto lógico para o lesionado Johnson, como seria Josh Smith, também de Atlanta (equiparava a importância de uma equipa bem qualificada e premiava um ano fantástico deste jogador, em vez de um ano medíocre de Rajon Rondo dos Celtics.)


 



publicado por Óscar Morgado às 14:18
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