Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2012
Steve Field

A organização Italiana

Foi com enorme prazer que, na passada quarta-feira, me desloquei ao Municipal de Leiria, agora abandonado, para assistir a um jogo de juniores entre o Sporting e o Inter de Milão, que apurava uma equipa para a final four da NextGen Series, uma espécie de Liga dos Campeões do escalão júnior.

Desde o primeiro momento do jogo que o Sporting pegou na bola e fê-la circular entre todos os seus elementos. A equipa de Sá Pinto privilegia a bola, assente no esquema 1x4x3x3, com 1x2 no meio-campo. A bola é a única preocupação dos jogadores, que retira ao adversário grandes possibilidades de atacar. No entanto, apenas teve uma oportunidade durante todo o encontro, pois todas as investidas embatiam na muralha Italiana. Assim, a esmagadora percentagem de posse de bola de pouco valeu, já que a bola é útil se for bem usada (veja-se o caso do Barcelona).

O Inter, raramente tocando na bola, parecendo em algumas vezes não querer saber do jogo, é uma equipa tipicamente Italiana: não se preocupa em jogar atrás da linha da bola todo o encontro. Ocupa os espaços na perfeição, bascula, são tacticamente perfeitos.

Este encontro de juniores revelou a aposta ganha dos clubes na formação. Isto é, com algumas diferenças de talento é certo, a diferença entre as equipas e os seus seniores não é significativa. O modelo de jogo é o mesmo, que revela a preocupação em formar. Tal como os seniores, os juniores do Sporting procuram a bola, os do Inter procuram a organização defensiva.

Destaque na equipa leonina para Esgaio, um lateral muito promissor, Agostinho Cá, um trinco interessante, Carlos Mané, um extremo muito rápido e para João Mário, médio e capitão de equipa, por onde passa cada ataque, que se fala ir para Liverpool na próxima temporada.

Sou fã do modelo Italiano. Mesmo gostando de ter a bola, a organização é fundamental e, como se viu na quarta, ganha jogos. O inter segue para a final four, mas os leões ganharam uma geração, pela qualidade do plantel e pelo modelo imposto na equipa. Ganhar não é tudo na formação

 

Nota: Que grande Australia Open! dos melhores torneios que assisti. E uma final memorável entre dois grandes campeões que elevam o desporto para outra categoria.

Além disso, destaque para a boa CAN que se tem assistido, no qual tentarei falar assim que puder.



publicado por Steve Grácio às 14:06
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1 a zero:
De verdadeeconomica a 10 de Fevereiro de 2012 às 17:50
muito bom, muito detalhado


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