Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2012
Porque a vida também é feita a correr...

Estreia auspiciosa

 

A selecção Portuguesa venceu a sua congénere azeri, por 4-1 no primeiro jogo do grupo D do 8º campeonato da Europa de Futsal.

Começou com o pé direito a participação lusa na maior competição de futsal do velho continente.

Depois do vice-título de há dois anos, apenas batidos pela sempre favorita Espanha, Portugal ambiciona finalmente trazer o ceptro europeu para solo nacional…

No arranque da competição pode-se dizer que as esperanças nacionais têm todos os motivos para se consolidarem com o desenrolar da prova.

No plano geral a equipa orientada por Jorge Braz parece mais madura do que em competições anteriores. A movimentação sem bola e o pouco tempo dos jogadores com a bola no pé são as características mais importantes desta equipa lusa.

Com o mágico Ricardinho o perfume desta equipa está sempre garantido. Por outro lado, os sempre consistentes Gonçalo Alves e Arnaldo asseguram boa posse de bola e dinâmica de movimentos. Marinho, Joel Queirós e Cardinal com bons movimentos de desmarcação dão completude a esta equipa. Bem organizada a equipa privilegia as triangulações em profundidade, jogando no campo de todo, de forma curta, com amplos movimentos de aproximação do jogador sem bola.

Mas nem por uma qualidade organizacional acima da média se fica esta equipa Nacional. Com um bom pressing na diagonal, tapa a saída do adversário. Fecha bem no quadrado defensivo e raramente permite a bola entrar entre linhas.  A solidariedade é também uma premissa desta equipa, que com a sua entreajuda e encurtar de espaços não permite remates fora-de-área em movimentos típicos pivot-ala do adversário.

O Azerbeijão é uma equipa extremamente táctica, impulsionado por brasileiros nacionalizados a equipa é uma imagem do melhor clube do país- o Araz, potência clubística da Europa do futsal.

No banco a equipa é treinada por Alesio Da Silva, ex-treinador do todo o poderoso Karat Almaty e uma das pedras basilares para o crescimento do FC Barcelona futsal na sua fase embrionária. Com um padrão de jogadas bem definidas intersectando a qualidade de recepção e segurança de jogo do seu pivot Serjão, que apesar dos 110 quilos tem uma movimentação interessante, com a criatividade de jogadores como Thiago ou Felipe, consegue construir bem o jogo, soltando a bola e raramente a perdendo em zonas proibidas mesmo com o pressing. Contudo a falta da sua maior pérola dos últimos anos Biro Jade tem-se notado na equipa. A falta de profundidade e verticalidade de movimentos tornam o jogo desta equipa previsível e face à inteligência dos portugueses defensivamente todo o espectro colectivo de jogadas de ataque é sintomaticamente quebrado. Esta equipa precisa de ideias e de um pouco mais de abertura ao seu esquema de jogo.

No plano geral um bom jogo onde se baterem duas boas equipas no plano táctico, mas a velocidade dos portugueses fez a diferença final.



publicado por João Perfeito às 23:26
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